Atividade antifúngica do linalol sobre linhagens de Candida albicans e Candida tropicalis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Ana Caroline de Lima lattes
Orientador(a): Lima, Edeltrudes de Oliveira lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Paraíba
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos
Departamento: Farmacologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/34971
Resumo: Leveduras patógenas como C. albicans e C. tropicalis vem se tornando cada vez mais importantes como causa das infecções fúngicas invasivas, principalmente nos indivíduos imunossuprimidos. Atualmente é reconhecido, no mundo todo, o surgimento de micro-organismos cada vez mais resistentes aos antibióticos convencionais devido ao uso abusivo e indiscriminado de antimicrobianos, diante dessa realidade, a busca por fármacos antimicrobianos novos e mais eficazes tem sido constante. Nesse contexto os produtos naturais, são ótimos precursores de uma diversidade de compostos moleculares ativos. Dentre eles, os candidatos a fármacos bioativos naturais como o linalol que possui um enorme potencial biológico de interesse humano. Diante dessas premissas, nesse estudo foi avaliada a atividade antifúngica do linalol sobre linhagens clínicas de C. albicans e C. tropicalis de origem pulmonar, por meio de ensaios microbiológicos realizados in vitro, por determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), seguido da Concentração Fungicida Mínima (CFM), pelo método de microdiluição. O linalol obteve uma CIM50% de 32 µg/mL e CFM50% 128 µg/mL frente às linhagens de Candida spp sendo esse efeito de caráter fungicida. Em seguida foi realizada a análise micromorfológica, estudo do mecanismo de ação, ensaios de associação e de modulação. Foram observadas alterações na micromorfologia das linhagens expostas ao linalol, verificando uma redução das estruturas fúngicas como pseudo-hifas e clamidoconídeos. O efeito antifúngico do linalol não se deu pela desestabilização da parede celular ou pela complexação com o ergosterol da membrana plasmática. Não foram encontrados aditividade, sinergismo ou antagonismo resultantes da associação linalol-anfotericina B avaliada pelo método de checkerboard. Além disso, o linalol não modulou a atividade antifúngica de anfotericina B. Estes resultados sugerem que o linalol representa uma nova possibilidade entre os produtos de origem natural com atividade antifúngica no combate a infecções ocasionadas pelo menos por duas espécies de Candida.
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spelling 2025-06-27T17:23:33Z2024-11-252025-06-27T17:23:33Z2024-08-09https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/34971Leveduras patógenas como C. albicans e C. tropicalis vem se tornando cada vez mais importantes como causa das infecções fúngicas invasivas, principalmente nos indivíduos imunossuprimidos. Atualmente é reconhecido, no mundo todo, o surgimento de micro-organismos cada vez mais resistentes aos antibióticos convencionais devido ao uso abusivo e indiscriminado de antimicrobianos, diante dessa realidade, a busca por fármacos antimicrobianos novos e mais eficazes tem sido constante. Nesse contexto os produtos naturais, são ótimos precursores de uma diversidade de compostos moleculares ativos. Dentre eles, os candidatos a fármacos bioativos naturais como o linalol que possui um enorme potencial biológico de interesse humano. Diante dessas premissas, nesse estudo foi avaliada a atividade antifúngica do linalol sobre linhagens clínicas de C. albicans e C. tropicalis de origem pulmonar, por meio de ensaios microbiológicos realizados in vitro, por determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM), seguido da Concentração Fungicida Mínima (CFM), pelo método de microdiluição. O linalol obteve uma CIM50% de 32 µg/mL e CFM50% 128 µg/mL frente às linhagens de Candida spp sendo esse efeito de caráter fungicida. Em seguida foi realizada a análise micromorfológica, estudo do mecanismo de ação, ensaios de associação e de modulação. Foram observadas alterações na micromorfologia das linhagens expostas ao linalol, verificando uma redução das estruturas fúngicas como pseudo-hifas e clamidoconídeos. O efeito antifúngico do linalol não se deu pela desestabilização da parede celular ou pela complexação com o ergosterol da membrana plasmática. Não foram encontrados aditividade, sinergismo ou antagonismo resultantes da associação linalol-anfotericina B avaliada pelo método de checkerboard. Além disso, o linalol não modulou a atividade antifúngica de anfotericina B. Estes resultados sugerem que o linalol representa uma nova possibilidade entre os produtos de origem natural com atividade antifúngica no combate a infecções ocasionadas pelo menos por duas espécies de Candida.Pathogenic yeast such as C. albicans and C. tropicalis are becoming important ethiological agents of invasive fungal infections, specially in imunocompromised patients. Currently known worldwide, the emergence of increasingly resistant microorganisms against conventional antibiotics is induced by the abusive and irrational use of these antimicrobial agents. Due to this reality, the search for new and effective antimicrobial drugs has grown. In this context, the natural products are excellent precursors of a wide diversity of active molecular compounds. Among them, monoterpenes such as linalool which possess tremendous biological potential of human concern. Following these premises, on this study was evaluated the antifungal activity of linalool against clinical-source strains of C. albicans and C. tropicalis of pulmonary origin, through in vitro microbiological assays for the determination of Minimum Inhibitory Concentration (MIC) and Minimum Fungicidal Concentration (MFC) using the microdilution technique. The linalool showed a MIC50% of 32 µg/mL and MFC50% of 128 µg/mL against the Candida spp strains, with this effect being of fungicidal attribute. Next, it was realized the micromorphological analysis, study of the mechanism of action, association and modulation assays. Alterations on the cell's morphology could be observed when exposed to linalool with reduction in the number of fungal microstructures. However, the antifungal effect of linalool was not due to destabilization of the cell wall or by binding with ergosterol in the cell membrane. The association assays did not showed additivity, synergism or antagonism between linalool and amphotericin B through the checkerboard method. Besides, linalool did not modulated the antifungal activity displayed by the amphotericin B. These results suggests that the monoterpene linalool represents a new chance among the products of natural origin with pharmacological activity against infections caused by Candida species.Submitted by Marília Cosmos (marilia@biblioteca.ufpb.br) on 2025-06-27T17:23:33Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) AnaCarolineDeLima_Tese.pdf: 4779956 bytes, checksum: dd324afc0cc3b3d37867f48c45ac4992 (MD5)Made available in DSpace on 2025-06-27T17:23:33Z (GMT). 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