A empatia na brincadeira de crianças de 2 e 3 anos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: LIRA, Paula Gabrielly Rasia
Orientador(a): PEDROSA, Maria Isabel Patrício de Carvalho
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Psicologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25023
Resumo: O fenômeno empático, considerado um fenômeno comunicativo que revela disposições emocionais e afetivas de um organismo para o outro, é estudado, na presente investigação, em crianças de 2 e 3 anos que integram um grupo de brinquedo; a brincadeira constitui, portanto, o lócus e o objeto do estudo. Supõe-se que a empatia está diretamente relacionada à capacidade de parceiros, nessa etapa de vida, engajarem-se em atividades coordenadas cooperativas. Admite-se também que este tipo específico de atividade está relacionado à compreensão da intencionalidade de parceiros, bem como, à competência de compartilhar intencionalidade. Nesse sentido, o estudo objetiva identificar comportamentos interacionais de crianças no terceiro e quarto anos de vida, que possam ser tomados como indícios do processo de empatia e que repercutam no desenrolar e desfecho de seus empreendimentos lúdicos. A coleta de dados foi realizada por meio de observações videogravadas de crianças em situação de interação livre em uma creche da cidade do Recife, instituição educacional da rede pública municipal que atende a crianças de 0 a 3 anos de baixa renda. Participaram do presente estudo 20 crianças com idades variando entre 25 a 37 meses no início da coleta. Os dados foram analisados qualitativamente – análise microgenética de videogravações. Os resultados evidenciam que a empatia interfere nas trocas interativas das crianças, facilitando ou dificultando a construção de brincadeiras coordenadas cooperativas. O fenômeno empático foi inferido por meio de exibições de comportamentos que denotam satisfação, acolhimento do parceiro, motivação para o engajamento em atividades com o par, ameaça ao parceiro, disputa, reconciliação, conforto, etc. A imitação foi a estratégia de aproximação mais utilizada na busca por inserção na brincadeira, enquanto que exibições de satisfação e excitamento configuraram-se como atratores, por serem abreviações que condensam significações em um tópico comum e enredam o empreendimento lúdico coletivo.
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spelling LIRA, Paula Gabrielly Rasiahttp://lattes.cnpq.br/7903746949948542http://lattes.cnpq.br/8994019269268058PEDROSA, Maria Isabel Patrício de Carvalho2018-07-05T21:30:27Z2018-07-05T21:30:27Z2017-02-08https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/25023O fenômeno empático, considerado um fenômeno comunicativo que revela disposições emocionais e afetivas de um organismo para o outro, é estudado, na presente investigação, em crianças de 2 e 3 anos que integram um grupo de brinquedo; a brincadeira constitui, portanto, o lócus e o objeto do estudo. Supõe-se que a empatia está diretamente relacionada à capacidade de parceiros, nessa etapa de vida, engajarem-se em atividades coordenadas cooperativas. Admite-se também que este tipo específico de atividade está relacionado à compreensão da intencionalidade de parceiros, bem como, à competência de compartilhar intencionalidade. Nesse sentido, o estudo objetiva identificar comportamentos interacionais de crianças no terceiro e quarto anos de vida, que possam ser tomados como indícios do processo de empatia e que repercutam no desenrolar e desfecho de seus empreendimentos lúdicos. A coleta de dados foi realizada por meio de observações videogravadas de crianças em situação de interação livre em uma creche da cidade do Recife, instituição educacional da rede pública municipal que atende a crianças de 0 a 3 anos de baixa renda. Participaram do presente estudo 20 crianças com idades variando entre 25 a 37 meses no início da coleta. Os dados foram analisados qualitativamente – análise microgenética de videogravações. Os resultados evidenciam que a empatia interfere nas trocas interativas das crianças, facilitando ou dificultando a construção de brincadeiras coordenadas cooperativas. O fenômeno empático foi inferido por meio de exibições de comportamentos que denotam satisfação, acolhimento do parceiro, motivação para o engajamento em atividades com o par, ameaça ao parceiro, disputa, reconciliação, conforto, etc. A imitação foi a estratégia de aproximação mais utilizada na busca por inserção na brincadeira, enquanto que exibições de satisfação e excitamento configuraram-se como atratores, por serem abreviações que condensam significações em um tópico comum e enredam o empreendimento lúdico coletivo.FACEPEThe empathic phenomenon, considered as a communicative phenomenon revealing emotional and affective dispositions from one organism to another, is studied, in the present investigation, in children of 2 and 3 years old who integrate a play group; play is therefore the locus and the object of the study. It is assumed that, at this period of life, empathy is directly related to the ability of partners to be engaged in co-operative coordinated activities. It is also admitted that this specific type of activity is related to the understanding of the intentionality of partners, as well as to the competence to share intentionality. In this sense, the study aims to identify interactional behaviors of children in the third and fourth years of life which can be taken as evidence of the empathy process and that have repercussions on the development and outcome of their playful endeavors. Data collection was performed through videotaped observation of children in free interactional situations in a nursery in the city of Recife, educational institution of the municipal public network attended by low income children from 0 to 3 years of age. Twenty children aged between 25 and 37 months at the beginning of the research participated in this study. The data were analyzed qualitatively – microgenetic analysis of video recordings. The results evidence that empathy interferes in the interactive exchanges, facilitating or hindering the construction of co-operative coordinated games. The empathic phenomenon was inferred through behavior displays denoting satisfaction, acceptance of the partner, motivation for engagement in pair activities, threat to the partner, dispute, reconciliation, comfort, etc. Imitation was the most used approach strategy for the insertion in the play, whereas displays of satisfaction and excitement were configured as attractors, abbreviations that condense meanings in a common topic and entangle the collective play endeavors.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em PsicologiaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessPsicologiaPsicologia do desenvolvimentoCrianças – DesenvolvimentoEmpatiaInteração social na infânciaBrincadeirasA empatia na brincadeira de crianças de 2 e 3 anosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILDISSERTAÇÃO Paula Gabrielly Rasia Lira.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Paula Gabrielly Rasia Lira.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1258https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/25023/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Paula%20Gabrielly%20Rasia%20Lira.pdf.jpgb6d924c964a81b73bbe3a19ca31f606aMD55ORIGINALDISSERTAÇÃO Paula Gabrielly Rasia Lira.pdfDISSERTAÇÃO Paula Gabrielly Rasia Lira.pdfapplication/pdf2752894https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/25023/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Paula%20Gabrielly%20Rasia%20Lira.pdf9975030048e629f661cee5c7f037e45aMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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