Cinemetria bidimensional da marcha como ferramenta auxiliar para detecção do risco de quedas em portadores de Doença de Parkinson

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Rolim, Flávia de Paiva Santos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/126268
Resumo: A utilização de medidas objetivas baseadas em tecnologia (TOMs) para detecção de alterações de marcha na Doença de Parkinson (DP) é uma realidade em expansão, porém há limitação pela dificuldade de acesso, alto custo e ausência de padronização na interpretação dos dados. Por outro lado, os smartphones são ferramentas úteis e estão disponíveis tanto no ambiente clínico quanto no ambiente domiciliar dos pacientes. Objetivo: Determinar a incidência de quedas em um grupo de pacientes com DP, correlacionar suas características clínicas com parâmetros de cinética da marcha através de vídeos gravados com um smartphone e analisados por um software gratuito de visão computacional (CvMob). Método: A avaliação inicial foi composta por entrevista, avaliação motora e cognitiva, seguida de gravação de vídeo com um IPhone XS e posterior análise pelo CvMob. Realizamos contato telefônico mensal por 6 meses para rastreio de quedas. Resultados: Avaliamos 49 pacientes com média de idade de 59±10,9 anos. 63,2% sofreram pelo menos um episódio de queda no último ano e 86% vivenciaram uma situação de quase-queda. Na avaliação prospectiva, a taxa de recorrência de quedas foi de 51,6% em 6 meses. A presença de quedas durante os primeiros três meses de monitoramento foi um forte preditor de quedas futuras, determinando um risco quase dez vezes maior de recorrência ao final do sexto mês: OR 9,858 (IC 95%; 1,59- 100,03; p=0,023). A velocidade máxima atingida na marcha, extraída através da análise do vídeo pelo CvMob apresentou uma tendência a servir como marcador de risco de quedas em pacientes com DP (p=0,059), porém, isoladamente, não foi capaz de predizer a recorrência de quedas através do modelo de regressão: OR 1,388 (IC 95%; 0,31-4,26; p= 0,584). Conclusão: O modelo utilizado para detecção de TOMs através de vídeos gravados com um smartphone é facilmente reprodutível e tem baixo custo operacional, tornando-se factível para implementação clínica e análise de outras características da marcha capazes de predizer o risco de quedas. Palavras-chave: Doença de Parkinson. Quedas. CvMob. Marcha. Velocidade.
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