Adequação das informações sobre nascidos vivos e óbitos e a estimação da mortalidade infantil no Brasil
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13400 |
Resumo: | O coeficiente de mortalidade infantil (CMI) é utilizado para comparar as condições de saúde entre países, sendo o principal indicador da quarta meta do milênio, fazendo emergir a discussão sobre seu dimensionamento. Diante das limitações das estimativas de mortalidade baseadas em pesquisas por amostragem, o interesse pelas informações de registro contínuo foi ampliado, em particular quanto a dados subnacionais. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) tem investido na melhoria dos sistemas de informações sobre Mortalidade (SIM) e sobre Nascidos Vivos (Sinasc), tornando essencial a avaliação da sua adequação para o monitoramento de indicadores de saúde, em particular, o CMI. A presente tese teve como questão norteadora investigar a possibilidade de estimar o CMI por métodos diretos para as Unidades da Federação (UFs), no período 2000-2009, por meio das informações vitais do MS. O estudo teve como objetivos: avaliar a adequação das informações do SIM e Sinasc e estimar o CMI utilizando dados dos sistemas de informações vitais, entre 2000-2009, para as UFs e Brasil. A tese está apresentada sob a forma de quatro artigos. O primeiro aborda as estratégias para estimar a mortalidade infantil. No segundo e quarto artigos, avalia-se a adequação dos sistemas de informação vitais, com vistas à estimação direta do CMI, por município de Pernambuco e por UF, respectivamente, utilizando-se indicadores de cobertura e regularidade dos sistemas. No terceiro artigo, propõe-se um método simplificado para estimar o CMI, no período de 2000-2009, com base nos resultados da “Pesquisa de Busca Ativa de Óbitos e Nascimentos no Nordeste e Amazônia Legal”. A partir dos eventos vitais captados pela busca ativa e não informados ao MS, foram calculados fatores de correção, por nível de adequação das informações do município. Ao usar fatores de correção dinâmicos, em que, à medida que os municípios melhoram seu nível de adequação, diminuem os valores dos fatores de correção utilizados, a metodologia proposta possibilitou a obtenção do número de nascidos vivos e óbitos infantis corrigidos por UF, para os anos 2000-2009. Os resultados evidenciaram avanços nos indicadores de adequação das informações vitais, em todas as regiões e na maioria das UFs, nos últimos dez anos. Os achados mostraram aumento expressivo do número de municípios e de população residente naqueles considerados com informação adequada, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Quanto à tendência do CMI nos anos 2000, a taxa anual de decréscimo para o Brasil foi de 4,7%, sendo maior no Nordeste (6,0%/ ano), resultando na diminuição das desigualdades regionais. Mantida essa redução, o Brasil alcançará o quarto objetivo do milênio antes de 2015. Com a avaliação da adequação das informações vitais e o cálculo do CMI a partir de dados secundários, se espera induzir um círculo virtuoso: ao valorizar a produção dos dados gerados pelos serviços, se contribui para o seu aperfeiçoamento. Ao identificar municípios com informações precárias, expõem-se as iniquidades, apontam-se aspectos que merecem investimentos para melhorar a qualidade das informações, e, sobretudo, instigam o desenvolvimento de ações que contribuam para superar as desiguais oportunidades de sobrevivência das crianças brasileiras. |
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Frias, Paulo Germano de2015-04-17T14:56:00Z2015-04-17T14:56:00Z2013-12-16https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/13400ark:/64986/001300000rqn4O coeficiente de mortalidade infantil (CMI) é utilizado para comparar as condições de saúde entre países, sendo o principal indicador da quarta meta do milênio, fazendo emergir a discussão sobre seu dimensionamento. Diante das limitações das estimativas de mortalidade baseadas em pesquisas por amostragem, o interesse pelas informações de registro contínuo foi ampliado, em particular quanto a dados subnacionais. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) tem investido na melhoria dos sistemas de informações sobre Mortalidade (SIM) e sobre Nascidos Vivos (Sinasc), tornando essencial a avaliação da sua adequação para o monitoramento de indicadores de saúde, em particular, o CMI. A presente tese teve como questão norteadora investigar a possibilidade de estimar o CMI por métodos diretos para as Unidades da Federação (UFs), no período 2000-2009, por meio das informações vitais do MS. O estudo teve como objetivos: avaliar a adequação das informações do SIM e Sinasc e estimar o CMI utilizando dados dos sistemas de informações vitais, entre 2000-2009, para as UFs e Brasil. A tese está apresentada sob a forma de quatro artigos. O primeiro aborda as estratégias para estimar a mortalidade infantil. No segundo e quarto artigos, avalia-se a adequação dos sistemas de informação vitais, com vistas à estimação direta do CMI, por município de Pernambuco e por UF, respectivamente, utilizando-se indicadores de cobertura e regularidade dos sistemas. No terceiro artigo, propõe-se um método simplificado para estimar o CMI, no período de 2000-2009, com base nos resultados da “Pesquisa de Busca Ativa de Óbitos e Nascimentos no Nordeste e Amazônia Legal”. A partir dos eventos vitais captados pela busca ativa e não informados ao MS, foram calculados fatores de correção, por nível de adequação das informações do município. Ao usar fatores de correção dinâmicos, em que, à medida que os municípios melhoram seu nível de adequação, diminuem os valores dos fatores de correção utilizados, a metodologia proposta possibilitou a obtenção do número de nascidos vivos e óbitos infantis corrigidos por UF, para os anos 2000-2009. Os resultados evidenciaram avanços nos indicadores de adequação das informações vitais, em todas as regiões e na maioria das UFs, nos últimos dez anos. Os achados mostraram aumento expressivo do número de municípios e de população residente naqueles considerados com informação adequada, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Quanto à tendência do CMI nos anos 2000, a taxa anual de decréscimo para o Brasil foi de 4,7%, sendo maior no Nordeste (6,0%/ ano), resultando na diminuição das desigualdades regionais. Mantida essa redução, o Brasil alcançará o quarto objetivo do milênio antes de 2015. Com a avaliação da adequação das informações vitais e o cálculo do CMI a partir de dados secundários, se espera induzir um círculo virtuoso: ao valorizar a produção dos dados gerados pelos serviços, se contribui para o seu aperfeiçoamento. Ao identificar municípios com informações precárias, expõem-se as iniquidades, apontam-se aspectos que merecem investimentos para melhorar a qualidade das informações, e, sobretudo, instigam o desenvolvimento de ações que contribuam para superar as desiguais oportunidades de sobrevivência das crianças brasileiras.porUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessMortalidade InfantilEstatísticas Vitaisistemas de InformaçãoAvaliação em SaúdeTécnicas de EstimativaAdequação das informações sobre nascidos vivos e óbitos e a estimação da mortalidade infantil no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILTESE PAULO FRIAS.pdf.jpgTESE PAULO FRIAS.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1293https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13400/5/TESE%20PAULO%20FRIAS.pdf.jpg35571875027cd1aaa6210cef88d25579MD55ORIGINALTESE PAULO FRIAS.pdfTESE PAULO FRIAS.pdfapplication/pdf9090320https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/13400/1/TESE%20PAULO%20FRIAS.pdfd09b76876ccf5316a8f68ffa378ebbc2MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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O coeficiente de mortalidade infantil (CMI) é utilizado para comparar as condições de saúde entre países, sendo o principal indicador da quarta meta do milênio, fazendo emergir a discussão sobre seu dimensionamento. Diante das limitações das estimativas de mortalidade baseadas em pesquisas por amostragem, o interesse pelas informações de registro contínuo foi ampliado, em particular quanto a dados subnacionais. No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) tem investido na melhoria dos sistemas de informações sobre Mortalidade (SIM) e sobre Nascidos Vivos (Sinasc), tornando essencial a avaliação da sua adequação para o monitoramento de indicadores de saúde, em particular, o CMI. A presente tese teve como questão norteadora investigar a possibilidade de estimar o CMI por métodos diretos para as Unidades da Federação (UFs), no período 2000-2009, por meio das informações vitais do MS. O estudo teve como objetivos: avaliar a adequação das informações do SIM e Sinasc e estimar o CMI utilizando dados dos sistemas de informações vitais, entre 2000-2009, para as UFs e Brasil. A tese está apresentada sob a forma de quatro artigos. O primeiro aborda as estratégias para estimar a mortalidade infantil. No segundo e quarto artigos, avalia-se a adequação dos sistemas de informação vitais, com vistas à estimação direta do CMI, por município de Pernambuco e por UF, respectivamente, utilizando-se indicadores de cobertura e regularidade dos sistemas. No terceiro artigo, propõe-se um método simplificado para estimar o CMI, no período de 2000-2009, com base nos resultados da “Pesquisa de Busca Ativa de Óbitos e Nascimentos no Nordeste e Amazônia Legal”. A partir dos eventos vitais captados pela busca ativa e não informados ao MS, foram calculados fatores de correção, por nível de adequação das informações do município. Ao usar fatores de correção dinâmicos, em que, à medida que os municípios melhoram seu nível de adequação, diminuem os valores dos fatores de correção utilizados, a metodologia proposta possibilitou a obtenção do número de nascidos vivos e óbitos infantis corrigidos por UF, para os anos 2000-2009. Os resultados evidenciaram avanços nos indicadores de adequação das informações vitais, em todas as regiões e na maioria das UFs, nos últimos dez anos. Os achados mostraram aumento expressivo do número de municípios e de população residente naqueles considerados com informação adequada, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Quanto à tendência do CMI nos anos 2000, a taxa anual de decréscimo para o Brasil foi de 4,7%, sendo maior no Nordeste (6,0%/ ano), resultando na diminuição das desigualdades regionais. Mantida essa redução, o Brasil alcançará o quarto objetivo do milênio antes de 2015. Com a avaliação da adequação das informações vitais e o cálculo do CMI a partir de dados secundários, se espera induzir um círculo virtuoso: ao valorizar a produção dos dados gerados pelos serviços, se contribui para o seu aperfeiçoamento. Ao identificar municípios com informações precárias, expõem-se as iniquidades, apontam-se aspectos que merecem investimentos para melhorar a qualidade das informações, e, sobretudo, instigam o desenvolvimento de ações que contribuam para superar as desiguais oportunidades de sobrevivência das crianças brasileiras. |
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