Biomonitoração de urânio e tório em moradores de áreas anômalas e adjacentes do estado da Paraíba

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: SANTOS, Nandízia Fernanda Tavares dos
Orientador(a): AMARAL, Romilton dos Santos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Tecnologias Energeticas e Nuclear
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18341
Resumo: A elevada concentração de urânio e tório no meio ambiente possibilita maior exposição do homem aos radionuclídeos naturais, necessitando assim, de avaliação devido aos riscos potenciais à saúde humana. No estado da Paraíba, no município de São José de Espinharas, encontra-se uma reserva de urânio, expondo, assim, seus habitantes. Amostras biológicas como cabelo e sangue podem ser utilizadas como bioindicadores para populações expostas, natural ou ocupacionalmente. O presente estudo visou a biomonitoração desses elementos em humanos, através de amostras de cabelo e sangue utilizando o ICP-MS. As concentrações sanguíneas dos doadores apresentaram-se bastante reduzidas, inferiores ao limite de detecção (0,001µg. g-1) para a metodologia proposta. Entretanto, as concentrações de urânio e tório no cabelo para os habitantes de São José de Espinharas variaram de 3,27 a 191,50 µg.g-1 e 0,30 a 9,44 µg.g-1, com médias de 20,73 µg.g-1 e 3,72 µg.g-1, respectivamente. Foram avaliados também, municípios adjacentes, sendo eles: São Mamede, São José do Sabugi e Patos. Os intervalos de concentração e as médias encontradas foram: para urânio de 10,10 a 337,20 µg.g-1 (187,24 µg.g-1 ), 17,87 a 362,38 µg.g-1 (120,90 µg.g-1 ) e 4,08 a 0,30 µg.g-1 ( 7,31 µg.g1 ); e para tório de 0,05 a 21,01 µg.g-1 (5,45 µg.g-1), 0,08 a 6,41 µg.g-1 (2,08 µg.g-1), 0,23 a 7,23 µg.g-1 (4,09 µg.g-1), respectivamente. A média geral do referido estudo foi de 68 µg.g-1 para urânio, e 3,61 µg.g-1 para o tório. Indivíduos cujas concentrações de urânio encontram-se inferiores a 100 µg.g-1 podem ser considerados como não expostos. Demonstrando este fato, os resultados de urânio e tório sérico, indicaram ausência desses elementos na corrente sanguínea. Entretanto, em amostras de cabelo, alguns doadores apresentaram concentrações superiores a este valor, necessitando assim de avaliações adicionais em matrizes diferentes, para testes confirmatórios. Concentrações de tório em cabelo são pouco pesquisadas, não havendo valores para referência. Sugerem-se análises das águas e alimentos para maiores esclarecimentos da exposição e possível intoxicação, visto que, são fontes importantes de contaminação.
id UFPE_14d0c4f4a10fc2ea576740530d88e678
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/18341
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling SANTOS, Nandízia Fernanda Tavares doshttp://lattes.cnpq.br/4393328045619151AMARAL, Romilton dos SantosAMÂNCIO, Francisco Fernandes2017-02-16T15:35:47Z2017-02-16T15:35:47Z2016-06-27https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18341A elevada concentração de urânio e tório no meio ambiente possibilita maior exposição do homem aos radionuclídeos naturais, necessitando assim, de avaliação devido aos riscos potenciais à saúde humana. No estado da Paraíba, no município de São José de Espinharas, encontra-se uma reserva de urânio, expondo, assim, seus habitantes. Amostras biológicas como cabelo e sangue podem ser utilizadas como bioindicadores para populações expostas, natural ou ocupacionalmente. O presente estudo visou a biomonitoração desses elementos em humanos, através de amostras de cabelo e sangue utilizando o ICP-MS. As concentrações sanguíneas dos doadores apresentaram-se bastante reduzidas, inferiores ao limite de detecção (0,001µg. g-1) para a metodologia proposta. Entretanto, as concentrações de urânio e tório no cabelo para os habitantes de São José de Espinharas variaram de 3,27 a 191,50 µg.g-1 e 0,30 a 9,44 µg.g-1, com médias de 20,73 µg.g-1 e 3,72 µg.g-1, respectivamente. Foram avaliados também, municípios adjacentes, sendo eles: São Mamede, São José do Sabugi e Patos. Os intervalos de concentração e as médias encontradas foram: para urânio de 10,10 a 337,20 µg.g-1 (187,24 µg.g-1 ), 17,87 a 362,38 µg.g-1 (120,90 µg.g-1 ) e 4,08 a 0,30 µg.g-1 ( 7,31 µg.g1 ); e para tório de 0,05 a 21,01 µg.g-1 (5,45 µg.g-1), 0,08 a 6,41 µg.g-1 (2,08 µg.g-1), 0,23 a 7,23 µg.g-1 (4,09 µg.g-1), respectivamente. A média geral do referido estudo foi de 68 µg.g-1 para urânio, e 3,61 µg.g-1 para o tório. Indivíduos cujas concentrações de urânio encontram-se inferiores a 100 µg.g-1 podem ser considerados como não expostos. Demonstrando este fato, os resultados de urânio e tório sérico, indicaram ausência desses elementos na corrente sanguínea. Entretanto, em amostras de cabelo, alguns doadores apresentaram concentrações superiores a este valor, necessitando assim de avaliações adicionais em matrizes diferentes, para testes confirmatórios. Concentrações de tório em cabelo são pouco pesquisadas, não havendo valores para referência. Sugerem-se análises das águas e alimentos para maiores esclarecimentos da exposição e possível intoxicação, visto que, são fontes importantes de contaminação.CAPESThe high concentration of uranium and thorium in the environment allows for greater human exposure to natural radionuclides, thus requiring, evaluation of the potential risks to human health. In the state of Paraíba, in São José de Espinharas is a uranium reserves, thereby exposing its inhabitants. Biological samples such as hair and blood can be used as bioindicators of exposed populations, natural or occupationally. The present study aimed biomonitoring of these elements in humans, through hair and blood samples using ICP-MS. Blood concentrations of the donors had to be quite low, below the detection limit (0.001µg. g1 ) for the proposed methodology. However the concentrations of uranium and thorium hair for the inhabitants of São José de Espinharas ranged from 3.27 to 191.50 μg.g-1 and 0.30 to 9.44 μg.g-1, with an average of 20.73 μg.g-1 and 3.72μg.g-1, respectively. Were also evaluated, adjacent municipalities, namely: São Mamede, São José do Sabugi and Patos. The concentration ranges and averages were: uranium to 10.10 to 337.20 μg.g-1 (187.24 μg.g-1), 17.87 to 362.38 μg.g-1 (120.90 μg.g-1) and 4.08 to 0.30 μg.g-1 (7.31 μg.g-1); and thorium from 0.05 to 21.01 μg.g-1 (5.45 μg.g-1), 0.08 to 6.41 μg.g-1 (2.08 μg.g-1), 0.23 to 7.23 μg.g-1 (4.09 μg.g-1), respectively. The overall average of the study was 68 μg.g-1 for uranium, and 3.61 μg.g-1 for thorium. Individuals whose uranium concentrations are below 100 μg.g-1 can be considered unexposed. Demonstrating this fact, the results of uranium and thorium serum, demonstrating the absence of these elements in the bloodstream. However, in hair samples, some donors presented concentrations greater than this value, thus requiring additional assessments in different matrices, for confirmatory tests. Thorium concentrations in hair are little studied, with no values for reference. It is suggested analyzes of water and food for more exposure clarification and possible poisoning, as are important sources of contamination.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Tecnologias Energeticas e NuclearUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessBioindicadoresICP-MSRadioatividade ambientalElementos traçoBioindicatorsICP-MSenvironmental radioactivityTrace elementsBiomonitoração de urânio e tório em moradores de áreas anômalas e adjacentes do estado da Paraíbainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILTESE FINAL NANDIZIA SANTOS.pdf.jpgTESE FINAL NANDIZIA SANTOS.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1358https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18341/5/TESE%20FINAL%20NANDIZIA%20SANTOS.pdf.jpgaa3e39008062df452decee38778daca9MD55ORIGINALTESE FINAL NANDIZIA SANTOS.pdfTESE FINAL NANDIZIA SANTOS.pdfapplication/pdf2193955https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18341/1/TESE%20FINAL%20NANDIZIA%20SANTOS.pdfad0f8d4d96ef22fde9239fd8d08f9c60MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-81232https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18341/2/license_rdf66e71c371cc565284e70f40736c94386MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82311https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18341/3/license.txt4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08MD53TEXTTESE FINAL NANDIZIA SANTOS.pdf.txtTESE FINAL NANDIZIA SANTOS.pdf.txtExtracted texttext/plain166964https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18341/4/TESE%20FINAL%20NANDIZIA%20SANTOS.pdf.txtd4d573e0998432949ba92b99aba8f4a2MD54123456789/183412019-10-25 03:35:12.027oai:repositorio.ufpe.br:123456789/18341TGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKClRvZG8gZGVwb3NpdGFudGUgZGUgbWF0ZXJpYWwgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgKFJJKSBkZXZlIGNvbmNlZGVyLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIChVRlBFKSwgdW1hIExpY2Vuw6dhIGRlIERpc3RyaWJ1acOnw6NvIE7Do28gRXhjbHVzaXZhIHBhcmEgbWFudGVyIGUgdG9ybmFyIGFjZXNzw612ZWlzIG9zIHNldXMgZG9jdW1lbnRvcywgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBuZXN0ZSByZXBvc2l0w7NyaW8uCgpDb20gYSBjb25jZXNzw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBvIGRlcG9zaXRhbnRlIG1hbnTDqW0gdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IuCl9fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fXwoKTGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKCkFvIGNvbmNvcmRhciBjb20gZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIGFjZWl0w6EtbGEsIHZvY8OqIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpOgoKYSkgRGVjbGFyYSBxdWUgY29uaGVjZSBhIHBvbMOtdGljYSBkZSBjb3B5cmlnaHQgZGEgZWRpdG9yYSBkbyBzZXUgZG9jdW1lbnRvOwpiKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGUgYWNlaXRhIGFzIERpcmV0cml6ZXMgcGFyYSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEU7CmMpIENvbmNlZGUgw6AgVUZQRSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgYXJxdWl2YXIsIHJlcHJvZHV6aXIsIGNvbnZlcnRlciAoY29tbyBkZWZpbmlkbyBhIHNlZ3VpciksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIsIG5vIFJJLCBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgcG9yIG91dHJvIG1laW87CmQpIERlY2xhcmEgcXVlIGF1dG9yaXphIGEgVUZQRSBhIGFycXVpdmFyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gZSBjb252ZXJ0w6otbG8sIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gc2V1IGNvbnRlw7pkbywgcGFyYSBxdWFscXVlciBmb3JtYXRvIGRlIGZpY2hlaXJvLCBtZWlvIG91IHN1cG9ydGUsIHBhcmEgZWZlaXRvcyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBwcmVzZXJ2YcOnw6NvIChiYWNrdXApIGUgYWNlc3NvOwplKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gw6kgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBhIHRlcmNlaXJvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2Ugb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGVudGlkYWRlOwpmKSBEZWNsYXJhIHF1ZSwgbm8gY2FzbyBkbyBkb2N1bWVudG8gc3VibWV0aWRvIGNvbnRlciBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG7Do28gZGV0w6ltIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlCmF1dG9yLCBvYnRldmUgYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcmVzcGVjdGl2byBkZXRlbnRvciBkZXNzZXMgZGlyZWl0b3MgcGFyYSBjZWRlciDDoApVRlBFIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgTGljZW7Dp2EgZSBhdXRvcml6YXIgYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgYSB1dGlsaXrDoS1sb3MgbGVnYWxtZW50ZS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGN1am9zIGRpcmVpdG9zIHPDo28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZTsKZykgU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVRlBFLMKgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgpBIFVGUEUgaWRlbnRpZmljYXLDoSBjbGFyYW1lbnRlIG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBhdXRvciAoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBwYXJhIGFsw6ltIGRvIHByZXZpc3RvIG5hIGFsw61uZWEgYykuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T06:35:12Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Biomonitoração de urânio e tório em moradores de áreas anômalas e adjacentes do estado da Paraíba
title Biomonitoração de urânio e tório em moradores de áreas anômalas e adjacentes do estado da Paraíba
spellingShingle Biomonitoração de urânio e tório em moradores de áreas anômalas e adjacentes do estado da Paraíba
SANTOS, Nandízia Fernanda Tavares dos
Bioindicadores
ICP-MS
Radioatividade ambiental
Elementos traço
Bioindicators
ICP-MS
environmental radioactivity
Trace elements
title_short Biomonitoração de urânio e tório em moradores de áreas anômalas e adjacentes do estado da Paraíba
title_full Biomonitoração de urânio e tório em moradores de áreas anômalas e adjacentes do estado da Paraíba
title_fullStr Biomonitoração de urânio e tório em moradores de áreas anômalas e adjacentes do estado da Paraíba
title_full_unstemmed Biomonitoração de urânio e tório em moradores de áreas anômalas e adjacentes do estado da Paraíba
title_sort Biomonitoração de urânio e tório em moradores de áreas anômalas e adjacentes do estado da Paraíba
author SANTOS, Nandízia Fernanda Tavares dos
author_facet SANTOS, Nandízia Fernanda Tavares dos
author_role author
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/4393328045619151
dc.contributor.author.fl_str_mv SANTOS, Nandízia Fernanda Tavares dos
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv AMARAL, Romilton dos Santos
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv AMÂNCIO, Francisco Fernandes
contributor_str_mv AMARAL, Romilton dos Santos
AMÂNCIO, Francisco Fernandes
dc.subject.por.fl_str_mv Bioindicadores
ICP-MS
Radioatividade ambiental
Elementos traço
Bioindicators
ICP-MS
environmental radioactivity
Trace elements
topic Bioindicadores
ICP-MS
Radioatividade ambiental
Elementos traço
Bioindicators
ICP-MS
environmental radioactivity
Trace elements
description A elevada concentração de urânio e tório no meio ambiente possibilita maior exposição do homem aos radionuclídeos naturais, necessitando assim, de avaliação devido aos riscos potenciais à saúde humana. No estado da Paraíba, no município de São José de Espinharas, encontra-se uma reserva de urânio, expondo, assim, seus habitantes. Amostras biológicas como cabelo e sangue podem ser utilizadas como bioindicadores para populações expostas, natural ou ocupacionalmente. O presente estudo visou a biomonitoração desses elementos em humanos, através de amostras de cabelo e sangue utilizando o ICP-MS. As concentrações sanguíneas dos doadores apresentaram-se bastante reduzidas, inferiores ao limite de detecção (0,001µg. g-1) para a metodologia proposta. Entretanto, as concentrações de urânio e tório no cabelo para os habitantes de São José de Espinharas variaram de 3,27 a 191,50 µg.g-1 e 0,30 a 9,44 µg.g-1, com médias de 20,73 µg.g-1 e 3,72 µg.g-1, respectivamente. Foram avaliados também, municípios adjacentes, sendo eles: São Mamede, São José do Sabugi e Patos. Os intervalos de concentração e as médias encontradas foram: para urânio de 10,10 a 337,20 µg.g-1 (187,24 µg.g-1 ), 17,87 a 362,38 µg.g-1 (120,90 µg.g-1 ) e 4,08 a 0,30 µg.g-1 ( 7,31 µg.g1 ); e para tório de 0,05 a 21,01 µg.g-1 (5,45 µg.g-1), 0,08 a 6,41 µg.g-1 (2,08 µg.g-1), 0,23 a 7,23 µg.g-1 (4,09 µg.g-1), respectivamente. A média geral do referido estudo foi de 68 µg.g-1 para urânio, e 3,61 µg.g-1 para o tório. Indivíduos cujas concentrações de urânio encontram-se inferiores a 100 µg.g-1 podem ser considerados como não expostos. Demonstrando este fato, os resultados de urânio e tório sérico, indicaram ausência desses elementos na corrente sanguínea. Entretanto, em amostras de cabelo, alguns doadores apresentaram concentrações superiores a este valor, necessitando assim de avaliações adicionais em matrizes diferentes, para testes confirmatórios. Concentrações de tório em cabelo são pouco pesquisadas, não havendo valores para referência. Sugerem-se análises das águas e alimentos para maiores esclarecimentos da exposição e possível intoxicação, visto que, são fontes importantes de contaminação.
publishDate 2016
dc.date.issued.fl_str_mv 2016-06-27
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2017-02-16T15:35:47Z
dc.date.available.fl_str_mv 2017-02-16T15:35:47Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18341
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/18341
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Tecnologias Energeticas e Nuclear
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18341/5/TESE%20FINAL%20NANDIZIA%20SANTOS.pdf.jpg
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18341/1/TESE%20FINAL%20NANDIZIA%20SANTOS.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18341/2/license_rdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18341/3/license.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/18341/4/TESE%20FINAL%20NANDIZIA%20SANTOS.pdf.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv aa3e39008062df452decee38778daca9
ad0f8d4d96ef22fde9239fd8d08f9c60
66e71c371cc565284e70f40736c94386
4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08
d4d573e0998432949ba92b99aba8f4a2
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1862742065650073600