Influência dos modeladores de resina sobre a propriedade superficial de uma resina composta

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Carvalho, Jéssica Bonifácio de lattes
Orientador(a): Sarmento, Hugo Ramalho lattes
Banca de defesa: Lima, Renally Bezerra Wanderley e lattes, Campos, Fernanda lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Paraíba
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Odontologia
Departamento: Odontologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37267
Resumo: O presente estudo teve como objetivo avaliar, in vitro, a influência de modeladores de resina sobre a rugosidade superficial e microdureza de uma resina composta. A hipótese nula testada foi que o tipo de modelador não interfere na rugosidade superficial e na microdureza do compósito. Após cálculo amostral, foram confeccionados 84 corpos de prova (CP), considerando os modeladores utilizados (n=14): GC (grupo controle, nenhum agente modelador); A70 (álcool 70%); PB (gel de glicerina Power Block® (Maquira, Maringá, Paraná, Brasil); SBMP (adesivo Scotchbond Multi-Purpose®, 3M Solventum, Sumaré, São Paulo, Brasil, apenas o bond); SB (adesivo Single Bond 2®, 3M Solventum, Sumaré, São Paulo, Brasil); RM: resina modeladora Composite Wetting Resin® (Ultradent, Indaiatuba, São Paulo, Brasil). Em seguida, os CP foram identificados e armazenados em frascos âmbar, com água destilada, (37°C, por 24h). Foi realizado o polimento da superfície dos CP usando a sequência de discos de poliéster Kit Sof-gloss® (American Burrs, Palhoça, Santa Catarina, Brasil). Então, os CP foram analisados em um Perfilômetro óptico (Taylor Hobson, CCI MP, Leicester, Inglaterra) para verificação da rugosidade de superfície (Ra, μm). Para avaliação da microdureza foi utilizado um Microdurômetro (HMV, Microhardness tester, Shimadzu, Kyoto, Japão) equipado com ponta de diamante Vickers, sob carga de penetração de 200 gramas, por 15 segundos. Para cada CP, as leituras foram realizadas em triplicata, para ambos os testes, e a média desses valores foi utilizada para a análise estatística. Os resultados do teste de rugosidade e microdureza foram avaliados estatisticamente através da análise de variância de um fator (ANOVA; p<0,05). Para os dados de microdureza, foi utilizado o teste de Tukey (p<0,05). As médias de rugosidade superficial (Ra, μm) de cada grupo foram: GC: 0,29; A70: 0,4; PB: 0,34; SBMP: 0,36; SB: 0,28; RM: 0,44. A análise de variância indicou não haver diferença estatisticamente significante na rugosidade superficial entre os grupos experimentais e GC. As médias dos valores de microdureza (kg/mm2) de cada grupo foram: GC: 156,9; A70: 120,8; PB: 156; SBMP: 30,7; SB: 127,3; RM; 73,3 (Tukey; p<0,05), com os grupos A70, SBMP, SB e RM apresentando menor dureza quando comparados ao CG. Observamos que os materiais modeladores avaliados nesse estudo in vitro não diferiram quanto ao potencial de proporcionar uma adequada rugosidade superficial. No entanto, a glicerina foi o único modelador utilizado que não causou diminuição da dureza, assim como o grupo controle.
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spelling 2026-01-05T19:05:35Z2025-09-302026-01-05T19:05:35Z2025-08-28https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37267O presente estudo teve como objetivo avaliar, in vitro, a influência de modeladores de resina sobre a rugosidade superficial e microdureza de uma resina composta. A hipótese nula testada foi que o tipo de modelador não interfere na rugosidade superficial e na microdureza do compósito. Após cálculo amostral, foram confeccionados 84 corpos de prova (CP), considerando os modeladores utilizados (n=14): GC (grupo controle, nenhum agente modelador); A70 (álcool 70%); PB (gel de glicerina Power Block® (Maquira, Maringá, Paraná, Brasil); SBMP (adesivo Scotchbond Multi-Purpose®, 3M Solventum, Sumaré, São Paulo, Brasil, apenas o bond); SB (adesivo Single Bond 2®, 3M Solventum, Sumaré, São Paulo, Brasil); RM: resina modeladora Composite Wetting Resin® (Ultradent, Indaiatuba, São Paulo, Brasil). Em seguida, os CP foram identificados e armazenados em frascos âmbar, com água destilada, (37°C, por 24h). Foi realizado o polimento da superfície dos CP usando a sequência de discos de poliéster Kit Sof-gloss® (American Burrs, Palhoça, Santa Catarina, Brasil). Então, os CP foram analisados em um Perfilômetro óptico (Taylor Hobson, CCI MP, Leicester, Inglaterra) para verificação da rugosidade de superfície (Ra, μm). Para avaliação da microdureza foi utilizado um Microdurômetro (HMV, Microhardness tester, Shimadzu, Kyoto, Japão) equipado com ponta de diamante Vickers, sob carga de penetração de 200 gramas, por 15 segundos. Para cada CP, as leituras foram realizadas em triplicata, para ambos os testes, e a média desses valores foi utilizada para a análise estatística. Os resultados do teste de rugosidade e microdureza foram avaliados estatisticamente através da análise de variância de um fator (ANOVA; p<0,05). Para os dados de microdureza, foi utilizado o teste de Tukey (p<0,05). As médias de rugosidade superficial (Ra, μm) de cada grupo foram: GC: 0,29; A70: 0,4; PB: 0,34; SBMP: 0,36; SB: 0,28; RM: 0,44. A análise de variância indicou não haver diferença estatisticamente significante na rugosidade superficial entre os grupos experimentais e GC. As médias dos valores de microdureza (kg/mm2) de cada grupo foram: GC: 156,9; A70: 120,8; PB: 156; SBMP: 30,7; SB: 127,3; RM; 73,3 (Tukey; p<0,05), com os grupos A70, SBMP, SB e RM apresentando menor dureza quando comparados ao CG. Observamos que os materiais modeladores avaliados nesse estudo in vitro não diferiram quanto ao potencial de proporcionar uma adequada rugosidade superficial. No entanto, a glicerina foi o único modelador utilizado que não causou diminuição da dureza, assim como o grupo controle.The present study aimed to evaluate, in vitro, the influence of resin modeling agents on the surface roughness and microhardness of a composite resin. The null hypothesis tested was that the type of modeling agent does not affect the surface roughness and microhardness of the composite. After sample size calculation, 84 specimens (SP) were prepared, considering the modeling agents used (n=14): GC (control group, no modeling agent); A70 (70% alcohol); PB (Power Block® glycerin gel, Maquira, Maringá, Paraná, Brazil); SBMP (Scotchbond Multi-Purpose® adhesive, 3M Solventum, Sumaré, São Paulo, Brazil, bond only); SB (Single Bond 2® adhesive, 3M Solventum, Sumaré, São Paulo, Brazil); RM (Composite Wetting Resin® modeling resin, Ultradent, Indaiatuba, São Paulo, Brazil). Subsequently, the SP were identified and stored in amber flasks containing distilled water (37°C, for 24 h). Surface polishing of the SP was performed using the Sof-gloss® polyester disk sequence (American Burrs, Palhoça, Santa Catarina, Brazil). The specimens were then analyzed in an optical profilometer (Taylor Hobson, CCI MP, Leicester, England) to measure surface roughness (Ra, μm). For microhardness evaluation, a microhardness tester (HMV, Shimadzu, Kyoto, Japan) equipped with a Vickers diamond indenter was used, applying a load of 200 g for 15 seconds. For each SP, readings were performed in triplicate for both tests, and the mean values were used for statistical analysis. The results of the roughness and microhardness tests were statistically evaluated by one-way analysis of variance (ANOVA; p<0.05). Tukey’s test was applied for the microhardness data (p<0.05). The mean surface roughness values (Ra, μm) of each group were: GC: 0.29; A70: 0.40; PB: 0.34; SBMP: 0.36; SB: 0.28; RM: 0.44. ANOVA indicated no statistically significant differences in surface roughness between the experimental groups and GC. The mean microhardness values (kg/mm²) of each group were: GC: 156.9; A70: 120.8; PB: 156; SBMP: 30.7; SB: 127.3; RM: 73.3 (Tukey; p<0.05), with A70, SBMP, SB, and RM showing lower hardness compared to CG. We observed that the modeling agents evaluated in this in vitro study did not differ in their potential to provide adequate surface roughness. However, glycerin was the only modeling agent used that did not reduce hardness, similar to the control group.Submitted by Jackson R. L. A. Nunes (jackson@biblioteca.ufpb.br) on 2026-01-05T19:05:35Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) JéssicaBonifácioDeCarvalho_Dissert.pdf: 1172522 bytes, checksum: 2b4dc2ebd792017b8f7fbef7c7c8a3f2 (MD5)Made available in DSpace on 2026-01-05T19:05:35Z (GMT). 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