Produção e ensaio pré-clínico de vacina contra o Sars-CoV-2 utilizando a levedura Pichia Pastoris como carreadora da proteína Spike

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: ESPINOZA, Benigno Cristofer Flores
Orientador(a): FREITAS, Antonio Carlos de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Genetica e Biologia Molecular
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57549
Resumo: A proteína Spike do SARS-CoV-2 permite o ingresso do vírus na célula pela sua interação com o receptor ECA-2, sendo o principal alvo para a produção de modelos vacinais. As vacinas da Moderna (RNAm-1273), Pfizer-BioNTech, AstraZeneca (AZD1222), da Johnson & Johnson (Ad26.COV-2-S) e da “NuvaxovidTM” (NVX-CoV2373) utilizam a proteína Spike para a ativação da resposta imune tanto celular como humoral contra o SARS-CoV-2. Dentre as plataformas vacinais (Ácidos Nucleicos, VLP, Vetores Virais, Proteínas Recombinantes), o uso de leveduras como modelo vacinal, possibilita manter as modificações pós-traducionais das proteínas heterólogas, e quando usadas como modelo vacinal em animais, leva à ativação da resposta imune com produção de anticorpos neutralizantes. As ferramentas moleculares permitem, nas leveduras, a ancoragem das proteínas na porção externa da parede celular, facilitando a interação do antígeno com as células imunológicas e direcionando a resposta na produção de linfócitos CD4+ e CD8+ ativos, além da produção de anticorpos específicos contra o patógeno-alvo. O presente estudo propõe o uso da P. pastoris GS115 expressando a proteína Spike ancorada na parede como um novo modelo vacinal contra o SARS-CoV- 2. Foi utilizado o vetor de expressão pPGK∆3-αAG para clonagem do gene Spike. A partir dos clones confirmados, o DNA plasmidial obtido foi tratado com SacI e logo inserido na levedura por eletroporação. As leveduras recombinantes foram cultivadas em meio YPD para a confirmação da proteína Spike pelo método de Western Blot, e a confirmação da ancoragem por Yeast-ELISA. A vacinação dos camundongos com 1x108 células de P. pastoris-Spike, permitiu avaliar a segurança das leveduras e a resposta imunológica. Após a confirmação da ancoragem da proteína Spike pelo Yeast-ELISA e a vacinação dos camundongos com a levedura recombinante, os ensaios imunológicos in vivo demonstraram a ativação e a produção de linfócitos CD4+ ativos contra o SARS-CoV2 em modelo murino. A linfopenia em pacientes adoecidos pela COVID-19 e a diminuição dos linfócitos T CD4+/CD45, compromete a resposta imune adaptativa. Neste estudo, identificamos a presença dos linfócitos CD4+/CD45 que são importantes na manutenção da ativação da resposta dos linfócitos B e T direcionados ao antígeno. Os anticorpos neutralizantes achados após a vacinação, são gerados não só pela presença do RBD, mas também do NTD, e dos epítopos lineais S15P5 e S21P2 presentes na proteína Spike, tornado a Spike um promissor antígeno vacinal. A estratégia vacinal utilizada permitiu a ancoragem da proteína Spike na parede da P. pastoris GS115 e quando utilizada como modelo vacinal induziu de forma segura a estimulação do sistema imune, direcionando a resposta na produção de linfócitos T CD4+/CD45+ e anticorpos neutralizantes contra o SARS-CoV-2.
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As vacinas da Moderna (RNAm-1273), Pfizer-BioNTech, AstraZeneca (AZD1222), da Johnson & Johnson (Ad26.COV-2-S) e da “NuvaxovidTM” (NVX-CoV2373) utilizam a proteína Spike para a ativação da resposta imune tanto celular como humoral contra o SARS-CoV-2. Dentre as plataformas vacinais (Ácidos Nucleicos, VLP, Vetores Virais, Proteínas Recombinantes), o uso de leveduras como modelo vacinal, possibilita manter as modificações pós-traducionais das proteínas heterólogas, e quando usadas como modelo vacinal em animais, leva à ativação da resposta imune com produção de anticorpos neutralizantes. As ferramentas moleculares permitem, nas leveduras, a ancoragem das proteínas na porção externa da parede celular, facilitando a interação do antígeno com as células imunológicas e direcionando a resposta na produção de linfócitos CD4+ e CD8+ ativos, além da produção de anticorpos específicos contra o patógeno-alvo. O presente estudo propõe o uso da P. pastoris GS115 expressando a proteína Spike ancorada na parede como um novo modelo vacinal contra o SARS-CoV- 2. Foi utilizado o vetor de expressão pPGK∆3-αAG para clonagem do gene Spike. A partir dos clones confirmados, o DNA plasmidial obtido foi tratado com SacI e logo inserido na levedura por eletroporação. As leveduras recombinantes foram cultivadas em meio YPD para a confirmação da proteína Spike pelo método de Western Blot, e a confirmação da ancoragem por Yeast-ELISA. A vacinação dos camundongos com 1x108 células de P. pastoris-Spike, permitiu avaliar a segurança das leveduras e a resposta imunológica. Após a confirmação da ancoragem da proteína Spike pelo Yeast-ELISA e a vacinação dos camundongos com a levedura recombinante, os ensaios imunológicos in vivo demonstraram a ativação e a produção de linfócitos CD4+ ativos contra o SARS-CoV2 em modelo murino. 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Vaccines from Moderna (RNAm-1273), Pfizer-BioNTech, AstraZeneca (AZD1222), Johnson & Johnson (Ad26.COV-2-S) and “NuvaxovidTM” (NVX-CoV2373) use the Spike protein for activation of both the cellular and humoral immune response against SARS-CoV-2. Among the vaccine platforms (Nucleic Acids, VLP, Viral Vectors, Recombinant Proteins), the use of yeast as a vaccine model can maintain the post-translational modifications of heterologous proteins and, when used as a vaccine platform in animals, it leads to the activation of the immune response with the production of neutralizing antibodies. Molecular tools allow, in yeast, the anchoring of proteins in the external portion of the cell wall, facilitating the interaction of the antigen with immune cells and directing the response in the production of active CD4+ and CD8+ lymphocytes, in addition to the production of specific antibodies against the target pathogen. The present study proposes the application of P. pastoris GS115 expressing the Spike protein anchored in the wall as a new vaccine model against SARS-CoV-2. The pPGK∆3-αAG expression vector was used to clone the Spike gene. From the confirmed clones, the plasmid obtained was treated with SacI and then inserted into yeast by electroporation. The recombinant yeasts were cultivated in a YPD medium to confirm the Spike protein by the Western Blot and the anchorage by yeast-ELISA. Vaccination of mice with 1x108 P. pastoris - Spike lineage made it possible to evaluate the safety of the yeasts and the immunological response. After confirming Spike protein anchoring by yeast-ELISA and vaccinating mice with recombinant yeast, the immunological in vivo assays showed activation and production of CD4+ lymphocytes against SARS-CoV2 in the murine model. The lymphopenia in patients sickened by COVID-19 and the decrease in CD4+/CD45 T lymphocytes compromise the adaptive immune response. In this study, we identified the presence of CD4+/CD45 lymphocytes, which are important in maintaining the activation of the response of B and T lymphocytes directed to the antigen. The neutralizing antibodies found after vaccination are generated not only by RBD, but also by the NTD, and the linear epitopes S15P5 and S21P2 of the Spike, making this protein a promising vaccine antigen. The vaccine strategy used allowed the anchoring of the Spike protein in the wall of P. pastoris GS115 and when used as a vaccine model, it safely induced the stimulation of the immune system, directing the response in the production of CD4+/CD45+ T lymphocytes and antibodies neutralizing agents against SARS-CoV-2.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Genetica e Biologia MolecularUFPEBrasilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessProteína ancoradaVacinaPichia pastorisSARS-CoV-2Produção e ensaio pré-clínico de vacina contra o Sars-CoV-2 utilizando a levedura Pichia Pastoris como carreadora da proteína Spikeinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Benigno Cristofer Flores Espinoza.pdfTESE Benigno Cristofer Flores Espinoza.pdfapplication/pdf11601739https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57549/1/TESE%20Benigno%20Cristofer%20Flores%20Espinoza.pdfdc2ea0c02a68eeb16f085837b6691cdbMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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