Magistradas negras no Poder Judiciário brasileiro: representatividade, política de cotas e questões de raça e gênero

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Gomes, Raiza Feitosa lattes
Orientador(a): Vieira, Adriana Dias lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Paraíba
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências Jurídicas
Departamento: Ciências Jurídicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/15113
Resumo: O presente trabalho se propõe a compreender como as desigualdades de raça e gênero estão presentes na magistratura brasileira, bem como os processos de resistência frente a essas desigualdades, a partir das contribuições do feminismo negro e da perspectiva da interseccionalidade. Para tanto, realizou-se o estudo de dados sobre os perfis dos magistrados brasileiros disponibilizados no Censo do Poder Judiciário e da Resolução nº 203 do CNJ sobre as cotas raciais no judiciário, bem como a produção de dados qualitativos através de entrevistas semiestruturadas com magistradas negras que atuam em diferentes Estados brasileiros. As magistradas relatam as suas vivências enquanto mulheres negras em um ambiente majoritariamente masculino e branco, apontam a existência de um “racismo velado” no seu cotidiano e reconhecem a relevância da política de cotas. Nesse sentido, a presente pesquisa evidencia a importância da diversidade de raça e gênero na magistratura e nos demais espaços de poder.
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spelling 2019-07-19T16:32:44Z2019-01-282019-07-19T16:32:44Z2018-04-30https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/15113O presente trabalho se propõe a compreender como as desigualdades de raça e gênero estão presentes na magistratura brasileira, bem como os processos de resistência frente a essas desigualdades, a partir das contribuições do feminismo negro e da perspectiva da interseccionalidade. Para tanto, realizou-se o estudo de dados sobre os perfis dos magistrados brasileiros disponibilizados no Censo do Poder Judiciário e da Resolução nº 203 do CNJ sobre as cotas raciais no judiciário, bem como a produção de dados qualitativos através de entrevistas semiestruturadas com magistradas negras que atuam em diferentes Estados brasileiros. As magistradas relatam as suas vivências enquanto mulheres negras em um ambiente majoritariamente masculino e branco, apontam a existência de um “racismo velado” no seu cotidiano e reconhecem a relevância da política de cotas. Nesse sentido, a presente pesquisa evidencia a importância da diversidade de raça e gênero na magistratura e nos demais espaços de poder.The present work has as its purpose to understand how race and gender inequalities exist in Brazilian magistracy, as well as the resistance processes facing these inequalities, from the contributions of black feminism and from the perspective of intersectionality. For this, it was performed the data analysis of the Brazilian magistrates’ profiles available in the Census of the Judiciary, and of the Resolution 203 of CNJ about the racial quotas in judiciary, as well as the qualitative data production through half structured interviews with black magistrates who work in different Brazilian states. The magistrates report their experiences as black women in a mostly male and white environment, pointing the existence of a “veiled racism” in their everyday life and recognize the relevance of the politics of racial quotas. In this way, this research shows the importance of the race and gender diversity in magistracy and in the other spaces of power.Submitted by Maria Jose Rodrigues Paiva (mariaj.paiva@biblioteca.ufpb.br) on 2019-07-19T16:32:44Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) Arquivototal.pdf: 1357562 bytes, checksum: 87458ae435f94063ac2025f9cf5bccf2 (MD5)Made available in DSpace on 2019-07-19T16:32:44Z (GMT). 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