O silêncio de Erōs : amor e olhar em Plotino.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Moraes, Emmanuel Victor Hugo
Orientador(a): Kangussu, Imaculada Maria Guimarães
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Departamento de Filosofia, Instituto de Filosofia, Artes e Cultura, Universidade Federal de Ouro Preto.
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/2495
Resumo: O objetivo desta dissertação é apresentar as relações entre amor e olhar no pensamento de Plotino. A filosofia de Plotino edifica-se sobre dois fundamentos: a processão (proodoj) e a conversão (epistrofh). O primeiro trata da origem de toda a realidade a partir de um princípio simples e absoluto chamado Um (to en), isto é, a passagem do Um ao múltiplo. O segundo, do retorno de todas as coisas a sua origem, ou seja, a passagem do múltiplo ao Um. Do lado da processão, o amor surge como mola propulsora para o derramamento originário da superabundância do Um, que, sendo livre por ser o que é e como é, não cabe em si mesmo e, em sua autocontemplação, transborda e dá origem a uma indeterminação que, ao olhar para o Um, contempla-o, enamora-se por ele e torna-se realidade e vida, Ser e Intelecto. Do lado da conversão, o amor apresenta-se como privilegiado fio condutor ao Um, Bem absoluto e anseio supremo de toda alma, possibilitando o retorno de todas as coisas a seu princípio. No movimento de vir do Um ao múltiplo, o amor aparece ligado ao olhar contemplativo que o próprio Um exerce sobre si mesmo e também à necessária contemplação que aquilo que surge do Um dirige a ele, a fim de que possa tornar-se realidade e vida. A relação entre amor e olhar aparece também no movimento contrário, que vai do múltiplo ao Um: a visão do belo recorda a alma de sua origem divina, despertando nela desejo e amor pela beleza suprema e pela fonte da própria beleza, o Um-Bem.
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Do lado da processão, o amor surge como mola propulsora para o derramamento originário da superabundância do Um, que, sendo livre por ser o que é e como é, não cabe em si mesmo e, em sua autocontemplação, transborda e dá origem a uma indeterminação que, ao olhar para o Um, contempla-o, enamora-se por ele e torna-se realidade e vida, Ser e Intelecto. Do lado da conversão, o amor apresenta-se como privilegiado fio condutor ao Um, Bem absoluto e anseio supremo de toda alma, possibilitando o retorno de todas as coisas a seu princípio. No movimento de vir do Um ao múltiplo, o amor aparece ligado ao olhar contemplativo que o próprio Um exerce sobre si mesmo e também à necessária contemplação que aquilo que surge do Um dirige a ele, a fim de que possa tornar-se realidade e vida. A relação entre amor e olhar aparece também no movimento contrário, que vai do múltiplo ao Um: a visão do belo recorda a alma de sua origem divina, despertando nela desejo e amor pela beleza suprema e pela fonte da própria beleza, o Um-Bem.The present work aims at discussing the relation between the ideas of look and love of Plotinus’s thoughts regarding the concepts of procession and conversion. Procession concerns the reality arising from a simple and absolute principle. In other words, the One originates the multiple. Conversion is the return of everithing to its origin: the multiple coming back to the One. Love is a determining factor in procession: the superabundant One goes through a process of self contemplation. It transcends and originates an indetermination that, when looking at the One, falls in love with it and becomes reality and life, Being and Intellect. In conversion, love acts like a path leading toward the One – absolute Good and every soul’s aspiration – which enables everything to return to its source. In procession, love is linked to the contemplative look the One directs to itself. Love is also related to the contemplation things originated from the One directs to it, so they can become reality and life. This relation of love and look is also seen in the conversion: the sight of beauty reminds the soul of its origin, awakening its desire for supreme beauty and the source of beauty itself: the One-Good.Programa de Pós-Graduação em Filosofia. Departamento de Filosofia, Instituto de Filosofia, Artes e Cultura, Universidade Federal de Ouro Preto.Amor - filosofiaNeoplatonismoPlotino - crítica e interpretaçãoEstéticaArte - filosofiaO silêncio de Erōs : amor e olhar em Plotino.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UFOPinstname:Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)instacron:UFOPinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://www.repositorio.ufop.br/bitstreams/b21dc04a-c2c7-4814-8475-eb7fee616a66/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52falseAnonymousREADORIGINALDISSERTAÇÃO_SilêncioErõsAmor.pdfDISSERTAÇÃO_SilêncioErõsAmor.pdfapplication/pdf484290https://www.repositorio.ufop.br/bitstreams/479a3f21-e43d-4215-84b5-2c6c0578774f/download3d82a0665d9646ad36f6a4590df85945MD51trueAnonymousREADTEXTDISSERTAÇÃO_SilêncioErõsAmor.pdf.txtDISSERTAÇÃO_SilêncioErõsAmor.pdf.txtExtracted texttext/plain174787https://www.repositorio.ufop.br/bitstreams/7b78c8da-2172-4b96-8a57-0bfb3ba5e009/download8308410ef20fc577cc7c5b4901a4c186MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILDISSERTAÇÃO_SilêncioErõsAmor.pdf.jpgDISSERTAÇÃO_SilêncioErõsAmor.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2557https://www.repositorio.ufop.br/bitstreams/9884c42f-2cda-4288-a657-00ee4855b249/downloadaea2d4dc604ade67920824e20a21ad2cMD54falseAnonymousREAD123456789/24952024-11-10 17:47:19.758open.accessoai:repositorio.ufop.br:123456789/2495https://www.repositorio.ufop.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.ufop.br/oai/requestrepositorio@ufop.edu.bropendoar:32332024-11-10T20:47:19Repositório Institucional da UFOP - Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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