O desafio da promoção da saúde na escola pública frente ao preconceito e à discriminação relacionados a construção da identidade homossexual
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/100522 |
Resumo: | A temática da diversidade sexual e de gênero tem tido uma visibilidade crescente na mídia, impelindo à escola a debater o tema e a rever padrões normativos que produzem o modo heterossexista de perceber a sexualidade dos estudantes. O presente trabalho se interessa pela percepção de como a questão da Identidade sexual e das diferentes sexualidades, construídas e presentes no nosso cotidiano, chegam à escola; e pretende reforçar a potencialidade da escola de promover reflexões capazes de instigar a luta política pela igualdade e pelo respeito entre os alunos, no sentido de compreender a dinâmica da convivência enquanto fundamental para uma experiência saudável de aprendizagem. Para isso, questiona-se a inflexibilidade e o silenciamento institucional, evidenciando ações de tolerância e aceitação entre profissionais, pais e alunos. A presente pesquisa apresenta um resgate teórico sobre a formação da identidade sexual e de gênero na escola e suas interfaces com o preconceito contra alunos com orientação sexual diferente da heteronormatividade. Além disso, enfatizam-se alguns aspectos históricos e políticos da homossexualidade, que resultaram em conquistas de direito de cidadania. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, que buscou compreender os fenômenos que envolvem a Homossexualidade, a Adolescência e o Ambiente Escolar, no tocante às vivências e percepções de jovens homossexuais e a potência dialógica na atenção integral e promoção da saúde no contexto escolar. O tratamento do material empírico foi fundamentado na Análise de Conteúdo. Analisa-se a expressão da sexualidade de alunos que se apresentaram como tendo orientação sexual diferente da heteronormatividade. Para tanto, buscou-se compreender como são estabelecidas as relações sociais na escola a partir dos núcleos de sentidos analisadores como: orientação sexual; relacionamento na escola; concepções a cerca da homossexualidade; preconceito e discriminação; e expressão da identidade sexual. Entende-se a possibilidade de sofrimento psíquico a partir do conflito entre as inclinações homossexuais do indivíduo e sua convivência social em uma cultura permeada pelo preconceito e segregação. Tudo isso, acrescido ao fato de muitos sujeitos não aceitarem essas inclinações, desenvolvendo estágios de ansiedade e depressão. A homossexualidade, portanto, não é ?em si? patológica, mas se relaciona aos conflitos que podem advir da não aceitação pelo próprio sujeito da escolha do seu objeto sexual, ou da dificuldade em lidar com a não aceitação socialfamiliar. Diante disso, emerge o espaço escolar como ambiente potente para se discutir e refletir acerca de questões relacionadas à sexualidade e gênero. E, mais do que isso, as relações entre professores e alunos têm que ir além da formação cultural, da sexualidade e das vulnerabilidades de cada sujeito. Tem-se que compreender a orientação sexual em sua complexidade, e não buscar uma origem causal, interpretando-a de modo preconceituoso. |
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Para isso, questiona-se a inflexibilidade e o silenciamento institucional, evidenciando ações de tolerância e aceitação entre profissionais, pais e alunos. A presente pesquisa apresenta um resgate teórico sobre a formação da identidade sexual e de gênero na escola e suas interfaces com o preconceito contra alunos com orientação sexual diferente da heteronormatividade. Além disso, enfatizam-se alguns aspectos históricos e políticos da homossexualidade, que resultaram em conquistas de direito de cidadania. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, que buscou compreender os fenômenos que envolvem a Homossexualidade, a Adolescência e o Ambiente Escolar, no tocante às vivências e percepções de jovens homossexuais e a potência dialógica na atenção integral e promoção da saúde no contexto escolar. O tratamento do material empírico foi fundamentado na Análise de Conteúdo. Analisa-se a expressão da sexualidade de alunos que se apresentaram como tendo orientação sexual diferente da heteronormatividade. Para tanto, buscou-se compreender como são estabelecidas as relações sociais na escola a partir dos núcleos de sentidos analisadores como: orientação sexual; relacionamento na escola; concepções a cerca da homossexualidade; preconceito e discriminação; e expressão da identidade sexual. Entende-se a possibilidade de sofrimento psíquico a partir do conflito entre as inclinações homossexuais do indivíduo e sua convivência social em uma cultura permeada pelo preconceito e segregação. Tudo isso, acrescido ao fato de muitos sujeitos não aceitarem essas inclinações, desenvolvendo estágios de ansiedade e depressão. A homossexualidade, portanto, não é ?em si? patológica, mas se relaciona aos conflitos que podem advir da não aceitação pelo próprio sujeito da escolha do seu objeto sexual, ou da dificuldade em lidar com a não aceitação socialfamiliar. Diante disso, emerge o espaço escolar como ambiente potente para se discutir e refletir acerca de questões relacionadas à sexualidade e gênero. E, mais do que isso, as relações entre professores e alunos têm que ir além da formação cultural, da sexualidade e das vulnerabilidades de cada sujeito. Tem-se que compreender a orientação sexual em sua complexidade, e não buscar uma origem causal, interpretando-a de modo preconceituoso.In Brazil, there are few studies addressing the issue of sexual diversity in the school and there are many aspects of the complexity and density of the subject that need to be worked in order to facilitate dialogue between different sectors of society, seeking to unveil an impregnated reality of prejudice, stigmas and unequal power relations, involving cultural, historical and religious issues. Furthermore, the issue of sexual and gender diversity is increasingly visible in the media, prompting the school to discuss the issue and to review regulatory standards that produce the heterosexist way of perceiving the sexuality of students. The present work is concerned with the perception of how the issue of sexual identity and the different sexualities, built and present in our everyday lives, arrive at school. And intends to strengthen the capability of the school to promote reflections instigate political struggle for equality and respect among students, in order to understand the dynamics of coexistence as the key to a healthy learning experience. For this, we question the institutional inflexibility and silencing, showing shares of tolerance and acceptance among professionals, parents and students. This research presents a theoretical survey on the formation of sexual identity and gender in school and their interfaces with the prejudice against students with different sexual orientation heteronormativity. Furthermore, it is emphasized that some historical and political aspects of homosexuality, which resulted in gains of citizenship rights. This is a qualitative research that sought to understand the phenomena that involve Homosexuality in Adolescence and the School Environment in relation to the experiences and perceptions of young gay and dialogic power of the integral care and health promotion in the school context. The treatment of the empirical material was based on content analysis. Analyzes the expression of sexuality students who presented themselves as having different sexual orientation heteronormativity. To this end, we sought to understand how social relations are established in school from the cores analyzers senses such as sexual orientation; relationship in school; conceptions about homosexuality, prejudice and discrimination, and expression of sexual identity. Means the possibility of psychic suffering from the conflict between the homosexual inclinations of the individual and his social life in a permeated by prejudice and segregation culture. All this, plus the fact that many subjects do not accept these inclinations, developing stages of anxiety and depression. Homosexuality is therefore not "in itself" pathological , but relates to the conflicts that can arise from nonacceptance by the very subject of his sexual object choice , or difficulty in dealing with non -familial social acceptance. Thus emerges the school environment while powerful environment to discuss and reflect on issues related to sexuality and gender . And , more than that , the relationship between teachers and students have to go beyond the cultural background , sexuality and vulnerabilities of each subject . One has to understand sexual orientation in its complexity and not seek a causal origin, interpreting it in biased mode.Amorim, Rosendo Freitas deAmorim, Rosendo Freitas dePocahy, Fernando AltairRodrigues, Francisco JoseCatrib, Ana Maria FontenelleUniversidade de Fortaleza. Programa de Pós-Graduação em Saúde ColetivaFreitas, Silvio Estenio Rocha de2014info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/100522https://uol.unifor.br/auth-sophia/exibicao/10710Disponibilidade forma física: Existe obra impressa de código : 92361porreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFORinstname:Universidade de Fortaleza (UNIFOR)instacron:UNIFORinfo:eu-repo/semantics/openAccess1899-12-30T00:00:00Zoai::100522Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://www.unifor.br/bdtdONGhttp://dspace.unifor.br/oai/requestbib@unifor.br||bib@unifor.bropendoar:1899-12-30T00:00Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UNIFOR - Universidade de Fortaleza (UNIFOR)false |
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