Influência das leveduras autóctones de engenhos de cachaça na produção de hidromel
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Banca de defesa: | , |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Paraíba
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos
|
| Departamento: |
Engenharia de Alimentos
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Área do conhecimento CNPq: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37384 |
Resumo: | O mel é uma substância natural de valor histórico e nutricional, amplamente apreciada por suas propriedades funcionais e sensoriais. Sua composição rica em açúcares, compostos fenólicos e voláteis permite seu uso como substrato na produção de bebidas fermentadas, como o hidromel, cuja identidade sensorial está diretamente relacionada tanto à origem do mel quanto às leveduras utilizadas no processo. Este estudo teve como objetivo avaliar o desempenho da fermentação e a composição química do hidromel produzido utilizando cepas de leveduras autóctones isoladas de fermentações de cachaça, destacando seu potencial para melhorar a qualidade sensorial e as propriedades bioativas da bebida. Considerando o potencial da biodiversidade brasileira e a tradição da produção de cachaça, foram aplicadas duas cepas autóctones (TF e J), isoladas de engenhos de cachaça, e uma linhagem comercial (C), na fermentação de hidromel elaborado com mel da região semiárida da Paraíba. As análises iniciais do mel indicaram qualidade adequada para a fermentação, conforme parâmetros físico-químicos legais. Durante o processo fermentativo, as cepas autóctones demonstraram boa adaptação, especialmente a TF, que gerou maior produção de etanol e menor doçura residual. A cepa comercial, por outro lado, apresentou fermentação limitada, resultando em uma bebida com menor teor alcoólico. Em relação aos parâmetros cinéticos, as três leveduras mostraram comportamentos bem distintos durante a fermentação: a cepa TF apresentou o melhor desempenho fermentativo, com maior crescimento, consumo de açúcar e produção de etanol e CO₂, destacando-se em quase todos os parâmetros cinéticos e de rendimento; a levedura comercial (C) teve os piores resultados, com baixa eficiência na conversão de substrato em etanol e biomassa. Além disso, foram identificados 128 compostos voláteis nos hidroméis, com diferenças na composição de acordo com a linhagem utilizada. Compostos como álcool isoamílico e acetato de isoamila contribuíram de forma expressiva para o aroma, embora não tenham se mostrado eficazes para distinguir os diferentes perfis. Em termos de compostos fenólicos totais, a cepa autóctone TF apresentou o maior teor. A capacidade antioxidante medida por ABTS e DPPH não diferiu entre as formulações, indicando resposta similar entre as leveduras nesses ensaios. No entanto, pelo método FRAP, a levedura comercial (C) destacou-se com o maior valor. Em relação ao perfil de fenólicos, ácidos orgânicos e açúcares, TF apresentou elevada concentração de hesperidina e praticamente esgotou a frutose, ao passo que J e C acumularam naringina e frutose residual. A levedura comercial (C) apresentou o maior teor de ácido cítrico, enquanto o ácido acético foi mais elevado nas formulações TF e J. Os dados obtidos destacam o potencial das leveduras autóctones na produção de hidromel com características sensoriais diferenciadas e influência significativa sobre parâmetros bioativos, abrindo caminhos para a valorização de recursos locais e para a inovação na cadeia de bebidas fermentadas. |
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2026-01-21T13:52:00Z2025-10-082026-01-21T13:52:00Z2025-08-29https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37384O mel é uma substância natural de valor histórico e nutricional, amplamente apreciada por suas propriedades funcionais e sensoriais. Sua composição rica em açúcares, compostos fenólicos e voláteis permite seu uso como substrato na produção de bebidas fermentadas, como o hidromel, cuja identidade sensorial está diretamente relacionada tanto à origem do mel quanto às leveduras utilizadas no processo. Este estudo teve como objetivo avaliar o desempenho da fermentação e a composição química do hidromel produzido utilizando cepas de leveduras autóctones isoladas de fermentações de cachaça, destacando seu potencial para melhorar a qualidade sensorial e as propriedades bioativas da bebida. 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Em relação aos parâmetros cinéticos, as três leveduras mostraram comportamentos bem distintos durante a fermentação: a cepa TF apresentou o melhor desempenho fermentativo, com maior crescimento, consumo de açúcar e produção de etanol e CO₂, destacando-se em quase todos os parâmetros cinéticos e de rendimento; a levedura comercial (C) teve os piores resultados, com baixa eficiência na conversão de substrato em etanol e biomassa. Além disso, foram identificados 128 compostos voláteis nos hidroméis, com diferenças na composição de acordo com a linhagem utilizada. Compostos como álcool isoamílico e acetato de isoamila contribuíram de forma expressiva para o aroma, embora não tenham se mostrado eficazes para distinguir os diferentes perfis. Em termos de compostos fenólicos totais, a cepa autóctone TF apresentou o maior teor. A capacidade antioxidante medida por ABTS e DPPH não diferiu entre as formulações, indicando resposta similar entre as leveduras nesses ensaios. No entanto, pelo método FRAP, a levedura comercial (C) destacou-se com o maior valor. Em relação ao perfil de fenólicos, ácidos orgânicos e açúcares, TF apresentou elevada concentração de hesperidina e praticamente esgotou a frutose, ao passo que J e C acumularam naringina e frutose residual. A levedura comercial (C) apresentou o maior teor de ácido cítrico, enquanto o ácido acético foi mais elevado nas formulações TF e J. Os dados obtidos destacam o potencial das leveduras autóctones na produção de hidromel com características sensoriais diferenciadas e influência significativa sobre parâmetros bioativos, abrindo caminhos para a valorização de recursos locais e para a inovação na cadeia de bebidas fermentadas.Honey is a natural substance of historical and nutritional value, widely appreciated for its functional and sensory properties. Its rich composition of sugars, phenolic compounds, and volatile compounds allows it to be used as a substrate in the production of fermented beverages, such as mead, whose sensory identity is directly related to both the origin of the honey and the yeasts used in the process. This study aimed to evaluate the fermentation performance and chemical composition of mead produced using indigenous yeast strains isolated from cachaça fermentations, highlighting their potential to improve the sensory quality and bioactive properties of the beverage. Considering the potential of Brazilian biodiversity and the tradition of cachaça production, two indigenous strains (TF and J), isolated from cachaça mills, and a commercial strain (C), were applied to the fermentation of mead made with honey from the semiarid region of Paraíba. Initial analyses of the honey indicated adequate quality for fermentation, meeting legal physicochemical parameters. During the fermentation process, the native strains demonstrated good adaptation, especially TF, which generated higher ethanol production and lower residual sweetness. The commercial strain, on the other hand, showed limited fermentation, resulting in a beverage with a lower alcohol content. Regarding kinetic parameters, the three yeasts displayed very distinct behaviors during fermentation: the TF strain exhibited the best fermentation performance, with greater growth, sugar consumption, and ethanol and CO₂ production, excelling in almost all kinetic and yield parameters; the commercial yeast (C) had the worst results, with low efficiency in converting substrate into ethanol and biomass. Furthermore, 128 volatile compounds were identified in the meads, with compositional differences depending on the strain used. Compounds such as isoamyl alcohol and isoamyl acetate contributed significantly to the aroma, although they were not effective in distinguishing the different profiles. In terms of total phenolic compounds, the native TF strain had the highest content. The antioxidant capacity measured by ABTS and DPPH did not differ between the formulations, indicating a similar response among the yeasts in these assays. However, using the FRAP method, commercial yeast (C) stood out with the highest value. Regarding the phenolic, organic acid, and sugar profile, TF presented a high concentration of hesperidin and virtually depleted fructose, while J and C accumulated naringin and residual fructose. Commercial yeast (C) presented the highest citric acid content, while acetic acid was higher in TF and J formulations. The data obtained highlight the potential of indigenous yeasts in the production of mead with differentiated sensory characteristics and significant influence on bioactive parameters, paving the way for the valorization of local resources and innovation in the fermented beverage chain.Submitted by Fernando Augusto Alves Vieira (fernandovieira@biblioteca.ufpb.br) on 2026-01-21T13:52:00Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) LíviaDuarteDeMedeiros_Dissert.pdf: 1204015 bytes, checksum: efd738931066f6bf4e6c1e782f9963c0 (MD5)Made available in DSpace on 2026-01-21T13:52:00Z (GMT). No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) LíviaDuarteDeMedeiros_Dissert.pdf: 1204015 bytes, checksum: efd738931066f6bf4e6c1e782f9963c0 (MD5) Previous issue date: 2025-08-29Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESporUniversidade Federal da ParaíbaPrograma de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de AlimentosUFPBBrasilEngenharia de AlimentosAttribution-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCNPQ::CIENCIAS AGRARIAS::CIENCIA E TECNOLOGIA DE ALIMENTOSFermentação alcoólicaLeveduras autóctonesHidromelCompostos voláteisÁlcool isoamílicoAcetato de isoamilaAlcoholic fermentationNative yeastsMeadVolatile compoundsIsoamyl alcoholIsoamyl acetateInfluência das leveduras autóctones de engenhos de cachaça na produção de hidromelinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisRibeiro Filho, Normando Mendeshttp://lattes.cnpq.br/2319542159187298Muniz, Marcelo Barbosahttp://lattes.cnpq.br/6333963543499533Madruga, Marta Suelyhttp://lattes.cnpq.br/2316472151055499Sousa, Carlos Alberto Bispo dehttp://lattes.cnpq.br/352021876517460170154119466http://lattes.cnpq.br/1827039562147010Medeiros, Lívia Duarte dereponame:Repositório Institucional da UFPBinstname:Universidade Federal da Paraíba (UFPB)instacron:UFPBTEXTLíviaDuarteDeMedeiros_Dissert.pdf.txtLíviaDuarteDeMedeiros_Dissert.pdf.txtExtracted texttext/plain120887https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/37384/4/L%c3%adviaDuarteDeMedeiros_Dissert.pdf.txtbb1fe659ffcde3eff60d1b5e656fa4a2MD54LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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O mel é uma substância natural de valor histórico e nutricional, amplamente apreciada por suas propriedades funcionais e sensoriais. Sua composição rica em açúcares, compostos fenólicos e voláteis permite seu uso como substrato na produção de bebidas fermentadas, como o hidromel, cuja identidade sensorial está diretamente relacionada tanto à origem do mel quanto às leveduras utilizadas no processo. Este estudo teve como objetivo avaliar o desempenho da fermentação e a composição química do hidromel produzido utilizando cepas de leveduras autóctones isoladas de fermentações de cachaça, destacando seu potencial para melhorar a qualidade sensorial e as propriedades bioativas da bebida. Considerando o potencial da biodiversidade brasileira e a tradição da produção de cachaça, foram aplicadas duas cepas autóctones (TF e J), isoladas de engenhos de cachaça, e uma linhagem comercial (C), na fermentação de hidromel elaborado com mel da região semiárida da Paraíba. As análises iniciais do mel indicaram qualidade adequada para a fermentação, conforme parâmetros físico-químicos legais. Durante o processo fermentativo, as cepas autóctones demonstraram boa adaptação, especialmente a TF, que gerou maior produção de etanol e menor doçura residual. A cepa comercial, por outro lado, apresentou fermentação limitada, resultando em uma bebida com menor teor alcoólico. Em relação aos parâmetros cinéticos, as três leveduras mostraram comportamentos bem distintos durante a fermentação: a cepa TF apresentou o melhor desempenho fermentativo, com maior crescimento, consumo de açúcar e produção de etanol e CO₂, destacando-se em quase todos os parâmetros cinéticos e de rendimento; a levedura comercial (C) teve os piores resultados, com baixa eficiência na conversão de substrato em etanol e biomassa. Além disso, foram identificados 128 compostos voláteis nos hidroméis, com diferenças na composição de acordo com a linhagem utilizada. Compostos como álcool isoamílico e acetato de isoamila contribuíram de forma expressiva para o aroma, embora não tenham se mostrado eficazes para distinguir os diferentes perfis. Em termos de compostos fenólicos totais, a cepa autóctone TF apresentou o maior teor. A capacidade antioxidante medida por ABTS e DPPH não diferiu entre as formulações, indicando resposta similar entre as leveduras nesses ensaios. No entanto, pelo método FRAP, a levedura comercial (C) destacou-se com o maior valor. Em relação ao perfil de fenólicos, ácidos orgânicos e açúcares, TF apresentou elevada concentração de hesperidina e praticamente esgotou a frutose, ao passo que J e C acumularam naringina e frutose residual. A levedura comercial (C) apresentou o maior teor de ácido cítrico, enquanto o ácido acético foi mais elevado nas formulações TF e J. Os dados obtidos destacam o potencial das leveduras autóctones na produção de hidromel com características sensoriais diferenciadas e influência significativa sobre parâmetros bioativos, abrindo caminhos para a valorização de recursos locais e para a inovação na cadeia de bebidas fermentadas. |
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