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Limites e possibilidades do ordenamento jurídico brasileiro em crises sanitárias: uma análise da pandemia de Covid-19 no Amazonas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Palmeira, Paulo André Nobre
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/593604
Resumo: Esta dissertação investiga os limites e possibilidades do ordenamento jurídico brasileiro frente às crises sanitárias, com ênfase na pandemia de COVID-19 no Estado do Amazonas, analisando sob as perspectivas do biopoder (Foucault) e do estado de exceção (Agamben) a resposta estatal à emergência de saúde pública internacional declarada em 2020. Para tanto, propõe-se analisar o conceito de biopoder e a sua aplicação na gestão de crises sanitárias; examinar a eficácia dos instrumentos constitucionais e infraconstitucionais existentes no sistema legal brasileiro; e discutir mecanismos para a sistematização de um novo modelo jurídico com base nas medidas adotadas no Amazonas. A pandemia expôs fragilidades institucionais e jurídicas, evidenciando a falta de mecanismos normativos adequados para uma atuação estatal eficaz, coordenada e respeitosa aos direitos fundamentais. Utilizando abordagem qualitativa e quantitativa, para este trabalho combina-se análise bibliográfica e documental com estudo empírico das normas editadas entre março de 2020 e março de 2021, focando no colapso do sistema de saúde em Manaus - caracterizado pela escassez de oxigênio hospitalar e superlotação das unidades de saúde - que revelou a fragilidade da governança federativa, a ausência de protocolos normativos coesos e as dificuldades de articulação entre os entes federados. Discute-se as formas históricas de poder e o biopoder como controle estatal via medicalização, analisando como medidas excepcionais (lockdowns, restrições de circulação) foram legitimadas juridicamente e seus impactos nos direitos fundamentais. A análise das normas pandêmicas considerou tipo, órgão emissor, tema principal e impacto social, mapeando a intensidade e direção das ações estatais. Como contribuição, propomos uma discussão de uma lei geral para crises sanitárias, instituto jurídico estadual para suprir lacunas no sistema constitucional de crises, garantindo maior previsibilidade, coordenação e respeito aos direitos humanos em emergências sanitárias. O estudo sistematiza um modelo jurídico alternativo para gestão de crises sanitárias, fundamentado nos princípios democráticos e na dignidade humana, destacando a necessidade de revisão do aparato normativo para adaptá-lo às novas realidades epidemiológicas e defendendo respostas estatais ágeis, integradas e juridicamente balizadas para futuras emergências em saúde pública. Palavras-chave: Biopoder. Estado de exceção. Pandemia. Direito à saúde. COVID-19. Lei geral para crises sanitárias.
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spelling Limites e possibilidades do ordenamento jurídico brasileiro em crises sanitárias: uma análise da pandemia de Covid-19 no AmazonasCovid-19 (Pandemia) - Aspectos jurídicosOrdenamento jurídicoAdministração sanitáriaEsta dissertação investiga os limites e possibilidades do ordenamento jurídico brasileiro frente às crises sanitárias, com ênfase na pandemia de COVID-19 no Estado do Amazonas, analisando sob as perspectivas do biopoder (Foucault) e do estado de exceção (Agamben) a resposta estatal à emergência de saúde pública internacional declarada em 2020. Para tanto, propõe-se analisar o conceito de biopoder e a sua aplicação na gestão de crises sanitárias; examinar a eficácia dos instrumentos constitucionais e infraconstitucionais existentes no sistema legal brasileiro; e discutir mecanismos para a sistematização de um novo modelo jurídico com base nas medidas adotadas no Amazonas. A pandemia expôs fragilidades institucionais e jurídicas, evidenciando a falta de mecanismos normativos adequados para uma atuação estatal eficaz, coordenada e respeitosa aos direitos fundamentais. Utilizando abordagem qualitativa e quantitativa, para este trabalho combina-se análise bibliográfica e documental com estudo empírico das normas editadas entre março de 2020 e março de 2021, focando no colapso do sistema de saúde em Manaus - caracterizado pela escassez de oxigênio hospitalar e superlotação das unidades de saúde - que revelou a fragilidade da governança federativa, a ausência de protocolos normativos coesos e as dificuldades de articulação entre os entes federados. Discute-se as formas históricas de poder e o biopoder como controle estatal via medicalização, analisando como medidas excepcionais (lockdowns, restrições de circulação) foram legitimadas juridicamente e seus impactos nos direitos fundamentais. A análise das normas pandêmicas considerou tipo, órgão emissor, tema principal e impacto social, mapeando a intensidade e direção das ações estatais. Como contribuição, propomos uma discussão de uma lei geral para crises sanitárias, instituto jurídico estadual para suprir lacunas no sistema constitucional de crises, garantindo maior previsibilidade, coordenação e respeito aos direitos humanos em emergências sanitárias. O estudo sistematiza um modelo jurídico alternativo para gestão de crises sanitárias, fundamentado nos princípios democráticos e na dignidade humana, destacando a necessidade de revisão do aparato normativo para adaptá-lo às novas realidades epidemiológicas e defendendo respostas estatais ágeis, integradas e juridicamente balizadas para futuras emergências em saúde pública. Palavras-chave: Biopoder. Estado de exceção. Pandemia. Direito à saúde. COVID-19. Lei geral para crises sanitárias.Esta disertación investiga los límites y las posibilidades del ordenamiento jurídico brasileño frente a las crisis sanitarias, con énfasis en la pandemia de COVID-19 en el Estado de Amazonas, analizando, desde las perspectivas del biopoder (Foucault) y del estado de excepción (Agamben), la respuesta estatal a la emergencia de salud pública internacional declarada en 2020. Para ello, se propone analizar el concepto de biopoder y su aplicación en la gestión de crisis sanitarias; examinar la eficacia de los instrumentos constitucionales e infraconstitucionales existentes en el sistema jurídico brasileño; y discutir mecanismos para la sistematización de un nuevo modelo jurídico basado en las medidas adoptadas en Amazonas.La pandemia evidenció fragilidades institucionales y jurídicas, al revelar la falta de mecanismos normativos adecuados para una actuación estatal eficaz, coordinada y respetuosa de los derechos fundamentales. Mediante un enfoque cualitativo y cuantitativo, este trabajo combina el análisis bibliográfico y documental con un estudio empírico de las normas promulgadas entre marzo de 2020 y marzo de 2021, centrándose en el colapso del sistema de salud de Manaos caracterizado por la escasez de oxígeno hospitalario y la superpoblación de las unidades de salud, que puso de relieve la fragilidad de la gobernanza federativa, la ausencia de protocolos normativos coherentes y las dificultades de articulación entre los entes federados.Se examinan las formas históricas de poder y el biopoder como control estatal mediante la medicalización, analizando cómo las medidas excepcionales (confinamientos, restricciones de circulación) fueron legitimadas jurídicamente y sus repercusiones en los derechos fundamentales. El análisis de las normas pandémicas consideró el tipo de acto, el órgano emisor, el tema principal y el impacto social, mapeando la intensidad y dirección de las acciones estatales.Como contribución, se propone el debate sobre una ley general para crisis sanitarias y la creación de un instituto jurídico estadual que cubra las lagunas del sistema constitucional de crisis, garantizando mayor previsibilidad, coordinación y respeto a los derechos humanos en emergencias sanitarias. El estudio sistematiza un modelo jurídico alternativo para la gestión de crisis sanitarias, basado en los principios democráticos y en la dignidad humana, destacando la necesidad de revisar el aparato normativo para adaptarlo a las nuevas realidades epidemiológicas y defendiendo respuestas estatales ágiles, integradas y jurídicamente fundamentadas para futuras emergencias de salud pública. Palabras clave: Biopoder. Estado de excepción. Pandemia. Derecho a la salud. COVID-19. Ley general para crisis sanitarias.A Dissertação foi enviada com autorização e certificação via CI 39256/25 em 03/07/2025.Pompeu, Victor MarcilioPompeu, Gina Vidal MarcilioMontezuma, Talita de Fátima Pereira FurtadoUniversidade de Fortaleza. Programa de Pós-Graduação em Direito ConstitucionalPalmeira, Paulo André Nobre2025info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdf136f.https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/593604https://uol.unifor.br/auth-sophia/exibicao/43466porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFORinstname:Universidade de Fortaleza (UNIFOR)instacron:UNIFORinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-09-04T14:31:41Zoai::593604Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://www.unifor.br/bdtdONGhttp://dspace.unifor.br/oai/requestbib@unifor.br||bib@unifor.bropendoar:2025-09-04T14:31:41Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR - Universidade de Fortaleza (UNIFOR)false
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