Avaliando o desenvolvimento da Teoria da Mente e da Empatia em crianças e a possível relação destes processos
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11282 |
Resumo: | O termo Teoria da Mente refere-se à capacidade de inferir sobre o estado mental de si e do outro, enquanto que a Empatia é uma resposta cognitivo-afetiva despertada à partir da observação da situação de outras pessoas. Baseando-se em estudos anteriores e na consideração de que a habilidade em tomar a perspectiva de outro é indispensável para a evolução de ambas, formulou-se a hipótese de que tais capacidades possam estar relacionadas nos primeiros anos de vida. Para testar esta hipótese, serão investigadas 90 crianças, com idades variando entre 3 e 5 anos de ambos os sexos, a partir de um instrumento baseado na História de Sally (Baron-Cohen, Leslie & Frith, 1985), tal tarefa foi alterada quanto à composição da sua história, de forma a fundir-se como o conceito de simulação mental, como proposto por Harris (1992). Sendo assim, o roteiro direcionava a criança a uma tomada de perspectiva mental do personagem, quanto as suas expectativas, desejos e intenções, para assim conseguir inferir sobre sua crença falsa. A história utilizada teve uma versão masculina (A história de Pedrinho) e uma versão feminina (A história de Malú), na busca de potencializar a identificação entre criança e personagem. Essa investigação foi realizada em duas condições: Tradicional (com cartazes) e Modificada (utilizando um instrumento multimídia, criado especificamente para o estudo). Os resultados demonstram que as crianças de 4 anos já apresentam uma compreensão acerca de estados subjetivos, a partir do reconhecimento de uma crença falsa, habilidade que se consolida aos 5 anos. Os condicionantes empáticos apareceram mais precocemente, e foram complexificando-se com a evolução da idade. As crianças de 3 anos apresentaram bom desempenho no reconhecimento emocional e desempenho regular nos outros aspectos, enquanto as crianças de 4 anos apresenta bom desempenhos no quatro condicionantes, e as de 5 anos chegam a ter desempenho teto na maioria deles. Os resultados das regressões logísticas demonstraram o poder de predição significativa do comportamento de ajuda para com a teoria da mente, isso na situação I. Na situação II, previsão comportamental (na situação I) e empatia geral demonstraram prever significativamente o desempenho na questão de teoria da mente nesta situação. Tomando sob análise as duas situações, o poder de predição da teoria da mente encontrou-se na combinação entre previsão comportamental (na situação I e II) e comportamento de ajuda (na situação I). A análise de tais resultados possibilitam a inferência de que empatia e teoria da mente se inter-relacionam bidirecionalmente, de maneira que a contribuição da aquisição de uma teoria da mente para empatia está na possibilidade de apreciar o estado emocional do outro para além das informações explícitas. Enquanto o desenvolvimento dos aspectos da empatia contribui para a consolidação de uma teoria da mente, na medida em que garante a habilidade em tomar o lugar do outro. |
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Ramos, Mona OliveiraRoazzi, Antônio 2015-03-06T18:24:58Z2015-03-06T18:24:58Z2012-01-31https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11282O termo Teoria da Mente refere-se à capacidade de inferir sobre o estado mental de si e do outro, enquanto que a Empatia é uma resposta cognitivo-afetiva despertada à partir da observação da situação de outras pessoas. Baseando-se em estudos anteriores e na consideração de que a habilidade em tomar a perspectiva de outro é indispensável para a evolução de ambas, formulou-se a hipótese de que tais capacidades possam estar relacionadas nos primeiros anos de vida. Para testar esta hipótese, serão investigadas 90 crianças, com idades variando entre 3 e 5 anos de ambos os sexos, a partir de um instrumento baseado na História de Sally (Baron-Cohen, Leslie & Frith, 1985), tal tarefa foi alterada quanto à composição da sua história, de forma a fundir-se como o conceito de simulação mental, como proposto por Harris (1992). Sendo assim, o roteiro direcionava a criança a uma tomada de perspectiva mental do personagem, quanto as suas expectativas, desejos e intenções, para assim conseguir inferir sobre sua crença falsa. A história utilizada teve uma versão masculina (A história de Pedrinho) e uma versão feminina (A história de Malú), na busca de potencializar a identificação entre criança e personagem. Essa investigação foi realizada em duas condições: Tradicional (com cartazes) e Modificada (utilizando um instrumento multimídia, criado especificamente para o estudo). Os resultados demonstram que as crianças de 4 anos já apresentam uma compreensão acerca de estados subjetivos, a partir do reconhecimento de uma crença falsa, habilidade que se consolida aos 5 anos. Os condicionantes empáticos apareceram mais precocemente, e foram complexificando-se com a evolução da idade. As crianças de 3 anos apresentaram bom desempenho no reconhecimento emocional e desempenho regular nos outros aspectos, enquanto as crianças de 4 anos apresenta bom desempenhos no quatro condicionantes, e as de 5 anos chegam a ter desempenho teto na maioria deles. Os resultados das regressões logísticas demonstraram o poder de predição significativa do comportamento de ajuda para com a teoria da mente, isso na situação I. Na situação II, previsão comportamental (na situação I) e empatia geral demonstraram prever significativamente o desempenho na questão de teoria da mente nesta situação. Tomando sob análise as duas situações, o poder de predição da teoria da mente encontrou-se na combinação entre previsão comportamental (na situação I e II) e comportamento de ajuda (na situação I). A análise de tais resultados possibilitam a inferência de que empatia e teoria da mente se inter-relacionam bidirecionalmente, de maneira que a contribuição da aquisição de uma teoria da mente para empatia está na possibilidade de apreciar o estado emocional do outro para além das informações explícitas. 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