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O ecossistema recifal de Serrambi (Pernambuco-Brasil): estrutura da comunidade fitoplanctônica e variáveis ambientais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: JALES, Marina Cavalcanti
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8490
Resumo: O ecossistema recifal de Serrambi situado cerca de 70 km do Recife, no litoral sul de Pernambuco encontra-se constituído por recifes de arenito do tipo franja que se destacam pela sua elevada biodiversidade, pesca artesanal, atividades náuticas e recreativas. Com o intuito de avaliar as condições ambientais do referido sistema, analisou-se a estrutura da comunidade fitoplanctônica e algumas variáveis ambientais. Foram realizadas coletas em três meses do período de estiagem e três do chuvoso, em três pontos de coleta, na superfície, em marés de sizígia durante a baixa-mar e preamar diurna. A maioria dos parâmetros hidrológicos apresentaram diferença sazonal significativa, devido à interferência das plumas dos rios Maracaípe e principalmente do Sirinhaém no período chuvoso, aumentando o material particulado em suspensão, a concentração dos nutrientes e diminuindo a salinidade, temperatura e a transparência da água. De acordo com os resultados obtidos na análise na ACP (Análise de Componentes Principais) mostraram que a pluviosidade foi a forçante física que mais interferiu no sistema, correlacionando-se diretamente com material particulado em suspensão, nitrato, silicato, fósforo e nitrito e inversamente com transparência, temperatura e salinidade. A clorofila a variou tanto espacial como sazonalmente havendo maior concentração no período chuvoso e a fração <20&#956;m (pico e nanofitoplâncton) foi a que mais contribuiu para a referida área. A comunidade microfitoplanctônica esteve representada por 159 táxons distribuídos entre as divisões Chlorophyta e Euglenozoa com 1 táxon cada (representando 0,63%); Cyanobacteria, com 8 táxons (5,03%); Dinofagellata, com 18 táxons (11,32%); Bacillariophyta, com 131 táxons identificados, perfazendo 82,38%. As espécies que se destacaram como dominantes foram Asterionellopsis glacialis (Castracane) Round; Coscinodiscus sp.; Paralia sulcata (Ehrenberg) Cleve; Thalassionema nitzschioides (Grunow) Mereschkowsky e como muito frequentes Oscillatoria princeps Vaucher ex Gomont, Oscillatoria sp., Protoperidinium sp., Prorocentrum micans Ehrenberg, Surirela fastuosa Ehrenberg, Coscinodiscus sp., Grammatophora marina (Lyngbye) Kützing, Nitschia longissima (Brèbisson) Ralfs, Paralia sulcata (Ehrenberg) Cleve, Petroneis humerosa (Brèbisson ex Smith) Stickle & Mann, Pleuro/Girosigma sp., Thalassiosira leptopus (Grunow) Hasle & Frywell, Bacillaria paxillifera (Müller) Marsson, Biddulphia biddulphiana Smith, Campyloneis grevillei (Smith) Grunow & Eulenstein. De acordo com a ecologia das espécies houve predomínio das ticoplanctônicas neríticas (48%), seguidas pelas marinhas planctônicas oceânicas (21,3%), marinhas planctônicas neríticas (16,5%), dulciaquícolas (5,5%) e estuarinas (8,7%). Portanto, levando-se em consideração os baixos teores de sais nutrientes, elevada taxa de saturação do oxigênio e baixa concentração clorofila a indicaram tratar-se de uma área isenta de eutrofização, favorecendo desta forma uma alta diversidade específica e boa distribuição das espécies fitoplanctônicas
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