Síntese de quercetina para formação de complexos com íons lantanídeos visando sondas com propriedades luminescentes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: LIMA, Diane Correia de Araújo
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Quimica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/44906
Resumo: A descoberta dos antibióticos após a Segunda Guerra Mundial possibilitou aredução significativa do número total de mortes por infecções bacterianas. No entanto, após anos de uso indiscriminado, a eficácia dos antibióticos foi drasticamente reduzida à medida que as bactérias se tornaram resistentes a eles. Portanto, há uma extensa pesquisa para identificar novas moléculas capazes de combater a virulência sem contribuir para a resistência bacteriana. Foi demonstrado que alguns flavonoides, como a miricetina, expressam a atividade antimicrobiana ao reduzir o desenvolvimento de biofilmes sem matar o potencial de bactérias. No entanto, o mecanismo de ação antimicrobiana dessa classe de compostos é pouco conhecido. Neste estudo, investigamos o potencial de coordenação dos íons lantanídios (Eu3+, Nd3+) à quercetina e produzir complexos luminescentes. O flavonoide quercetina é uma variante química mais acessível da miricetina e por esse motivo foi escolhido como modelo preliminar. A síntese da quercetina foi obtida por meio da hidrólise ácida da rutina, a qual foi posteriormente complexada com os íons Eu3+ e Nd3+. A caracterização preliminar desses complexos mostrou capacidade de intensificação da luminescência mediante variações do ambiente químico. Essa observação aponta para o potencial uso desses complexos como marcadores biológicos que podem responder às mudanças do ambiente químico na célula, como visto na penetração na membrana celular. Embora apenas parte dos experimentos planejados tenham sido realizados devido à pandemia COVID-19, os presentes resultados fornecem alguns insights sobre os locais de coordenação do Ln3+ na quercetina, que agora podem ser testados com miricetina e íons Ln3+ adicionais.
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