Charnoquitos de Ourilândia do Norte (PA): geologia, natureza e implicações tectônicas para a Província Carajás.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: FELIX, Williamy Queiroz lattes
Orientador(a): OLIVEIRA, Davis Carvalho de lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica
Departamento: Instituto de Geociências
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/11987
Resumo: Estudos desenvolvidos nos granitoides com piroxênio e rochas máficas associadas que ocorrem na região de Ourilândia do Norte permitiram a individualização de 4 variedades petrográficas: (i) ortopiroxênio granodiorito, (ii) clinopiroxênio monzogranito e (iii) anfibólio monzogranito, e (iv) gabronorito. Este último ocorre espacialmente associado à variedade ortopiroxênio granodiorito. Tais rochas configuram cinco corpos alongados na direção NESW e E-W, onde o plúton principal atinge ~12 km de extensão. É formado pelas variedades clinopiroxênio monzogranito e ortopiroxênio granodiorito, enquanto a variedade anfibólio monzogranito forma três pequenos corpos lenticulares com cerca de 3 km de comprimento. Estes são alongados na direção E-W, mostram foliações na direção NE-SW e E-W e mergulhos subverticais (70-80º). Tais rochas exibem textura magmática bem preservada, são leucocráticas (M’=21,1 – 32,9), e de granulação média a grossa. Os minerais acessórios primários são allanita, epídoto, zircão, apatita, magnetita e ilmenita, sendo que a titanita ocorre somente nos monzogranitos e a olivina é restrita à variedade gabronorítica. São rochas metaluminosas de afinidade magnesiana, seguem o trend cálcio alcalino e cálcio alcalino de alto K. As razões Fe/(Fe+Mg) tanto nas biotitas quanto nos anfibólios, indicam condições intermediarias de fO2, que é corroborado pela razão Fe3+/(Fe3++Fe2+) nos anfibólios que indica moderadas condições de fO2 durante a cristalização (acima do tampão QFM). As temperaturas de cristalização para os piroxênios variam entre 855 a 1061 °C, 713 a 800 nos anfibólios, e a pressão de cristalização é de 1,9 a 3,1 kbar. A atividade de água no magma varia de 4,1 a 6,5. Textura em coroa formada por anfibólios bordejando piroxênios é comum em todas as variedades, o que pode ser explicado pela reação do melt anidro com água em estágio magmático, que resultaria na ausência de piroxênio na fácies anfibólio monzogranito. As microestruturas de recristalização em quartzo e feldspatos permitem inferir uma temperatura final de deformação cristal-plástica em torno de 400-450 ºC. Microfraturas submagmáticas preenchidas por quartzo e álcali feldspato também são encontradas, indicando que os charnoquitos de Ourilândia do Norte sofreram deformação na presença de melt. Isto está de acordo com a natureza sin-tectônica para colocação de seus magmas. O empobrecimento de HFSE em relação às rochas neoarqueanas de Carajás indica que a associação estudada possui uma fonte distinta e/ou sofreram diferentes processos de evolução. Modelamento geoquímico indica que tais granitoides evoluíram por cristalização fracionada a partir de um magma parental máfico, em contraponto à fusão parcial, admitida como principal processo responsável pela origem dos demais granitoides neoarqueanos de Carajás.
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spelling 2019-10-30T14:38:20Z2019-10-30T14:38:20Z2019-10-02FELIX, Williamy Queiroz. Charnoquitos de Ourilândia do Norte (PA): geologia, natureza e implicações tectônicas para a Província Carajás. Orientador: Davis Carvalho de Oliveira. 2019. 78 f. Dissertação (Mestrado em Geologia e Geoquímica) – Instituto de Geociências, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/11987. Acesso em: .http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/11987Estudos desenvolvidos nos granitoides com piroxênio e rochas máficas associadas que ocorrem na região de Ourilândia do Norte permitiram a individualização de 4 variedades petrográficas: (i) ortopiroxênio granodiorito, (ii) clinopiroxênio monzogranito e (iii) anfibólio monzogranito, e (iv) gabronorito. Este último ocorre espacialmente associado à variedade ortopiroxênio granodiorito. Tais rochas configuram cinco corpos alongados na direção NESW e E-W, onde o plúton principal atinge ~12 km de extensão. É formado pelas variedades clinopiroxênio monzogranito e ortopiroxênio granodiorito, enquanto a variedade anfibólio monzogranito forma três pequenos corpos lenticulares com cerca de 3 km de comprimento. Estes são alongados na direção E-W, mostram foliações na direção NE-SW e E-W e mergulhos subverticais (70-80º). Tais rochas exibem textura magmática bem preservada, são leucocráticas (M’=21,1 – 32,9), e de granulação média a grossa. Os minerais acessórios primários são allanita, epídoto, zircão, apatita, magnetita e ilmenita, sendo que a titanita ocorre somente nos monzogranitos e a olivina é restrita à variedade gabronorítica. São rochas metaluminosas de afinidade magnesiana, seguem o trend cálcio alcalino e cálcio alcalino de alto K. As razões Fe/(Fe+Mg) tanto nas biotitas quanto nos anfibólios, indicam condições intermediarias de fO2, que é corroborado pela razão Fe3+/(Fe3++Fe2+) nos anfibólios que indica moderadas condições de fO2 durante a cristalização (acima do tampão QFM). As temperaturas de cristalização para os piroxênios variam entre 855 a 1061 °C, 713 a 800 nos anfibólios, e a pressão de cristalização é de 1,9 a 3,1 kbar. A atividade de água no magma varia de 4,1 a 6,5. Textura em coroa formada por anfibólios bordejando piroxênios é comum em todas as variedades, o que pode ser explicado pela reação do melt anidro com água em estágio magmático, que resultaria na ausência de piroxênio na fácies anfibólio monzogranito. As microestruturas de recristalização em quartzo e feldspatos permitem inferir uma temperatura final de deformação cristal-plástica em torno de 400-450 ºC. Microfraturas submagmáticas preenchidas por quartzo e álcali feldspato também são encontradas, indicando que os charnoquitos de Ourilândia do Norte sofreram deformação na presença de melt. Isto está de acordo com a natureza sin-tectônica para colocação de seus magmas. O empobrecimento de HFSE em relação às rochas neoarqueanas de Carajás indica que a associação estudada possui uma fonte distinta e/ou sofreram diferentes processos de evolução. Modelamento geoquímico indica que tais granitoides evoluíram por cristalização fracionada a partir de um magma parental máfico, em contraponto à fusão parcial, admitida como principal processo responsável pela origem dos demais granitoides neoarqueanos de Carajás.The granite-charnockite association from Carajás Province is spatially associated with gabbronorites, which intrude Mesoarchean granitoids and form a NE-SW elongated pluton with subordinate lenses E-W oriented showing subvertical (70-80°) foliation. They consist of leucocratic rocks (M' = 21.1 - 32.9) with well-preserved magmatic textures and medium- to coarse-grained. The main mafic phases are pyroxene [enstatite/ferrosilite and augite/diopside (Wo1En66Fs33 to Wo49En38Fs14)], amphibole [hornblende (0.88 ≥ Mg/(Mg+Fe2+) ≤ 0.43)], and biotite [0.68 ≥ Fe/(Fe + Mg) ≥ 0.31]. These rocks are considered syntectonic plutons emplaced in a postcollisional setting, which underwent dynamic recrystallization controlled by subgrain rotation (SGR; 400-450 °C) in a sinistral transpressive deformational regime driven by pure shear. The granite-charnockite association and gabbronorite present very similar geochemical behavior: magnesian affinity [whole-rock 0.8 ≥ FeOt/(FeOt+MgO) ≤ 0.5], calc-alkaline and high-K calcic-alkaline trends and metaluminous character. Magma ascent and emplacement are reconstructed as a singlestage process with decreasing temperatures. Crystallization temperatures range from 1100 to ~700 °C for pyroxenes, and 809 to 713 °C for amphiboles. Calculated crystallization pressures were 190 to 310 MPa resulting in crystallization depths of 7.0 to 10.5 km. Observed mineral assemblages and compositions of the main mafic minerals imply crystallization under relatively oxidizing conditions (NNO -9.8 to -12.6). H2O contents ranging from 4.1 to 6.5 wt% and indicates that water played an important role in the magmatic evolution of the studied rocks. Hydration was responsible for differences in the modal contents of monzogranite varieties. Gabbronorites were probably formed by partial melting of depleted mantle source (low HFSE), and orthopyroxene-bearing granitoids originated through fractional crystallization from magma similar in composition to gabbronorite.Submitted by Júlia Barreto (jsrs@ufpa.br) on 2019-10-29T14:29:20Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) Dissertacao_CharnoquitosOurilandiaNorte.pdf: 4163483 bytes, checksum: acb5f79c300fe4d207be1f3d0ab4f1f7 (MD5)Approved for entry into archive by Teo Calumby (teocalumby@ufpa.br) on 2019-10-30T14:38:20Z (GMT) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 0 bytes, checksum: d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e (MD5) Dissertacao_CharnoquitosOurilandiaNorte.pdf: 4163483 bytes, checksum: acb5f79c300fe4d207be1f3d0ab4f1f7 (MD5)Made available in DSpace on 2019-10-30T14:38:20Z (GMT). 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