Anastomose nervosa término-lateral utilizando cola de fibrina : estudo experimental em ratos
| Ano de defesa: | 2008 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/326 |
Resumo: | Introdução: A realização da anastomose nervosa término-lateral (ATL) com cola de fibrina é considerada controversa na literatura. Poucos estudos experimentais estão disponíveis sobre o tema. Apesar disso, há relatos de sua utilização clínica com sucesso. Os principais questionamentos referem-se aos mecanismos de brotamento axonal a partir da face lateral de um nervo íntegro. Objetivo: O objetivo deste trabalho é estudar a regeneração axonal após ATL com cola de fibrina, em ratos. Método: Foram utilizados 45 ratos Wistar distribuídos em três grupos: os animais do grupo A (n=15) não foram submetidos à secção nervosa (grupo controle); os animais do grupo B (n=15) foram submetidos apenas à secção do nervo fibular, sem posterior reanastomose; e os animais do grupo C (n=15) foram submetidos à secção do nervo fibular e à ATL - sem abertura epineural - com cola de fibrina no nervo tibial. Posteriormente os animais foram submetidos a dois testes de marcha (30 e 90 dias) e à análise morfométrica (90 dias) por meio da aferição do número e diâmetro axonal por campo. Resultados: A análise estatística dos testes de marcha demonstrou que o grupo A não apresentou alteração no padrão de caminhada durante o estudo (p>0,05). O grupo B apresentou prejuízo motor no primeiro e no segundo teste (p>0,05). O grupo C apresentou um padrão de atrofia no primeiro teste, com recuperação da marcha no segundo teste (p<0,05). Na análise morfométrica, o grupo C apresentou regeneração axonal significativamente superior ao grupo B (p<0,05). Conclusão: A ATL realizada com cola de fibrina resultou em regeneração axonal no rato, demonstrada tanto histologicamente quanto funcionalmente. |
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2011-08-09T14:05:36Z2021-09-30T19:57:38Z2008https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/326Introdução: A realização da anastomose nervosa término-lateral (ATL) com cola de fibrina é considerada controversa na literatura. Poucos estudos experimentais estão disponíveis sobre o tema. Apesar disso, há relatos de sua utilização clínica com sucesso. Os principais questionamentos referem-se aos mecanismos de brotamento axonal a partir da face lateral de um nervo íntegro. Objetivo: O objetivo deste trabalho é estudar a regeneração axonal após ATL com cola de fibrina, em ratos. Método: Foram utilizados 45 ratos Wistar distribuídos em três grupos: os animais do grupo A (n=15) não foram submetidos à secção nervosa (grupo controle); os animais do grupo B (n=15) foram submetidos apenas à secção do nervo fibular, sem posterior reanastomose; e os animais do grupo C (n=15) foram submetidos à secção do nervo fibular e à ATL - sem abertura epineural - com cola de fibrina no nervo tibial. Posteriormente os animais foram submetidos a dois testes de marcha (30 e 90 dias) e à análise morfométrica (90 dias) por meio da aferição do número e diâmetro axonal por campo. Resultados: A análise estatística dos testes de marcha demonstrou que o grupo A não apresentou alteração no padrão de caminhada durante o estudo (p>0,05). O grupo B apresentou prejuízo motor no primeiro e no segundo teste (p>0,05). O grupo C apresentou um padrão de atrofia no primeiro teste, com recuperação da marcha no segundo teste (p<0,05). Na análise morfométrica, o grupo C apresentou regeneração axonal significativamente superior ao grupo B (p<0,05). Conclusão: A ATL realizada com cola de fibrina resultou em regeneração axonal no rato, demonstrada tanto histologicamente quanto funcionalmente.Background: The effectiveness of end-to-side nerve repair with fibrin glue persists controversial in medical literature. Few experimental studies are available. The technique is currently being used clinically but the mechanisms behind this technique are essentially unknown. Objective: This study was undertaken to evaluate axonal regeneration after end-to-side nerve repair with fibrin glue in rats. Method: Forty-five Wistar rats were divided into three groups: group A (n=15), were not submitted to surgery (control group); group B (n=15) were submitted to fibular transection without repair; and group C (n=15), were submitted to fibular transection with end-to-side nerve anastomosis with fibrin glue, in the lateral surface of an intact tibial nerve (without epineural window). The three groups were submitted to walking track (30 and 90 days) and posterior morphometrical analysis (90 days) by the axonal number and diameter measurement. Results: The functional tests demonstrated that there was no difference in the walking track during the study in group A (p>0,05). The group B had walking pattern impairment in the two tests (p>0,05). The group C had walking pattern impairment in the first test, with important recovery in the second test (p<0,05). The morphometrical assessment revealed significantly higher number of regenerated mielinates axons in group C, compared to group B (p<0,05). Conclusion: The end-to-side nerve repair with fibrin glue shows axonal recovery, demonstrated through functional and morphometrical ways in rats.porAdesivo Tecidual de FibrinaMicrocirurgiaSuturasAnastomose nervosa término-lateral utilizando cola de fibrina : estudo experimental em ratosEnd-to-side nerve repair with fibrin glue : experimental study in ratsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisSilva, Andréia Conceição Milán Brochado AntoniolliSilva, Daniel Nunes einfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFMSinstname:Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)instacron:UFMSTHUMBNAILDaniel Nunes e Silva.pdf.jpgDaniel Nunes e Silva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1226https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/326/4/Daniel%20Nunes%20e%20Silva.pdf.jpg331c5e976e17b695aade3a96a48ebb7fMD54TEXTDaniel Nunes e Silva.pdf.txtDaniel Nunes e Silva.pdf.txtExtracted texttext/plain107374https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/326/3/Daniel%20Nunes%20e%20Silva.pdf.txt0ebd72dfc386642622b26d4ff74bbe5aMD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/326/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52ORIGINALDaniel Nunes e Silva.pdfDaniel Nunes e Silva.pdfapplication/pdf2114093https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/326/1/Daniel%20Nunes%20e%20Silva.pdf7bf8f5b521060cd01d9569bfa572aab5MD51123456789/3262024-06-18 13:26:14.503oai:repositorio.ufms.br:123456789/326Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufms.br/oai/requestri.prograd@ufms.bropendoar:21242024-06-18T17:26:14Repositório Institucional da UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)false |
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Introdução: A realização da anastomose nervosa término-lateral (ATL) com cola de fibrina é considerada controversa na literatura. Poucos estudos experimentais estão disponíveis sobre o tema. Apesar disso, há relatos de sua utilização clínica com sucesso. Os principais questionamentos referem-se aos mecanismos de brotamento axonal a partir da face lateral de um nervo íntegro. Objetivo: O objetivo deste trabalho é estudar a regeneração axonal após ATL com cola de fibrina, em ratos. Método: Foram utilizados 45 ratos Wistar distribuídos em três grupos: os animais do grupo A (n=15) não foram submetidos à secção nervosa (grupo controle); os animais do grupo B (n=15) foram submetidos apenas à secção do nervo fibular, sem posterior reanastomose; e os animais do grupo C (n=15) foram submetidos à secção do nervo fibular e à ATL - sem abertura epineural - com cola de fibrina no nervo tibial. Posteriormente os animais foram submetidos a dois testes de marcha (30 e 90 dias) e à análise morfométrica (90 dias) por meio da aferição do número e diâmetro axonal por campo. Resultados: A análise estatística dos testes de marcha demonstrou que o grupo A não apresentou alteração no padrão de caminhada durante o estudo (p>0,05). O grupo B apresentou prejuízo motor no primeiro e no segundo teste (p>0,05). O grupo C apresentou um padrão de atrofia no primeiro teste, com recuperação da marcha no segundo teste (p<0,05). Na análise morfométrica, o grupo C apresentou regeneração axonal significativamente superior ao grupo B (p<0,05). Conclusão: A ATL realizada com cola de fibrina resultou em regeneração axonal no rato, demonstrada tanto histologicamente quanto funcionalmente. |
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