Caracterização de esponjas nanoestruturadas de quitosana e policaprolactona para hemostasia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Fonseca, Alessandra Gabriela Leonel lattes
Orientador(a): Oliveira, Juliano Elvis de lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Paraíba
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Odontologia
Departamento: Odontologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/18961
Resumo: Introdução: A medicina regenerativa tem avaliado os efeitos biológicos de polímeros naturais, na tentativa de criar materiais que possam ser usados para fins de reparo tecidual, como a hemostasia. Dentre estes materiais podemos destacar a quitosana que tem sido estudado devido sua propriedade hemostática. Objetivo: O presente trabalho teve como objetivo caracterizar esponjas de blendas constituídas por quitosana (QS) e policaprolactona (PCL) para possível utilização como agente hemostático tópico. Material e Métodos: Foram preparadas soluções de quitosana em ácido acético a 1% e de PCL em acetona. Estas foram associadas nas seguintes proporções volumétricas (v/v): 100:0; 75:25; 50:50; 25:75; 0:100, e então congeladas a -80 °C e logo após liofilizadas para formar as esponjas, conforme a metodologia freeze-drying. As amostras foram submetidas a caracterizações de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), análise de espectroscopia na região do infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) e uma avaliação da interação das esponjas com tecido sanguíneo através do ensaio de hemaglutinação. Resultados: Foi possível observar a formação de esponjas de quitosana (QS) e QS/PCL, já quando foi utilizada a solução pura do PCL, observou-se que não houve a formação da esponja. Nos espectros de FTIR observou-se que não houve mudanças significativas da frequência característica dos grupos funcionais quando analisamos as esponjas de QS/PCL se comparados aos espectros dos polímeros puros. O aspecto de hemaglutinação positiva foi observado nos poços que continham as esponjas de quitosana pura e QS75/PCL25. Os valores de hemólise foram QS:12,7%; QS50/PCL50: 9,6%; QS75/PCL25: 23,2%; QS25/PCL75: 6,5% e PCL: 3,52%. Conclusão: As blendas de QS/PCL, desenvolvidas no presente estudo, foram capazes de formar esponjas, apresentando características físico-químicas intermediárias entre os materiais, bem como capacidade hemaglutinante, constituindo assim uma possível alternativa de agente hemostático tópico para utilização biomédica.
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spelling 2020-12-28T05:51:42Z2019-04-012020-12-28T05:51:42Z2016-01-29https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/18961Introdução: A medicina regenerativa tem avaliado os efeitos biológicos de polímeros naturais, na tentativa de criar materiais que possam ser usados para fins de reparo tecidual, como a hemostasia. Dentre estes materiais podemos destacar a quitosana que tem sido estudado devido sua propriedade hemostática. Objetivo: O presente trabalho teve como objetivo caracterizar esponjas de blendas constituídas por quitosana (QS) e policaprolactona (PCL) para possível utilização como agente hemostático tópico. Material e Métodos: Foram preparadas soluções de quitosana em ácido acético a 1% e de PCL em acetona. Estas foram associadas nas seguintes proporções volumétricas (v/v): 100:0; 75:25; 50:50; 25:75; 0:100, e então congeladas a -80 °C e logo após liofilizadas para formar as esponjas, conforme a metodologia freeze-drying. As amostras foram submetidas a caracterizações de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), análise de espectroscopia na região do infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) e uma avaliação da interação das esponjas com tecido sanguíneo através do ensaio de hemaglutinação. Resultados: Foi possível observar a formação de esponjas de quitosana (QS) e QS/PCL, já quando foi utilizada a solução pura do PCL, observou-se que não houve a formação da esponja. Nos espectros de FTIR observou-se que não houve mudanças significativas da frequência característica dos grupos funcionais quando analisamos as esponjas de QS/PCL se comparados aos espectros dos polímeros puros. O aspecto de hemaglutinação positiva foi observado nos poços que continham as esponjas de quitosana pura e QS75/PCL25. Os valores de hemólise foram QS:12,7%; QS50/PCL50: 9,6%; QS75/PCL25: 23,2%; QS25/PCL75: 6,5% e PCL: 3,52%. Conclusão: As blendas de QS/PCL, desenvolvidas no presente estudo, foram capazes de formar esponjas, apresentando características físico-químicas intermediárias entre os materiais, bem como capacidade hemaglutinante, constituindo assim uma possível alternativa de agente hemostático tópico para utilização biomédica.Introduction: Regenerative medicine has analyzed biological effects of natural polymers, as an attempt to create materials which can be used for tissue repair purposes, such as hemostasis. Among these materials we can highlight the chitosan that has been studied because of its hemostatic property. Objective: This study aimed to characterize sponges made of chitosan (CS) and polycaprolactone (PCL) blends for possible use as a topical hemostatic agent. Material e Methods: Chitosan solutions were prepared in 1% acetic acid and PCL in acetone. These were associated in the following volumetric proportions (v/v): 100:0; 75:25; 50:50; 25:75; 0:100, then they were frozen at -80°C and lyophilized to form the sponges by a freeze-drying method. The samples were subjected to characterizations of Scanning Electron Microscopy (SEM), Fourier transform infrared spectroscopy (FTIR). It was held also an assessment of the interaction between sponges and blood tissue through the hemagglutination assay. Results: It was possible to observe the formation of chitosan sponges (CS) and CS/PCL, while when the solution of the pure PCL was used, it was observed that there was no sponge formation. The FTIR spectra revealed that there were no significant changes in the characteristic frequency of the functional groups when analyzed CS/PCL sponges when compared to spectra of pure polymers. The positive aspect hemagglutination was observed in the wells containing the pure chitosan sponges and CS75/PCL25. The hemolysis values were CS: 12.7%; CS50/PCL50: 9.6%; CS75/PCL25: 23.2%; CS25/PCL75: 6.5% e PCL: 3.52%. Conclusion: The blends of CS/PCL developed in this study were able to form sponges which showed intermediate chemical-physical characteristics between the materials, as well as hemagglutinating capacity, thus constituting a feasible alternative topical hemostatic agent for biomedical use.Submitted by Jacqueline Rimá (jacqueline.rima@academico.ufpb.br) on 2020-12-22T21:40:32Z No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) AlessandraGabrielaLeonelFonseca_Dissert.pdf: 1003448 bytes, checksum: 20cfcbcacd75ec065825f276d12d0e51 (MD5)Approved for entry into archive by Biblioteca Digital de Teses e Dissertações BDTD (bdtd@biblioteca.ufpb.br) on 2020-12-28T05:51:42Z (GMT) No. of bitstreams: 2 license_rdf: 805 bytes, checksum: c4c98de35c20c53220c07884f4def27c (MD5) AlessandraGabrielaLeonelFonseca_Dissert.pdf: 1003448 bytes, checksum: 20cfcbcacd75ec065825f276d12d0e51 (MD5)Made available in DSpace on 2020-12-28T05:51:42Z (GMT). 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