Morfoanatomia foliar de três espécies de Bauhinia L. E Schnella autimouta (Aublet) Wunderlin (Cercideae - Fabaceae), e Análise citogenética de Buhinia cheilantha (Bong) Steud. e Bauhinia ungulata L.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Pereira, Larísse Bianca Soares lattes
Orientador(a): Agra, Maria de Fátima lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Paraíba
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade
Departamento: Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/15464
Resumo: Bauhinia e Schnella, são gêneros representantes da subtribo Bauhiniinae no Brasil. O gênero Bauhinia é pantropical, com cerca de 160 espécies, das quais 57 ocorrem no Brasil, sendo 35 endêmicas. Schnella é neotropical com 47 espécies, sendo 33 encontradas no Brasil, com 17 endêmicas. As espécies desses gêneros são popularmente usadas como medicinais, principalmente contra o diabetes e conhecidas como “pata-de-vaca”, devido ao formato de suas folhas bilobadas. Além disso, Schnella também é utilizada contra diarreias e sífilis em outros países sul americanos. Este trabalho teve como objetivo um estudo da morfoanatomia foliar das três espécies de Bauhinia: Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud., B. pentandra (Bong.) Vogel ex Steud., B. ungulata L., e Schnella outimouta (Aublet) Wunderlin, complementado por um estudo citogenético de B. cheilantha e B. ungulata, como subsídio à taxonomia do grupo. Estudos anatômicos foliares foram realizados em amostras frescas e fixadas, e também em amostras secas, após hidratação, seguindo as técnicas usuais para anatomia, analisadas e ilustradas ao microscópio óptico. Os estudos citogenéticos foram realizados em raízes de um indivíduo de cada espécie, pela técnica de bandeamento, com os fluorocromos 4',6-Diamidino-2-Phenylindole (DAPI) e Chromomycin (CMA), que formam as bandas DAPI–/CMA+ ou DAPI+/CMA-. Observou-se que as espécies estudadas compartilham os seguintes caracteres: folhas bilobadas, mesofilo dorsiventral, hipofilo papiloso, estômatos anomocíticos ao nível da epiderme, pulvino distal, e tricomas tectores. Observou-se que Schnella outimouta distingue-se das espécies de Bauhinia por ser hipoestomática, com epiderme adaxial glabra, nervura principal com dois feixes colaterais e pecíolo circular. As espécies de Bauhinia são anfiestomáticas, com epiderme pilosa em uma ou nas duas faces, com glândulas naviculares, nervura principal com único feixe, e pecíolo com projeções laterais. Nas análises citogenéticas B. cheilantha e B. ungulata, apresentaram cariótipos simétricos, com 2n = 28, sem apresentar bandas DAPI+, portanto, desprovidas de regiões heterocromáticas ricas em AT. Por outro lado, bandas subterminais ricas em GC foram observadas nos braços cromossômicos curtos nos cariótipos das duas espécies. Entretanto, B. ungulata diferenciou-se por possuir seis bandas terminais CMA+/DAPI–, enquanto B. cheilantha apresentou apenas quatro bandas. O uso da coloração com os fluorocromos base específicos CMA e DAPI, permitiu uma clara diferenciação cromossômica entre as duas espécies, apesar de serem de difícil delimitação taxonômica em estágio vegetativo. Os resultados obtidos forneceram parâmetros citogenéticos e anatômicos, até então inexistentes, que são distintivos para as espécies de Bauhinia, especialmente com relação à anatomia da epiderme e seus anexos, vascularização da nervura, formato dos bordos e pecíolos, que foram diagnósticos para os gêneros Bauhinia e Schnella, corroborando com o atual tratamento de Bauhiniinae, que segregam as espécies de Bauhinia e Schnella.
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Observou-se que Schnella outimouta distingue-se das espécies de Bauhinia por ser hipoestomática, com epiderme adaxial glabra, nervura principal com dois feixes colaterais e pecíolo circular. As espécies de Bauhinia são anfiestomáticas, com epiderme pilosa em uma ou nas duas faces, com glândulas naviculares, nervura principal com único feixe, e pecíolo com projeções laterais. Nas análises citogenéticas B. cheilantha e B. ungulata, apresentaram cariótipos simétricos, com 2n = 28, sem apresentar bandas DAPI+, portanto, desprovidas de regiões heterocromáticas ricas em AT. Por outro lado, bandas subterminais ricas em GC foram observadas nos braços cromossômicos curtos nos cariótipos das duas espécies. Entretanto, B. ungulata diferenciou-se por possuir seis bandas terminais CMA+/DAPI–, enquanto B. cheilantha apresentou apenas quatro bandas. O uso da coloração com os fluorocromos base específicos CMA e DAPI, permitiu uma clara diferenciação cromossômica entre as duas espécies, apesar de serem de difícil delimitação taxonômica em estágio vegetativo. Os resultados obtidos forneceram parâmetros citogenéticos e anatômicos, até então inexistentes, que são distintivos para as espécies de Bauhinia, especialmente com relação à anatomia da epiderme e seus anexos, vascularização da nervura, formato dos bordos e pecíolos, que foram diagnósticos para os gêneros Bauhinia e Schnella, corroborando com o atual tratamento de Bauhiniinae, que segregam as espécies de Bauhinia e Schnella.Bauhinia and Schnella are representatives genres of Bauhiniinea subtribe in Brazil, where they have greater diversity. The genus Bauhinia is pantropical, with about 160 species, of which 57 occur in Brazil, of which 35 are endemic. Schnella is a neotropical group with 47 species, 33 found in Brazil, with 17 endemic. The species of these genera are popularly used in traditional medicine, especially against diabetes and known as "pata-de-vaca" due to the shape of their leaves bilobates. Furthermore, Schnella is also used against diarrhea syphilis and other South American countries. This study aimed to a study of leaf morphoanatomy the three species of Bauhinia: Bauhinia cheilantha (Bong.) Steud., B. pentandra (Bong.) Vogel ex Steud., B. ungulata L., and Schnella outimouta (Aublet) Wunderlin, complemented by a cytogenetic study B. cheilantha and B. ungulata as a subsidy to the group's taxonomy. Leaf anatomy studies were conducted on fresh samples and fixated and also in dried samples after hydration, following the usual techniques for anatomy, analyzed and shown by optical microscopy. Cytogenetic studies were conducted in the roots of an individual of each species, the banding technique, with the fluorochrome 4 ', 6-diamidino-2-phenylindole (DAPI) and Chromomycin (CMA), which form the bands DAPI-/CMA+ or DAPI +/CMA-. It was observed that these species share the following characters: bilobates leaves, dorsiventral mesophyll, papillose hypophyll, stomata anomocytic the level of the epidermis, distal pulvinus, and trichomes. It was observed that Schnella outimouta distinguished from the species Bauhinia to be hypostomatic with adaxial epidermal glabra, midrib with two collateral bundles and circular petiole. The species of Bauhinia are amphistomatic with pillous epidermis on one or both surfaces, with boat shaped glands, midrib with a single bundle and petiole with lateral projections. In cytogenetic analyzes B. cheilantha and B. ungulata showed symmetrical karyotypes, with 2n = 28, without presenting DAPI+ bands, so devoid of heterochromatic regions rich in AT. On the other hand, rich in GC subterminal bands were observed in the chromosomal short arms in the karyotypes of the two species. However, B. ungulata differentiated itself by having six terminals bands CMA+/DAPI- while B. cheilantha presented only four bands. The use of staining with specific base fluorochromes CMA and DAPI, allowed a clear differentiation chromosome between the two species, although they are difficult taxonomic delimitation in vegetative stage. The results provide cytogenetic and anatomical and distinctive parameters, which are inexistent, for the species of Bauhinia, particularly in regard to the epidermis anatomy and its attachments, vascularization of the medrib, the shape of margins and petioles that were diagnostic for Bauhinia and Schnella corroborating the actual treatment for Bauhiniinae that separete species of Bauhinia and Schnella.Submitted by Roberval Silva (ber-val@hotmail.com) on 2019-09-02T11:37:03Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 811 bytes, checksum: e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34 (MD5) DB007.pdf: 2635935 bytes, checksum: 199923b133d64547695ade55112f48e2 (MD5)Made available in DSpace on 2019-09-02T11:37:03Z (GMT). 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E Schnella autimouta (Aublet) Wunderlin (Cercideae - Fabaceae), e Análise citogenética de Buhinia cheilantha (Bong) Steud. e Bauhinia ungulata L.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisAgra, Maria de Fátima14426846404http://lattes.cnpq.br/173138440971404201366395425http://lattes.cnpq.br/5742230717504216Pereira, Larísse Bianca Soaresreponame:Repositório Institucional da UFPBinstname:Universidade Federal da Paraíba (UFPB)instacron:UFPBTEXTDB007.pdf.txtDB007.pdf.txtExtracted texttext/plain98242https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/15464/4/DB007.pdf.txtbbf81145de99e3aecc2cc5ca5178f2bcMD54LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81866https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/15464/3/license.txt43cd690d6a359e86c1fe3d5b7cba0c9bMD53CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/15464/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52ORIGINALDB007.pdfDB007.pdfapplication/pdf2635935https://repositorio.ufpb.br/jspui/bitstream/123456789/15464/1/DB007.pdf199923b133d64547695ade55112f48e2MD51123456789/154642019-09-03 03:07:09.963oai:repositorio.ufpb.br:123456789/15464TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIERlcG9zaXRhIHBvZGUgbWFudGVyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZSBzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIHBhcmEgZmlucyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBiYWNrLXVwIAplIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gw6kgb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgdm9jw6ogdGVtIG8gcG9kZXIgZGUgY29uY2VkZXIgb3MgZGlyZWl0b3MgY29udGlkb3MgbmVzdGEgbGljZW7Dp2EuIApWb2PDqiB0YW1iw6ltIGRlY2xhcmEgcXVlIG8gZGVww7NzaXRvIGRhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gbsOjbywgcXVlIHNlamEgZGUgc2V1IGNvbmhlY2ltZW50bywgaW5mcmluZ2UgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgCmRlIG5pbmd1w6ltLgoKQ2FzbyBhIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gY29udGVuaGEgbWF0ZXJpYWwgcXVlIHZvY8OqIG7Do28gcG9zc3VpIGEgdGl0dWxhcmlkYWRlIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgdm9jw6ogZGVjbGFyYSBxdWUgCm9idGV2ZSBhIHBlcm1pc3PDo28gaXJyZXN0cml0YSBkbyBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGFyYSBjb25jZWRlciBhbyBEZXBvc2l0YSBvcyBkaXJlaXRvcyBhcHJlc2VudGFkb3MgCm5lc3RhIGxpY2Vuw6dhLCBlIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGRlIHRlcmNlaXJvcyBlc3TDoSBjbGFyYW1lbnRlIGlkZW50aWZpY2FkbyBlIHJlY29uaGVjaWRvIG5vIHRleHRvIApvdSBubyBjb250ZcO6ZG8gZGEgcHVibGljYcOnw6NvIG9yYSBkZXBvc2l0YWRhLgoKQ0FTTyBBIFBVQkxJQ0HDh8ODTyBPUkEgREVQT1NJVEFEQSBURU5IQSBTSURPIFJFU1VMVEFETyBERSBVTSBQQVRST0PDjU5JTyBPVSBBUE9JTyBERSBVTUEgQUfDik5DSUEgREUgRk9NRU5UTyBPVSBPVVRSTyAKT1JHQU5JU01PLCBWT0PDiiBERUNMQVJBIFFVRSBSRVNQRUlUT1UgVE9ET1MgRSBRVUFJU1FVRVIgRElSRUlUT1MgREUgUkVWSVPDg08gQ09NTyBUQU1Cw4lNIEFTIERFTUFJUyBPQlJJR0HDh8OVRVMgCkVYSUdJREFTIFBPUiBDT05UUkFUTyBPVSBBQ09SRE8uCgpPIERlcG9zaXRhIHNlIGNvbXByb21ldGUgYSBpZGVudGlmaWNhciBjbGFyYW1lbnRlIG8gc2V1IG5vbWUgKHMpIG91IG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBkZXRlbnRvcihlcykgZG9zIGRpcmVpdG9zIAphdXRvcmFpcyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28sIGUgbsOjbyBmYXLDoSBxdWFscXVlciBhbHRlcmHDp8OjbywgYWzDqW0gZGFxdWVsYXMgY29uY2VkaWRhcyBwb3IgZXN0YSBsaWNlbsOnYS4KRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpb.br/oai/requestdiretoria@ufpb.br||bdtd@biblioteca.ufpb.bropendoar:25462019-09-03T06:07:09Repositório Institucional da UFPB - Universidade Federal da Paraíba (UFPB)false
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