De reacionária à revolucionária: a saga distópica de Tia Lydia em O Conto da Aia e Os Testamentos, de Margaret Atwood
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Paraíba
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Letras
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| Departamento: |
Letras
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/25797 |
Resumo: | Subversivo desde seu princípio, o universo de Gilead, presente nas obras O conto da Aia (1985 [2017]) e Os testamentos (2019), da autora canadense Margaret Atwood, obras com lançamento espaçado por mais de 30 anos, tem sua destruição proporcionada por uma das principais figuras presentes no regime. Tia Lydia, mulher, subestimada pelos filhos de Jacob, adquire para si um lugar de poder, construindo uma cadeia de influência através dos anos em que passa ativa; ao fim de sua vida, decide praticar seu plano de vingança contra aqueles que a subjugaram. O final de um regime totalitário misógino através das mãos de uma mulher, bem como a vida dupla (RICH, 1980) desempenhada pela personagem através de comportamentos conflitantes entre perpetuar e aniquilar o regime, demonstram a possibilidade da infiltração de uma mulher em lugares hostis a ela, além da possibilidade de neutralização de tais lugares. Portanto, o presente trabalho dissertativo pretende analisar a vida dupla apresentada por Tia Lydia, observando as estratégias de sobrevivência e resistência utilizadas por essa personagem; sua relação com as outras mulheres presentes nas narrativas; a utilização de relações identitárias com homens a fim de obtenção de poder; e o desmonte e o funcionamento de regimes totalitários. Para atingir tais objetivos, a pesquisa irá se debruçar sobre os estudos socioculturais acerca de regimes totalitários, pautados por Agamben (2004, 2015, 2010), Arendt (2012) e Foucault (2013). Outrossim, de maneira a proporcionar uma melhor visão acerca da mulher inserida em regimes totalitários e as relações entre elas, utilizaremos os estudos promulgados pela crítica feminista, sendo estes os de Rich (1980), Daly (1970), Segato (2016, 2014, 2013) e Milanez (2019). |
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2023-01-19T17:35:09Z2022-10-312023-01-19T17:35:09Z2022-08-30https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/25797Subversivo desde seu princípio, o universo de Gilead, presente nas obras O conto da Aia (1985 [2017]) e Os testamentos (2019), da autora canadense Margaret Atwood, obras com lançamento espaçado por mais de 30 anos, tem sua destruição proporcionada por uma das principais figuras presentes no regime. Tia Lydia, mulher, subestimada pelos filhos de Jacob, adquire para si um lugar de poder, construindo uma cadeia de influência através dos anos em que passa ativa; ao fim de sua vida, decide praticar seu plano de vingança contra aqueles que a subjugaram. O final de um regime totalitário misógino através das mãos de uma mulher, bem como a vida dupla (RICH, 1980) desempenhada pela personagem através de comportamentos conflitantes entre perpetuar e aniquilar o regime, demonstram a possibilidade da infiltração de uma mulher em lugares hostis a ela, além da possibilidade de neutralização de tais lugares. Portanto, o presente trabalho dissertativo pretende analisar a vida dupla apresentada por Tia Lydia, observando as estratégias de sobrevivência e resistência utilizadas por essa personagem; sua relação com as outras mulheres presentes nas narrativas; a utilização de relações identitárias com homens a fim de obtenção de poder; e o desmonte e o funcionamento de regimes totalitários. Para atingir tais objetivos, a pesquisa irá se debruçar sobre os estudos socioculturais acerca de regimes totalitários, pautados por Agamben (2004, 2015, 2010), Arendt (2012) e Foucault (2013). Outrossim, de maneira a proporcionar uma melhor visão acerca da mulher inserida em regimes totalitários e as relações entre elas, utilizaremos os estudos promulgados pela crítica feminista, sendo estes os de Rich (1980), Daly (1970), Segato (2016, 2014, 2013) e Milanez (2019).Subversive since its very beginning, Gilead’s universe, present in the works The Handmaid’s Tale (ATWOOD, 2017), and The Testaments (ATWOOD, 2019) – with more than 30 years between their publication – has its destruction enabled by one of the main figures present on the Regime. Aunt Lydia, woman, underestimated by the sons of Jacob, acquires a place of power for herself, building an influential chain throughout the years she spends active; towards the end of her life, she decides to push her vengeance plan forward against those who subdued her. The end of a misogynistic totalitarian regime through a woman’s hands, as well as the double life (RICH, 1980) lived by the character through conflictive behavior, torn between perpetuate and annihilate the regime, demonstrates the possibility of a woman’s infiltration on hostile environments to her, not to mention the neutralization of such places. Thus, the following research aims to analyze Aunt Lydia’s double life, observing survival and resistance strategies presented by the character; her relation with other women who are present in the narrative; capitalizing over relationships with men with the goal of obtaining power; and the dismount and functioning of totalitarian regimes. To achieve such goals, the research will avail itself of social-cultural studies on totalitarian regimes, coined by Agamben (2004, 2015, 2010), Arendt (2012), and Foucault (2013). Moreover, to provide a better insight concerning women inside totalitarian regimes and the relations among them, we will utilize the studies originated by the feminist critique, those being Rich’s (1980), Daly (1970), Segato (2016, 2014, 2013), and Milanez (2019).Submitted by Fernando Augusto Alves Vieira (fernandovieira@biblioteca.ufpb.br) on 2022-12-22T14:26:42Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) MariaLuizaDinizMilanez_Dissert.pdf: 1645292 bytes, checksum: e6f3727eefc4c2ac19a005a1cee3288e (MD5)Approved for entry into archive by Biblioteca Digital de Teses e Dissertações BDTD (bdtd@biblioteca.ufpb.br) on 2023-01-19T17:35:09Z (GMT) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) MariaLuizaDinizMilanez_Dissert.pdf: 1645292 bytes, checksum: e6f3727eefc4c2ac19a005a1cee3288e (MD5)Made available in DSpace on 2023-01-19T17:35:09Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) MariaLuizaDinizMilanez_Dissert.pdf: 1645292 bytes, checksum: e6f3727eefc4c2ac19a005a1cee3288e (MD5) Previous issue date: 2022-08-30Conselho Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPqporUniversidade Federal da ParaíbaPrograma de Pós-Graduação em LetrasUFPBBrasilLetrasAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::LINGUISTICA, LETRAS E ARTES::LETRASMargaret AtwoodFeminismoCrítica feministaRelações femininasDistopiaFeminismFeminist critiqueFeminine relationsDystopiaDe reacionária à revolucionária: a saga distópica de Tia Lydia em O Conto da Aia e Os Testamentos, de Margaret Atwoodinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisDeplagne, Luciana Eleonora de Freitas Caladohttp://lattes.cnpq.br/157598906101044810163146470http://lattes.cnpq.br/7399437822944395Milanez, Maria Luiza Dinizreponame:Repositório Institucional da UFPBinstname:Universidade Federal da Paraíba (UFPB)instacron:UFPBTEXTMariaLuizaDinizMilanez_Dissert.pdf.txtMariaLuizaDinizMilanez_Dissert.pdf.txtExtracted texttext/plain262806https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/25797/4/MariaLuizaDinizMilanez_Dissert.pdf.txt79e3a7809f2d79c41f80ec24c3a3ec76MD54LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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