Impactos de diferentes partes da beterraba (Beta vulgaris L.) sobre a microbiota intestinal de indivíduos com hipertensão arterial
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | , |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Paraíba
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição
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| Departamento: |
Ciências da Nutrição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/36741 |
Resumo: | A beterraba (Beta vulgaris L.) é um dos alimentos mais produzidos no Brasil, sendo rico em nutrientes e compostos bioativos, destacando-se as quantidades de nitrato e betalaína, o que o coloca como um potencial alimento com alegação funcional. Essas características têm aumentado o interesse no vegetal devido ao potencial benefício à saúde cardiovascular a partir da produção endógena de óxido nítrico no intestino, induzindo a redução da pressão arterial. A hipertensão arterial (HA) é uma das doenças de maior prevalência em todo o mundo devido a sua etiologia multifatorial complexa. O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto das diferentes partes da beterraba sobre a microbiota intestinal de indivíduos diagnosticados com HA utilizando sistema de fermentação colônica in vitro. O estudo foi realizado em diferentes etapas, tendo início a partir da liofilização da raiz da beterraba (LBR), dos talos e folhas (LBTF) e do vegetal integral (raiz, talos e folhas) (LBI). Os materiais liofilizados foram submetidos à caracterização físico-química, seguido por digestão gastrointestinal in vitro e fermentação colônica (48 horas) com inóculo fecal de indivíduos com HA, determinação da composição bacteriana (metagenômica), determinação de metabólitos gerados (ressonância magnética nuclear) e atividade antioxidante (ABTS•+ , DPPH• , e FRAP). Os resultados demostraram que LBR, LBTF e LBI influenciaram a composição bacteriana, atividade metabólica microbiana e capacidade antioxidante durante a fermentação. LBR, LBTF e LBI aumentaram a abundância relativa de diversas populações bacteriana após 48 horas de fermentação, incluindo Proteobactérias (LBR 3,19 - 72,0%, LBTF 2,6 - 76,5%, LBI 2,1 - 77,9%) e Bacteroidetes (LBTF 1,2 - 12,0%, LBI 1,8 - 6,9%) e redução da população de Firmicutes (LBR 85,9 - 16,6%, LBTF 88,7 - 8,9%, LBI 85,2 - 9,3%). O aumento da atividade metabólica foi evidenciado pela redução do pH (LBR 6,73 ± 0,15 - 5,09 ± 0,81, LBTF 6,74 ± 0,22 - 6,03 ± 0,33, LBI 6,68 ± 0,18 - 5,50 ± 0,76) e consumo de açúcares (celobiose, eritritol, glicose, maltose e difosfato de uridina glicose) no meio de fermentação, com aumento dos ácidos graxos de cadeia curta (acetato, butirato e propionato) e manutenção capacidade antioxidante. As diferentes partes da beterraba causaram impacto positivo sobre a microbiota intestinal de hipertensos, destacando a diversidade funcional dos substratos a partir da formação de metabólitos de controle da doença, porém a amostra LBR foi que melhor estimulou o aumento de Bifidobacterium, gênero que pode vir a ser explorado na prevenção e controle da HA através da restauração do equilíbrio a microbiota intestinal a partir de estratégia dietética. |
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2025-12-04T16:32:34Z2025-06-152025-12-04T16:32:34Z2025-02-26https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/36741A beterraba (Beta vulgaris L.) é um dos alimentos mais produzidos no Brasil, sendo rico em nutrientes e compostos bioativos, destacando-se as quantidades de nitrato e betalaína, o que o coloca como um potencial alimento com alegação funcional. Essas características têm aumentado o interesse no vegetal devido ao potencial benefício à saúde cardiovascular a partir da produção endógena de óxido nítrico no intestino, induzindo a redução da pressão arterial. A hipertensão arterial (HA) é uma das doenças de maior prevalência em todo o mundo devido a sua etiologia multifatorial complexa. O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto das diferentes partes da beterraba sobre a microbiota intestinal de indivíduos diagnosticados com HA utilizando sistema de fermentação colônica in vitro. O estudo foi realizado em diferentes etapas, tendo início a partir da liofilização da raiz da beterraba (LBR), dos talos e folhas (LBTF) e do vegetal integral (raiz, talos e folhas) (LBI). Os materiais liofilizados foram submetidos à caracterização físico-química, seguido por digestão gastrointestinal in vitro e fermentação colônica (48 horas) com inóculo fecal de indivíduos com HA, determinação da composição bacteriana (metagenômica), determinação de metabólitos gerados (ressonância magnética nuclear) e atividade antioxidante (ABTS•+ , DPPH• , e FRAP). Os resultados demostraram que LBR, LBTF e LBI influenciaram a composição bacteriana, atividade metabólica microbiana e capacidade antioxidante durante a fermentação. LBR, LBTF e LBI aumentaram a abundância relativa de diversas populações bacteriana após 48 horas de fermentação, incluindo Proteobactérias (LBR 3,19 - 72,0%, LBTF 2,6 - 76,5%, LBI 2,1 - 77,9%) e Bacteroidetes (LBTF 1,2 - 12,0%, LBI 1,8 - 6,9%) e redução da população de Firmicutes (LBR 85,9 - 16,6%, LBTF 88,7 - 8,9%, LBI 85,2 - 9,3%). O aumento da atividade metabólica foi evidenciado pela redução do pH (LBR 6,73 ± 0,15 - 5,09 ± 0,81, LBTF 6,74 ± 0,22 - 6,03 ± 0,33, LBI 6,68 ± 0,18 - 5,50 ± 0,76) e consumo de açúcares (celobiose, eritritol, glicose, maltose e difosfato de uridina glicose) no meio de fermentação, com aumento dos ácidos graxos de cadeia curta (acetato, butirato e propionato) e manutenção capacidade antioxidante. As diferentes partes da beterraba causaram impacto positivo sobre a microbiota intestinal de hipertensos, destacando a diversidade funcional dos substratos a partir da formação de metabólitos de controle da doença, porém a amostra LBR foi que melhor estimulou o aumento de Bifidobacterium, gênero que pode vir a ser explorado na prevenção e controle da HA através da restauração do equilíbrio a microbiota intestinal a partir de estratégia dietética.Beet (Beta vulgaris L.) is one of the most widely produced foods in Brazil and is rich in nutrients and bioactive compounds, particularly nitrate and betalain, which makes it a potential food with functional claims. These characteristics have increased interest in the vegetable due to the potential benefit to cardiovascular health from the endogenous production of nitric oxide in the intestine, inducing a reduction in blood pressure. Arterial hypertension (AH) is one of the most prevalent diseases worldwide due to its complex multifactorial etiology. The aim of this study was to evaluate the impact of different parts of beet on the intestinal microbiota of individuals diagnosed with AH using an in vitro colonic fermentation system. The study was carried out in different stages, starting with the freeze-drying of the beet root (FDBR), the stalks and leaves (FDBSL) and the whole vegetable (root, stalks and leaves) (FDWB). The freeze-dried materials were subjected to physicochemical characterization, followed by in vitro gastrointestinal digestion and colonic fermentation (48 h) with faecal inoculum from individuals with AH, determination of bacterial composition (metagenomics), metabolite formation (nuclear magnetic resonance) and antioxidant capacity (ABTS•+, DPPH• , and FRAP). The results showed that FDBR, FDBSL and FDWB influenced bacterial composition, microbial metabolic activity and antioxidant capacity during fermentation. FDBR, FDBSL and FDWB increased the relative abundance of several bacterial populations after 48 h of fermentation, including Proteobacteria (FDBR 3.19 - 72.0%, FDBSL 2.6 - 76, 5%, FDWB 2.1 - 77.9%) and Bacteroidetes (FDBSL 1.2 - 12.0%, FDWB 1.8 - 6.9%) and a reduction in the Firmicutes population (FDBR 85.9 - 16.6%, FDBSL 88.7 - 8.9%, FDWB 85.2 - 9.3%). The increase in metabolic activity was evidenced by the reduction in pH (FDBR 6.73 ± 0.15 - 5.09 ± 0.81, FDBSL 6.74 ± 0.22 - 6.03 ± 0.33, FDWB 6.68 ± 0.18 - 5.50 ± 0.76) and consumption of sugars (cellobiose, erythritol, glucose, maltose and glucose uridine diphosphate) in the fermentation medium, with an increase in short-chain fatty acids (acetate, butyrate and propionate) and maintenance of antioxidant capacity. The different parts of the beet had a positive impact on the intestinal microbiota of hypertensive patients, highlighting the functional diversity of the substrates from the formation of metabolites to control the disease, but the FDBR sample had the highest production of Bifidobacterium, a genus that could be exploited in the prevention and control of AH through the restoration of balance to the intestinal microbiota from a dietary strategy.Submitted by Maria Jose Rodrigues Paiva (mariaj.paiva@biblioteca.ufpb.br) on 2025-12-04T16:32:34Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) AndressaCavalcanteDoNascimento_Dissert.pdf: 3280251 bytes, checksum: 8e5be2adaee7f9388a52048998a95602 (MD5)Made available in DSpace on 2025-12-04T16:32:34Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) AndressaCavalcanteDoNascimento_Dissert.pdf: 3280251 bytes, checksum: 8e5be2adaee7f9388a52048998a95602 (MD5) Previous issue date: 2025-02-26Pró-Reitoria de Pós-graduação da UFPB (PRPG/UFPB)porUniversidade Federal da ParaíbaPrograma de Pós-Graduação em Ciências da NutriçãoUFPBBrasilCiências da Nutriçãohttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::NUTRICAOAlimentos funcionaisRaíz tuberosaBeterrabaMicrobiota intestinalHipertensão arterialRaiz tuberosaPropriedades prebióticasTuberous rootFunctional foodsIntestinal microbiotaPrebiotic propertiesHypertensionImpactos de diferentes partes da beterraba (Beta vulgaris L.) sobre a microbiota intestinal de indivíduos com hipertensão arterialinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisSouza, Evandro Leite dehttps://orcid.org/0000-0003-4927-9383http://lattes.cnpq.br/9103355732367822Albuquerque, Thatyane Mariano R. deORCID iD não recuperado em 04/12/2025http://lattes.cnpq.br/8051522413316863https://orcid.org/0009-0005-5632-4252http://lattes.cnpq.br/7434805351919856Nascimento, Andressa Cavalcante doreponame:Repositório Institucional da UFPBinstname:Universidade Federal da Paraíba (UFPB)instacron:UFPBTEXTAndressaCavalcanteDoNascimento_Dissert.pdf.txtAndressaCavalcanteDoNascimento_Dissert.pdf.txtExtracted texttext/plain240914https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/36741/4/AndressaCavalcanteDoNascimento_Dissert.pdf.txt6fd617ce998888166678b0d36d1c1812MD54LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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A beterraba (Beta vulgaris L.) é um dos alimentos mais produzidos no Brasil, sendo rico em nutrientes e compostos bioativos, destacando-se as quantidades de nitrato e betalaína, o que o coloca como um potencial alimento com alegação funcional. Essas características têm aumentado o interesse no vegetal devido ao potencial benefício à saúde cardiovascular a partir da produção endógena de óxido nítrico no intestino, induzindo a redução da pressão arterial. A hipertensão arterial (HA) é uma das doenças de maior prevalência em todo o mundo devido a sua etiologia multifatorial complexa. O objetivo desse estudo foi avaliar o impacto das diferentes partes da beterraba sobre a microbiota intestinal de indivíduos diagnosticados com HA utilizando sistema de fermentação colônica in vitro. O estudo foi realizado em diferentes etapas, tendo início a partir da liofilização da raiz da beterraba (LBR), dos talos e folhas (LBTF) e do vegetal integral (raiz, talos e folhas) (LBI). Os materiais liofilizados foram submetidos à caracterização físico-química, seguido por digestão gastrointestinal in vitro e fermentação colônica (48 horas) com inóculo fecal de indivíduos com HA, determinação da composição bacteriana (metagenômica), determinação de metabólitos gerados (ressonância magnética nuclear) e atividade antioxidante (ABTS•+ , DPPH• , e FRAP). Os resultados demostraram que LBR, LBTF e LBI influenciaram a composição bacteriana, atividade metabólica microbiana e capacidade antioxidante durante a fermentação. LBR, LBTF e LBI aumentaram a abundância relativa de diversas populações bacteriana após 48 horas de fermentação, incluindo Proteobactérias (LBR 3,19 - 72,0%, LBTF 2,6 - 76,5%, LBI 2,1 - 77,9%) e Bacteroidetes (LBTF 1,2 - 12,0%, LBI 1,8 - 6,9%) e redução da população de Firmicutes (LBR 85,9 - 16,6%, LBTF 88,7 - 8,9%, LBI 85,2 - 9,3%). O aumento da atividade metabólica foi evidenciado pela redução do pH (LBR 6,73 ± 0,15 - 5,09 ± 0,81, LBTF 6,74 ± 0,22 - 6,03 ± 0,33, LBI 6,68 ± 0,18 - 5,50 ± 0,76) e consumo de açúcares (celobiose, eritritol, glicose, maltose e difosfato de uridina glicose) no meio de fermentação, com aumento dos ácidos graxos de cadeia curta (acetato, butirato e propionato) e manutenção capacidade antioxidante. As diferentes partes da beterraba causaram impacto positivo sobre a microbiota intestinal de hipertensos, destacando a diversidade funcional dos substratos a partir da formação de metabólitos de controle da doença, porém a amostra LBR foi que melhor estimulou o aumento de Bifidobacterium, gênero que pode vir a ser explorado na prevenção e controle da HA através da restauração do equilíbrio a microbiota intestinal a partir de estratégia dietética. |
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