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Prevalência e fatores associados à sífilis em parturientes admitidas nas maternidades públicas de Fortaleza, Ceará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Freitas, Silvio Carlos Rocha de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/92462
Resumo: A sífilis, doença descoberta desde o século XV, continua a ser um problema de saúde pública, de difícil resolução e controle, por estar associada a fatores sociais e comportamentais que perpassam as questões da saúde. A possibilidade de provocar conseqüências graves ao feto quando ocorre a transmissão do treponema durante a gestação faz do seu controle uma prioridade para os organismos nacionais e internacionais responsáveis pelos cuidados com a saúde. Este estudo teve como objetivo conhecer e analisar a positividade do exame de VDRL em parturientes admitidas nas maternidades públicas de Fortaleza, Ceará. Trata-se de um estudo transversal, realizado nas maternidades públicas de Fortaleza, no ano de 2010. A amostra mínima de 214 parturientes foi calculada utilizando como parâmetros os 22.232 partos ocorridos nestas maternidades no ano de 2009, a prevalência de sífilis em gestantes (2,3%), um erro amostral de 2% e um intervalo de confiança de 95%. Os dados foram coletados de junho a setembro de 2010 através de um questionário, sendo complementados com informações de prontuários, fichas e cartões de gestantes. As parturientes realizaram o exame de VDRL na ocasião da admissão para o parto e os casos positivos, associados à ausência de tratamento correto anterior e à ausência de tratamento do parceiro sexual, foram interpretados como casos de sífilis. Os dados foram analisados no programa SPSS versão 18 e foram analisadas as variáveis sócio-demográficas, comportamentais, obstétricas e institucionais. Participaram do estudo 320 parturientes, sendo encontrados 17 (5,3%) casos de VDRL admissional positivo associados à ausência de tratamento anterior da gestante e do parceiro sexual. Essas parturientes foram consideradas portadoras de sífilis gestacional. A idade das mesmas variou de 17 a 36 anos, predominando a faixa etária de 20 a 29 anos com nove (60,0%) casos, com média de 24 anos (DP=5,8). Quanto à escolaridade, as parturientes com sífilis tinham em média 6,6 (DP=3,4) anos de estudo. Iniciaram a atividade sexual com até 15 anos, 13 (76,5%) das parturientes portadoras de sífilis. Baixa escolaridade, baixa renda, início precoce da atividade sexual, multiplicidade de parceiros, falhas na assistência pré-natal relacionadas a início tardio, a não realização do VDRL e ao não tratamento de gestantes e parceiros sexuais, parceiros usuários de drogas e queixas genitais foram os principais fatores associados à positividade do exame de VDRL solicitado na ocasião do parto. Os resultados apontam para a necessidade de reorganizar e integrar a rede de assistência à mulher no município de Fortaleza. O controle da sífilis em gestantes e da sífilis congênita é possível, desde que medidas de prevenção e de promoção da saúde e melhorias da qualidade da assistência pré-natal sejam desenvolvidas.
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A amostra mínima de 214 parturientes foi calculada utilizando como parâmetros os 22.232 partos ocorridos nestas maternidades no ano de 2009, a prevalência de sífilis em gestantes (2,3%), um erro amostral de 2% e um intervalo de confiança de 95%. Os dados foram coletados de junho a setembro de 2010 através de um questionário, sendo complementados com informações de prontuários, fichas e cartões de gestantes. As parturientes realizaram o exame de VDRL na ocasião da admissão para o parto e os casos positivos, associados à ausência de tratamento correto anterior e à ausência de tratamento do parceiro sexual, foram interpretados como casos de sífilis. Os dados foram analisados no programa SPSS versão 18 e foram analisadas as variáveis sócio-demográficas, comportamentais, obstétricas e institucionais. Participaram do estudo 320 parturientes, sendo encontrados 17 (5,3%) casos de VDRL admissional positivo associados à ausência de tratamento anterior da gestante e do parceiro sexual. Essas parturientes foram consideradas portadoras de sífilis gestacional. A idade das mesmas variou de 17 a 36 anos, predominando a faixa etária de 20 a 29 anos com nove (60,0%) casos, com média de 24 anos (DP=5,8). Quanto à escolaridade, as parturientes com sífilis tinham em média 6,6 (DP=3,4) anos de estudo. Iniciaram a atividade sexual com até 15 anos, 13 (76,5%) das parturientes portadoras de sífilis. Baixa escolaridade, baixa renda, início precoce da atividade sexual, multiplicidade de parceiros, falhas na assistência pré-natal relacionadas a início tardio, a não realização do VDRL e ao não tratamento de gestantes e parceiros sexuais, parceiros usuários de drogas e queixas genitais foram os principais fatores associados à positividade do exame de VDRL solicitado na ocasião do parto. Os resultados apontam para a necessidade de reorganizar e integrar a rede de assistência à mulher no município de Fortaleza. O controle da sífilis em gestantes e da sífilis congênita é possível, desde que medidas de prevenção e de promoção da saúde e melhorias da qualidade da assistência pré-natal sejam desenvolvidas.Syphilis, a disease discovered since the fifteenth century, remains a public health problem, difficult to solve and control, for being associated with social and behavioral factors that underlie health issues. The possibility of causing serious consequences to the fetus occurs when the transmission of treponema during pregnancy makes its control a priority for national and international bodies responsible for health care. This study aimed to understand and analyze the positivity of VDRL test in pregnant women admitted in public hospitals of Fortaleza. This is a cross-sectional study in public hospitals of Fortaleza in 2010. The minimum sample of 214 pregnant women was calculated using parameters such as the 22.232 births in these hospitals in 2009, the prevalence of syphilis among pregnant women (2.3%), a sampling error of 2% and a confidence interval of 95%. Data were collected from June to September 2010 through a questionnaire, and supplemented with information from medical records, index cards and pregnant women. The pregnant women underwent the examination of VDRL at the time of admission for delivery and the positive cases, associated with no right treatment and the absence of previous treatment of sexual partner, were interpreted as cases of syphilis. Data were analyzed using SPSS version 18 and analyzed the socio-demographic, behavioral, and obstetric institutions. The study included 320 women, but found 16 (5.2%) cases of positive VDRL admission associated with no previous treatment to pregnant women and their sex partners. Among pregnant women with positive VDRL test, the age ranged from 17 to 36 years, predominantly aged 20 to 29 years with nine (56,2%) cases. The average age was 24 years (SD = 5.8). As for education, pregnant women with positive VDRL admission averaged 6.6 (SD = 3.4) years of study. Initiated sexual activity with up to 19 years, 16 (100.0%) of these mothers, with an average onset of sexual activity equivalent to 14.8 (SD = 1.7) years. Low education, low income, early onset of sexual activity, multiple partners, failure to prenatal care related to late onset, non-VDRL test and under-treatment of women and sexual partners, partners of drug users and genital complaints were the main factors associated with positivity of VDRL test requested at time of delivery. The results point to the need to reorganize and integrate the network of care for women in Fortaleza. The control of the syphilis in pregnant women and the syphilis congenital is possible, since that measured of prevention and promotion of the health and improvements of the quality of the prenatal assistance they are developed.Araújo, Maria Alix LeiteAraújo, Maria Alix LeiteBruno, Zenilda VieiraGondim, Ana Paula SoaresUniversidade de Fortaleza. 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