Análise de estacas parcialmente embutidas em rocha

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: SILVA, Marília Dantas da
Orientador(a): COUTINHO, Roberto Quental
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Engenharia Civil
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/52744
Resumo: No dimensionamento de estacas parcialmente embutidas em rocha, os principais fatores que influenciam a resistência e deformabilidade da rocha e a transmissão de cargas da estaca para a rocha são de extrema relevância para o comportamento das estacas. Embora os métodos empíricos sejam úteis para elaboração de projetos, eles foram desenvolvidos a partir de conjuntos de dados específicos e limitados, apresentando diferenças nas condições geológicas, métodos de perfuração das estacas e outras características. Esse tipo de fundação, mesmo sendo frequentemente utilizado no Brasil, ainda é um tema de pesquisa pouco estudado. Este trabalho de pesquisa apresenta um caso de estacas raiz parcialmente embutidas em rocha localizado na Zona Oeste da Região metropolitana do Recife, na cidade de São Lourenço da Mata, Pernambuco, Brasil. O maciço rochoso é constituído de depósitos antigos, formados principalmente por granitos de diversas composições, gnaisses e xistos, intensamente deformados por diversos processos tectônicos sobrepostos. Perfurações rotativas e percussivas identificaram o que foi considerado “topo rochoso” em profundidades que variam da superfície a 12,70 metros, sendo que os primeiros metros perfurados em rocha são sempre descritos como sendo de baixa qualidade, apresentando baixa recuperação, alteração acentuada e fraturamento intenso. Os resultados de resistência a compressão foram bastantes variáveis, no intervalo de 12,3 até 121,4 MPa, indicando que tais valores devem ser considerados com muito cuidado e devem incluir outros parâmetros principais da rocha na análise, como as descontinuidades do maciço rochoso. Alguns ensaios de laboratório foram realizados com o propósito de caracterizar, classificar o maciço rochoso e estimar a capacidade de carga das estacas, utilizando os resultados de resistência a compressão uniaxial da rocha intacta, principal parâmetro para o dimensionamento. Os resultados de 99 ensaios de carregamento dinâmico permitiram a comparação entre a resistência mobilizada no fuste e na ponta, com a capacidade de carga e suas parcelas estimadas a partir dos principais métodos conhecidos na literatura (ROSEMBERG & JOURNEAUX (1976), HORVATH (1978), MEIGH & WOLSKI (1979), POULOS & DAVIS (1980), CABRAL & ANTUNES (2000), ROWE & ARMITAGE (1987), AASHTO (1996), ZHANG & EINSTEIN (1998), ESPAÑA (2011) e XU et al. (2020)). Na previsão de capacidade de carga também foi considerada a resistência lateral devido à penetração da estaca no solo residual. Como a ruptura não foi atingida nos ensaios dinâmicos, a capacidade estimada foi muito superior à resistência mobilizada. A resistência lateral suportada pelo solo ficou entre 28% e 35% da capacidade total mobilizada. Os métodos de cálculo España (2011), Cabral & Antunes (2000) e AASHTO (1996) alcançaram os resultados mais consistentes em relação à capacidade mobilizada obtida nos testes de carregamento. Numa composição realizada a partir dos diferentes métodos de cálculo, os melhores resultados encontrados foram obtidos através da resistência lateral do solo estimada por Aoki- Velloso (1975) associada à resistência da rocha estimada por España (2011), seguida por Cabral & Antunes (2000) e AASHTO (1996). Os cinco ensaios de carregamento estáticos indicaram carga de ruptura convencionais (extrapoladas) maiores que a resistência mobilizada nos 99 ensaios de carregamento dinâmico. Os ensaios estáticos e alguns dos ensaios dinâmicos foram também analisados pelo método de interpretação de Massad (1992, 1993), com modelo concebido e aplicado por Massad em diversas outras publicações. Este modelo matemático permite a separação das parcelas de atrito mobilizado no solo e na rocha, com distribuições compatíveis com aquelas obtidas das análises tipo CAPWAP. Como os ensaios não chegaram próximos à ruptura, foram retro-analisados parâmetros de deformabilidade do trecho em rocha. A variabilidade dos valores de módulos encontrados situou-se numa ampla faixa, conforme esperado, em razão da alteração acentuada e fraturamento intenso do material de embutimento das estacas. Em relação à resistência mobilizada por atrito na rocha, em função da resistência à compressão simples dos corpos de prova extraídos do material do material rochoso, não foram obtidas correlações confiáveis, também justificada pela elevada alteração e intenso fraturamento.
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Esse tipo de fundação, mesmo sendo frequentemente utilizado no Brasil, ainda é um tema de pesquisa pouco estudado. Este trabalho de pesquisa apresenta um caso de estacas raiz parcialmente embutidas em rocha localizado na Zona Oeste da Região metropolitana do Recife, na cidade de São Lourenço da Mata, Pernambuco, Brasil. O maciço rochoso é constituído de depósitos antigos, formados principalmente por granitos de diversas composições, gnaisses e xistos, intensamente deformados por diversos processos tectônicos sobrepostos. Perfurações rotativas e percussivas identificaram o que foi considerado “topo rochoso” em profundidades que variam da superfície a 12,70 metros, sendo que os primeiros metros perfurados em rocha são sempre descritos como sendo de baixa qualidade, apresentando baixa recuperação, alteração acentuada e fraturamento intenso. Os resultados de resistência a compressão foram bastantes variáveis, no intervalo de 12,3 até 121,4 MPa, indicando que tais valores devem ser considerados com muito cuidado e devem incluir outros parâmetros principais da rocha na análise, como as descontinuidades do maciço rochoso. Alguns ensaios de laboratório foram realizados com o propósito de caracterizar, classificar o maciço rochoso e estimar a capacidade de carga das estacas, utilizando os resultados de resistência a compressão uniaxial da rocha intacta, principal parâmetro para o dimensionamento. Os resultados de 99 ensaios de carregamento dinâmico permitiram a comparação entre a resistência mobilizada no fuste e na ponta, com a capacidade de carga e suas parcelas estimadas a partir dos principais métodos conhecidos na literatura (ROSEMBERG & JOURNEAUX (1976), HORVATH (1978), MEIGH & WOLSKI (1979), POULOS & DAVIS (1980), CABRAL & ANTUNES (2000), ROWE & ARMITAGE (1987), AASHTO (1996), ZHANG & EINSTEIN (1998), ESPAÑA (2011) e XU et al. (2020)). Na previsão de capacidade de carga também foi considerada a resistência lateral devido à penetração da estaca no solo residual. Como a ruptura não foi atingida nos ensaios dinâmicos, a capacidade estimada foi muito superior à resistência mobilizada. A resistência lateral suportada pelo solo ficou entre 28% e 35% da capacidade total mobilizada. Os métodos de cálculo España (2011), Cabral & Antunes (2000) e AASHTO (1996) alcançaram os resultados mais consistentes em relação à capacidade mobilizada obtida nos testes de carregamento. Numa composição realizada a partir dos diferentes métodos de cálculo, os melhores resultados encontrados foram obtidos através da resistência lateral do solo estimada por Aoki- Velloso (1975) associada à resistência da rocha estimada por España (2011), seguida por Cabral & Antunes (2000) e AASHTO (1996). Os cinco ensaios de carregamento estáticos indicaram carga de ruptura convencionais (extrapoladas) maiores que a resistência mobilizada nos 99 ensaios de carregamento dinâmico. Os ensaios estáticos e alguns dos ensaios dinâmicos foram também analisados pelo método de interpretação de Massad (1992, 1993), com modelo concebido e aplicado por Massad em diversas outras publicações. Este modelo matemático permite a separação das parcelas de atrito mobilizado no solo e na rocha, com distribuições compatíveis com aquelas obtidas das análises tipo CAPWAP. Como os ensaios não chegaram próximos à ruptura, foram retro-analisados parâmetros de deformabilidade do trecho em rocha. A variabilidade dos valores de módulos encontrados situou-se numa ampla faixa, conforme esperado, em razão da alteração acentuada e fraturamento intenso do material de embutimento das estacas. Em relação à resistência mobilizada por atrito na rocha, em função da resistência à compressão simples dos corpos de prova extraídos do material do material rochoso, não foram obtidas correlações confiáveis, também justificada pela elevada alteração e intenso fraturamento.In the design of piles partially embedded in rock, the main factors that influence the strength and deformability of the rock and the transmission of loads from pile to rock are of utmost relevance to pile behavior. Although useful, most empirical methods were developed by comparing limited databases from specific regions, presenting differences in geological conditions, drilling methods and other features. The research deals with a case of piles partially embedded in rock located in the West Zone of the Recife Metropolitan Region, in the town of São Lourenço da Mata, Pernambuco, Brazil. The rock mass consists of ancient deposits, formed mainly by granites of different compositions, gneiss and schists. The deposits have been intensely deformed by several superimposed tectonic processes. Rotative and percussive perforations identified what was considered a "rocky top" at depths ranging from the surface to 12.70 meters, and the first meters drilled in rock are always described as being of low quality, presenting low recovery, marked alteration and intense fracturing. The results of compressive strength were quite variable, ranging from 12.3 to 121.4 MPa, indicating that such values should be considered very carefully and should include other main parameters of the rock in the analysis, such as the discontinuities of the rocky massif. Some laboratory tests were carried out with the purpose of characterizing, classifying the rocky mass and estimating the load capacity of the piles, using the results of uniaxial compression resistance of intact rock, the main parameter for design. Results from 99 dynamic loading tests enabled comparison between the mobilized lateral and mobilized pile toe resistance, with the estimated capacity obtained from the design methods known in the literature (ROSEMBERG & JOURNEAUX (1976), HORVATH (1978), MEIGH & WOLSKI ( 1979), POULOS & DAVIS (1980), CABRAL & ANTUNES (2000), ROWE & ARMITAGE (1987), AASHTO (1996), ZHANG & EINSTEIN (1998), ESPAÑA (2011) e XU et al. (2020)). In the prediction, the lateral (shear) resistance due to pile penetration in residual soil was also considered. Because failure was not reached in the dynamic tests, the estimated capacity was much higher than the mobilized resistance. The lateral resistance mobilized by the soil was between 28% and 35% of the total mobilized capacity. The design method from España (2011), Cabral & Antunes (2000) and AASHTO (1996) achieved the most consistent results compared to the mobilized capacity obtained from the dynamic loading tests. Five static loading tests indicated conventional failure loads greater than the mobilized resistance in the 99 dynamic tests. The static tests and some of the dynamic tests were also analyzed by the application of Massad's (1992, 1993) interpretation method. The model conceived by Massad was also applied by himself in several other publications. This mathematical model allows the separation of friction mobilized in soil and rock, with distributions compatible with those obtained from CAPWAP analyses. As the tests did not reach the pile failure, parameters of deformability of the rock were retro-analyzed. The variability of the values of Young module found was in a wide range, as expected, due to the marked alteration and intense fracturing of the rock. Regarding the resistance mobilized by friction in the rock, as a function of the uniaxial compressive strength of the specimens extracted from the rocky material, no reliable correlations were obtained, which was justified by the high alteration and intense fracturing of the rock mass.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Engenharia CivilUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessEngenharia civilEstaca parcialmente embutida em rochaCapacidade de cargaEnsaios de carregamento dinâmico e estáticoAnálise de estacas parcialmente embutidas em rochainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPECC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/52744/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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