Os Negros no agrário amazônico: diversidade histórica e contemporânea do campesinato paraense

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: CRISPIM, Sebastião Novais Sousa lattes
Outros Autores: https://orcid.org/0000-0003-2563-5080
Orientador(a): COSTA, Francisco de Assis lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido
Departamento: Núcleo de Altos Estudos Amazônicos
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/17547
Resumo: A tese investiga a intrínseca relação entre a população negra e o espaço agrário da Amazônia paraense, analisando a formação histórica e a diversidade estrutural do campesinato negro. A pesquisa demonstra que a construção da raça negra no Brasil, enraizada na colonização e no sistema capitalista, estabeleceu um padrão de exploração que se perpetuou no agrário. A análise resgata a centralidade histórica da população negra na estrutura agrária amazônica, marcada pela resistência à escravidão, como a formação de quilombos, e pela busca por autonomia através do trabalho camponês após a abolição. A investigação detalha a diversidade do campesinato na Amazônia, identificando diferentes formas históricas de organização e suas lógicas econômicas específicas, centradas nas necessidades de reprodução familiar. A tese utiliza dados censitários (2017 e 2022) para evidenciar a crescente relevância demográfica da população negra no Pará, incluindo o espaço rural, e a sua predominância numérica como produtores em diversas formas de campesinato. Contudo, a pesquisa também aponta para a persistência de desigualdades raciais no acesso à terra, com uma concentração de áreas maiores sob o controle de produtores brancos. A análise aprofundada das formas históricas camponesas prevalentes no Pará (CbO, CbF e ReC) revela que a população negra é majoritária em número de estabelecimentos em todas elas, confirmando a constituição histórica de um campesinato negro nas formas mais tradicionais da economia camponesa amazônica. A tese conclui que a negritude é um elemento substancial e central no agrário amazônico contemporâneo, e os resultados reforçam a urgência de considerar a dimensão racial na formulação de políticas públicas para o desenvolvimento rural sustentável na Amazônia, visando a superação das desigualdades históricas e a promoção da equidade no acesso a recursos e oportunidades para o campesinato negro.
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spelling 2025-06-25T15:19:38Z2025-06-25T15:19:38Z2025-02-27CRISPIM, Sebastião Novais Sousa. Os Negros no agrário amazônico: diversidade histórica e contemporânea do campesinato paraense. Orientador: Francisco de Assis Costa. 2025. 88 f. Tese (Doutorado em Desenvolvimento Sustentável do Trópico Úmido) - Núcleo de Altos Estudos Amazônicos, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/17547. Acesso em:.https://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/17547A tese investiga a intrínseca relação entre a população negra e o espaço agrário da Amazônia paraense, analisando a formação histórica e a diversidade estrutural do campesinato negro. A pesquisa demonstra que a construção da raça negra no Brasil, enraizada na colonização e no sistema capitalista, estabeleceu um padrão de exploração que se perpetuou no agrário. A análise resgata a centralidade histórica da população negra na estrutura agrária amazônica, marcada pela resistência à escravidão, como a formação de quilombos, e pela busca por autonomia através do trabalho camponês após a abolição. A investigação detalha a diversidade do campesinato na Amazônia, identificando diferentes formas históricas de organização e suas lógicas econômicas específicas, centradas nas necessidades de reprodução familiar. A tese utiliza dados censitários (2017 e 2022) para evidenciar a crescente relevância demográfica da população negra no Pará, incluindo o espaço rural, e a sua predominância numérica como produtores em diversas formas de campesinato. Contudo, a pesquisa também aponta para a persistência de desigualdades raciais no acesso à terra, com uma concentração de áreas maiores sob o controle de produtores brancos. A análise aprofundada das formas históricas camponesas prevalentes no Pará (CbO, CbF e ReC) revela que a população negra é majoritária em número de estabelecimentos em todas elas, confirmando a constituição histórica de um campesinato negro nas formas mais tradicionais da economia camponesa amazônica. A tese conclui que a negritude é um elemento substancial e central no agrário amazônico contemporâneo, e os resultados reforçam a urgência de considerar a dimensão racial na formulação de políticas públicas para o desenvolvimento rural sustentável na Amazônia, visando a superação das desigualdades históricas e a promoção da equidade no acesso a recursos e oportunidades para o campesinato negro.The thesis investigates the intrinsic relationship between the Black population and the agrarian space of the Paraense Amazon, analyzing the historical formation and structural diversity of the Black peasantry. The research demonstrates that the construction of Black race in Brazil, rooted in colonization and the capitalist system, established a pattern of exploitation that has perpetuated in the agrarian sector. The analysis recovers the historical centrality of the Black population in the Amazonian agrarian structure, marked by resistance to slavery, such as the formation of quilombos, and the pursuit of autonomy through peasant labor after abolition. The investigation details the diversity of the peasantry in the Amazon, identifying different historical forms of organization and their specific economic logics, centered on family reproduction needs. The thesis uses census data (2017 and 2022) to evidence the growing demographic relevance of the Black population in Pará, including the rural space, and their numerical predominance as producers in various forms of peasantry. However, the research also points to the persistence of racial inequalities in land access, with a concentration of larger areas under the control of white producers. The in-depth analysis of the prevalent historical peasant forms in Pará (CbO, CbF, and ReC) reveals that the Black population is the majority in the number of establishments in all of them, confirming the historical constitution of a Black peasantry in the most traditional forms of the Amazonian peasant economy. The thesis concludes that Blackness is a substantial and central element in the contemporary Amazonian agrarian sector, and the results reinforce the urgency of considering the racial dimension in the formulation of public policies for sustainable rural development in the Amazon, aiming at overcoming historical inequalities and promoting equity in access to resources and opportunities for the Black peasantry.Submitted by Maria Marcíria de Almeida Neta (maria.neta@icsa.ufpa.br) on 2025-06-06T15:18:51Z No. of bitstreams: 2 Tese_NegrosAgrarioAmazonico.pdf: 2192946 bytes, checksum: 58be09dbce17d6a0ef9f6626c3739d5e (MD5) license_rdf: 811 bytes, checksum: e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 (MD5)Approved for entry into archive by Socorro Albuquerque (sbarbosa@ufpa.br) on 2025-06-25T15:19:38Z (GMT) No. of bitstreams: 2 Tese_NegrosAgrarioAmazonico.pdf: 2192946 bytes, checksum: 58be09dbce17d6a0ef9f6626c3739d5e (MD5) license_rdf: 811 bytes, checksum: e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 (MD5)Made available in DSpace on 2025-06-25T15:19:38Z (GMT). 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