A participação da morfoestrutura na gênese da compartimentação geomorfológica do gráben do Cariatá, Paraíba
| Ano de defesa: | 2010 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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Universidade Federal de Pernambuco
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6407 |
Resumo: | O Gráben do Cariatá está situado a 85 km do Recife, tem a sua maior expressão espacial no município de Itabaiana, Paraíba. Este trabalho tem como objetivo, esclarecer os vínculos entre tectônica e relevo na área do gráben do Cariatá, Paraíba, tomando como elementos para a construção empírica da abordagem, evidências morfológicas, sedimentológicas e morfoestruturais sobre a esculturação da paisagem geomorfológica. Para a obtenção dos dados da pesquisa foram utilizadas imagens de satélite de alta resolução, mapeamentos geomorfológicos de detalhe feitos em campo e corrigidos na etapa de gabinete. Os dados sedimentológicos foram obtidos através da coleta de amostras de sedimentos das áreas do gráben que apresentam elementos marcadores dos eventos de elaboração da paisagem, os sedimentos coletados foram utilizados para análise sedimentológica e datação por LOE (Luminescência opticamente estimulada). Dessa forma, a combinação dos mapeamentos de detalhe e análise sedimentológica e as idades dos sedimentos propiciaram uma modelagem mais precisa da área de estudo. Desse modo, feições como escarpas, facetas triangulares, anfiteatros de erosão e vales lineares foram identificados a partir de técnicas de sensoriamento remoto e estão estritamente ligadas às linhas de reativação de falhas no gráben. A rede de drenagem principal da área de estudo, o rio Paraíba, também está influenciada pela dinâmica morfotectônica, o que se faz explicitar a partir de uma incisão de maior ordem em determinados setores, resultando mesmo no abandono da antiga planície sob a forma de terraços erosivos. Nos terraços, as análises sedimentológicas indicaram que os sedimentos são muito pobremente selecionados e com uma hidrodinâmica muito alta indicando um ambiente deposicional de baixa viscosidade e fluidez, condizente com os ambientes de transporte fluvial de fluxo de detritos. Nos terraços foram encontrados níveis de crosta laterítica. Esta situação corrobora a hipótese de flexura da borda leste do gráben poderia até mesmo representar um fragmento de uma superfície pré-rifteamento. Neste setor ocorreu a captura do rio Paraíba, a qual acarretou no abandono de sua antiga planície aluvial para leste, seguindo o rio o seu novo curso para Norte. A idade encontrada de 97ka para o nível de terraço mais próximo do rio Mumbaba, este no antigo vale do rio Paraíba, indica que este terraço foi originado após o barramento do rio Paraíba, e que o rio Mumbaba teve tempo suficiente para estruturar o terraço de nível mais baixo no antigo vale do rio Paraíba. A outra idade encontrada de 25ka se encontra também a leste do gráben, em um depósito característico de fluxo de detritos, esta idade se difere de outros depósitos de fluxo de detritos datados previamente no gráben e que estrutura a base dos tabuleiros pleistocênicos, no entanto, esta idade guarda uma estreita relação cronológica com a fase de última deposição do lamito superior da seqüência dos tabuleiros pleistocênicos. Nesse sentido, podemos afirmar que as coberturas sedimentares e as feições morfotectônicas não foram originadas de um único evento de soerguimento e conseqüente rebaixamento de superfície. Assim, se faz necessário fazer um estudo detalhado das formas e dos processos para melhor entender a evolução da paisagem geomorfológica |
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TAVARES, Bruno de Azevedo CavalcantiCORRÊA, Antonio Carlos de Barros2014-06-12T18:04:48Z2014-06-12T18:04:48Z2010-01-31de Azevedo Cavalcanti Tavares, Bruno; Carlos de Barros Corrêa, Antonio. A participação da morfoestrutura na gênese da compartimentação geomorfológica do gráben do Cariatá, Paraíba. 2010. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Geografia, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2010.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6407O Gráben do Cariatá está situado a 85 km do Recife, tem a sua maior expressão espacial no município de Itabaiana, Paraíba. Este trabalho tem como objetivo, esclarecer os vínculos entre tectônica e relevo na área do gráben do Cariatá, Paraíba, tomando como elementos para a construção empírica da abordagem, evidências morfológicas, sedimentológicas e morfoestruturais sobre a esculturação da paisagem geomorfológica. Para a obtenção dos dados da pesquisa foram utilizadas imagens de satélite de alta resolução, mapeamentos geomorfológicos de detalhe feitos em campo e corrigidos na etapa de gabinete. Os dados sedimentológicos foram obtidos através da coleta de amostras de sedimentos das áreas do gráben que apresentam elementos marcadores dos eventos de elaboração da paisagem, os sedimentos coletados foram utilizados para análise sedimentológica e datação por LOE (Luminescência opticamente estimulada). Dessa forma, a combinação dos mapeamentos de detalhe e análise sedimentológica e as idades dos sedimentos propiciaram uma modelagem mais precisa da área de estudo. Desse modo, feições como escarpas, facetas triangulares, anfiteatros de erosão e vales lineares foram identificados a partir de técnicas de sensoriamento remoto e estão estritamente ligadas às linhas de reativação de falhas no gráben. 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A idade encontrada de 97ka para o nível de terraço mais próximo do rio Mumbaba, este no antigo vale do rio Paraíba, indica que este terraço foi originado após o barramento do rio Paraíba, e que o rio Mumbaba teve tempo suficiente para estruturar o terraço de nível mais baixo no antigo vale do rio Paraíba. A outra idade encontrada de 25ka se encontra também a leste do gráben, em um depósito característico de fluxo de detritos, esta idade se difere de outros depósitos de fluxo de detritos datados previamente no gráben e que estrutura a base dos tabuleiros pleistocênicos, no entanto, esta idade guarda uma estreita relação cronológica com a fase de última deposição do lamito superior da seqüência dos tabuleiros pleistocênicos. Nesse sentido, podemos afirmar que as coberturas sedimentares e as feições morfotectônicas não foram originadas de um único evento de soerguimento e conseqüente rebaixamento de superfície. Assim, se faz necessário fazer um estudo detalhado das formas e dos processos para melhor entender a evolução da paisagem geomorfológicaCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível SuperiorporUniversidade Federal de PernambucoAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessGráben do CariatáMorfotectônicaCaptura de drenagemRio ParaíbaRio MumbabaA participação da morfoestrutura na gênese da compartimentação geomorfológica do gráben do Cariatá, Paraíbainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILarquivo471_1.pdf.jpgarquivo471_1.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1853https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/6407/4/arquivo471_1.pdf.jpgfb4b8cb411c4f2b759fe4f0ac186428aMD54ORIGINALarquivo471_1.pdfapplication/pdf6326134https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/6407/1/arquivo471_1.pdfb1b9bd09100755ea22cbcb686ee22c85MD51LICENSElicense.txttext/plain1748https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/6407/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52TEXTarquivo471_1.pdf.txtarquivo471_1.pdf.txtExtracted texttext/plain280745https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/6407/3/arquivo471_1.pdf.txtace267f6e14fa507ef9278278d0cce39MD53123456789/64072019-10-25 19:23:18.292oai:repositorio.ufpe.br:123456789/6407Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T22:23:18Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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