Uso de sítio de quebra pelo macaco-prego-galego (Sapajus flavius) na caatinga
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Biologia Animal
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66071 |
Resumo: | O macaco-prego-galego (Sapajus flavius) é uma espécie Ameaçada e endêmica do Nordeste do Brasil. Embora sua distribuição inicialmente estivesse restrita à Mata Atlântica, atualmente sabe-se da ocorrência de populações também na Caatinga, onde exibem o comportamento de uso de pedra como ferramenta. Esta dissertação teve como objetivo investigar o padrão de uso dessas ferramentas pelo macaco-prego-galego na Caatinga alagoana e compreender como características da paisagem local influenciam o reuso dos sítios de quebra. Durante dez meses de trabalho de campo, duas trilhas foram percorridas, resultando no mapeamento e quantificação de 215 bigornas e 247 martelos utilizados pelo macaco-prego-galego. Em média, as bigornas apresentaram um comprimento de 470 (± 57 cm) cm e largura de 600 (± 500 cm). Já os martelos, o comprimento médio foi de 91 (± 36 mm) cm, largura média 66 (±36 mm), espessura 41 (± 52 mm), e peso média de 337 (± 483 g). As bigornas foram significativamente mais compridas que os martelos, todavia não houve diferença significativa para a largura. A maioria dos restos de alimento utilizados pelo macaco-prego-galego encontrados nas bigornas foram classificados como antigos (91%); e as espécies mais comuns foram Cnidoscolus quercifolius (77,3%) e Terminalia catappa (22,7%). Os martelos utilizados para quebrar T. catappa apresentaram largura, espessura e peso significativamente maiores do que os usados para C. quercifolius. Para compreender o reuso dos sítios, foram delimitadas áreas de amostragem ao redor dos sítios a partir de 10 transectos medindo 50 m. Nestes, foram registradas a densidade de árvores (793,33 indivíduos/ha), área basal (20,54 m2/ha), disponibilidade de frutos comestíveis no solo (média = 4 ± 7), pedras disponíveis no solo (média = 307 ± 172 un.) e distância de fontes de água (média = 181,6 ± 161,1 m). A abundância total de sítios reutilizados foi 72, com média de 2,05 ± 1,74 por área amostrada. Modelos Lineares Generalizados (GLM) revelaram que a área basal das árvores correlacionou positivamente com a abundância de sítios reutilizados. Portanto, áreas com árvores que apresentam uma alta quantidade de alimento disponível favorecem a abundância de sítios reutilizados pelo macaco- prego-galego. Esses resultados evidenciam que a estrutura da vegetação influencia diretamente o comportamento. Esse estudo fornece subsídios importantes para estratégias de conservação, destacando a relevância da estrutura da vegetação e da disponibilidade de recursos na manutenção do comportamento de uso de ferramentas pelo grupo de macaco-prego-galego na Caatinga. |
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MADRUGA, Maria Gabriella Rufinohttp://lattes.cnpq.br/0220088353596236http://lattes.cnpq.br/9585215330793051SOUZA-ALVES, João Pedro2025-09-19T13:07:14Z2025-09-19T13:07:14Z2025-08-13MADRUGA, Maria Gabriella Rufino . Uso de sítio de quebra pelo macaco-prego-galego (Sapajus flavius) na caatinga. 2025. Dissertação (Mestrado em Biologia Animal) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66071O macaco-prego-galego (Sapajus flavius) é uma espécie Ameaçada e endêmica do Nordeste do Brasil. Embora sua distribuição inicialmente estivesse restrita à Mata Atlântica, atualmente sabe-se da ocorrência de populações também na Caatinga, onde exibem o comportamento de uso de pedra como ferramenta. Esta dissertação teve como objetivo investigar o padrão de uso dessas ferramentas pelo macaco-prego-galego na Caatinga alagoana e compreender como características da paisagem local influenciam o reuso dos sítios de quebra. Durante dez meses de trabalho de campo, duas trilhas foram percorridas, resultando no mapeamento e quantificação de 215 bigornas e 247 martelos utilizados pelo macaco-prego-galego. Em média, as bigornas apresentaram um comprimento de 470 (± 57 cm) cm e largura de 600 (± 500 cm). Já os martelos, o comprimento médio foi de 91 (± 36 mm) cm, largura média 66 (±36 mm), espessura 41 (± 52 mm), e peso média de 337 (± 483 g). As bigornas foram significativamente mais compridas que os martelos, todavia não houve diferença significativa para a largura. A maioria dos restos de alimento utilizados pelo macaco-prego-galego encontrados nas bigornas foram classificados como antigos (91%); e as espécies mais comuns foram Cnidoscolus quercifolius (77,3%) e Terminalia catappa (22,7%). Os martelos utilizados para quebrar T. catappa apresentaram largura, espessura e peso significativamente maiores do que os usados para C. quercifolius. Para compreender o reuso dos sítios, foram delimitadas áreas de amostragem ao redor dos sítios a partir de 10 transectos medindo 50 m. Nestes, foram registradas a densidade de árvores (793,33 indivíduos/ha), área basal (20,54 m2/ha), disponibilidade de frutos comestíveis no solo (média = 4 ± 7), pedras disponíveis no solo (média = 307 ± 172 un.) e distância de fontes de água (média = 181,6 ± 161,1 m). A abundância total de sítios reutilizados foi 72, com média de 2,05 ± 1,74 por área amostrada. Modelos Lineares Generalizados (GLM) revelaram que a área basal das árvores correlacionou positivamente com a abundância de sítios reutilizados. Portanto, áreas com árvores que apresentam uma alta quantidade de alimento disponível favorecem a abundância de sítios reutilizados pelo macaco- prego-galego. Esses resultados evidenciam que a estrutura da vegetação influencia diretamente o comportamento. Esse estudo fornece subsídios importantes para estratégias de conservação, destacando a relevância da estrutura da vegetação e da disponibilidade de recursos na manutenção do comportamento de uso de ferramentas pelo grupo de macaco-prego-galego na Caatinga.The blonde capuchin monkey (Sapajus flavius) is an endangered species endemic to northeastern Brazil. Although its distribution was initially restricted to the Atlantic Forest, populations are now known to occur in the Caatinga as well, where they exhibit stone tool use behavior. This dissertation aimed to investigate the pattern of tool use by the blonde capuchin in the Caatinga of Alagoas and to understand how local landscape features influence the reuse of stone tool sites. Over ten months of fieldwork, two trails were surveyed, resulting in the mapping and quantification of 215 anvils and 247 hammers used by the blonde capuchin. On average, the anvils measured 470 (± 57 cm) in length and 600 (± 500 cm) in width. The hammers had an average length of 91 (± 36 mm), width of 66 (± 36 mm), thickness of 41 (± 52 mm), and weight of 337 (± 483 g). Anvils were significantly longer than hammers, although no significant difference was found in width. Most of the food remains found on anvils were classified as old (91%), with the most common species being Cnidoscolus quercifolius (77.3%) and Terminalia catappa (22.7%). Hammers used to crack T. catappa were significantly wider, thicker, and heavier than those used for C. quercifolius. To understand site reuse, sampling areas were established around the tool-use sites using ten 50-meter transects. Within these, the following were recorded: tree density (793.33 individuals/ha), basal area (20.54 m2/ha), availability of edible fruits on the ground (mean = 4 ± 7), number of loose stones on the ground (mean = 307 ± 172 units), and distance to water sources (mean = 181.6 ± 161.1 m). The total number of reused sites was 72, with an average of 2.05 ± 1.74 per sampled area. Generalized Linear Models (GLMs) revealed that tree basal area was positively correlated with the abundance of reused sites. Therefore, areas with trees that offer a greater amount of available food favor a higher abundance of tool-use site reuse by the blonde capuchin. These results highlight that vegetation structure directly influences behavior. This study provides valuable insights for conservation strategies, emphasizing the importance of vegetation structure and resource availability in maintaining stone tool use behavior in blonde capuchin groups inhabiting the Caatinga.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Biologia AnimalUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessUso de ferramentaPrimataAdaptaçãoUso de sítio de quebra pelo macaco-prego-galego (Sapajus flavius) na caatingainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Maria Gabriella Rufino Madruga.pdfDISSERTAÇÃO Maria Gabriella Rufino Madruga.pdfapplication/pdf2225971https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66071/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Maria%20Gabriella%20Rufino%20Madruga.pdfe7031e673fead447ff6db15be8a0766bMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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