Biopolímero de cana-de açúcar como novo suporte no cultivo de células-tronco mesenquimais do cordão umbilical humano

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Lima Carvalho, Camila
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9133
Resumo: As células-tronco mesenquimais (CTMs) constituem uma rara população de células com capacidade de diferenciação multipotencial e podem constituir uma ferramenta atrativa no contexto da engenharia tecidual. O desenvolvimento de novos materiais pode ser citado como um setor de vanguarda para a engenharia de tecidos. O principal objetivo deste estudo foi avaliar a utilização do gel e membranas do biopolímero de cana-de-açúcar, produzidos a partir da fermentação do melaço pelo microorganismo Zoogloea sp., como novos suportes para cultivo de CTMs. Cordões umbilicais foram obtidos de parturientes do Setor de Obstetrícia do Hospital das Clínicas/UFPE (n=40, com 30 a 40 semanas de idade gestacional), conforme protocolo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas envolvendo Seres Humanos-CCS/UFPE. A veia do cordão umbilical foi preenchida com colagenase tipo IV e mantida a 37º C por 5 min. As células coletadas foram centrifugadas por 10 min (2.000 rpm), ressuspensas em meio DMEM suplementado com 20% de soro fetal bovino, 100 U/mL de penicilina, 100μg/mL de estreptomicina e plaqueadas em garrafas e placas de cultura (105 células/mL). A análise dos aspectos morfológicos das CTMs sobre o gel de biopolímero foi realizada através de microscópio de contraste de fase com sistema de captura de imagem. Com 72h de cultivo, utilizando-se como controle a gelatina porcina, um suporte comercial, as CTMs apresentaram-se com aspecto fibroblastóide, e a formação da monocamada ocorreu em 5 dias. As células cultivadas em placas contendo o gel de biopolímero de canade- açúcar também exibiram morfologia semelhante a fibroblastos (72h), porém apresentaram-se mais alongadas e dispostas radialmente; já a formação da monocamada foi visualizada após 5 dias. Quando as CTMs foram cultivadas sobre membranas do biopolímero, observamos células com formato variando de arredondadas a fibroblastóides. Em torno de 28 dias, independente do suporte avaliado, as células começaram a emitir prolongamentos citoplasmáticos, e consequente aumento do contato celular. Portanto, concluímos que o gel e membrana do biopolímero de cana-de-açúcar favoreceram o crescimento de células fibroblastóides, e a remodelação citoplasmática verificada com o evoluir da cultura pode estar associada a padrões de adesão celular que caracterizam ótimas condições de cultivo in vitro das CTMs
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