Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: LYRA NETO, Harim de Britto
Orientador(a): OLIVEIRA, Erico Andrade Marques de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Filosofia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65060
Resumo: Nesta pesquisa, retomamos a análise crítica de Hans Jonas feita no ensaio filosófico O Princípio de Responsabilidade sobre as formas de governo. Trata-se da parte em que o autor discute uma questão muito em voga na época da publicação do ensaio, numa apresentação distinta da forma habitual. Na discussão sobre as formas de governo, não pergunta qual a melhor estrutura político-ideológica, mas antes, qual sistema ofereceria as melhores condições para lidar com a ameaça tecnológica e a possibilidade de sobrevivência da humanidade em seu futuro, ante uma possível catástrofe ambiental. Entre o ocidente liberal e o socialismo soviético, Jonas defende que entre essas ideologias hegemônicas, o socialismo teria uma pequena margem de dianteira, por ser mais capaz de coordenar uma mobilização em larga escala, coisa que as estruturas difusas da democracia liberal não dariam conta. Em comum, o autor argumenta que os dois sistemas – e principalmente o socialismo – seriam signatários do mesmo projeto moderno baconiano de dominação da natureza. A opção pelo socialismo, entretanto, será condicionada a uma crítica da utopia. Esse Estado, que Jonas aparenta sugerir, é capaz de mobilizar os afetos e as ações para a causa da ameaça tecnológica e diferentemente de prometer felicidade e abundância para seus cidadãos, se compromete com uma tarefa mais modesta e prudente, que é garantir um futuro possível para as gerações vindouras. Segundo Jonas, é preciso que haja um governo com forças e condições necessárias para impor uma marcha mais suave com vistas a proteger a biosfera e os nossos descendentes. Procuramos mostrar que as indicações deixadas por Jonas, além de serem delicadas do ponto de vista político e social, considerando que apostar em uma tirania benevolente não parece ser algo tão prudente assim. Em contraposição, procuramos mostrar como a democracia, desacreditada por Jonas, pode servir na sua forma mais radical e direta como apresentada por Murray Bookchin, como uma melhor resposta à ameaça da técnica, bem como à questão sobre as formas de governo, sem romper, com isso, a reflexão proposta pela Ética da Responsabilidade jonasiana. Vimos essa possibilidade de inclusão por duas premissas: A primeira é que Jonas, quando faz a crítica da democracia considera a estrutura representativa apenas e em segundo, que o Estado e governo centralista que ele propõe, além de soar tão anacrônico quanto as utopias que ele criticou, oferecer estruturas para aquela tirania benevolente se converter em uma autocracia verde, possibilidade que, para a nossa época, é tão aterrorizante quanto a ameaça de uma catástrofe ecológica global.
id UFPE_09efe804fd8e69692e3ee7fef5a8d11d
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/65060
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling LYRA NETO, Harim de Brittohttp://lattes.cnpq.br/0719142210074158http://lattes.cnpq.br/0725459534795685OLIVEIRA, Erico Andrade Marques de2025-08-14T12:53:14Z2025-08-14T12:53:14Z2020-09-28LYRA NETO, Harim de Britto. Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário. Tese (Doutorado em Filosofia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2020https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65060Nesta pesquisa, retomamos a análise crítica de Hans Jonas feita no ensaio filosófico O Princípio de Responsabilidade sobre as formas de governo. Trata-se da parte em que o autor discute uma questão muito em voga na época da publicação do ensaio, numa apresentação distinta da forma habitual. Na discussão sobre as formas de governo, não pergunta qual a melhor estrutura político-ideológica, mas antes, qual sistema ofereceria as melhores condições para lidar com a ameaça tecnológica e a possibilidade de sobrevivência da humanidade em seu futuro, ante uma possível catástrofe ambiental. Entre o ocidente liberal e o socialismo soviético, Jonas defende que entre essas ideologias hegemônicas, o socialismo teria uma pequena margem de dianteira, por ser mais capaz de coordenar uma mobilização em larga escala, coisa que as estruturas difusas da democracia liberal não dariam conta. Em comum, o autor argumenta que os dois sistemas – e principalmente o socialismo – seriam signatários do mesmo projeto moderno baconiano de dominação da natureza. A opção pelo socialismo, entretanto, será condicionada a uma crítica da utopia. Esse Estado, que Jonas aparenta sugerir, é capaz de mobilizar os afetos e as ações para a causa da ameaça tecnológica e diferentemente de prometer felicidade e abundância para seus cidadãos, se compromete com uma tarefa mais modesta e prudente, que é garantir um futuro possível para as gerações vindouras. Segundo Jonas, é preciso que haja um governo com forças e condições necessárias para impor uma marcha mais suave com vistas a proteger a biosfera e os nossos descendentes. Procuramos mostrar que as indicações deixadas por Jonas, além de serem delicadas do ponto de vista político e social, considerando que apostar em uma tirania benevolente não parece ser algo tão prudente assim. Em contraposição, procuramos mostrar como a democracia, desacreditada por Jonas, pode servir na sua forma mais radical e direta como apresentada por Murray Bookchin, como uma melhor resposta à ameaça da técnica, bem como à questão sobre as formas de governo, sem romper, com isso, a reflexão proposta pela Ética da Responsabilidade jonasiana. Vimos essa possibilidade de inclusão por duas premissas: A primeira é que Jonas, quando faz a crítica da democracia considera a estrutura representativa apenas e em segundo, que o Estado e governo centralista que ele propõe, além de soar tão anacrônico quanto as utopias que ele criticou, oferecer estruturas para aquela tirania benevolente se converter em uma autocracia verde, possibilidade que, para a nossa época, é tão aterrorizante quanto a ameaça de uma catástrofe ecológica global.In this study, we revisit Hans Jonas’s critical analysis of forms of government, as presented in his philosophical essay The Imperative of Responsibility. This concerns the section in which the author discusses a highly debated issue at the time of the essay's publication, offering a distinct approach from the conventional one. In discussing forms of government, Jonas does not ask which political-ideological structure is best, but rather, which system offers the most favorable conditions for confronting the technological threat and ensuring the survival of humanity in the face of a potential environmental catastrophe. Between Western liberalism and Soviet socialism, Jonas argues that socialism holds a slight advantage, being more capable of coordinating large-scale mobilization — something that the diffuse structures of liberal democracy would struggle to achieve. He contends that both systems — and especially socialism — are proponents of the same modern Baconian project of domination over nature. However, Jonas’s preference for socialism is conditioned by a critique of utopia. The type of state Jonas appears to suggest is one capable of mobilizing emotions and actions around the technological threat. Rather than promising happiness and abundance to its citizens, such a state commits to a more modest and prudent task: securing a viable future for generations to come. According to Jonas, a government must possess the necessary strength and conditions to enforce a more tempered course of development aimed at protecting the biosphere and our descendants. We aim to show that the suggestions left by Jonas are politically and socially delicate, given that placing hope in a benevolent tyranny may not be such a prudent stance. In contrast, we argue that democracy — dismissed by Jonas — could, in its most radical and direct form as envisioned by Murray Bookchin, serve as a better response to the technological threat and the question of forms of government. This would not undermine the ethical framework proposed by Jonas’s Ethics of Responsibility. We identify two premises for this inclusion: first, Jonas's critique of democracy considers only its representative structure; and second, the centralized state he proposes, in addition to sounding as anachronistic as the utopias he critiques, risks enabling the very structures that could transform a benevolent tyranny into a “green autocracy” — a possibility as terrifying in our time as the threat of global ecological catastrophe.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em FilosofiaUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessÉtica da ResponsabilidadeComunalismoMunicipalismo LibertárioHans JonasMurray BookchinViver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertárioinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Harim de Britto Lyra Neto.pdfTESE Harim de Britto Lyra Neto.pdfapplication/pdf1503178https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65060/1/TESE%20Harim%20de%20Britto%20Lyra%20Neto.pdf973eeab51004a43ee455a0e36fff4031MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65060/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52TEXTTESE Harim de Britto Lyra Neto.pdf.txtTESE Harim de Britto Lyra Neto.pdf.txtExtracted texttext/plain483635https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65060/3/TESE%20Harim%20de%20Britto%20Lyra%20Neto.pdf.txt31bb0dd4080f130f9c7b6b1a88c396f7MD53THUMBNAILTESE Harim de Britto Lyra Neto.pdf.jpgTESE Harim de Britto Lyra Neto.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1273https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65060/4/TESE%20Harim%20de%20Britto%20Lyra%20Neto.pdf.jpgd133629fa229eced569f20bddbea75adMD54123456789/650602025-08-17 14:49:04.34oai:repositorio.ufpe.br:123456789/65060VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-08-17T17:49:04Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário
title Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário
spellingShingle Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário
LYRA NETO, Harim de Britto
Ética da Responsabilidade
Comunalismo
Municipalismo Libertário
Hans Jonas
Murray Bookchin
title_short Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário
title_full Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário
title_fullStr Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário
title_full_unstemmed Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário
title_sort Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário
author LYRA NETO, Harim de Britto
author_facet LYRA NETO, Harim de Britto
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/0719142210074158
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/0725459534795685
dc.contributor.author.fl_str_mv LYRA NETO, Harim de Britto
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv OLIVEIRA, Erico Andrade Marques de
contributor_str_mv OLIVEIRA, Erico Andrade Marques de
dc.subject.por.fl_str_mv Ética da Responsabilidade
Comunalismo
Municipalismo Libertário
Hans Jonas
Murray Bookchin
topic Ética da Responsabilidade
Comunalismo
Municipalismo Libertário
Hans Jonas
Murray Bookchin
description Nesta pesquisa, retomamos a análise crítica de Hans Jonas feita no ensaio filosófico O Princípio de Responsabilidade sobre as formas de governo. Trata-se da parte em que o autor discute uma questão muito em voga na época da publicação do ensaio, numa apresentação distinta da forma habitual. Na discussão sobre as formas de governo, não pergunta qual a melhor estrutura político-ideológica, mas antes, qual sistema ofereceria as melhores condições para lidar com a ameaça tecnológica e a possibilidade de sobrevivência da humanidade em seu futuro, ante uma possível catástrofe ambiental. Entre o ocidente liberal e o socialismo soviético, Jonas defende que entre essas ideologias hegemônicas, o socialismo teria uma pequena margem de dianteira, por ser mais capaz de coordenar uma mobilização em larga escala, coisa que as estruturas difusas da democracia liberal não dariam conta. Em comum, o autor argumenta que os dois sistemas – e principalmente o socialismo – seriam signatários do mesmo projeto moderno baconiano de dominação da natureza. A opção pelo socialismo, entretanto, será condicionada a uma crítica da utopia. Esse Estado, que Jonas aparenta sugerir, é capaz de mobilizar os afetos e as ações para a causa da ameaça tecnológica e diferentemente de prometer felicidade e abundância para seus cidadãos, se compromete com uma tarefa mais modesta e prudente, que é garantir um futuro possível para as gerações vindouras. Segundo Jonas, é preciso que haja um governo com forças e condições necessárias para impor uma marcha mais suave com vistas a proteger a biosfera e os nossos descendentes. Procuramos mostrar que as indicações deixadas por Jonas, além de serem delicadas do ponto de vista político e social, considerando que apostar em uma tirania benevolente não parece ser algo tão prudente assim. Em contraposição, procuramos mostrar como a democracia, desacreditada por Jonas, pode servir na sua forma mais radical e direta como apresentada por Murray Bookchin, como uma melhor resposta à ameaça da técnica, bem como à questão sobre as formas de governo, sem romper, com isso, a reflexão proposta pela Ética da Responsabilidade jonasiana. Vimos essa possibilidade de inclusão por duas premissas: A primeira é que Jonas, quando faz a crítica da democracia considera a estrutura representativa apenas e em segundo, que o Estado e governo centralista que ele propõe, além de soar tão anacrônico quanto as utopias que ele criticou, oferecer estruturas para aquela tirania benevolente se converter em uma autocracia verde, possibilidade que, para a nossa época, é tão aterrorizante quanto a ameaça de uma catástrofe ecológica global.
publishDate 2020
dc.date.issued.fl_str_mv 2020-09-28
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-08-14T12:53:14Z
dc.date.available.fl_str_mv 2025-08-14T12:53:14Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv LYRA NETO, Harim de Britto. Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário. Tese (Doutorado em Filosofia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2020
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65060
identifier_str_mv LYRA NETO, Harim de Britto. Viver é melhor que sonhar : da ética da responsabilidade ao municipalismo libertário. Tese (Doutorado em Filosofia) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2020
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/65060
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Filosofia
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65060/1/TESE%20Harim%20de%20Britto%20Lyra%20Neto.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65060/2/license.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65060/3/TESE%20Harim%20de%20Britto%20Lyra%20Neto.pdf.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/65060/4/TESE%20Harim%20de%20Britto%20Lyra%20Neto.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv 973eeab51004a43ee455a0e36fff4031
5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973
31bb0dd4080f130f9c7b6b1a88c396f7
d133629fa229eced569f20bddbea75ad
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1862741606359105536