Para sempre é sempre por um triz: o amor a partir da psicanálise e de canções de Chico Buarque

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Teixeira, Liana Arruda
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/103218
Resumo: O presente trabalho aborda o laço amoroso na atualidade, considerando que o mesmo varia de acordo com o lugar e a época em que se vive. O idealismo do amor romântico moderno, em que o objeto de amor era supervalorizado e as relações atemporais eram almejadas, já não é sustentado com tanta intensidade na contemporaneidade, predominantemente marcada pelo consumismo do discurso capitalista. Nesse contexto, questiona-se: como os deslocamentos existentes nos discursos sobre o amor se relacionam com o discurso capitalista contemporâneo? A partir de canções de Chico Buarque de Hollanda, compositor, que tanto cantou o amor e suas dores, relaciona-se teoria psicanalítica e objeto artístico, apontando que mudanças existentes na regulação das relações amorosas também podem ser vistas nas letras buarqueanas, ao longo dos anos. A partir de uma breve investigação acerca dos discursos sobre o amor, desde a Modernidade, assim como de um pequeno percurso teórico nas obras de Freud e Lacan, discute-se a regulação do laço amoroso na atualidade. Percebe-se que a ordem social vigente, a partir do discurso capitalista, considera o outro, muitas vezes, como mais um objeto da satisfação consumista. A realização amorosa, entretanto, continua sendo causa de idealizações e sofrimentos. Vê-se, então, uma divisão entre gozos imediatos (efêmeros e passageiros) e um desejo de fusão ideal. A partir da utilização de uma parte da obra musical de Chico Buarque, considerada como um discurso sobre o amor, percebe-se, ao longo dos anos, uma releitura do sentimento amoroso, que foi ao encontro do discurso dos psicanalistas e historiadores aqui contemplados. Temse, em ambos os discursos, uma menor idealização e dependência dos objetos de amor frente a uma nova relação com o tempo; em outras palavras, uma nova resposta à castração, à finitude, e à morte. Palavras-chave: amor; contemporaneidade; Psicanálise; Chico Buarque; canções.
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