Comunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Santana, Erika Flávia Crispim de lattes
Orientador(a): Francini Filho, Ronaldo Bastos lattes
Banca de defesa: Santos, Braulio Almeida lattes, Longo, Guilherme Ortigara lattes, Roos , Natalia Carvalho lattes, Cordeiro, Ralf Tarciso Silva lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Paraíba
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas
Departamento: Zoologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37677
Resumo: Os recifes brasileiros são considerados únicos no mundo por possuírem elevada abundância de macroalgas e algas epilíticas e baixa riqueza de corais construtores de recifes. Fatores ambientais (e.g. níveis de turbidez, temperatura da água do mar, disponibilidade de luz) e espaciais (e.g. profundidade e distância da costa) são importantes estruturadores de comunidades bentônicas recifais. Acredita-se que recifes rasos e mesofóticos sejam influenciados de maneira diferente por fatores abióticos, principalmente turbidez e disponibilidade de luz, que limitam/modificam a ocorrência e abundância dos organismos nesses nos recifes. Alguns corais brasileiros são adaptados à águas rasas com elevadas temperaturas e incidência direta de luminosidade, mas a maioria é adaptada recifes turvos ou profundos por serem menos iluminados. Diante disso, o presente estudo utilizou ferramentas de classificação para atingir os objetivos gerais seguintes: 1) identificar e delimitar comunidades bentônicas rasas (0-30 m) distintas em recifes costeiros continentais e oceânicos, assim como identificar as principais variáveis ambientais que as delimitam, 2) determinar o ponto de quebra (i.e. transição) entre comunidades bentônicas rasas e fundas (30-60m), utilizando as ilhas oceânicas brasileiras como modelo e 3) entender a influência de fatores bióticos locais (i.e. interações de contato) e fatores ambientais nos padrões em larga escala de branqueamento basal (i.e. fora de anos com anomalia) dos três corais mais abundantes e importantes construtores de recifes no Brasil Siderastrea spp., Mussismilia hispida e Montastraea cavernosa. Foram obtidos dados sobre comunidades bentônicas e variáveis ambientais (sensoriamento remoto) para 18 localidades (14 costeiras e 4 oceânicas), tornando disponível a mais completa base de dados de abundância de organismos bentônicos recifais para o Brasil. Dez comunidades bentônicas distintas foram identificadas em recifes rasos costeiros e oceânicos, as quais são dominadas por algas epilíticas e macroalgas frondosas. O coeficiente de atenuação difusa (níveis de turbidez) foi a principal variável ambiental responsável pela discriminação das comunidades rasas, formando dois grupos principais: i) um com águas claras (dominado por macroalgas frondosas), ii) outro com águas turvas (dominado por algas epilítica). A profundidade e temperatura tiveram influência significativa na distinção entre comunidades bentônicas recifais rasas e mesofóticas das ilhas oceânicas, com cinco comunidades únicas tendo sido identificadas. O ponto de quebra entre as comunidades rasas e fundas foi aos 12,5 m, não tendo sido registrada mudanças significativas aos 30 m de profundidade como apontado em estudos anteriores. A maior incidência de branqueamento dos corais ocorreu em recifes oceânicos rasos e bem iluminados, confirmando a preferência da maioria dos corais avaliados por habitats costeiros sombreados e/ou profundos. Os resultados demonstram que a aplicação de ferramentas de classificação é útil em estudos sobre comunidades bentônicas em largas escalas espaciais e para o entendimento das variáveis ambientais que as discriminam. Além disso, fornecem dados importantes sobre a saúde de corais brasileiros em anos sem anomalias térmicas, o que representa um importante baseline para avaliações futuras dos impactos causados por eventos de branqueamento em massa no Atlântico Sul Ocidental.
id UFPB-2_61bb12dcb664bf38df2cc606c7715c5f
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpb.br:123456789/37677
network_acronym_str UFPB-2
network_name_str Repositório Institucional da UFPB
repository_id_str
spelling 2026-02-21T03:06:26Z2022-09-212026-02-21T03:06:26Z2020-10-30https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37677Os recifes brasileiros são considerados únicos no mundo por possuírem elevada abundância de macroalgas e algas epilíticas e baixa riqueza de corais construtores de recifes. Fatores ambientais (e.g. níveis de turbidez, temperatura da água do mar, disponibilidade de luz) e espaciais (e.g. profundidade e distância da costa) são importantes estruturadores de comunidades bentônicas recifais. Acredita-se que recifes rasos e mesofóticos sejam influenciados de maneira diferente por fatores abióticos, principalmente turbidez e disponibilidade de luz, que limitam/modificam a ocorrência e abundância dos organismos nesses nos recifes. Alguns corais brasileiros são adaptados à águas rasas com elevadas temperaturas e incidência direta de luminosidade, mas a maioria é adaptada recifes turvos ou profundos por serem menos iluminados. Diante disso, o presente estudo utilizou ferramentas de classificação para atingir os objetivos gerais seguintes: 1) identificar e delimitar comunidades bentônicas rasas (0-30 m) distintas em recifes costeiros continentais e oceânicos, assim como identificar as principais variáveis ambientais que as delimitam, 2) determinar o ponto de quebra (i.e. transição) entre comunidades bentônicas rasas e fundas (30-60m), utilizando as ilhas oceânicas brasileiras como modelo e 3) entender a influência de fatores bióticos locais (i.e. interações de contato) e fatores ambientais nos padrões em larga escala de branqueamento basal (i.e. fora de anos com anomalia) dos três corais mais abundantes e importantes construtores de recifes no Brasil Siderastrea spp., Mussismilia hispida e Montastraea cavernosa. Foram obtidos dados sobre comunidades bentônicas e variáveis ambientais (sensoriamento remoto) para 18 localidades (14 costeiras e 4 oceânicas), tornando disponível a mais completa base de dados de abundância de organismos bentônicos recifais para o Brasil. Dez comunidades bentônicas distintas foram identificadas em recifes rasos costeiros e oceânicos, as quais são dominadas por algas epilíticas e macroalgas frondosas. O coeficiente de atenuação difusa (níveis de turbidez) foi a principal variável ambiental responsável pela discriminação das comunidades rasas, formando dois grupos principais: i) um com águas claras (dominado por macroalgas frondosas), ii) outro com águas turvas (dominado por algas epilítica). A profundidade e temperatura tiveram influência significativa na distinção entre comunidades bentônicas recifais rasas e mesofóticas das ilhas oceânicas, com cinco comunidades únicas tendo sido identificadas. O ponto de quebra entre as comunidades rasas e fundas foi aos 12,5 m, não tendo sido registrada mudanças significativas aos 30 m de profundidade como apontado em estudos anteriores. A maior incidência de branqueamento dos corais ocorreu em recifes oceânicos rasos e bem iluminados, confirmando a preferência da maioria dos corais avaliados por habitats costeiros sombreados e/ou profundos. Os resultados demonstram que a aplicação de ferramentas de classificação é útil em estudos sobre comunidades bentônicas em largas escalas espaciais e para o entendimento das variáveis ambientais que as discriminam. Além disso, fornecem dados importantes sobre a saúde de corais brasileiros em anos sem anomalias térmicas, o que representa um importante baseline para avaliações futuras dos impactos causados por eventos de branqueamento em massa no Atlântico Sul Ocidental.Brazilian reefs are unique in the world due the high abundance of fleshy macroalgae and turf algae and low richness of reef-building corals. Environmental (e.g. seawater temperature, light availability) and spatial drivers (e.g. depth, offshore distance) are responsible for structuring the benthic marine communities. It is believed that shallow to mesophotic reefs are differently influenced by abiotic drivers, particularly light and temperature, which limit/modify the organisms’ occurrence and abundance on reefs. While few Brazilian corals prefer shallow waters with high temperatures and direct incidence of light, but most of them show preference for turbid waters and deeper zones, as they uptake attenuated light. Considering this, the present study used powerful classifications tools to address the following aims: 1) to identify and boundary discrete shallow benthic communities (0-30m) in coastal and oceanic reefs, as well as identifying their main environmental drivers, 2) to determine the threshold (i.e. transition) between shallow and deep benthic communities (30- 60m), using the Brazilian oceanic islands as a model and 3) to understand the influence of local biotic (i.e. contact interactions) and environmental factors on the large-scale patterns of basal bleaching (i.e. out of years with anomaly) of the three most abundant and important reef-building corals in Brazil Siderastrea spp., Mussismilia hispida e Montastraea cavernosa. As a result, benthic communities and environmental variables (remote-sensing data) were obtained for 18 sites (14 coastal and 4 oceanic), representing the most complete database of abundance of benthic reef organisms for Brazil. Ten distinct benthic communities were identified for both coastal and oceanic reefs, which are dominated by turf algae and fleshy macroalgae. The turbidity was the main environmental driver responsible for the two types of shallow reef communities: i) in warm waters reefs (dominated by macroalgae), ii) another with turbid water (dominated by turf algae). Geographical drivers also influenced the distribution of shallow and mesophotic benthic communities. Depth and temperature had a significant influence on the distinction between shallow reef and mesophotic benthic communities at the oceanic islands, with five distinct communities being identified. The threshold between the shallow and deep communities was 12.5 m, and no significant changes were recorded up to 30 m depth, as previously indicated. The highest incidence of coral bleaching occurred in shallow and well-illuminated (euphotic) oceanic reefs, corroborating the preference of the most corals for shaded coastal and/or deep habitats. The results showed that the use of classification tools is useful for studies of benthic reef communities along the large spatial scales and for understanding the environmental drivers governing them. In addition, they provide important data on the health of Brazilian corals in years without thermal anomalies, which represent an important baseline for future assessments of the impacts caused by mass bleaching events in the Southwestern Atlantic reefs.Submitted by Maria Jose Rodrigues Paiva (mariaj.paiva@biblioteca.ufpb.br) on 2026-02-21T03:06:26Z No. of bitstreams: 3 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) ErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_COM_Tarjamento.pdf: 5307349 bytes, checksum: 8816b19c8931fb580d855a1953c72ee8 (MD5) ErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_Sem_Tarjamento.pdf: 5380486 bytes, checksum: f193360e1213fadb16e9b7b62f3a788a (MD5)Made available in DSpace on 2026-02-21T03:06:26Z (GMT). No. of bitstreams: 3 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) ErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_COM_Tarjamento.pdf: 5307349 bytes, checksum: 8816b19c8931fb580d855a1953c72ee8 (MD5) ErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_Sem_Tarjamento.pdf: 5380486 bytes, checksum: f193360e1213fadb16e9b7b62f3a788a (MD5) Previous issue date: 2020-10-30Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal da ParaíbaPrograma de Pós-Graduação em Ciências BiológicasUFPBBrasilZoologiaAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIAZoologia - Comunidades bentônicasCorais escleractineosTurbidezRecifes oceânicosRecifes mesofóticosBranqueamentoScleractinian coralsBenthosRecifes mesophotic reefsTemperatureBleachingComunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientaisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisFrancini Filho, Ronaldo Bastoshttps://orcid.org/0000-0002-7678-6797http://lattes.cnpq.br/2649682752971837Marco Júnior, Paulo deORCID iD não recuperado em 20/02/2026http://lattes.cnpq.br/2767494720646648Santos, Braulio Almeidahttps://orcid.org/0000-0001-6046-4024http://lattes.cnpq.br/7867042386088490Longo, Guilherme Ortigarahttp://orcid.org/0000-0003-2033-7439http://lattes.cnpq.br/3947302863354812Roos , Natalia Carvalhohttps://orcid.org/0000-0003-0773-7761http://lattes.cnpq.br/0576736376435037Cordeiro, Ralf Tarciso SilvaORCID iD não recuperado em 20/02/2026http://lattes.cnpq.br/7228145091477218ORCID iD não recuperado em 20/02/2026http://lattes.cnpq.br/6810019737040006Santana, Erika Flávia Crispim dereponame:Repositório Institucional da UFPBinstname:Universidade Federal da Paraíba (UFPB)instacron:UFPBTEXTErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_COM_Tarjamento.pdf.txtErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_COM_Tarjamento.pdf.txtExtracted texttext/plain302396https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/5/ErikaFl%c3%a1viaCrispimDeSantana_Tese_COM_Tarjamento.pdf.txt5d18d52641ab50c0daae24ca51b87494MD55ErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_Sem_Tarjamento.pdf.txtErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_Sem_Tarjamento.pdf.txtExtracted texttext/plain302444https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/6/ErikaFl%c3%a1viaCrispimDeSantana_Tese_Sem_Tarjamento.pdf.txta90d88c0ffb591388d37164f0ee1a85dMD56LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82390https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/4/license.txte20ac18e101915e6935b82a641b985c0MD54CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8805https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/3/license_rdfc4c98de35c20c53220c07884f4def27cMD53ORIGINALErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_COM_Tarjamento.pdfErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_COM_Tarjamento.pdfapplication/pdf5307349https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/1/ErikaFl%c3%a1viaCrispimDeSantana_Tese_COM_Tarjamento.pdf8816b19c8931fb580d855a1953c72ee8MD51ErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_Sem_Tarjamento.pdfErikaFláviaCrispimDeSantana_Tese_Sem_Tarjamento.pdfapplication/pdf5380486https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/2/ErikaFl%c3%a1viaCrispimDeSantana_Tese_Sem_Tarjamento.pdff193360e1213fadb16e9b7b62f3a788aMD52123456789/376772026-02-21 03:06:04.063oai:repositorio.ufpb.br:123456789/37677QVVUT1JJWkHDh8ODTyBFIExJQ0VOw4dBIERFIERJU1RSSUJVScOHw4NPIE7Dg08tRVhDTFVTSVZBCgpBdXRvcml6byBlIGVzdG91IGRlIGFjb3JkbywgbmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIGF1dG9yIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBhdXRvLWRlcG9zaXRhZGEsIGNvbmZvcm1lIExlaSBuwrogOTYxMC85OCwgb3Mgc2VndWludGVzIHRlcm1vczoKIApEYSBEaXN0cmlidWnDp8OjbyBuw6NvLWV4Y2x1c2l2YSAKTyBhdXRvciBkZWNsYXJhIHF1ZTogCmEpIE8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0ZSB0ZXJtby4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2UsIHRhbnRvIHF1YW50byBsaGUgw6kgcG9zc8OtdmVsIHNhYmVyLCBvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBwZXNzb2Egb3UgZW50aWRhZGUuIApiKSBTZSBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSBjb250w6ltIG1hdGVyaWFsIGRvIHF1YWwgbsOjbyBkZXTDqW0gb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IsIGRlY2xhcmEgcXVlIG9idGV2ZSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkZSBhdXRvciBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGEgUGFyYcOtYmEgb3MgZGlyZWl0b3MgcmVxdWVyaWRvcyBwb3IgZXN0ZSB0ZXJtbywgZSBxdWUgZXNzZSBtYXRlcmlhbCBjdWpvcyBkaXJlaXRvcyBzw6NvIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIG91IGNvbnRlw7pkbyBkbyB0cmFiYWxobyBlbnRyZWd1ZS4gCmMpIFNlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIGJhc2VhZG8gZW0gdHJhYmFsaG8gZmluYW5jaWFkbyBvdSBhcG9pYWRvIHBvciBvdXRyYSBpbnN0aXR1acOnw6NvIHF1ZSBuw6NvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGEgUGFyYcOtYmEgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCmQpIENvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVUZQQiBvIGRpcmVpdG8gZGUgcmVwcm9kdXppciwgdHJhZHV6aXIsIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gKGluY2x1aW5kbyBvIHJlc3VtbykgcG9yIHRvZG8gbyBtdW5kbyBubyBmb3JtYXRvIGltcHJlc3NvIGUgZWxldHLDtG5pY28gZSBlbSBxdWFscXVlciBtZWlvLCBpbmNsdWluZG8gb3MgZm9ybWF0b3Mgw6F1ZGlvIG91IHbDrWRlby4KZSkgVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgZGEgVUZQQiBwb2RlLCBzZW0gYWx0ZXJhciBvIGNvbnRlw7pkbywgdHJhbnNwb3IgYSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgcXVhbHF1ZXIgbWVpbyBvdSBmb3JtYXRvIHBhcmEgZmlucyBkZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgpmKSBWb2PDqiBjb25jb3JkYSBxdWUgbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRlBCIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrdXAgZSBwcmVzZXJ2YcOnw6NvLgoKRG9zIEVtYmFyZ29zIGUgUmVzdHJpw6fDtWVzIGRlIEFjZXNzbwpPIGVtYmFyZ28gcG9kZXLDoSBzZXIgbWFudGlkbyBwb3IgYXTDqSAxICh1bSkgYW5vLCBwb2RlbmRvIHNlciBwcm9ycm9nYWRvIHBvciBpZ3VhbCBwZXLDrW9kbywgY29tIGEgbmVjZXNzaWRhZGUgZGUgYW5leGFyIGRvY3VtZW50b3MgY29tcHJvYmF0w7NyaW9zLiBPIHJlc3VtbyBlIG9zIG1ldGFkYWRvcyBkZXNjcml0aXZvcyBzZXLDo28gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvcyBubyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBkYSBVRlBCLgpPIGRlcMOzc2l0byBkbyB0cmFiYWxobyDDqSBvYnJpZ2F0w7NyaW8sIGluZGVwZW5kZW50ZSBkbyBlbWJhcmdvLgpRdWFuZG8gZW1iYXJnYWRvLCBvIHRyYWJhbGhvIHBlcm1hbmVjZXLDoSBpbmRpc3BvbsOtdmVsIGVucXVhbnRvIHZpZ29yYXIgYXMgcmVzdHJpw6fDtWVzLiBQYXNzYWRvIG8gcGVyw61vZG8gZG8gZW1iYXJnbywgbyB0cmFiYWxobyBzZXLDoSBhdXRvbWF0aWNhbWVudGUgZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEIuIAo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpb.br/oai/requestdiretoria@ufpb.br||bdtd@biblioteca.ufpb.bropendoar:25462026-02-21T06:06:04Repositório Institucional da UFPB - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Comunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientais
title Comunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientais
spellingShingle Comunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientais
Santana, Erika Flávia Crispim de
CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA
Zoologia - Comunidades bentônicas
Corais escleractineos
Turbidez
Recifes oceânicos
Recifes mesofóticos
Branqueamento
Scleractinian corals
Benthos
Recifes mesophotic reefs
Temperature
Bleaching
title_short Comunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientais
title_full Comunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientais
title_fullStr Comunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientais
title_full_unstemmed Comunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientais
title_sort Comunidades bentônicas recifais do Atlântico Sul Ocidental: estrutura, distribuição espacial e influência de variáveis ambientais
author Santana, Erika Flávia Crispim de
author_facet Santana, Erika Flávia Crispim de
author_role author
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Francini Filho, Ronaldo Bastos
dc.contributor.advisor1ID.fl_str_mv https://orcid.org/0000-0002-7678-6797
dc.contributor.advisor1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/2649682752971837
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv Marco Júnior, Paulo de
dc.contributor.advisor-co1ID.fl_str_mv ORCID iD não recuperado em 20/02/2026
dc.contributor.advisor-co1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/2767494720646648
dc.contributor.referee1.fl_str_mv Santos, Braulio Almeida
dc.contributor.referee1ID.fl_str_mv https://orcid.org/0000-0001-6046-4024
dc.contributor.referee1Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/7867042386088490
dc.contributor.referee2.fl_str_mv Longo, Guilherme Ortigara
dc.contributor.referee2ID.fl_str_mv http://orcid.org/0000-0003-2033-7439
dc.contributor.referee2Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/3947302863354812
dc.contributor.referee3.fl_str_mv Roos , Natalia Carvalho
dc.contributor.referee3ID.fl_str_mv https://orcid.org/0000-0003-0773-7761
dc.contributor.referee3Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/0576736376435037
dc.contributor.referee4.fl_str_mv Cordeiro, Ralf Tarciso Silva
dc.contributor.referee4ID.fl_str_mv ORCID iD não recuperado em 20/02/2026
dc.contributor.referee4Lattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/7228145091477218
dc.contributor.authorID.fl_str_mv ORCID iD não recuperado em 20/02/2026
dc.contributor.authorLattes.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/6810019737040006
dc.contributor.author.fl_str_mv Santana, Erika Flávia Crispim de
contributor_str_mv Francini Filho, Ronaldo Bastos
Marco Júnior, Paulo de
Santos, Braulio Almeida
Longo, Guilherme Ortigara
Roos , Natalia Carvalho
Cordeiro, Ralf Tarciso Silva
dc.subject.cnpq.fl_str_mv CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA
topic CNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIA
Zoologia - Comunidades bentônicas
Corais escleractineos
Turbidez
Recifes oceânicos
Recifes mesofóticos
Branqueamento
Scleractinian corals
Benthos
Recifes mesophotic reefs
Temperature
Bleaching
dc.subject.por.fl_str_mv Zoologia - Comunidades bentônicas
Corais escleractineos
Turbidez
Recifes oceânicos
Recifes mesofóticos
Branqueamento
Scleractinian corals
Benthos
Recifes mesophotic reefs
Temperature
Bleaching
description Os recifes brasileiros são considerados únicos no mundo por possuírem elevada abundância de macroalgas e algas epilíticas e baixa riqueza de corais construtores de recifes. Fatores ambientais (e.g. níveis de turbidez, temperatura da água do mar, disponibilidade de luz) e espaciais (e.g. profundidade e distância da costa) são importantes estruturadores de comunidades bentônicas recifais. Acredita-se que recifes rasos e mesofóticos sejam influenciados de maneira diferente por fatores abióticos, principalmente turbidez e disponibilidade de luz, que limitam/modificam a ocorrência e abundância dos organismos nesses nos recifes. Alguns corais brasileiros são adaptados à águas rasas com elevadas temperaturas e incidência direta de luminosidade, mas a maioria é adaptada recifes turvos ou profundos por serem menos iluminados. Diante disso, o presente estudo utilizou ferramentas de classificação para atingir os objetivos gerais seguintes: 1) identificar e delimitar comunidades bentônicas rasas (0-30 m) distintas em recifes costeiros continentais e oceânicos, assim como identificar as principais variáveis ambientais que as delimitam, 2) determinar o ponto de quebra (i.e. transição) entre comunidades bentônicas rasas e fundas (30-60m), utilizando as ilhas oceânicas brasileiras como modelo e 3) entender a influência de fatores bióticos locais (i.e. interações de contato) e fatores ambientais nos padrões em larga escala de branqueamento basal (i.e. fora de anos com anomalia) dos três corais mais abundantes e importantes construtores de recifes no Brasil Siderastrea spp., Mussismilia hispida e Montastraea cavernosa. Foram obtidos dados sobre comunidades bentônicas e variáveis ambientais (sensoriamento remoto) para 18 localidades (14 costeiras e 4 oceânicas), tornando disponível a mais completa base de dados de abundância de organismos bentônicos recifais para o Brasil. Dez comunidades bentônicas distintas foram identificadas em recifes rasos costeiros e oceânicos, as quais são dominadas por algas epilíticas e macroalgas frondosas. O coeficiente de atenuação difusa (níveis de turbidez) foi a principal variável ambiental responsável pela discriminação das comunidades rasas, formando dois grupos principais: i) um com águas claras (dominado por macroalgas frondosas), ii) outro com águas turvas (dominado por algas epilítica). A profundidade e temperatura tiveram influência significativa na distinção entre comunidades bentônicas recifais rasas e mesofóticas das ilhas oceânicas, com cinco comunidades únicas tendo sido identificadas. O ponto de quebra entre as comunidades rasas e fundas foi aos 12,5 m, não tendo sido registrada mudanças significativas aos 30 m de profundidade como apontado em estudos anteriores. A maior incidência de branqueamento dos corais ocorreu em recifes oceânicos rasos e bem iluminados, confirmando a preferência da maioria dos corais avaliados por habitats costeiros sombreados e/ou profundos. Os resultados demonstram que a aplicação de ferramentas de classificação é útil em estudos sobre comunidades bentônicas em largas escalas espaciais e para o entendimento das variáveis ambientais que as discriminam. Além disso, fornecem dados importantes sobre a saúde de corais brasileiros em anos sem anomalias térmicas, o que representa um importante baseline para avaliações futuras dos impactos causados por eventos de branqueamento em massa no Atlântico Sul Ocidental.
publishDate 2020
dc.date.issued.fl_str_mv 2020-10-30
dc.date.available.fl_str_mv 2022-09-21
2026-02-21T03:06:26Z
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2026-02-21T03:06:26Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37677
url https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37677
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal da Paraíba
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPB
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
dc.publisher.department.fl_str_mv Zoologia
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal da Paraíba
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPB
instname:Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
instacron:UFPB
instname_str Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
instacron_str UFPB
institution UFPB
reponame_str Repositório Institucional da UFPB
collection Repositório Institucional da UFPB
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/5/ErikaFl%c3%a1viaCrispimDeSantana_Tese_COM_Tarjamento.pdf.txt
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/6/ErikaFl%c3%a1viaCrispimDeSantana_Tese_Sem_Tarjamento.pdf.txt
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/4/license.txt
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/3/license_rdf
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/1/ErikaFl%c3%a1viaCrispimDeSantana_Tese_COM_Tarjamento.pdf
https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37677/2/ErikaFl%c3%a1viaCrispimDeSantana_Tese_Sem_Tarjamento.pdf
bitstream.checksum.fl_str_mv 5d18d52641ab50c0daae24ca51b87494
a90d88c0ffb591388d37164f0ee1a85d
e20ac18e101915e6935b82a641b985c0
c4c98de35c20c53220c07884f4def27c
8816b19c8931fb580d855a1953c72ee8
f193360e1213fadb16e9b7b62f3a788a
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPB - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
repository.mail.fl_str_mv diretoria@ufpb.br||bdtd@biblioteca.ufpb.br
_version_ 1877597510491439104