Distribuição espaço-temporal da comunidade zooplanctônica no estuário do Taperaçu (Bragança-Pará-Brasil): biomassa e produção secundária das principais espécies de copépodos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: LEITE, Natália da Rocha. lattes
Orientador(a): COSTA, Rauquírio André Albuquerque Marinho da lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biologia Ambiental
Departamento: Instituto de Estudos Costeiros
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/13259
Resumo: O presente estudo objetivou estudar a composição e a distribuição da comunidade zooplanctônica no estuário do Taperaçu avaliando, em escala temporal e espacial, a contribuição das principais espécies de copépodos para a biomassa e produção em termos de carbono orgânico no ambiente em estudo. Para tanto, foram realizadas coletas bimestrais (zooplâncton e variáveis hidrológicas) de junho de 2012 a junho de 2013, em três estações fixas situadas ao longo do estuário, totalizando 45 amostras. A comunidade zooplanctônica do Taperaçu foi aparentemente homogênea, não sendo detectadas variações significativas relacionadas aos ciclos circadianos (dia/noite) e de maré (enchente/vazante), no que se refere aos atributos biológicos. Elevados valores de densidade de Paracalanus quasimodo, Labidocera fluviatilis, e Pseudodiaptomus marshi foram observados. A ausência de um padrão nictimeral e de maré, esteve possivelmente relacionada às características morfodinâmicas do estuário do Taperaçu, tais como a presença de bancos de areia em sua porção central, a ausência de uma descarga fluvial, a pequena área de captação, as baixas profundidades e as fortes correntes de maré, as quais facilitam os processos de mistura horizontal e vertical da coluna de água. Quando analisados em uma escala mensal e espacial, foi observada a influência dos períodos sazonais sobre a dinâmica desses organismos, estando estas diretamente relacionadas às variações da salinidade, turbidez e concentrações de clorofila-a. A comunidade zooplanctônica esteve dominada pelos copépodos, em especial Acartia tonsa (22.230,9±46.145,7 ind.m ), P. marshi (3.267,3±4.565,1 ind.m -3 ), Acartia lilljerborgi (4.011,6±10.326,5 ind.m -3 ) e Oithona oswaldocruzi (30.221,9±28.328,4 ind.m -3 ), P. quasimodo (9.270,7±17.593,3 ind.m -3 ), juntamente com Oikopleura dioica (15.284,6±26.060,6 ind.m -3 ). A diversidade média das espécies variou de 2,0±0,6 bits.ind -3, enquanto que a equitabilidade variou de 0,5±0,1 a 0,7±0,03. De modo geral, a variabilidade temporal (mensal e sazonal) e espacial observada na estrutura e dinâmica populacional do zooplâncton esteve principalmente relacionada às flutuações nas taxas de precipitação, as quais afetaram diretamente a salinidade da água e, consequentemente, a densidade desses organismos. Adicionalmente, conclui-se que a presença de espécies tipicamente marinhas, tais como P. quasimodo e Oikopleura dioica -1a 3,8±0,4 bits.ind -1 pode estar relacionada ao aumento significativo da salinidade, resultado da redução das chuvas em 2012. A biomassa e produção de A. tonsa e A. lilljeborgi estiveram diretamente relacionadas à precipitação local, visto que A. tonsa apresentou elevados valores durante todo o período, e não apenas no período chuvoso, como anteriormente observado neste mesmo estuário. Os estágios imaturos (C1-C5) de A. tonsa foram as formas dominantes, com destaque para o estágio C4 (839,88±1.518,80 mgC.m ), enquanto que para A. lilljeborgi os mais elevados valores foram obtidos para os adultos (499,95±1.347,84 mgC.m -3 ). As taxas de produção secundária obtidas foram mais elevadas do que àquelas descritas para outros estuários localizados ao redor do mundo, podendo estes resultados estarem associados as elevadas temperaturas registradas durante todo o ano, bem como a observação de águas ricas em nutrientes e matéria orgânica particulada derivados dos manguezais adjacentes ao Taperaçu. De forma geral os resultados obtidos indicam que a influência das variações climáticas sobre as variáveis hidrológicas, em especial a temperatura, salinidade, bem como sobre as concentrações de clorofila-a foram os principais responsáveis pela dinâmica das espécies mesozooplanctônicas identificadas no estuário do Taperaçu.
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spelling 2021-06-23T20:39:45Z2021-06-23T20:39:45Z2016-10-25LEITE, Natália da Rocha. Distribuição espaço-temporal da comunidade zooplanctônica no estuário do Taperaçu (Bragança-Pará-Brasil): biomassa e produção secundária das principais espécies de copépodos. Orientador: Rauquírio Marinho da Costa. 2016. 115 f. Tese (Doutorado em Biologia Ambiental) – Instituto de Estudos Costeiros, Campus Universitário de Bragança, Universidade Federal do Pará, Bragança, 2016. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/13259. Acesso em:.http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/13259O presente estudo objetivou estudar a composição e a distribuição da comunidade zooplanctônica no estuário do Taperaçu avaliando, em escala temporal e espacial, a contribuição das principais espécies de copépodos para a biomassa e produção em termos de carbono orgânico no ambiente em estudo. Para tanto, foram realizadas coletas bimestrais (zooplâncton e variáveis hidrológicas) de junho de 2012 a junho de 2013, em três estações fixas situadas ao longo do estuário, totalizando 45 amostras. A comunidade zooplanctônica do Taperaçu foi aparentemente homogênea, não sendo detectadas variações significativas relacionadas aos ciclos circadianos (dia/noite) e de maré (enchente/vazante), no que se refere aos atributos biológicos. Elevados valores de densidade de Paracalanus quasimodo, Labidocera fluviatilis, e Pseudodiaptomus marshi foram observados. A ausência de um padrão nictimeral e de maré, esteve possivelmente relacionada às características morfodinâmicas do estuário do Taperaçu, tais como a presença de bancos de areia em sua porção central, a ausência de uma descarga fluvial, a pequena área de captação, as baixas profundidades e as fortes correntes de maré, as quais facilitam os processos de mistura horizontal e vertical da coluna de água. Quando analisados em uma escala mensal e espacial, foi observada a influência dos períodos sazonais sobre a dinâmica desses organismos, estando estas diretamente relacionadas às variações da salinidade, turbidez e concentrações de clorofila-a. A comunidade zooplanctônica esteve dominada pelos copépodos, em especial Acartia tonsa (22.230,9±46.145,7 ind.m ), P. marshi (3.267,3±4.565,1 ind.m -3 ), Acartia lilljerborgi (4.011,6±10.326,5 ind.m -3 ) e Oithona oswaldocruzi (30.221,9±28.328,4 ind.m -3 ), P. quasimodo (9.270,7±17.593,3 ind.m -3 ), juntamente com Oikopleura dioica (15.284,6±26.060,6 ind.m -3 ). A diversidade média das espécies variou de 2,0±0,6 bits.ind -3, enquanto que a equitabilidade variou de 0,5±0,1 a 0,7±0,03. De modo geral, a variabilidade temporal (mensal e sazonal) e espacial observada na estrutura e dinâmica populacional do zooplâncton esteve principalmente relacionada às flutuações nas taxas de precipitação, as quais afetaram diretamente a salinidade da água e, consequentemente, a densidade desses organismos. Adicionalmente, conclui-se que a presença de espécies tipicamente marinhas, tais como P. quasimodo e Oikopleura dioica -1a 3,8±0,4 bits.ind -1 pode estar relacionada ao aumento significativo da salinidade, resultado da redução das chuvas em 2012. A biomassa e produção de A. tonsa e A. lilljeborgi estiveram diretamente relacionadas à precipitação local, visto que A. tonsa apresentou elevados valores durante todo o período, e não apenas no período chuvoso, como anteriormente observado neste mesmo estuário. Os estágios imaturos (C1-C5) de A. tonsa foram as formas dominantes, com destaque para o estágio C4 (839,88±1.518,80 mgC.m ), enquanto que para A. lilljeborgi os mais elevados valores foram obtidos para os adultos (499,95±1.347,84 mgC.m -3 ). As taxas de produção secundária obtidas foram mais elevadas do que àquelas descritas para outros estuários localizados ao redor do mundo, podendo estes resultados estarem associados as elevadas temperaturas registradas durante todo o ano, bem como a observação de águas ricas em nutrientes e matéria orgânica particulada derivados dos manguezais adjacentes ao Taperaçu. De forma geral os resultados obtidos indicam que a influência das variações climáticas sobre as variáveis hidrológicas, em especial a temperatura, salinidade, bem como sobre as concentrações de clorofila-a foram os principais responsáveis pela dinâmica das espécies mesozooplanctônicas identificadas no estuário do Taperaçu.This study aimed to determine the composition and distribution of zooplankton in the estuary Taperaçu evaluating, in temporal and spatial scales, the contribution of the main species of copepods for biomass and production in terms of organic carbon in the environment under study. Therefore, samples were taken bimonthly (zooplankton and hydrologic variables) from June 2012 to June 2013, in three fixed stations located along the estuary, totaling 45 samples. The zooplankton community was apparently homogeneous. With regard to biological attributes, significant variations related to circadian cycles (day/night) and tidal periods (flood/ebb) were not detected. High values of abundance of Paracalanus quasimodo, Labidocera fluviatilis and Pseudodiaptomus marshi were observed. The absence of a nichtemeral and tidal patterns, was possibly related to the morphodynamic characteristics of the estuary Taperaçu, such as the presence of sandbanks in its central portion, the absence of a river discharge, the small catchment area, low depths and strong tidal currents, which facilitate the processes of horizontal and vertical mixing of the water column. When analyzed on a monthly and spatial scale, it was observed the influence of seasonal periods on the dynamics of these organisms, these being directly related to variations in salinity, turbidity and chlorophyll-a concentrations. The zooplankton community was dominated by copepods, especially Acartia tonsa (22,230.9±46,145.7 ind.m ), Acartia lilljerborgi (4,011.6±10,326.5 ind.m -3 ), P. quasimodo (9,270.7±17,593.3 ind.m -3 ), P. marshi (3,267.3±4,565.1 ind.m-3) and Oithona oswaldocruzi (30,221.9±28,328.4 ind.m-3-3), together with Oikopleura dioica (15,284.6±26,060.6 ind.m-3). The average diversity of species ranged from 2.0±0.6 bits.ind-1 to 3.8±0.4 bits.ind-1, while the evenness ranged from 0.5±0.1 to 0.7±0:03. Overall, the temporal variability (monthly and temporal) and spatial observed in the structure and dynamics of zooplankton population was mainly related to fluctuations in precipitation rates, which directly affect the salinity of the water and consequently the abundance of these organisms. In addition, it was also concluded that the presence of typically marine species such as P. quasimodo and O. dioica may be related to the significant increase in salinity as a result of reduced rainfall in 2012. Biomass and production A. tonsa and A. lilljeborgi were directly related to the local rainfall since, A. tonsa showed high values throughout the period, not only in the rainy season as previously observed in this same estuary. The immature stages (C1-C5) of A. tonsa were the dominant forms, especially the C4 stage (839.88±1518.80 mgC.m), while for A. lilljeborgi the highest values were obtained for adults (1,347.84±499.95 mgC.m-3). The obtained rates of secondary production were higher than those described for other estuaries located around the world, and these results are associated with the high temperatures recorded during the year as well as the observation of water rich in nutrients and particulate organic matter derived from adjacent to mangroves Taperaçu. In general, the results indicate that the influence of climate changes on the hydrological variables especially temperature, salinity, as well as the concentration of chlorophyll-a were the main responsible for the dynamics of mesozooplanctônicas species identified in the estuary of Taperaçu.Submitted by Vivyanne Neves (vivyanne@ufpa.br) on 2021-06-23T20:38:56Z No. of bitstreams: 2 Tese_DistribuicaoEspacoTemporal.pdf: 2881309 bytes, checksum: 3a7e034050f8cbb07b231876ae118ff2 (MD5) license_rdf: 811 bytes, checksum: e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 (MD5)Approved for entry into archive by Vivyanne Neves (vivyanne@ufpa.br) on 2021-06-23T20:39:44Z (GMT) No. of bitstreams: 2 Tese_DistribuicaoEspacoTemporal.pdf: 2881309 bytes, checksum: 3a7e034050f8cbb07b231876ae118ff2 (MD5) license_rdf: 811 bytes, checksum: e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 (MD5)Made available in DSpace on 2021-06-23T20:39:45Z (GMT). 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Tropical estuary
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description O presente estudo objetivou estudar a composição e a distribuição da comunidade zooplanctônica no estuário do Taperaçu avaliando, em escala temporal e espacial, a contribuição das principais espécies de copépodos para a biomassa e produção em termos de carbono orgânico no ambiente em estudo. Para tanto, foram realizadas coletas bimestrais (zooplâncton e variáveis hidrológicas) de junho de 2012 a junho de 2013, em três estações fixas situadas ao longo do estuário, totalizando 45 amostras. A comunidade zooplanctônica do Taperaçu foi aparentemente homogênea, não sendo detectadas variações significativas relacionadas aos ciclos circadianos (dia/noite) e de maré (enchente/vazante), no que se refere aos atributos biológicos. Elevados valores de densidade de Paracalanus quasimodo, Labidocera fluviatilis, e Pseudodiaptomus marshi foram observados. A ausência de um padrão nictimeral e de maré, esteve possivelmente relacionada às características morfodinâmicas do estuário do Taperaçu, tais como a presença de bancos de areia em sua porção central, a ausência de uma descarga fluvial, a pequena área de captação, as baixas profundidades e as fortes correntes de maré, as quais facilitam os processos de mistura horizontal e vertical da coluna de água. Quando analisados em uma escala mensal e espacial, foi observada a influência dos períodos sazonais sobre a dinâmica desses organismos, estando estas diretamente relacionadas às variações da salinidade, turbidez e concentrações de clorofila-a. A comunidade zooplanctônica esteve dominada pelos copépodos, em especial Acartia tonsa (22.230,9±46.145,7 ind.m ), P. marshi (3.267,3±4.565,1 ind.m -3 ), Acartia lilljerborgi (4.011,6±10.326,5 ind.m -3 ) e Oithona oswaldocruzi (30.221,9±28.328,4 ind.m -3 ), P. quasimodo (9.270,7±17.593,3 ind.m -3 ), juntamente com Oikopleura dioica (15.284,6±26.060,6 ind.m -3 ). A diversidade média das espécies variou de 2,0±0,6 bits.ind -3, enquanto que a equitabilidade variou de 0,5±0,1 a 0,7±0,03. De modo geral, a variabilidade temporal (mensal e sazonal) e espacial observada na estrutura e dinâmica populacional do zooplâncton esteve principalmente relacionada às flutuações nas taxas de precipitação, as quais afetaram diretamente a salinidade da água e, consequentemente, a densidade desses organismos. Adicionalmente, conclui-se que a presença de espécies tipicamente marinhas, tais como P. quasimodo e Oikopleura dioica -1a 3,8±0,4 bits.ind -1 pode estar relacionada ao aumento significativo da salinidade, resultado da redução das chuvas em 2012. A biomassa e produção de A. tonsa e A. lilljeborgi estiveram diretamente relacionadas à precipitação local, visto que A. tonsa apresentou elevados valores durante todo o período, e não apenas no período chuvoso, como anteriormente observado neste mesmo estuário. Os estágios imaturos (C1-C5) de A. tonsa foram as formas dominantes, com destaque para o estágio C4 (839,88±1.518,80 mgC.m ), enquanto que para A. lilljeborgi os mais elevados valores foram obtidos para os adultos (499,95±1.347,84 mgC.m -3 ). As taxas de produção secundária obtidas foram mais elevadas do que àquelas descritas para outros estuários localizados ao redor do mundo, podendo estes resultados estarem associados as elevadas temperaturas registradas durante todo o ano, bem como a observação de águas ricas em nutrientes e matéria orgânica particulada derivados dos manguezais adjacentes ao Taperaçu. De forma geral os resultados obtidos indicam que a influência das variações climáticas sobre as variáveis hidrológicas, em especial a temperatura, salinidade, bem como sobre as concentrações de clorofila-a foram os principais responsáveis pela dinâmica das espécies mesozooplanctônicas identificadas no estuário do Taperaçu.
publishDate 2016
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