Estudo comparativo entre a citologia convencional versus citologia em meio líquido e avaliação do diagnóstico das doenças sexualmente transmissíveis em nível de Saúde Pública
| Ano de defesa: | 2015 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Ciencias Biologicas
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/15671 |
Resumo: | O presente estudo avaliou o desempenho da metodologia citológica de base líquida (ThinPrep-TP) com o da citologia convencional de Papanicolaou (CC) no diagnóstico de alterações citopatológicas e de resultados insatisfatórios, sob a visão de um serviço público no estado de Pernambuco (LACEN-PE) e da Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP-SP). Também foram avaliadas as associações entre a presença de coinfecções genitais dos subtipos de Human papillomavirus (HPV) com Chlamydia trachomatis (CT) e/ou outras microfloras, com os diferentes estágios de alterações cervicais das pacientes. A população do estudo foi de 525 mulheres na faixa etária dos 18-65 anos, atendidas por demanda espontânea, pelas Unidades Básicas de Saúde no Estado de Pernambuco, no período de abril a novembro de 2011. Um questionário padronizado com informações sobre características sociodemográficas, sexuais, reprodutivas e de hábitos (tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e uso de drogas) foram obtidos de todas as pacientes do estudo. A presença de DNA do HPV e da CT foram diagnósticadas através da reação em cadeia da polimerase (PCR) e o exame citológico foi realizado para detecção das demais infecções. Para avaliar a relação das infecções genitais com a presença de alterações intraepiteliais cervicais, foi utilizado o teste exato de Fisher. Os resultados mostraram que 11,05% das pacientes tinham menos de 25 anos, 30,86% eram solteiras, 6,86% tiveram mais de 5 parceiros sexuais, 44% não faziam uso de métodos contraceptivos, 38,85% eram usuárias de álcool, 24,38% eram fumantes e 3,24% haviam consumido drogas. Além disso, 42,01% tinham queixas ginecológicas; e 12,19% história pregressa de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Quando comparadas a eficiência das técnicas TP e CC sob a visão do LACEN-PE, observou-se que as duas metodologias avaliadas apresentaram fraca concordância entre os métodos (k=0,19;95%IC(0,11-0,26); p<<0,001). A metodologia TP reduziu a taxa de resultados insatisfatórios de 4,38% para 1,71% (×2= 5,28; p=0,02), e o número de alterações citopatológicas diagnosticadas aumentaram de 2,47% para 3,04%. Porém sob a avaliação da FOSP-SP, as duas metodologias apresentaram concordância (k=0,39;95%IC(0,29-0,50); p<<0,001). A metodologia TP apresentou taxas insatisfatórias e praticamente semelhantes de 3,20% para 3,60% (×2= 5,00; p=0,17), e de alterações citopatológicas de 5,60% para 4,20%. Em 87 casos, foram observadas alterações cervicais por uma das metodologias utilizadas; destas, em 83,91% foram detectados CT e 82,76% foram positivas para HPV, ocorrendo coinfecção em 65 casos (74,7%). Em 93,1% dos casos houveram alterações colposcópicas, observando-se uma associação estatisticamente significativa entre coinfecção HPV-CT e presença de lesão (p=0.037). Outras microfloras encontradas foram Gardnerella vaginalis (35,6%), cocos (18,4%), Candida sp (9,2%), Trichomonas vaginalis (6,9%), Lactobacillus sp (4,6%) e herpesvírus (1,15%). Flora mista (coinfecção por várias microfloras – com exceção de CT simultaneamente) ocorreram em 41,38% dos casos. No entanto, nenhuma associação da presença desses microrganismos não-virais e os herpesvírus com a gravidade das lesões intraepiteliais foram encontradas. Os subtipos de HPV mais frequentes foram 16 e 31 (34,3% e 17,15%, respectivamente). Porém nas lesões de maior gravidade, os mais prevalentes foram 16 e 18. Desta forma, concluimos que este estudo demonstra a superioridade da metodologia TP no diagnóstico citológico das amostras cervicais o que poderá contribuir na diminuição de possíveis perdas por repetição citológica e seguimento das pacientes. É importante chamar atenção para as infecções genitais, em especial a CT, que devem sem investigadas e tratadas adequadamente, haja vista, que coinfecções com o HPV estão associadas ao favorecimento de lesões cervicais, e podem evoluir a graus mais avançados. |
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COSTA, Micheline Oliveira Lobo Pereira daCORREIA, Maria Tereza dos Santos2016-03-04T17:16:30Z2016-03-04T17:16:30Z2015-01-23https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/15671O presente estudo avaliou o desempenho da metodologia citológica de base líquida (ThinPrep-TP) com o da citologia convencional de Papanicolaou (CC) no diagnóstico de alterações citopatológicas e de resultados insatisfatórios, sob a visão de um serviço público no estado de Pernambuco (LACEN-PE) e da Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP-SP). Também foram avaliadas as associações entre a presença de coinfecções genitais dos subtipos de Human papillomavirus (HPV) com Chlamydia trachomatis (CT) e/ou outras microfloras, com os diferentes estágios de alterações cervicais das pacientes. A população do estudo foi de 525 mulheres na faixa etária dos 18-65 anos, atendidas por demanda espontânea, pelas Unidades Básicas de Saúde no Estado de Pernambuco, no período de abril a novembro de 2011. Um questionário padronizado com informações sobre características sociodemográficas, sexuais, reprodutivas e de hábitos (tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e uso de drogas) foram obtidos de todas as pacientes do estudo. A presença de DNA do HPV e da CT foram diagnósticadas através da reação em cadeia da polimerase (PCR) e o exame citológico foi realizado para detecção das demais infecções. Para avaliar a relação das infecções genitais com a presença de alterações intraepiteliais cervicais, foi utilizado o teste exato de Fisher. Os resultados mostraram que 11,05% das pacientes tinham menos de 25 anos, 30,86% eram solteiras, 6,86% tiveram mais de 5 parceiros sexuais, 44% não faziam uso de métodos contraceptivos, 38,85% eram usuárias de álcool, 24,38% eram fumantes e 3,24% haviam consumido drogas. Além disso, 42,01% tinham queixas ginecológicas; e 12,19% história pregressa de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Quando comparadas a eficiência das técnicas TP e CC sob a visão do LACEN-PE, observou-se que as duas metodologias avaliadas apresentaram fraca concordância entre os métodos (k=0,19;95%IC(0,11-0,26); p<<0,001). A metodologia TP reduziu a taxa de resultados insatisfatórios de 4,38% para 1,71% (×2= 5,28; p=0,02), e o número de alterações citopatológicas diagnosticadas aumentaram de 2,47% para 3,04%. Porém sob a avaliação da FOSP-SP, as duas metodologias apresentaram concordância (k=0,39;95%IC(0,29-0,50); p<<0,001). A metodologia TP apresentou taxas insatisfatórias e praticamente semelhantes de 3,20% para 3,60% (×2= 5,00; p=0,17), e de alterações citopatológicas de 5,60% para 4,20%. Em 87 casos, foram observadas alterações cervicais por uma das metodologias utilizadas; destas, em 83,91% foram detectados CT e 82,76% foram positivas para HPV, ocorrendo coinfecção em 65 casos (74,7%). Em 93,1% dos casos houveram alterações colposcópicas, observando-se uma associação estatisticamente significativa entre coinfecção HPV-CT e presença de lesão (p=0.037). Outras microfloras encontradas foram Gardnerella vaginalis (35,6%), cocos (18,4%), Candida sp (9,2%), Trichomonas vaginalis (6,9%), Lactobacillus sp (4,6%) e herpesvírus (1,15%). Flora mista (coinfecção por várias microfloras – com exceção de CT simultaneamente) ocorreram em 41,38% dos casos. No entanto, nenhuma associação da presença desses microrganismos não-virais e os herpesvírus com a gravidade das lesões intraepiteliais foram encontradas. Os subtipos de HPV mais frequentes foram 16 e 31 (34,3% e 17,15%, respectivamente). Porém nas lesões de maior gravidade, os mais prevalentes foram 16 e 18. Desta forma, concluimos que este estudo demonstra a superioridade da metodologia TP no diagnóstico citológico das amostras cervicais o que poderá contribuir na diminuição de possíveis perdas por repetição citológica e seguimento das pacientes. É importante chamar atenção para as infecções genitais, em especial a CT, que devem sem investigadas e tratadas adequadamente, haja vista, que coinfecções com o HPV estão associadas ao favorecimento de lesões cervicais, e podem evoluir a graus mais avançados.CAPESThis study evaluated the performance of cytological methodology net basis (ThinPrep-TP) with the conventional Pap cytology (CC) in the diagnosis of cytopathological findings and unsatisfactory results under the vision of a public service in the state of Pernambuco (LACEN -PE) and Oncocentro Foundation of São Paulo (FOSP-SP). We also evaluated whether there is an association between the presence of genital co-infections of human papillomavirus subtypes (HPV) with Chlamydia trachomatis (CT) and or other microflora, with the different stages of cervical abnormalities of patients. The study population of 525 women between the ages of 18-65 years, assisted by spontaneous demand, the Basic Health Units in the State of Pernambuco, in the period from April to November 2011. A standardized questionnaire with information on sociodemographic characteristics, sexual, reproductive habits (such as smoking, alcohol consumption and drug use) were obtained from all study patients. The presence of HPV DNA and CT were both diagnosed by polymerase chain reaction (PCR) and cytological examination was performed to detect other infections. To evaluate the relationship of genital infections with the presence of cervical intraepithelial changes, Fisher's exact test was used. The results showed that 11.05% of patients were under 25yrs, 30.86% were single, 6.86% had more than five sexual partners, 44% did not use contraception, 38.85% were users of alcohol, 24.38% smokers and 3.24% had used drugs before. Moreover, gynecological complaints were 42.01%; and 12.19% history of STD. When comparing the efficiency of two techniques used in diagóstico of cervical abnormalities in the view of LACEN-PE, it was observed that the two methodologies evaluated showed poor agreement between the methods (k = 0.19; 95% CI (0,11- 0.26), p << 0.001). TP method reduced the rate of unsatisfactory 4.38% to 1.71% (5.28 = 2 × p = 0.02) and the number of cytopathological changes diagnosed increased 2.47% to 3 04%. But in the assessment of FOSP-SP, the two methodologies showed reasonable agreement (k = 0.39; 95% CI (0.29 to 0.50); p << 0.001) .The TP methodology showed unsatisfactory results virtually rates similar 3.20% to 3.60% (× 2 = 5.00; p = 0.17), and cytological changes from 5.60% to 4.20%. In 87 cases, cervical abnormalities were observed by any of the methods used, and of these, 83.91% were detected CT, and 82.76% were positive for HPV, occurring co-infection in 65 cases (74.7%). In 93.1% of cases there were colposcopic changes, observing a statistically significant association between co-infection HPV-CT and presence of lesions (p = 0.037). Other microflora were found Gardnerella vaginalis (35.6%), coconut (18.4%), Candida sp (9.2%), Trichomonas vaginalis (6.9%), Lactobacillus sp (4.6%) and herpesviruses (1.15%). Mixed flora (co-infection with various microflora - CT exception with both) occurred in 41.38% of cases. However, no association between the presence of non-viral organisms and herpesviruses with the severity of intraepithelial lesions were found. The most common HPV subtypes there were 16 and 31 (34.3% and 17.15%, respectively). But in more severe injuries, the most prevalent were 16 and 18. Thus, we conclude that this study demonstrates the superiority of TP methodology in the cytological diagnosis of cervical samples which could contribute to decrease possible losses by repetition and cytologic follow-up of patients . It is important to draw attention to the genital infections, especially CT, which are not investigated and dealt with appropriately, given that co-infections with HPV are associated with the favoring of cervical lesions, and can progress to more advanced degrees.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Ciencias BiologicasUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessPapilomavírusDoenças sexualmente transmissíveisCitologia- técnicaPapanicolaou CytologyLiquid-based cytologyThinPrepHPV infectionCervical lesiongenital coinfectionEstudo comparativo entre a citologia convencional versus citologia em meio líquido e avaliação do diagnóstico das doenças sexualmente transmissíveis em nível de Saúde Públicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILMICHELINE OLIVEIRA LOBO PEREIRA DA COSTA- TESE DOUTORADO -23-10-2015.pdf.jpgMICHELINE OLIVEIRA LOBO PEREIRA DA COSTA- TESE DOUTORADO -23-10-2015.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1184https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/15671/5/MICHELINE%20OLIVEIRA%20LOBO%20PEREIRA%20DA%20COSTA-%20TESE%20DOUTORADO%20-23-10-2015.pdf.jpg27e20615bdd2d0bbcfc09f6852c404c8MD55ORIGINALMICHELINE OLIVEIRA LOBO PEREIRA DA COSTA- TESE DOUTORADO -23-10-2015.pdfMICHELINE OLIVEIRA LOBO PEREIRA DA COSTA- TESE DOUTORADO -23-10-2015.pdfapplication/pdf15371820https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/15671/1/MICHELINE%20OLIVEIRA%20LOBO%20PEREIRA%20DA%20COSTA-%20TESE%20DOUTORADO%20-23-10-2015.pdf4afd4b560150641ba2dc59721bbb563eMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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Papilomavírus Doenças sexualmente transmissíveis Citologia- técnica Papanicolaou Cytology Liquid-based cytology ThinPrep HPV infection Cervical lesion genital coinfection |
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O presente estudo avaliou o desempenho da metodologia citológica de base líquida (ThinPrep-TP) com o da citologia convencional de Papanicolaou (CC) no diagnóstico de alterações citopatológicas e de resultados insatisfatórios, sob a visão de um serviço público no estado de Pernambuco (LACEN-PE) e da Fundação Oncocentro de São Paulo (FOSP-SP). Também foram avaliadas as associações entre a presença de coinfecções genitais dos subtipos de Human papillomavirus (HPV) com Chlamydia trachomatis (CT) e/ou outras microfloras, com os diferentes estágios de alterações cervicais das pacientes. A população do estudo foi de 525 mulheres na faixa etária dos 18-65 anos, atendidas por demanda espontânea, pelas Unidades Básicas de Saúde no Estado de Pernambuco, no período de abril a novembro de 2011. Um questionário padronizado com informações sobre características sociodemográficas, sexuais, reprodutivas e de hábitos (tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e uso de drogas) foram obtidos de todas as pacientes do estudo. A presença de DNA do HPV e da CT foram diagnósticadas através da reação em cadeia da polimerase (PCR) e o exame citológico foi realizado para detecção das demais infecções. Para avaliar a relação das infecções genitais com a presença de alterações intraepiteliais cervicais, foi utilizado o teste exato de Fisher. Os resultados mostraram que 11,05% das pacientes tinham menos de 25 anos, 30,86% eram solteiras, 6,86% tiveram mais de 5 parceiros sexuais, 44% não faziam uso de métodos contraceptivos, 38,85% eram usuárias de álcool, 24,38% eram fumantes e 3,24% haviam consumido drogas. Além disso, 42,01% tinham queixas ginecológicas; e 12,19% história pregressa de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Quando comparadas a eficiência das técnicas TP e CC sob a visão do LACEN-PE, observou-se que as duas metodologias avaliadas apresentaram fraca concordância entre os métodos (k=0,19;95%IC(0,11-0,26); p<<0,001). A metodologia TP reduziu a taxa de resultados insatisfatórios de 4,38% para 1,71% (×2= 5,28; p=0,02), e o número de alterações citopatológicas diagnosticadas aumentaram de 2,47% para 3,04%. Porém sob a avaliação da FOSP-SP, as duas metodologias apresentaram concordância (k=0,39;95%IC(0,29-0,50); p<<0,001). A metodologia TP apresentou taxas insatisfatórias e praticamente semelhantes de 3,20% para 3,60% (×2= 5,00; p=0,17), e de alterações citopatológicas de 5,60% para 4,20%. Em 87 casos, foram observadas alterações cervicais por uma das metodologias utilizadas; destas, em 83,91% foram detectados CT e 82,76% foram positivas para HPV, ocorrendo coinfecção em 65 casos (74,7%). Em 93,1% dos casos houveram alterações colposcópicas, observando-se uma associação estatisticamente significativa entre coinfecção HPV-CT e presença de lesão (p=0.037). Outras microfloras encontradas foram Gardnerella vaginalis (35,6%), cocos (18,4%), Candida sp (9,2%), Trichomonas vaginalis (6,9%), Lactobacillus sp (4,6%) e herpesvírus (1,15%). Flora mista (coinfecção por várias microfloras – com exceção de CT simultaneamente) ocorreram em 41,38% dos casos. No entanto, nenhuma associação da presença desses microrganismos não-virais e os herpesvírus com a gravidade das lesões intraepiteliais foram encontradas. Os subtipos de HPV mais frequentes foram 16 e 31 (34,3% e 17,15%, respectivamente). Porém nas lesões de maior gravidade, os mais prevalentes foram 16 e 18. Desta forma, concluimos que este estudo demonstra a superioridade da metodologia TP no diagnóstico citológico das amostras cervicais o que poderá contribuir na diminuição de possíveis perdas por repetição citológica e seguimento das pacientes. É importante chamar atenção para as infecções genitais, em especial a CT, que devem sem investigadas e tratadas adequadamente, haja vista, que coinfecções com o HPV estão associadas ao favorecimento de lesões cervicais, e podem evoluir a graus mais avançados. |
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2015 |
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