Dano existencial: para além do dano moral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: BUARQUE, Elaine Cristina de Moraes
Orientador(a): LÔBO, Paulo Luiz Neto
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Direito
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/27899
Resumo: Partindo da reflexão acerca do sistema de reparação dos danos causados à pessoa, a presente Tese demonstra que, além da lesão aos direitos da personalidade, representados pelo dano moral, há outros direitos fundamentais, a exemplo da privacidade, que, se gravemente violados, podem comprometer de forma profunda e permanente o projeto de vida em suas relações sociais desenvolvidas anteriormente pela pessoa que sofreu o dano, rendendo-lhe uma alteração, cerceamento ou impedimento de suas atividades hedônicas, capazes de modificar o seu relacionar-se com o mundo, denominado de dano existencial. A presente Tese serve a indicar que, ao lado do dano moral e como subcategoria dos danos não patrimoniais, há o dano existencial, que merece ser acolhido, reconhecido e aplicado pelo nosso ordenamento jurídico. Da análise dos aportes teóricos, das características e dos elementos constitutivos do dano existencial, pôde-se verificar que esse dano não se confunde com o de natureza moral. O dano estético não foi considerado na hipótese, por não ser visto como modalidade autônoma de dano. O objetivo principal é partir de argumentos, de parâmetros e de circunstâncias em que o dano existencial é possível e é concretamente aplicável na Itália, para fundamentar a essência de sua construção jurídica nacional. Por isso, foram apresentadas e revistas as três das mais importantes decisões das Sessões Unidas da Corte de Cassação Italiana e as três mais emblemáticas Sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que tratam direta e indiretamente do tema, para indicar a aplicação do dano existencial pelo ordenamento jurídico pátrio, ainda que de forma implícita. Foi utilizado o método indutivo, pois, muito mais que um comparativo jurisprudencial e doutrinário, leva-se à possibilidade específica (concebida externamente), de que o dano existencial pode e já vem sendo utilizado pelo nosso ordenamento jurídico interno. As demonstrações quanto à sua aplicação deram-se tanto pelo uso subsidiário de raciocínios lógico dedutivos, produzidos pela dogmática (referencial teórico estudado), quanto pela observância da legitimidade das decisões coletadas ao longo Tese. A confirmação da hipótese resultou: i) da comparação dos artigos das Constituições e dos artigos dos Códigos Civis (Italianos e Brasileiros); e b) do resultado das decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que aplica o dano ao projeto de vida, nas mesmas circunstâncias em que o dano existencial é aplicado pelos italianos. Da análise de alguns julgados proferidos por Tribunais de primeira instância a aplicação do dano existencial foi corroborada pelo fato do Superior Tribunal de Justiça, ainda que sem referência nominal ao dano existencial, aplicar o dano ao projeto de vida em suas decisões (como nas pensões vitalícias). Por fim, da interpretação sistemática do Código Civil brasileiro foi encontrada a fundamentação legal adequada ao reconhecimento e aplicação expressa do dano existencial pelo Brasil, ratificando a hipótese e comprovando a Tese.
id UFPE_213d67ecbf32861b2de4faa9694410e9
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/27899
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling BUARQUE, Elaine Cristina de Moraeshttp://lattes.cnpq.br/8212765780685579http://lattes.cnpq.br/7529179450647482LÔBO, Paulo Luiz NetoCICCO, Maria Cristina De2018-12-03T19:31:31Z2018-12-03T19:31:31Z2017-04-27https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/27899Partindo da reflexão acerca do sistema de reparação dos danos causados à pessoa, a presente Tese demonstra que, além da lesão aos direitos da personalidade, representados pelo dano moral, há outros direitos fundamentais, a exemplo da privacidade, que, se gravemente violados, podem comprometer de forma profunda e permanente o projeto de vida em suas relações sociais desenvolvidas anteriormente pela pessoa que sofreu o dano, rendendo-lhe uma alteração, cerceamento ou impedimento de suas atividades hedônicas, capazes de modificar o seu relacionar-se com o mundo, denominado de dano existencial. A presente Tese serve a indicar que, ao lado do dano moral e como subcategoria dos danos não patrimoniais, há o dano existencial, que merece ser acolhido, reconhecido e aplicado pelo nosso ordenamento jurídico. Da análise dos aportes teóricos, das características e dos elementos constitutivos do dano existencial, pôde-se verificar que esse dano não se confunde com o de natureza moral. O dano estético não foi considerado na hipótese, por não ser visto como modalidade autônoma de dano. O objetivo principal é partir de argumentos, de parâmetros e de circunstâncias em que o dano existencial é possível e é concretamente aplicável na Itália, para fundamentar a essência de sua construção jurídica nacional. Por isso, foram apresentadas e revistas as três das mais importantes decisões das Sessões Unidas da Corte de Cassação Italiana e as três mais emblemáticas Sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que tratam direta e indiretamente do tema, para indicar a aplicação do dano existencial pelo ordenamento jurídico pátrio, ainda que de forma implícita. Foi utilizado o método indutivo, pois, muito mais que um comparativo jurisprudencial e doutrinário, leva-se à possibilidade específica (concebida externamente), de que o dano existencial pode e já vem sendo utilizado pelo nosso ordenamento jurídico interno. As demonstrações quanto à sua aplicação deram-se tanto pelo uso subsidiário de raciocínios lógico dedutivos, produzidos pela dogmática (referencial teórico estudado), quanto pela observância da legitimidade das decisões coletadas ao longo Tese. A confirmação da hipótese resultou: i) da comparação dos artigos das Constituições e dos artigos dos Códigos Civis (Italianos e Brasileiros); e b) do resultado das decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que aplica o dano ao projeto de vida, nas mesmas circunstâncias em que o dano existencial é aplicado pelos italianos. Da análise de alguns julgados proferidos por Tribunais de primeira instância a aplicação do dano existencial foi corroborada pelo fato do Superior Tribunal de Justiça, ainda que sem referência nominal ao dano existencial, aplicar o dano ao projeto de vida em suas decisões (como nas pensões vitalícias). Por fim, da interpretação sistemática do Código Civil brasileiro foi encontrada a fundamentação legal adequada ao reconhecimento e aplicação expressa do dano existencial pelo Brasil, ratificando a hipótese e comprovando a Tese.Getting start from the actual personal’s repairing damages system reflection, this Thesis demonstrates that beyond the damages that could be caused to a personality’s right, reflected trough the moral damage, there are other fundamental rights that once severely violated, as the privacy’s right that once violated could cause a deeply and damage in someone life’s project, in someone social relations that were been developed by the person who suffers the damage, that might be able to change, retrench or imped his hedonics activities and that might be able to modify his own relation with the things and persons that interacts with or around him, nominated as an existential damage. This Thesis serves to indicate that besides the moral damage, and as a subcategory of the non-patrimonial damage, there is the existential damage that should not be confounded but might be recognized, and applied by our juridical ordainment. From the analysis of the theoretical contributions of his constitutional elements and based on its singularity, the existential damage necessarily serves to be applied by the juridical community. That’s why our concern about the analysis of its precipitous arguments to conduces its comprehension within its essence, its recognition e and its juridical construction. Therefore, three of the most important decisions of the United Nations of the Italian Court of Cassation and the three most emblematic Sentences of the Inter-American Court of Human Rights, that directly and indirectly dealed with the subject, were presented and reviewed, to indicate the application of existential damage by Legal order, although implicitly. The inductive method was used because, much more than a comparative jurisprudential and doctrinal, we leaded with the specific possibility (externally conceived), that existential damage can and has been used by our internal legal system. The demonstrations regarding its application were due both to the subsidiary use of deductive logical reasoning produced by the dogmatic (theoretical referential studied), and by the observance of the legitimacy of the decisions collected throughout Thesis. The confirmation of the hypothesis resulted from: i) a comparison of the articles of the Constitutions and the articles of the Civil Codes (Italian and Brazilian); and b) the outcome of the decisions of the Inter-American Court of Human Rights, which applies the damage to the life project, in the same circumstances in which the existential damage is applied by the Italians. From the analysis of some judgments by our first instances Courts, the existential damage the application was corroborated by the fact that the Superior Court of Justice, although without a nominal reference to existential damage, applies the damage to the life project in its decisions (as in annuity pensions). Finally, from the systematic interpretation of the Brazilian Civil Code was found the adequate legal basis to the recognition and express the application of existential damage by Brazil, ratifying the hypothesis and proving the Thesis.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em DireitoUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessDanos (Direito)Danos moraisReparação - DireitoDireito à privacidadeResponsabilidade – (Direito)Direitos HumanosDano existencial: para além do dano moralinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETHUMBNAILTESE Elaine Cristina de Moraes Buarque.pdf.jpgTESE Elaine Cristina de Moraes Buarque.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1175https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27899/5/TESE%20Elaine%20Cristina%20de%20Moraes%20Buarque.pdf.jpg1f0e07b8d7fc82d81073510decb5b4c5MD55ORIGINALTESE Elaine Cristina de Moraes Buarque.pdfTESE Elaine Cristina de Moraes Buarque.pdfapplication/pdf1651679https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27899/1/TESE%20Elaine%20Cristina%20de%20Moraes%20Buarque.pdf194ea03a0ddadc2def00e634e37640acMD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27899/2/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82311https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27899/3/license.txt4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08MD53TEXTTESE Elaine Cristina de Moraes Buarque.pdf.txtTESE Elaine Cristina de Moraes Buarque.pdf.txtExtracted texttext/plain657272https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27899/4/TESE%20Elaine%20Cristina%20de%20Moraes%20Buarque.pdf.txt554a769798939e78d564c6e226e4494cMD54123456789/278992019-10-26 02:38:38.758oai:repositorio.ufpe.br:123456789/27899TGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKClRvZG8gZGVwb3NpdGFudGUgZGUgbWF0ZXJpYWwgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIEluc3RpdHVjaW9uYWwgKFJJKSBkZXZlIGNvbmNlZGVyLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIChVRlBFKSwgdW1hIExpY2Vuw6dhIGRlIERpc3RyaWJ1acOnw6NvIE7Do28gRXhjbHVzaXZhIHBhcmEgbWFudGVyIGUgdG9ybmFyIGFjZXNzw612ZWlzIG9zIHNldXMgZG9jdW1lbnRvcywgZW0gZm9ybWF0byBkaWdpdGFsLCBuZXN0ZSByZXBvc2l0w7NyaW8uCgpDb20gYSBjb25jZXNzw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhIG7Do28gZXhjbHVzaXZhLCBvIGRlcG9zaXRhbnRlIG1hbnTDqW0gdG9kb3Mgb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IuCl9fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fX19fXwoKTGljZW7Dp2EgZGUgRGlzdHJpYnVpw6fDo28gTsOjbyBFeGNsdXNpdmEKCkFvIGNvbmNvcmRhciBjb20gZXN0YSBsaWNlbsOnYSBlIGFjZWl0w6EtbGEsIHZvY8OqIChhdXRvciBvdSBkZXRlbnRvciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMpOgoKYSkgRGVjbGFyYSBxdWUgY29uaGVjZSBhIHBvbMOtdGljYSBkZSBjb3B5cmlnaHQgZGEgZWRpdG9yYSBkbyBzZXUgZG9jdW1lbnRvOwpiKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBjb25oZWNlIGUgYWNlaXRhIGFzIERpcmV0cml6ZXMgcGFyYSBvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIGRhIFVGUEU7CmMpIENvbmNlZGUgw6AgVUZQRSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgYXJxdWl2YXIsIHJlcHJvZHV6aXIsIGNvbnZlcnRlciAoY29tbyBkZWZpbmlkbyBhIHNlZ3VpciksIGNvbXVuaWNhciBlL291IGRpc3RyaWJ1aXIsIG5vIFJJLCBvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZSAoaW5jbHVpbmRvIG8gcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0KSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwgb3UgcG9yIG91dHJvIG1laW87CmQpIERlY2xhcmEgcXVlIGF1dG9yaXphIGEgVUZQRSBhIGFycXVpdmFyIG1haXMgZGUgdW1hIGPDs3BpYSBkZXN0ZSBkb2N1bWVudG8gZSBjb252ZXJ0w6otbG8sIHNlbSBhbHRlcmFyIG8gc2V1IGNvbnRlw7pkbywgcGFyYSBxdWFscXVlciBmb3JtYXRvIGRlIGZpY2hlaXJvLCBtZWlvIG91IHN1cG9ydGUsIHBhcmEgZWZlaXRvcyBkZSBzZWd1cmFuw6dhLCBwcmVzZXJ2YcOnw6NvIChiYWNrdXApIGUgYWNlc3NvOwplKSBEZWNsYXJhIHF1ZSBvIGRvY3VtZW50byBzdWJtZXRpZG8gw6kgbyBzZXUgdHJhYmFsaG8gb3JpZ2luYWwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBhIHRlcmNlaXJvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBhIGVudHJlZ2EgZG8gZG9jdW1lbnRvIG7Do28gaW5mcmluZ2Ugb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgb3V0cmEgcGVzc29hIG91IGVudGlkYWRlOwpmKSBEZWNsYXJhIHF1ZSwgbm8gY2FzbyBkbyBkb2N1bWVudG8gc3VibWV0aWRvIGNvbnRlciBtYXRlcmlhbCBkbyBxdWFsIG7Do28gZGV0w6ltIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlCmF1dG9yLCBvYnRldmUgYSBhdXRvcml6YcOnw6NvIGlycmVzdHJpdGEgZG8gcmVzcGVjdGl2byBkZXRlbnRvciBkZXNzZXMgZGlyZWl0b3MgcGFyYSBjZWRlciDDoApVRlBFIG9zIGRpcmVpdG9zIHJlcXVlcmlkb3MgcG9yIGVzdGEgTGljZW7Dp2EgZSBhdXRvcml6YXIgYSB1bml2ZXJzaWRhZGUgYSB1dGlsaXrDoS1sb3MgbGVnYWxtZW50ZS4gRGVjbGFyYSB0YW1iw6ltIHF1ZSBlc3NlIG1hdGVyaWFsIGN1am9zIGRpcmVpdG9zIHPDo28gZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gb3UgY29udGXDumRvIGRvIGRvY3VtZW50byBlbnRyZWd1ZTsKZykgU2UgbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgw6kgYmFzZWFkbyBlbSB0cmFiYWxobyBmaW5hbmNpYWRvIG91IGFwb2lhZG8gcG9yIG91dHJhIGluc3RpdHVpw6fDo28gcXVlIG7Do28gYSBVRlBFLMKgZGVjbGFyYSBxdWUgY3VtcHJpdSBxdWFpc3F1ZXIgb2JyaWdhw6fDtWVzIGV4aWdpZGFzIHBlbG8gcmVzcGVjdGl2byBjb250cmF0byBvdSBhY29yZG8uCgpBIFVGUEUgaWRlbnRpZmljYXLDoSBjbGFyYW1lbnRlIG8ocykgbm9tZShzKSBkbyhzKSBhdXRvciAoZXMpIGRvcyBkaXJlaXRvcyBkbyBkb2N1bWVudG8gZW50cmVndWUgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBwYXJhIGFsw6ltIGRvIHByZXZpc3RvIG5hIGFsw61uZWEgYykuCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-26T05:38:38Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Dano existencial: para além do dano moral
title Dano existencial: para além do dano moral
spellingShingle Dano existencial: para além do dano moral
BUARQUE, Elaine Cristina de Moraes
Danos (Direito)
Danos morais
Reparação - Direito
Direito à privacidade
Responsabilidade – (Direito)
Direitos Humanos
title_short Dano existencial: para além do dano moral
title_full Dano existencial: para além do dano moral
title_fullStr Dano existencial: para além do dano moral
title_full_unstemmed Dano existencial: para além do dano moral
title_sort Dano existencial: para além do dano moral
author BUARQUE, Elaine Cristina de Moraes
author_facet BUARQUE, Elaine Cristina de Moraes
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/8212765780685579
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/7529179450647482
dc.contributor.author.fl_str_mv BUARQUE, Elaine Cristina de Moraes
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv LÔBO, Paulo Luiz Neto
dc.contributor.advisor-co1.fl_str_mv CICCO, Maria Cristina De
contributor_str_mv LÔBO, Paulo Luiz Neto
CICCO, Maria Cristina De
dc.subject.por.fl_str_mv Danos (Direito)
Danos morais
Reparação - Direito
Direito à privacidade
Responsabilidade – (Direito)
Direitos Humanos
topic Danos (Direito)
Danos morais
Reparação - Direito
Direito à privacidade
Responsabilidade – (Direito)
Direitos Humanos
description Partindo da reflexão acerca do sistema de reparação dos danos causados à pessoa, a presente Tese demonstra que, além da lesão aos direitos da personalidade, representados pelo dano moral, há outros direitos fundamentais, a exemplo da privacidade, que, se gravemente violados, podem comprometer de forma profunda e permanente o projeto de vida em suas relações sociais desenvolvidas anteriormente pela pessoa que sofreu o dano, rendendo-lhe uma alteração, cerceamento ou impedimento de suas atividades hedônicas, capazes de modificar o seu relacionar-se com o mundo, denominado de dano existencial. A presente Tese serve a indicar que, ao lado do dano moral e como subcategoria dos danos não patrimoniais, há o dano existencial, que merece ser acolhido, reconhecido e aplicado pelo nosso ordenamento jurídico. Da análise dos aportes teóricos, das características e dos elementos constitutivos do dano existencial, pôde-se verificar que esse dano não se confunde com o de natureza moral. O dano estético não foi considerado na hipótese, por não ser visto como modalidade autônoma de dano. O objetivo principal é partir de argumentos, de parâmetros e de circunstâncias em que o dano existencial é possível e é concretamente aplicável na Itália, para fundamentar a essência de sua construção jurídica nacional. Por isso, foram apresentadas e revistas as três das mais importantes decisões das Sessões Unidas da Corte de Cassação Italiana e as três mais emblemáticas Sentenças da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que tratam direta e indiretamente do tema, para indicar a aplicação do dano existencial pelo ordenamento jurídico pátrio, ainda que de forma implícita. Foi utilizado o método indutivo, pois, muito mais que um comparativo jurisprudencial e doutrinário, leva-se à possibilidade específica (concebida externamente), de que o dano existencial pode e já vem sendo utilizado pelo nosso ordenamento jurídico interno. As demonstrações quanto à sua aplicação deram-se tanto pelo uso subsidiário de raciocínios lógico dedutivos, produzidos pela dogmática (referencial teórico estudado), quanto pela observância da legitimidade das decisões coletadas ao longo Tese. A confirmação da hipótese resultou: i) da comparação dos artigos das Constituições e dos artigos dos Códigos Civis (Italianos e Brasileiros); e b) do resultado das decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que aplica o dano ao projeto de vida, nas mesmas circunstâncias em que o dano existencial é aplicado pelos italianos. Da análise de alguns julgados proferidos por Tribunais de primeira instância a aplicação do dano existencial foi corroborada pelo fato do Superior Tribunal de Justiça, ainda que sem referência nominal ao dano existencial, aplicar o dano ao projeto de vida em suas decisões (como nas pensões vitalícias). Por fim, da interpretação sistemática do Código Civil brasileiro foi encontrada a fundamentação legal adequada ao reconhecimento e aplicação expressa do dano existencial pelo Brasil, ratificando a hipótese e comprovando a Tese.
publishDate 2017
dc.date.issued.fl_str_mv 2017-04-27
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2018-12-03T19:31:31Z
dc.date.available.fl_str_mv 2018-12-03T19:31:31Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/27899
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/27899
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Direito
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27899/5/TESE%20Elaine%20Cristina%20de%20Moraes%20Buarque.pdf.jpg
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27899/1/TESE%20Elaine%20Cristina%20de%20Moraes%20Buarque.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27899/2/license_rdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27899/3/license.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/27899/4/TESE%20Elaine%20Cristina%20de%20Moraes%20Buarque.pdf.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv 1f0e07b8d7fc82d81073510decb5b4c5
194ea03a0ddadc2def00e634e37640ac
e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34
4b8a02c7f2818eaf00dcf2260dd5eb08
554a769798939e78d564c6e226e4494c
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1862741729557348352