Noções de contagens e medidas utilizadas pelos Guarani na Reserva Indigena de Dourados: um estudo etnomatemático

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Silva, Vanilda Alves da
Orientador(a): Freitas, José Luiz Magalhães de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/857
Resumo: Este trabalho busca investigar as noções de contagem e medida utilizadas pelos indígenas Guarani nas Aldeias Bororó e Jaguapiru da Reserva Indígena de Dourados (RID), localizada na cidade de Dourados, no estado do Mato Grosso do Sul. Tem-se, por ponto de partida, as experiências de vida e a realidade do indígena, das quais buscou-se identificar as técnicas e habilidades práticas utilizadas por esse grupo, a fim de se conhecer sua maneira própria de matematizar, de modo específico, os métodos de contagem e de medida. Utilizou-se a Etnomatemática como referencial teórico e recursos metodológicos do tipo etnográfico como a observação participante e as entrevistas livres para a coleta de dados na RID, com os indígenas Guarani-Kaiowá e Guarani-Ñandeva. Verificou-se que, por necessidade de sobrevivência, os Guarani aprenderam a calcular como os não-índios, inclusive na adaptação e utilização dos padrões de medidas relacionados ao cultivo da terra. Assim, observou-se que eles utilizam alguns desses padrões de medidas na realização de suas atividades diárias. Percebeu-se, ainda, que, em razão dessas situações vividas pelos indígenas, fez-se necessário que adaptassem aos seus conhecimentos um pouco do conhecimento do não-índio, resultando nas noções de contagens e medidas que se observaram e que facilitam na realização das tarefas próprias da luta pela sobrevivência. Acredita-se que, mesmo se servindo da Matemática deles em seu cotidiano, contando ou medindo, os indígenas não esperam respostas ou soluções numéricas exatas. Suas respostas vão além dos números, pois envolvem valores culturais.
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Verificou-se que, por necessidade de sobrevivência, os Guarani aprenderam a calcular como os não-índios, inclusive na adaptação e utilização dos padrões de medidas relacionados ao cultivo da terra. Assim, observou-se que eles utilizam alguns desses padrões de medidas na realização de suas atividades diárias. Percebeu-se, ainda, que, em razão dessas situações vividas pelos indígenas, fez-se necessário que adaptassem aos seus conhecimentos um pouco do conhecimento do não-índio, resultando nas noções de contagens e medidas que se observaram e que facilitam na realização das tarefas próprias da luta pela sobrevivência. Acredita-se que, mesmo se servindo da Matemática deles em seu cotidiano, contando ou medindo, os indígenas não esperam respostas ou soluções numéricas exatas. Suas respostas vão além dos números, pois envolvem valores culturais.This work searchs to investigate of the notions of counting and measurement utilized by Guarani Indians of the Bororó and Jaguapiru villages of the Dourados Indigenous [People's] Reserve [RID], located in the city of Dourados in the Brazilian state of Mato Grosso do Sul. It is had for starting point, it considers the life experiences and the reality of the Indians, wherein it was sought to identify the techniques and practical abilities utilized by this group with the aim of learning their own way of mathematizing, the specificities and methods of counting and measurement. Ethno mathematics was used as a theoretical framework of reference and methodological resources of the ethnographical type such as participatory observation and free interviews for data collection in the RID with some Guarani-Kaiowa and Guarani Nandeva. It was verified that for the sake of survival, the Guarani learn to calculate like non-Indians, including measurement models related to land cultivation. Thus, it was observed that they use some of these models in the realization of their daily activities. It was also perceived that because of these situations lived by the Indians, it was found necessary to adapt their own knowledge with non-Indian knowledge, resulting in observed notions of counting and measurement that facilitate their own duties in the struggle for survival. It would appear that even using Mathematics of them daily life, counting or measuring, do not expect exact numerical replies or results. Their replies go beyond numbers, for they involve cultural values.porGuaraniÍndiosEducação IndígenaNoções de contagens e medidas utilizadas pelos Guarani na Reserva Indigena de Dourados: um estudo etnomatemáticoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisFreitas, José Luiz Magalhães deSilva, Vanilda Alves dainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFMSinstname:Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)instacron:UFMSTHUMBNAILVanilda Alves da.pdf.jpgVanilda Alves da.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1253https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/857/4/Vanilda%20Alves%20da.pdf.jpg6cfe4f5fe572d48ea50d81e6051450f4MD54TEXTVanilda Alves da.pdf.txtVanilda Alves da.pdf.txtExtracted texttext/plain290996https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/857/3/Vanilda%20Alves%20da.pdf.txtb990ba0471556b3d5b4f604c3748f52bMD53ORIGINALVanilda Alves da.pdfVanilda Alves da.pdfapplication/pdf1743495https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/857/1/Vanilda%20Alves%20da.pdf0ee0fcab779e5f444bff1598939cf97fMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/857/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52123456789/8572021-09-30 15:56:09.369oai:repositorio.ufms.br:123456789/857Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufms.br/oai/requestri.prograd@ufms.bropendoar:21242021-09-30T19:56:09Repositório Institucional da UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)false
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