Frevo elétrico: um estudo sobre a inserção da guitarra e outros instrumentos elétricos no frevo pernambucano (1960-1990)
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Música
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32627 |
Resumo: | Neste trabalho, realizamos um mapeamento das primeiras inserções da guitarra e outros instrumentos elétricos em orquestras e grupos de frevo da cidade do Recife, indo desde os anos 1960, com a presença inaugural do baixo elétrico em bandas e orquestras de clubes, até os anos 1990, com o uso corriqueiro destes instrumentos em formações típicas do gênero, como em outras combinações instrumentais. Procurou-se, primeiramente, investigar a dimensão simbólica da entrada destes instrumentos no frevo pernambucano por diversas vias. A princípio, através do resgate de ideias de tradição e modernidade que circulavam na capital pernambucana em meados do séc. XX, sendo estas responsáveis por transformações no contexto social, econômico e político do Recife enquanto espaço ativo de manifestações culturais locais. Em seguida, após tratar da primeira interação pública entre os instrumentos elétricos e o frevo pernambucano, ocorrida durante o advento do Trio Elétrico, na Bahia, buscou-se compreender de que forma o "frevo baiano" fora recebido por maestros, jornalistas e intérpretes pernambucanos, analisando discursos que ora reinvidicavam uma suposta "autenticidade" do frevo feito em Pernambuco, ora o julgavam "ultrapassado", revelando versões conflitantes de um ouvido social que se mostrava em processo de transformação. Posteriormente, sobre a influência do rock, observamos como eventos carnavalescos de clubes da cidade contratavam grupos de repertórios variados para animar suas festas, promovendo muitas vezes a execução de múltiplos repertórios por um mesmo time de músicos. Da mesma forma, demonstramos como a sonoridade das primeiras inserções do instrumental elétrico em gravações de orquestras de frevo pernambucanas estava associada ao gênero musical estrangeiro. Por fim, através do resgate de fotos e textos de jornais, revistas e livros, assim como da audição e transcrição de fonogramas e de entrevistas com os maestros e músicos do frevo, analisamos como a performance e gravação do frevo com guitarra elétrica e outros instrumentos elétricos teriam modificado o campo do gênero na cidade do Recife, principalmente a partir de práticas consolidadas por músicos, compositores e arranjadores ao longo dos anos 1980, servindo a novas concepções que passavam a se afirmar com maior força no âmbito da música pernambucana. |
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XX, sendo estas responsáveis por transformações no contexto social, econômico e político do Recife enquanto espaço ativo de manifestações culturais locais. Em seguida, após tratar da primeira interação pública entre os instrumentos elétricos e o frevo pernambucano, ocorrida durante o advento do Trio Elétrico, na Bahia, buscou-se compreender de que forma o "frevo baiano" fora recebido por maestros, jornalistas e intérpretes pernambucanos, analisando discursos que ora reinvidicavam uma suposta "autenticidade" do frevo feito em Pernambuco, ora o julgavam "ultrapassado", revelando versões conflitantes de um ouvido social que se mostrava em processo de transformação. Posteriormente, sobre a influência do rock, observamos como eventos carnavalescos de clubes da cidade contratavam grupos de repertórios variados para animar suas festas, promovendo muitas vezes a execução de múltiplos repertórios por um mesmo time de músicos. 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Por fim, através do resgate de fotos e textos de jornais, revistas e livros, assim como da audição e transcrição de fonogramas e de entrevistas com os maestros e músicos do frevo, analisamos como a performance e gravação do frevo com guitarra elétrica e outros instrumentos elétricos teriam modificado o campo do gênero na cidade do Recife, principalmente a partir de práticas consolidadas por músicos, compositores e arranjadores ao longo dos anos 1980, servindo a novas concepções que passavam a se afirmar com maior força no âmbito da música pernambucana.CAPESIn this work, we perform a mapping of the first guitar and other electric instruments inserts in frevo orchestras and groups from the city of Recife, going since the 1960s, with the inaugural presence of electric bass in bands and orchestras inside the social clubs, until the 1990s, with the common use of these instruments in typical formations of the genre, as in other instrumental combinations. It was sought, first, to investigate the symbolic dimension of the insert of these instruments in the frevo from the state of Pernambuco by various routes. At first, through the rescue of ideas of tradition and modernity that circulated in the capital of Pernambuco in the middle of the twentieth century, being responsible for transformations in the social, economic and political context of Recife as an active space on local cultural manifestations. Then, after the first public interaction between the electric instruments and the frevo from Pernambuco, during the advent of the Trio Elétrico, in Bahia, the aim was to understand how the "Frevo Baiano" was received by composers, journalists and interpreters from Pernambuco, analyzing discourses that sometimes claimed a supposed "authenticity" of the frevo made in Pernambuco, or considered it "outdated", revealing conflicting versions of a social ear that was in the process of transformation. Later, on the influence of rock, we observed how carnivalesque events of clubs of the city contracted groups of varied repertoires to animate their celebrations, often promoting the execution of multiple repertoires by the same team of musicians. In the same way, we demonstrate how the sonority of the first insertions of the electric instruments in recordings of frevo orchestras of Pernambuco was associated to this foreign musical genre. Finally, through the rescue of photos and texts from newspapers, LPs, magazines and books, as well as the audition and transcription of phonograms and interviews with the maestros and musicians of frevo, we analyze how the performance and recording of frevo with electric guitar and other electric instruments would have modified the field of the genre in the city of Recife, mainly from practices consolidated by musicians, composers and arrangers throughout the 1980s, serving new concepts that began to assert themselves with greater force in the music of Pernambuco.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em MúsicaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessFrevoPernambucoGuitarra elétricaInstrumentos elétricosFrevo elétrico: um estudo sobre a inserção da guitarra e outros instrumentos elétricos no frevo pernambucano (1960-1990)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILDISSERTAÇÃO Ítalo Guerra Sales.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Ítalo Guerra Sales.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1172https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/32627/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20%c3%8dtalo%20Guerra%20Sales.pdf.jpg714c486f18de9a2923edeca7fa3774dfMD55ORIGINALDISSERTAÇÃO Ítalo Guerra Sales.pdfDISSERTAÇÃO Ítalo Guerra Sales.pdfapplication/pdf14577826https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/32627/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20%c3%8dtalo%20Guerra%20Sales.pdf2f0c95f894e01a82682b5be0296eba25MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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