A construção das relações de gênero na mídia da Igreja Universal do Reino de Deus
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11197 |
Resumo: | O Brasil passou por uma drástica mudança nos últimos anos: embora ainda componha a maioria da população, desde a década de 1950 o catolicismo tem declinado de maneira rápida, dando lugar ao pentecostalismo. Este movimento religioso é bastante plural, e pode ser dividido em três gerações de igrejas que, mesmo com semelhanças, possuem características específicas. As primeiras gerações são marcadas pelo sectarismo e pelo ascetismo, cujo efeito é um afastamento do fiel das coisas do mundo, à espera de uma recompensa em outra vida. A terceira geração, porém, nasceu sob um processo de liberalização dos costumes baseada na Teologia da Prosperidade, que prega que o fiel deve ter “vida em abundância” ainda nesta existência, e assim rompe com o antigo sectarismo e ascetismo pentecostal. A sociedade brasileira igualmente vivenciou nas décadas passadas uma profunda transformação nas relações de gênero, no caminho de forte questionamento do patriarcalismo e um movimento de emancipação da mulher em relação a seus antigos posicionamentos. Tendo nascido já sob tais transformações, a Igreja Universal do Reino de Deus foi o objeto desta pesquisa. Seus objetivos foram analisar como a instituição constrói práticas discursivas sobre as relações de gênero e sobre as mudanças pelas quais a sociedade brasileira passa nesse quesito. A Igreja Universal do Reino de Deus apresenta dentro de si as contradições encontradas na sociedade como um todo: por um lado mantem aspectos das relações de gênero do pentecostalismo de gerações anteriores; por outro lado, leva adiante mudanças no sentido de adaptação às demandas feministas, embora retire parte do seu caráter contestador. Dessa forma, a Igreja Universal promove repertórios que ao mesmo tempo posicionam mulheres em novos lugares, anteriormente interditados, como o mundo político e do trabalho, mas em outros momentos posicionam em lugares tradicionais, como por exemplo de mãe e esposa submissa ao marido. O homem é posicionado majoritariamente como trabalhador e pai de família. A Psicologia Social Discursiva serviu de aporte teórico-metodológico, por considerar o discurso como uma forma de ação e possibilitar a compreensão da variabilidade e do caráter funcional do discurso. De acordo com esta abordagem, a compreensão que temos da realidade é construída discursivamente. O gênero não deixaria de ser diferente, sendo mais uma construção discursiva produzida coletivamente que uma realidade biológica. A Igreja Universal, contudo, produz práticas discursivas que essencializam o gênero, atribuindo as características supostamente femininas e masculinas à biologia humana e à criação divina. Tal discurso contribui para a manutenção de posicionamentos subalternos para a mulher, que é incentivada a manter-se num lugar submisso à vontade masculina. |
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Oliveira Filho, Paulo Gilberto deOliveira Filho, Pedro de2015-03-06T16:23:11Z2015-03-06T16:23:11Z2012-01-31OLIVEIRA FILHO, Paulo Gilberto de. A construção das relações de gênero na mídia da Igreja Universal do Reino de Deus. Recife, 2012. 147 folhas ; Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Pernambuco. CFCH. Programa de Pós-Graduação em Psicologia, 2012.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11197O Brasil passou por uma drástica mudança nos últimos anos: embora ainda componha a maioria da população, desde a década de 1950 o catolicismo tem declinado de maneira rápida, dando lugar ao pentecostalismo. Este movimento religioso é bastante plural, e pode ser dividido em três gerações de igrejas que, mesmo com semelhanças, possuem características específicas. As primeiras gerações são marcadas pelo sectarismo e pelo ascetismo, cujo efeito é um afastamento do fiel das coisas do mundo, à espera de uma recompensa em outra vida. A terceira geração, porém, nasceu sob um processo de liberalização dos costumes baseada na Teologia da Prosperidade, que prega que o fiel deve ter “vida em abundância” ainda nesta existência, e assim rompe com o antigo sectarismo e ascetismo pentecostal. A sociedade brasileira igualmente vivenciou nas décadas passadas uma profunda transformação nas relações de gênero, no caminho de forte questionamento do patriarcalismo e um movimento de emancipação da mulher em relação a seus antigos posicionamentos. Tendo nascido já sob tais transformações, a Igreja Universal do Reino de Deus foi o objeto desta pesquisa. Seus objetivos foram analisar como a instituição constrói práticas discursivas sobre as relações de gênero e sobre as mudanças pelas quais a sociedade brasileira passa nesse quesito. A Igreja Universal do Reino de Deus apresenta dentro de si as contradições encontradas na sociedade como um todo: por um lado mantem aspectos das relações de gênero do pentecostalismo de gerações anteriores; por outro lado, leva adiante mudanças no sentido de adaptação às demandas feministas, embora retire parte do seu caráter contestador. Dessa forma, a Igreja Universal promove repertórios que ao mesmo tempo posicionam mulheres em novos lugares, anteriormente interditados, como o mundo político e do trabalho, mas em outros momentos posicionam em lugares tradicionais, como por exemplo de mãe e esposa submissa ao marido. O homem é posicionado majoritariamente como trabalhador e pai de família. A Psicologia Social Discursiva serviu de aporte teórico-metodológico, por considerar o discurso como uma forma de ação e possibilitar a compreensão da variabilidade e do caráter funcional do discurso. De acordo com esta abordagem, a compreensão que temos da realidade é construída discursivamente. O gênero não deixaria de ser diferente, sendo mais uma construção discursiva produzida coletivamente que uma realidade biológica. A Igreja Universal, contudo, produz práticas discursivas que essencializam o gênero, atribuindo as características supostamente femininas e masculinas à biologia humana e à criação divina. Tal discurso contribui para a manutenção de posicionamentos subalternos para a mulher, que é incentivada a manter-se num lugar submisso à vontade masculina.CAPESporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessIgreja Universal do Reino de DeusGêneroPsicologia social discursivaFolha UniversalA construção das relações de gênero na mídia da Igreja Universal do Reino de Deusinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAIL_Dissertação.pdf.jpg_Dissertação.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1221https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11197/5/_Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf.jpg9d3b9f5e87b7349a9d3f28c02ceebfbcMD55ORIGINAL_Dissertação.pdf_Dissertação.pdfapplication/pdf1412486https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11197/1/_Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdfd4a33fd538d658b6a70958a78b14f4d3MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-81232https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11197/2/license_rdf66e71c371cc565284e70f40736c94386MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82311https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11197/3/license.txt4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08MD53TEXT_Dissertação.pdf.txt_Dissertação.pdf.txtExtracted texttext/plain415657https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/11197/4/_Disserta%c3%a7%c3%a3o.pdf.txtc5365ff071b6158b2e0c9c6f34fdfe11MD54123456789/111972019-10-25 16:43:11.987oai:repositorio.ufpe.br:123456789/11197TGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKClRvZG8gZGVwb3NpdGFudGUgZGUgbWF0ZXJpYWwgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgKFJJKSBkZXZlIGNvbmNlZGVyLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIChVRlBFKSwgdW1hIExpY2Vuw6dhIGRlIERpc3RyaWJ1acOnw6NvIE7Do28gRXhjbHVzaXZhIHBhcmEgbWFudGVyIGUgdG9ybmFyIGFjZXNzw612ZWlzIG9zIHNldXMgZG9jdW1lbnRvcywgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBuZXN0ZSByZXBvc2l0w7NyaW8uCgpDb20gYSBjb25jZXNzw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBvIGRlcG9zaXRhbnRlIG1hbnTDqW0gdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IuCl9fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fXwoKTGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKCkFvIGNvbmNvcmRhciBjb20gZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIGFjZWl0w6EtbGEsIHZvY8OqIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpOgoKYSkgRGVjbGFyYSBxdWUgY29uaGVjZSBhIHBvbMOtdGljYSBkZSBjb3B5cmlnaHQgZGEgZWRpdG9yYSBkbyBzZXUgZG9jdW1lbnRvOwpiKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGUgYWNlaXRhIGFzIERpcmV0cml6ZXMgcGFyYSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEU7CmMpIENvbmNlZGUgw6AgVUZQRSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgYXJxdWl2YXIsIHJlcHJvZHV6aXIsIGNvbnZlcnRlciAoY29tbyBkZWZpbmlkbyBhIHNlZ3VpciksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIsIG5vIFJJLCBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgcG9yIG91dHJvIG1laW87CmQpIERlY2xhcmEgcXVlIGF1dG9yaXphIGEgVUZQRSBhIGFycXVpdmFyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gZSBjb252ZXJ0w6otbG8sIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gc2V1IGNvbnRlw7pkbywgcGFyYSBxdWFscXVlciBmb3JtYXRvIGRlIGZpY2hlaXJvLCBtZWlvIG91IHN1cG9ydGUsIHBhcmEgZWZlaXRvcyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBwcmVzZXJ2YcOnw6NvIChiYWNrdXApIGUgYWNlc3NvOwplKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gw6kgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBhIHRlcmNlaXJvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2Ugb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGVudGlkYWRlOwpmKSBEZWNsYXJhIHF1ZSwgbm8gY2FzbyBkbyBkb2N1bWVudG8gc3VibWV0aWRvIGNvbnRlciBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG7Do28gZGV0w6ltIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlCmF1dG9yLCBvYnRldmUgYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcmVzcGVjdGl2byBkZXRlbnRvciBkZXNzZXMgZGlyZWl0b3MgcGFyYSBjZWRlciDDoApVRlBFIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgTGljZW7Dp2EgZSBhdXRvcml6YXIgYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgYSB1dGlsaXrDoS1sb3MgbGVnYWxtZW50ZS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGN1am9zIGRpcmVpdG9zIHPDo28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZTsKZykgU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVRlBFLMKgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgpBIFVGUEUgaWRlbnRpZmljYXLDoSBjbGFyYW1lbnRlIG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBhdXRvciAoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBwYXJhIGFsw6ltIGRvIHByZXZpc3RvIG5hIGFsw61uZWEgYykuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T19:43:11Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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