Dinâmica capitalista, contrarreforma do Estado e expropriações contemporâneas no Brasil
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Servico Social
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33921 |
Resumo: | O objetivo desta tese é identificar as expropriações como uma mediação da contrarreforma do Estado e da superexploração da força de trabalho. O foco da pesquisa centra-se no período de exaurimento dos Governos Petistas, cujo receituário neoliberal em curso no país desde os anos 1990, sofre seu mais violento processo de radicalização na conjuntura recente, através da agenda política implementada pelo governo ilegítimo de Michel Temer. O acirramento das diretrizes políticas do neoliberalismo adquire materialidade com a publicação do documento “Uma ponte para o futuro”, que respalda o mais amplo programa de contrarreforma conduzido pelo Estado brasileiro desde o período da redemocratização. Esse objetivo de pesquisa é buscado a partir de dois movimentos simultâneos e complementares: 1) estudo teórico da categoria expropriação, a partir das elaborações clássicas de Karl Marx, de Rosa Luxemburgo, e dos estudos contemporâneos de David Harvey, no caso brasileiro, da historiadora Virgínia Fontes, no intuito de apreender fundamentos e problematizações apresentadas por esses autores, que nos permitam refletir sobre a atualidade da categoria expropriação no capitalismo contemporâneo; 2) pesquisa de leis e decretos aprovados pelo Governo de Michel Temer, e diretrizes formuladas por entidades patronais, no intuito de identificar a vigência dos processos de expropriação na contemporaneidade. Guiada pelo método das aproximações sucessivas, perspectiva teórico-metodológica crítico-dialética, parte-se da hipótese de que as expropriações de direitos trabalhistas e serviços públicos, antes acessados como políticas sociais mediados pelo Estado, paralelamente à oferta de serviços mercantis, podem revelar um adensamento da superexploração da força de trabalho. A pesquisa identifica que os processos de expropriações mediados pelo Estado, encontram fundamento teórico e prático nas diretrizes do neoliberalismo - a exemplo, da política de superávit primário (que drenam recursos das políticas sociais), a manutenção da Desvinculação de Receitas da União (DRU) que fortalece a orientação do gasto público ao pagamento maciço da dívida pública e permanência da política de ajuste fiscal, garantindo altas taxas de rentabilidade ao grande capital, especialmente suas frações rentistas-, que almeja historicamente a remissão da intervenção do Estado na reprodução da força de trabalho. Na contemporaneidade os processos de expropriação impõem um adensamento da superexploração da força de trabalho da seguinte forma: 1) através do rebaixamento do custo da força de trabalho, imprime uma verdadeira “expropriação contratual” (FONTES, 2010), ou a tendência à exploração da força de trabalho desprovida de vínculos geradores de direitos, na modalidade de flexibilizações das formas de contrato (terceirização, trabalho temporário, trabalho intermitente), submetendo a força de trabalho à plena disponibilidade para um mercado de trabalho cada vez mais precário e sub-remunerado; 2) a drástica redução do financiamento púbico nas áreas de saúde e educação, além de redefinir prioridades da aplicação do fundo público com o pagamento de juros e amortização da dívida pública, também se torna alvo de pilhagem pelo grande capital, e aprofunda a disponibilização de parcela considerável destes recursos para o setor privado associados a supercapitalização; 3) em consequência disso, o desfinancimento das políticas públicas, a supressão de direitos sociais por meio da privatização e/ou mercantilização dos serviços sociais, impõe à classe trabalhadora o surgimento de novas condicionalidades para acesso, a qual estão subsumidas a compra de serviços no mercado. |
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MIGUEL, Renata Nóbregahttp://lattes.cnpq.br/0189001156520578http://lattes.cnpq.br/5899928488950741MOTA, Ana Elizabete Fiuza Simões da2019-09-27T21:09:08Z2019-09-27T21:09:08Z2018-09-04https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/33921O objetivo desta tese é identificar as expropriações como uma mediação da contrarreforma do Estado e da superexploração da força de trabalho. O foco da pesquisa centra-se no período de exaurimento dos Governos Petistas, cujo receituário neoliberal em curso no país desde os anos 1990, sofre seu mais violento processo de radicalização na conjuntura recente, através da agenda política implementada pelo governo ilegítimo de Michel Temer. O acirramento das diretrizes políticas do neoliberalismo adquire materialidade com a publicação do documento “Uma ponte para o futuro”, que respalda o mais amplo programa de contrarreforma conduzido pelo Estado brasileiro desde o período da redemocratização. Esse objetivo de pesquisa é buscado a partir de dois movimentos simultâneos e complementares: 1) estudo teórico da categoria expropriação, a partir das elaborações clássicas de Karl Marx, de Rosa Luxemburgo, e dos estudos contemporâneos de David Harvey, no caso brasileiro, da historiadora Virgínia Fontes, no intuito de apreender fundamentos e problematizações apresentadas por esses autores, que nos permitam refletir sobre a atualidade da categoria expropriação no capitalismo contemporâneo; 2) pesquisa de leis e decretos aprovados pelo Governo de Michel Temer, e diretrizes formuladas por entidades patronais, no intuito de identificar a vigência dos processos de expropriação na contemporaneidade. Guiada pelo método das aproximações sucessivas, perspectiva teórico-metodológica crítico-dialética, parte-se da hipótese de que as expropriações de direitos trabalhistas e serviços públicos, antes acessados como políticas sociais mediados pelo Estado, paralelamente à oferta de serviços mercantis, podem revelar um adensamento da superexploração da força de trabalho. A pesquisa identifica que os processos de expropriações mediados pelo Estado, encontram fundamento teórico e prático nas diretrizes do neoliberalismo - a exemplo, da política de superávit primário (que drenam recursos das políticas sociais), a manutenção da Desvinculação de Receitas da União (DRU) que fortalece a orientação do gasto público ao pagamento maciço da dívida pública e permanência da política de ajuste fiscal, garantindo altas taxas de rentabilidade ao grande capital, especialmente suas frações rentistas-, que almeja historicamente a remissão da intervenção do Estado na reprodução da força de trabalho. Na contemporaneidade os processos de expropriação impõem um adensamento da superexploração da força de trabalho da seguinte forma: 1) através do rebaixamento do custo da força de trabalho, imprime uma verdadeira “expropriação contratual” (FONTES, 2010), ou a tendência à exploração da força de trabalho desprovida de vínculos geradores de direitos, na modalidade de flexibilizações das formas de contrato (terceirização, trabalho temporário, trabalho intermitente), submetendo a força de trabalho à plena disponibilidade para um mercado de trabalho cada vez mais precário e sub-remunerado; 2) a drástica redução do financiamento púbico nas áreas de saúde e educação, além de redefinir prioridades da aplicação do fundo público com o pagamento de juros e amortização da dívida pública, também se torna alvo de pilhagem pelo grande capital, e aprofunda a disponibilização de parcela considerável destes recursos para o setor privado associados a supercapitalização; 3) em consequência disso, o desfinancimento das políticas públicas, a supressão de direitos sociais por meio da privatização e/ou mercantilização dos serviços sociais, impõe à classe trabalhadora o surgimento de novas condicionalidades para acesso, a qual estão subsumidas a compra de serviços no mercado.CAPESEl objetivo de esta tesis es identificar las expropiaciones como una mediación de la contrarreforma del Estado y de la superexplotación de la fuerza de trabajo. El foco de la investigación se centra en el período de agotamiento de los Gobiernos Petistas, cuyo recetario neoliberal en curso en el país desde los años 1990, sufre su más violento proceso de radicalización en la coyuntura reciente, a través de la agenda política implementada por el gobierno ilegítimo de Michel Temer. El acrecimiento de las directrices políticas del neoliberalismo adquiere materialidad con la publicación del documento "Un puente hacia el futuro", que respalda el más amplio programa de contrarreforma conducido por el Estado brasileño desde el período de la redemocratización. El presente objetivo de investigación es buscado a partir de dos movimientos simultáneos y complementarios: 1) estudio teórico de la categoría expropiación, a partir de las elaboraciones clásicas de Karl Marx y de Rosa Luxemburgo, así como de los estudios contemporáneos de David Harvey y en el caso brasileño, de la historiadora Virgínia Fontes, con el fin de aprehender los fundamentos y las problematizaciones presentadas por esos autores, que nos permitan reflexionar sobre la actualidad de la categoría expropiación en el capitalismo contemporáneo; 2) investigación de leyes y decretos aprobados por el Gobierno de Michel Temer, así como directrices formuladas por los patronos, con el fin de identificar la vigencia de los procesos de expropiación en la contemporaneidad. En la hipótesis de que las expropiaciones de derechos laborales y servicios públicos, antes accedidos como políticas sociales mediados por el Estado, paralelamente a la oferta de servicios mercantiles, pueden guiarse por el método de las aproximaciones sucesivas, perspectiva teórico-metodológica crítico-dialéctica, el aumento de la sobreexplotación de la fuerza de trabajo. La investigación identifica que los procesos de expropiación mediados por el Estado, encuentran fundamento teórico y práctico en las directrices del neoliberalismo-a ejemplo, de la política de superávit primario (que drenan recursos de las políticas sociales), el mantenimiento de la Desvinculación de Ingresos de la Unión (DRU) que fortalece la orientación del gasto público para el pago masivo de la deuda pública y la permanencia de la política de ajuste fiscal, garantizando altas tasas de rentabilidad al gran capital, especialmente sus fracciones rentistas-, que anhela históricamente la remisión de la intervención del Estado en la reproducción de la intervención Fuerza de trabajo. En la contemporaneidad los procesos de expropiación imponen un adensamiento de la sobreexplotación de la fuerza de trabajo de la siguiente manera: 1) a través del descenso del costo de la fuerza de trabajo, imprime una verdadera "expropiación contractual" (FONTES, 2010), o la tendencia a la explotación de la explotación la fuerza de trabajo desprovista de vínculos generadores de derechos, en la modalidad de flexibilización de las formas de contrato (tercerización, trabajo temporal, trabajo intermitente), sometiendo a la fuerza de trabajo la plena disponibilidad para un mercado de trabajo cada vez más precario y sub-remunerado; 2) la drástica reducción del financiamiento púbico en las áreas de salud y educación, además de redefinir las prioridades de la aplicación del fondo público con el pago de intereses y amortización de la deuda pública, también se convierte en blanco de saqueo por el gran capital, y profundiza la puesta a disposición de parte considerable de estos recursos para el sector privado asociados a supercapitalización; 3) en consecuencia, el desfinanciamiento de las políticas públicas, la supresión de derechos sociales a través de la privatización y / o la mercantilización de los servicios sociales, impone a la clase obrera el surgimiento de nuevas condicionalidades para el acceso, que se subsumen la compra de servicios en mercado.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Servico SocialUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessExpropriaçãoImperialismoContrarreforma do EstadoDinâmica capitalista, contrarreforma do Estado e expropriações contemporâneas no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILTESE Renata Nóbrega Miguel.pdf.jpgTESE Renata Nóbrega Miguel.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1172https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/33921/5/TESE%20Renata%20N%c3%b3brega%20Miguel.pdf.jpg01491ae0681f71f4a4f2d908f3f80f29MD55TEXTTESE Renata Nóbrega Miguel.pdf.txtTESE Renata Nóbrega Miguel.pdf.txtExtracted texttext/plain522457https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/33921/7/TESE%20Renata%20N%c3%b3brega%20Miguel.pdf.txt8213b47945698237c1d1fcbce11d5029MD57ORIGINALTESE Renata Nóbrega Miguel.pdfTESE Renata Nóbrega Miguel.pdfapplication/pdf1880455https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/33921/6/TESE%20Renata%20N%c3%b3brega%20Miguel.pdf2fafc1e7a511217fc3a815dc632de887MD56CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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