Uma avaliacao prospectiva dos efeitos economicos da adocao de soja transgenica no Brasil
| Ano de defesa: | 2006 |
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| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/896 |
Resumo: | ?? reconhecido mundialmente o papel da tecnologia como fator preponderante ao desenvolvimento de qualquer ?rea produtiva, principalmente no que diz respeito ? eficiencia. Esta quest?o vem tendo participa??o importante no ambito das grandes reflex?es internacionais, neste inicio de s?culo. A quest?o do emprego de organismos geneticamente modificados (OGMs) na agricultura tem sido alvo desse debate. Os aspectos enfocados s?o relacionados aos possiveis impactos ambientais, seguran?a alimentar e ? rotulagem. Entretanto, pouco tem se discutido sobre os possiveis ganhos, ou perdas, economicas resultantes da ado??o da soja transgenica na agricultura brasileira. No ambito mundial, constatamos que os paises encontram-se divididos quanto aos resultados do avan?o desta tecnologia. De um lado, encontram-se os Estados Unidos e a Argentina, onde os produtos transgenicos s?o plantados em grandes ?reas. De outro lado, encontra-se a Europa, onde a rea??o da popula??o, principalmente de grupos ambientalistas e Organiza??es n?o Governamentais (ONGs), ? contr?ria a esses produtos. O Brasil possui um papel importante na disputa das grandes potencias economicas (Europa e Estados Unidos), por ser o ?nico grande produtor de soja que n?o adotou totalmente a variedade transgenica. Nesse sentido, este estudo propos um modelo para o mercado da soja, com o objetivo de prever, atrav?s de simula??es, o impacto da ado??o da soja transgenica (resistente ao herbicida glifosato) nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paran?. Cabe mencionar que os c?lculos de custos de produ??o do cultivo de soja transgenica seguem uma abordagem "ex-ante". Utilizou-se o procedimento de c?lculo dos excedentes. Para calcular o excedente economico dividiu-se o mercado de soja em dois. O primeiro modelo analisou o mercado interno considerando como pressuposi??o queda dos pre?os. O segundo modelo considerou as exporta??es de soja de cada estado analisado no trabalho. Nas simula??es realizadas dos tres produtores de soja (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paran?), observa-se um custo operacional menor da soja transgenica em rela??o ? soja convencional. A varia??o mais significativa nos custos de produ??o devido ? ado??o da semente transgenica foi para os produtores paranaenses. Os produtores mato-grossenses e sul-mato-grossenses tamb?m conseguiram redu??es nos seus custos de produ??o de soja. Para cada simula??o de custo de produ??o, foram calculadas as varia??es dos excedentes com diferentes taxa de ado??o (Escala de 1% a 100%). Posteriormente, foram elaborados dois cen?rios variando a elasticidade pre?o da oferta e da demanda. No cen?rio-base, a elasticidade pre?o da oferta ? de 0,60 e a elasticidade pre?o da demanda ? de -0,19. A seguir foram realizadas an?lises de sensibilidade, elaborando dois cen?rios com diferentes elasticidades. De maneira geral, os consumidores e produtores ganham com a ado??o da semente transgenica nas simula??es e cen?rios elaborados. Os consumidores apresentaram uma varia??o positiva na maioria das simula??es, enquanto os produtores auferiram acr?scimos positivos, embora menores que os consumidores. Nesse sentido, o impacto dessa nova tecnologia propiciou aos consumidores ganhos de excedente, inclusive caracterizada por transferencia para si de parte do excedente dos produtores. |
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O segundo modelo considerou as exporta??es de soja de cada estado analisado no trabalho. Nas simula??es realizadas dos tres produtores de soja (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paran?), observa-se um custo operacional menor da soja transgenica em rela??o ? soja convencional. A varia??o mais significativa nos custos de produ??o devido ? ado??o da semente transgenica foi para os produtores paranaenses. Os produtores mato-grossenses e sul-mato-grossenses tamb?m conseguiram redu??es nos seus custos de produ??o de soja. Para cada simula??o de custo de produ??o, foram calculadas as varia??es dos excedentes com diferentes taxa de ado??o (Escala de 1% a 100%). Posteriormente, foram elaborados dois cen?rios variando a elasticidade pre?o da oferta e da demanda. No cen?rio-base, a elasticidade pre?o da oferta ? de 0,60 e a elasticidade pre?o da demanda ? de -0,19. A seguir foram realizadas an?lises de sensibilidade, elaborando dois cen?rios com diferentes elasticidades. De maneira geral, os consumidores e produtores ganham com a ado??o da semente transgenica nas simula??es e cen?rios elaborados. Os consumidores apresentaram uma varia??o positiva na maioria das simula??es, enquanto os produtores auferiram acr?scimos positivos, embora menores que os consumidores. Nesse sentido, o impacto dessa nova tecnologia propiciou aos consumidores ganhos de excedente, inclusive caracterizada por transferencia para si de parte do excedente dos produtores.It's worldwide knowm the importance of the technologies on the development in any productive system, better evidenced when talk about efficiency. These issues are coming up with many international reflections in the beginning of this century. The usage of genetically modified organisms (GMO's) on the agriculture is one of these issues on debate. Mainly focused on possible environmental impacts, food safety and certification; these debate on Brazil is less focused on possible economical gains or losses. In the world, we find that there isn't a common sense about the results of the GMO's usage. In one side found the US and Argentina where the GMO soybean is planted on large areas. In the other side there is the Europe, where the people (leaded by non-governmental organizations and environmental protection groups) are against of the usage of GMO's. Brazil has an important duty on this conflict of great economical blocks (US and Europe) for being the only big country that hasn't adopted GMO soybean. Soybean has a great economical importance for Brazil not only to supply the internal market (used to feed livestock and for human consume), but also has a great importance for fiscal and the balance of payment stability (exportation of soybean in natura, or processed). This study suggests an annalistic model for soybean market, focused on predicting (using some simulation) the impacts of GMO soybean (resistant to the glypho-sate herbicide) adoption on states of Mato Grosso, Mato Grosso do Sul and Parana. The methodology used is the estimation of the economical surplus divided on two models: one model for the internal market, and the other one for the exportation market. It's useful to remind that all the cost estimations used are before the use of GMO soybean.porEconomia AgrícolaSoja - aspectos EconômicosAlimentos TransgênicosUma avaliacao prospectiva dos efeitos economicos da adocao de soja transgenica no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisCampeão, PatriciaPizzatto, Marilandia Marsaroinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFMSinstname:Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)instacron:UFMSTHUMBNAILMarilandia Marsaro Pizzatto.pdf.jpgMarilandia Marsaro Pizzatto.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1424https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/896/4/Marilandia%20Marsaro%20Pizzatto.pdf.jpg1f3a4cf3d74049a541de5cb29665e4adMD54TEXTMarilandia Marsaro Pizzatto.pdf.txtMarilandia Marsaro Pizzatto.pdf.txtExtracted texttext/plain235076https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/896/3/Marilandia%20Marsaro%20Pizzatto.pdf.txt2e25cbaf80bc19080be6d369acae5893MD53ORIGINALMarilandia Marsaro Pizzatto.pdfMarilandia Marsaro Pizzatto.pdfapplication/pdf867041https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/896/1/Marilandia%20Marsaro%20Pizzatto.pdf984e6eb66f9905e338e862d393ecd495MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.ufms.br/bitstream/123456789/896/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52123456789/8962021-09-30 15:56:47.757oai:repositorio.ufms.br:123456789/896Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufms.br/oai/requestri.prograd@ufms.bropendoar:21242021-09-30T19:56:47Repositório Institucional da UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)false |
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