O Recife e o Punk : geografando uma contracultura em seus territórios urbanos
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Geografia
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57327 |
Resumo: | O presente trabalho tem como objetivo geografar a atuação da contracultura punk do Recife, ou seja, analisar, descrever e destrinchar o movimento punk sob a luz da ciência geográfica, seus territórios e territorialidades; relatando sua dinâmica e trajetória – história, características socioeconômicas de seus integrantes, militância, concepções de mundo, produção, ideologia, discurso, sociabilidade, conflitos e o papel da música punk no contexto desses grupos. Neste ensaio, retoma-se o surgimento da cena punk brasileira, inserida no fervilhante despontar de contraculturas no mundo, fomentadas por movimentos políticos reivindicatórios e sociais, atuantes nas décadas de 1960 e 1970. Para examinar a formação do punk no Recife e descrever seus espaços e geossimbolismos, foram coletados dados de 1982 a 2023. À luz de teóricos como Mafessoli (1987), Bonnemaison (1993) e, principalmente, Haesbaert (2004) ampliou-se a ótica sobre as variadas simbologias e discursos que constituem o ideário punk, e como a práxis da contracultura se deslocou do centro da capital pernambucana para ganhar as casas, as calçadas, esquinas e os bairros da periferia do Recife, externando diferentes usos, conflitos, retóricas e apropriações físico-materiais e simbólico-imateriais dessa tribo urbana. O acareamento de diferentes gerações de punks ratifica esta contracultura como locus de companheirismo, defesa e altruísmo; além de palco onde se desenvolve uma prática educativa política racional e ética, o que contraria a visão simplista da mídia e de atores externos ao cenário punk, já que muitos dos resultados expostos apontam para indivíduos que adquiriram criticidade e tomaram ciência da realidade que os cercava a partir da adesão ao movimento. |
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Neste ensaio, retoma-se o surgimento da cena punk brasileira, inserida no fervilhante despontar de contraculturas no mundo, fomentadas por movimentos políticos reivindicatórios e sociais, atuantes nas décadas de 1960 e 1970. Para examinar a formação do punk no Recife e descrever seus espaços e geossimbolismos, foram coletados dados de 1982 a 2023. À luz de teóricos como Mafessoli (1987), Bonnemaison (1993) e, principalmente, Haesbaert (2004) ampliou-se a ótica sobre as variadas simbologias e discursos que constituem o ideário punk, e como a práxis da contracultura se deslocou do centro da capital pernambucana para ganhar as casas, as calçadas, esquinas e os bairros da periferia do Recife, externando diferentes usos, conflitos, retóricas e apropriações físico-materiais e simbólico-imateriais dessa tribo urbana. O acareamento de diferentes gerações de punks ratifica esta contracultura como locus de companheirismo, defesa e altruísmo; além de palco onde se desenvolve uma prática educativa política racional e ética, o que contraria a visão simplista da mídia e de atores externos ao cenário punk, já que muitos dos resultados expostos apontam para indivíduos que adquiriram criticidade e tomaram ciência da realidade que os cercava a partir da adesão ao movimento.The present work aims to geograph the performance of the punk counterculture in Recife, its territories and territorialities; reporting its dynamics and trajectory – history, socioeconomic characteristics of its members, militancy, worldviews, production, ideology, discourse, sociability, conflicts and the role of punk music in the context of these groups. In this essay, the emergence of the Brazilian punk scene is resumed, inserted in the bubbling emergence of countercultures in the world, fostered by demanding political and social movements, active in the 1960s and 1970s. To examine the formation of punk in Recife and describe its spaces and geosymbolisms, data were collected from 1982 to 2023. In the light of theorists such as Mafessoli (1987), Bonnemaison (1993) and, mainly, Haesbaert (2004), the perspective on the various symbologies and discourses that mark the punk ideology was expanded, and how a counterculture praxis moved from the center of the capital of Pernambuco to take over the houses, sidewalks, corners and neighborhoods on the outskirts of Recife, expressing different uses, conflicts, rhetoric and physical-material and symbolic-immaterial appropriations of this urban tribe . The confrontation of different generations of punks ratifies this counterculture as a locus of companionship, defense and altruism; beyond the stage where a rational and ethical political educational practice is developed, which goes against the simplistic view of the media and external actors to the punk scene, since many of the exposed results point to individuals who acquired criticality and became aware of the reality that surrounded them from joining the movement.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em GeografiaUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessGeografiaContraculturaPunkTerritorialidadeRecife (PE)O Recife e o Punk : geografando uma contracultura em seus territórios urbanosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTDISSERTAÇÃO Alexsandro Antônio de Miranda.pdf.txtDISSERTAÇÃO Alexsandro Antônio de Miranda.pdf.txtExtracted texttext/plain190832https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57327/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Alexsandro%20Ant%c3%b4nio%20de%20Miranda.pdf.txt85e4decde38594efa4bde325e1349418MD54THUMBNAILDISSERTAÇÃO Alexsandro Antônio de Miranda.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Alexsandro Antônio de Miranda.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1368https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57327/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Alexsandro%20Ant%c3%b4nio%20de%20Miranda.pdf.jpg6158f7a73505058c71733377cc07f67cMD55ORIGINALDISSERTAÇÃO Alexsandro Antônio de Miranda.pdfDISSERTAÇÃO Alexsandro Antônio de Miranda.pdfapplication/pdf5315934https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57327/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Alexsandro%20Ant%c3%b4nio%20de%20Miranda.pdf796a660b079365a4cb2daf6cef109247MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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