Contaminação Tumoral em Trajeto de Biópsia de Neoplasias Ósseas Malignas Primárias

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Oliveira, Marcelo Parente
Orientador(a): Mello, Roberto José Vieira de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12636
Resumo: Os tumores malignos do sistema musculosquelético são neoplasias relativamente raras, representando apenas 0,2% de todos os casos novos de câncer. A abordagem a estes tumores exige a integração dos aspectos clínicos, laboratoriais, radiográficos e histológicos para um diagnóstico preciso e um manejo que conduza ao sucesso no tratamento. Neste sentido, destaca-se a biópsia como uma etapa fundamental na abordagem aos tumores do aparelho musculosquelético, sendo indispensável para o diagnóstico definitivo e para a identificação do padrão histológico do tumor. Devido ao risco potencial de implantação de células tumorais no trajeto da biópsia, diversos autores recomendam a ressecção deste trajeto quando da ressecção tumoral. A prática de ressecção mostra-se fundamentada mais em um sentimento empírico do que respaldada em estudos científicos. Questões vagas são levantadas nos mais diversos estudos, surgindo hipóteses não testadas. Entre elas, a de que a ocorrência de contaminação tumoral estaria associada a alguns fatores: 1) a tentativa de se obter várias amostras de tecido durante a realização da biópsia; 2) a realização de biópsia por técnica aberta; 3) aos tumores de tecidos moles em relação as lesões ósseas e cartilaginosas e 4) a não realização de quimioterapia neoadjuvante. O objetivo desta pesquisa foi estudar os fatores possivelmente associados à contaminação tumoral do trajeto de biópsia em neoplasias ósseas malignas primárias. No seu conjunto, pela análise da literatura e com a avaliação da casuística estudada, esta dissertação evidencia que: 1) sem a ressecção do trajeto de biópsia, a possibilidade de recidiva tumoral local é considerável; 2) a presença de contaminação no trajeto da biópsia está associada a ocorrência de recidiva local; 3) é incerta a influência do tipo de tumor na ocorrência de contaminação; 4) não é possível concluir com certeza se a técnica de biópsia (aberta ou percutânea) exerça influência sobre a ocorrência de contaminação do trajeto; 5) a quimioterapia neoadjuvante exerce algum efeito protetor contra a contaminação tumoral no trajeto de biópsia; 6) observa-se que os pacientes que apresentam contaminação no trajeto da biópsia evoluem com um prognóstico desfavorável. Tendo em vista o conhecimento desse comportamento e dessas características da contaminação tumoral no trajeto de biópsia dos tumores ósseos malignos primários acreditamos que a prática de ressecção do trajeto de biópsia seja o mais recomendado na abordagem a esses tumores, por considerar o risco desta complicação e as sérias consequências que poderá dela advir.
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