O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Silva, Rafael Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/61566/00130000034kj
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/12259
Resumo: Programa de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais. Departamento de Geologia, Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto.
id UFOP_01892720851ecb9f8688f90150a152cc
oai_identifier_str oai:repositorio.ufop.br:123456789/12259
network_acronym_str UFOP
network_name_str Repositório Institucional da UFOP
repository_id_str
spelling O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas.Geologia estratigráfica - permianoGeoquímicaFácies - geologiaPrograma de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais. Departamento de Geologia, Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto.A Formação Aracaré representa o Eopermiano da fase de sinéclise paleozoica da bacia de SergipeAlagoas. Suas rochas afloram principalmente na região central da bacia. Diversas campanhas de campo resultaram no levantamento de cinco perfis estratigráficos, nos quais foram identificadas 28 fácies sedimentares. Para um melhor entendimento dessas fácies, 30 lâminas delgadas foram confeccionadas, 15 amostras foram selecionadas para análises de difratometria de raios X, 40 para análises geoquímicas de elementos maiores, menores e traços, e três amostras de rochas carbonáticas para análises isotópicas de carbono e oxigênio. As seções sedimentares são compostas predominantemente por arenitos estratificados, cherts, carbonatos silicificados, dolomitos finos e pelitos siliciclásticos a mistos. As fácies identificadas foram reunidas em seis associações de fácies que refletem as condições paleoambientais. AF1 é denominada de continental eólico-fluvial e é composta de arenitos variando entre finos a grossos, com estratificações tangenciais e tabulares. A AF2 representa uma planície de maré mista composta por sedimentos pelíticos com estruturas de ressecamento, microbialitos laminados com teepees, ritmitos heterolíticos tipo linsen e packstones intraclásticos. A AF3 é composta por mudstones laminados, siltitos maciços verde e folhelhos escuros, sendo interpretada como depósitos de laguna protegida. A AF4 representa depósitos gerados por onda da zona de Foreshore/shoreface sendo composta por arenitos com estratificações cruzadas de baixo ângulo e grainstones silicificados. As fácies representativas da barreira protetora da laguna estão agrupadas na AF5, sendo elas: grainstones ooidais, trombolitos e estromatólitos. A AF6, interpretada como tidal inlets de ligação entre a laguna protegida e a região aberta de alta energia, é composta por grainstones intraclásticos e brechas mistas. As principais feições diagenéticas observadas nas análises petrográfica foram silicificações eodiagenéticas nos carbonatos, dissoluções de feldspatos e litoclastos e sobrecrescimento de quartzo em mesodiagênese. As análises geoquímicas revelaram elevados teores de sílica na maioria das amostras, resultado do aporte de terrígenos e dos conspícuos processos de silicificação. Resultados dos percentuais de elementos maiores, menores, traço e terras raras, assim com suas relações, reforçaram a importância do aporte terrígeno e corroboraram a hipótese de uma deposição em ambiente plataformal em condições oxidantes. Infelizmente, a intensidade dos processos diagenéticos alteraram o sinal primário dos carbonatos amostrados, o que dificultou a correlação dos resultados de isótopos estáveis com dados do Eopermiano disponíveis na literatura. O conjunto de resultados obtido mostrou que os depósitos da Formação Aracaré compunham um ambiente costeiro com uma rampa de sedimentação mista adjacente, sendo parte um mar epicontinental. O paleoambiente, definindo internamente um sistema lagunar controlado por planícies de maré protegido da região da alta energia por shoals carbonáticos e construções microbiais. Na região costeira haveria campos de dunas e rios de pequeno porte desaguando em pequenos deltas dentro ou fora do sistema lagunar alimentando o ambiente marinho com grãos terrígenos. A região, localizada entre as latitudes de 40° e 50°, situaria-se no chamado cinturão árido, no centro do paleocontinente Gondwana. O clima semiárido com monções, com alternância de períodos mais secos com eventos de grande pluviosidade, ficou refletido nas fácies descritas, em que depósitos eólicos associado a tapetes microbiais se intercalam com fácies carbonáticas com grande aporte terrígeno e camadas com troncos fósseis de pteridófitas silicificados. Destaque para a ocorrência das espículas silicosas de esponjas, a grande diversificação de camadas de cherts e os carbonatos com diferentes graus de substituição por polimorfos de sílica. As análises químicas confirmaram a origem biogênica da sílica, apontando como principal fonte as espículas de esponjas. A ausência, porém, de espiculitos não permitiu uma correlação com o modelo de glass ramps; porém, tudo indica que as silicificações encontradas tenham uma relação direta com o chamado o Permian Chert Event (PCE). Apesar da contribuição dos resultados para a uma melhor compreensão do Eopermiano na Bacia de Sergipe-Alagoas, como tantos outros trabalhos, o presente estudo criou novas perguntas, que podem vir a ser respondidas através de pesquisas futuras com mais dados de isótopos estáveis, detalhamento das análises nos cherts e datações radiométricas dos depósitos da Formação Aracaré.The Aracaré Formation represents a relict of the Eopermian sedimentation in the paleozoic brazilian sineclises located in the actual Sergipe-Alagoas basin. The principal outcrops of the formation are located in the central area of the basin. 28 sedimentary facies were identified over five stratigraphic profiles produced during the field trips. For a better understood of the facies, 30 thin section were made and 15 samples were analyzed in XRD. Besides that, 40 samples were selected for geochemistry analysis and three for isotopic analysis of carbon and oxygen. The sedimentary sections are composed predominantly by sandstone with cross bedding, cherts, silicified carbonates, dolomites and mixed pelites. The facies identified were grouped in six facies associations reflecting the paleoenvironments conditions. FA1 called continental eolic-fluvial is composed of sandstones fine to grain with through a planar cross bedding. FA2 represents a mixed tidal flat composed of pelites with dryness structures, laminated microbialites with teepees structures, linsen heterolithic ritmits and packstones with intraclasts. FA3 is composed of laminated mudstones, green siltistones and other pelites with variable colors, interpreted as lagoon deposits. FA4 represents deposits generated by waves in the foreshore/shoreface zone, composed by sandstones with low angle stratification, silicified grainstones and coquinas. The barrier that protects the lagoon is represented by FA5, which if composed by grainstones with ooides, trombolites and stromatolites. The FA6 is interpreted as tidal inlets linking low energy environment of lagoon and the open sea. This FA is composed by grainstones with intraclastos and mixed breccias. The principal’s diagenetic features observed in the petrographic analysis were eodiagenetic silicifications in the carbonates, feldspar and litoclasts dissolution and quartz overgrowth in mesodiagenesis. The geochemistry results showed elevated amounts of silica in most of the samples due to high terrigenous supply and conspicuous silicification processes. The major, minor and traces elements results reinforce the importance of the terrigenous supply and corroborate the hypothesis of a deposition in a plataformal shore in oxidation conditions. Unfortunately, correlations of the isotopic results with Eopermian available data were unable due the intensity of the diagenetic processes that altered the primary signal of the carbonates. The outcome obtained, showed that Aracaré Formation was composed by a coastal ramp with mixed sedimentation been a part of an epicontinental sea. The paleoenvironment was defined internally as lagoon system controlled by tidal flats and protected by the carbonate shoals and microbialites from high the high energy waves of the open sea. Around the subaqueous environment, field dunes and small rivers flowing into the sea in small deltas inside or outside the lagoon feeds the marine system with terrigenous material. The was located in the latitudes 40° and 50°, inserted in the so-called arid belt in the center of Gondwana. The semiarid climate associated with monsoons associated with alternation with dryer high pluviosity periods were reflected in the facies described, whereas eolic deposits combined with microbial mats interleave with carbonate facies with high amounts of terrigenous contribution and layers containing silicified logs of pteridophytes. The spotlights were the occurrence of spicules of sponges, the great diversity of chert layers and the carbonates with different degrees of replacement of silica polymorphs. The chemical analysis confirmed the biogenic origin for the silica, point out the spicules of sponges as the principal source. The absence of spiculites, however, do not allowed the correlation of the silicifications with the glass ramps model. However, it seems that Aracaré silicifications are correlated to the Permian chert event. Despite the contribution of this study for a better understanding of Sergipe-Alagoas basin’s Eopermian, like others Scientific investigations, this study created new questions that could be answered in future research adding new stable isotopic data, detailing the cherts analysis and dating the Aracaré Formation deposits.Leite, Mariangela Garcia PraçaLima, Wagner SouzaLeite, Mariangela Garcia PraçaBorba, CláudioCastro, Paulo de Tarso AmorimSilva, Rafael Oliveira2020-05-26T17:20:21Z2020-05-26T17:20:21Z2020info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfSILVA, Rafael Oliveira. O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas. 2020. 141 f. Dissertação (Mestrado em Evolução Crustal e Recursos Naturais) – Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2020.http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/12259ark:/61566/00130000034kjAutorização concedida ao Repositório Institucional da UFOP pelo(a) autor(a) em 15/04/2020 com as seguintes condições: disponível sob Licença Creative Commons 4.0 que permite copiar, distribuir e transmitir o trabalho desde que sejam citados o autor e o licenciante.info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UFOPinstname:Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)instacron:UFOP2024-11-10T15:01:22Zoai:repositorio.ufop.br:123456789/12259Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.ufop.br/oai/requestrepositorio@ufop.edu.bropendoar:32332024-11-10T15:01:22Repositório Institucional da UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)false
dc.title.none.fl_str_mv O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas.
title O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas.
spellingShingle O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas.
Silva, Rafael Oliveira
Geologia estratigráfica - permiano
Geoquímica
Fácies - geologia
title_short O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas.
title_full O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas.
title_fullStr O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas.
title_full_unstemmed O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas.
title_sort O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas.
author Silva, Rafael Oliveira
author_facet Silva, Rafael Oliveira
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Leite, Mariangela Garcia Praça
Lima, Wagner Souza
Leite, Mariangela Garcia Praça
Borba, Cláudio
Castro, Paulo de Tarso Amorim
dc.contributor.author.fl_str_mv Silva, Rafael Oliveira
dc.subject.por.fl_str_mv Geologia estratigráfica - permiano
Geoquímica
Fácies - geologia
topic Geologia estratigráfica - permiano
Geoquímica
Fácies - geologia
description Programa de Pós-Graduação em Evolução Crustal e Recursos Naturais. Departamento de Geologia, Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto.
publishDate 2020
dc.date.none.fl_str_mv 2020-05-26T17:20:21Z
2020-05-26T17:20:21Z
2020
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv SILVA, Rafael Oliveira. O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas. 2020. 141 f. Dissertação (Mestrado em Evolução Crustal e Recursos Naturais) – Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2020.
http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/12259
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/61566/00130000034kj
identifier_str_mv SILVA, Rafael Oliveira. O permiano da bacia de Sergipe-Alagoas. 2020. 141 f. Dissertação (Mestrado em Evolução Crustal e Recursos Naturais) – Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto, Ouro Preto, 2020.
ark:/61566/00130000034kj
url http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/12259
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFOP
instname:Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
instacron:UFOP
instname_str Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
instacron_str UFOP
institution UFOP
reponame_str Repositório Institucional da UFOP
collection Repositório Institucional da UFOP
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
repository.mail.fl_str_mv repositorio@ufop.edu.br
_version_ 1856654656509313024