As Emendas do Relator-Geral do Orçamento RP-9 e a Mutação Constitucional Parlamentar Inconstitucional : o "orçamento secreto" como decantação da governança populista no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: SILVEIRA, Giselle Hoover
Orientador(a): CASTRO, Gina Gouveia Pires de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Direito
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/62968
Resumo: A presente pesquisa aborda as Emendas de Relator-Geral do Orçamento RP-9, que estiveram relacionadas à implementação do chamado “orçamento secreto” no Brasil, entre os anos de 2020 e 2022. A Constituição Federal de 1988 retomou e consolidou a participação do Poder Legislativo na elaboração das leis orçamentárias. Ao longo da Nova República, as emendas parlamentares passaram a ocupar papel central na dinâmica do Presidencialismo de Coalizão, de modo a possibilitar a formação de maioria legislativa para a aprovação dos projetos do governo. Na última década, através da aprovação de Emendas Constitucionais, o Congresso Nacional tornou impositiva a execução de percentuais mínimos das Emendas Individuais e de Bancada Estadual, apontando para melhor regulamentação da matéria, no corpo constitucional. Em 2018, o ex-Presidente Jair Bolsonaro se elegeu através de um discurso populista e refratário a alianças com a política tradicional. Apesar disso, no ano de 2021, a mídia brasileira divulgou a existência de um “orçamento secreto”, através do qual estariam sendo distribuídas Emendas de Relator-Geral marcadas pelo indicador de Resultado Primário RP-9 a congressistas aliados ao governo. No final de 2022, o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucionais práticas e dispositivos vinculados ao orçamento secreto, nos autos das Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental no 850, no 851, no 854 e no 1.014. O Tribunal de Contas da União, através dos Relatórios sobre as Contas do Presidente da República referentes aos anos de 2020, 2021 e 2022, igualmente apontou os achados em relação a essas emendas. Diante desse quadro, a pesquisa se propõe a verificar se as Emendas RP- 9 representaram uma mutação constitucional inconstitucional pela via parlamentar. Para tanto, desenvolve-se pesquisa explicativa, a partir da análise bibliográfica e documental, inclusive de dados secundários públicos. Após apresentação do panorama atual do orçamento público no Brasil e, em específico, das normas envolvendo as emendas parlamentares, são analisadas as conclusões do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal de Contas da União acerca das Emendas RP-9. Na sequência, a partir dos aportes doutrinários sobre as teorias dos populismos, verificam-se as relações entre o orçamento secreto e o estabelecimento de uma governança populista entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo, ao longo do mandato do ex-Presidente Jair Bolsonaro. Por fim, são invocadas as Teorias do Emendamento Constitucional Inconstitucional e das mutações constitucionais como lente analítica dos dados até então coletados. Como resultado da pesquisa, identificou-se que os Pareceres Preliminares à Lei de Diretrizes Orçamentárias, a partir de normas regimentais do Congresso Nacional, promoveram indevida ampliação das hipóteses de emendas parlamentares autorizadas pelo art. 166, §3o, III, da CF/88, sem alteração diretamente no texto constitucional. Os impactos das Emendas RP-9 sobre o orçamento e a ausência de respaldo social ou justificativa relacionada ao aprimoramento democrático corroboraram a hipótese de uma mutação constitucional inconstitucional.
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spelling SILVEIRA, Giselle Hooverhttp://lattes.cnpq.br/8487289725228970http://lattes.cnpq.br/0038427868375157CASTRO, Gina Gouveia Pires de2025-05-09T19:54:05Z2025-05-09T19:54:05Z2024-07-30SILVEIRA, Giselle Hoover. As Emendas do Relator-Geral do Orçamento RP-9 e a Mutação Constitucional Parlamentar Inconstitucional: o "orçamento secreto" como decantação da governança populista no Brasil. 2024. Dissertação (Mestrado em Direito) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/62968A presente pesquisa aborda as Emendas de Relator-Geral do Orçamento RP-9, que estiveram relacionadas à implementação do chamado “orçamento secreto” no Brasil, entre os anos de 2020 e 2022. A Constituição Federal de 1988 retomou e consolidou a participação do Poder Legislativo na elaboração das leis orçamentárias. Ao longo da Nova República, as emendas parlamentares passaram a ocupar papel central na dinâmica do Presidencialismo de Coalizão, de modo a possibilitar a formação de maioria legislativa para a aprovação dos projetos do governo. Na última década, através da aprovação de Emendas Constitucionais, o Congresso Nacional tornou impositiva a execução de percentuais mínimos das Emendas Individuais e de Bancada Estadual, apontando para melhor regulamentação da matéria, no corpo constitucional. Em 2018, o ex-Presidente Jair Bolsonaro se elegeu através de um discurso populista e refratário a alianças com a política tradicional. Apesar disso, no ano de 2021, a mídia brasileira divulgou a existência de um “orçamento secreto”, através do qual estariam sendo distribuídas Emendas de Relator-Geral marcadas pelo indicador de Resultado Primário RP-9 a congressistas aliados ao governo. 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Os impactos das Emendas RP-9 sobre o orçamento e a ausência de respaldo social ou justificativa relacionada ao aprimoramento democrático corroboraram a hipótese de uma mutação constitucional inconstitucional.This research addresses the Budget General Rapporteur Amendments RP-9, which were related to the implementation of the so-called “secret budget” in Brazil, between the years 2020 and 2022. The Federal Constitution of 1988 resumed and consolidated the participation of Power Legislative in drafting budget laws. Throughout the New Republic, parliamentary amendments began to play a central role in the dynamics of Coalition Presidentialism, in order to enable the formation of a legislative majority for the approval of government projects. In the last decade, through the approval of Constitutional Amendments, the National Congress made the execution of minimum percentages of Individual and State Bench Amendments mandatory, pointing to better regulation of the matter, in the constitutional body. In 2018, former President Jair Bolsonaro was elected through a populist speech that resisted alliances with traditional politics. Despite this, in 2021, the Brazilian media disclosed the existence of a “secret budget”, through which General Rapporteur Amendments marked by the Primary Result indicator RP-9 would be distributed to congressmen allied with the government. At the end of 2022, the Federal Supreme Court judged practices and devices linked to the secret budget to be unconstitutional, in the files of Claims of Non-compliance with Fundamental Precept no 850, no 851, no 854 and no 1,014. The Federal Court of Auditors, through the Reports on the Accounts of the President of the Republic for the years 2020, 2021 and 2022, also highlighted the findings in relation to these amendments. Given this situation, the research aims to verify whether the RP-9 Amendments represented an unconstitutional constitutional mutation through parliamentary means. To this end, explanatory research is developed, based on bibliographic and documentary analysis, including public secondary data. After presenting the current panorama of the public budget in Brazil and, specifically, the rules involving parliamentary amendments, the conclusions of the Federal Supreme Court and the Federal Court of Auditors regarding the RP-9 Amendments are analyzed. Subsequently, based on the doctrinal contributions on populism theories, the relationships between the secret budget and the establishment of populist governance between the Legislative Branch and the Executive Branch are verified, throughout the term of former President Jair Bolsonaro. Finally, the Theories of Unconstitutional Constitutional Amendment and constitutional mutations are invoked as an analytical lens for the data collected so far. As a result of the research, it was identified that the Preliminary Opinions to the Budget Guidelines Law, based on the rules of procedure of the National Congress, promoted an undue expansion of the hypotheses of parliamentary amendments authorized by art. 166, §3o, III, of CF/88, without directly changing the constitutional text. The impacts of the RP-9 Amendments on the budget and the lack of social support or justification related to democratic improvement corroborated the hypothesis of an unconstitutional constitutional mutation.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em DireitoUFPEBrasilMutação Constitucional InconstitucionalOrçamento públicoEmendas RP-9PopulismosAs Emendas do Relator-Geral do Orçamento RP-9 e a Mutação Constitucional Parlamentar Inconstitucional : o "orçamento secreto" como decantação da governança populista no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Giselle Hoover Silveira.pdfDISSERTAÇÃO Giselle Hoover Silveira.pdfapplication/pdf1548082https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/62968/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Giselle%20Hoover%20Silveira.pdf96d0cedadf2df83771c867b32b701266MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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