A Construção Coletiva da Imagem de Maceió: cartões-postais 1903/1934
| Ano de defesa: | 2009 |
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Universidade Federal de Pernambuco
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/3026 |
Resumo: | Nesta pesquisa estudamos os cartões-postais fotográficos de Maceió entre 1903 e 1934 para qualificar a construção da imagem da Cidade a partir desses artefatos como fruto de um olhar coletivo, resultado de três olhares seletivos que se voltam para ela: o olhar dos fotógrafos, o olhar dos editores e o olhar do público. Nosso intento é mostrar que essa representação não se reduz a mera idealização purificadora da realidade, é uma construção coletiva da imagem da Cidade, portanto carregada de valores e significados históricos e existenciais. Assim, nos contrapomos à visão corrente dos cartões-postais como representações descoladas da realidade vivida, e fruto apenas de um trabalho artístico/autoral do fotógrafo. Para realizar tal debate, trazemos para o centro a representação de torrão natal presente no discurso do editor pioneiro de cartões-postais de Maceió, e verificamos a pertinência dessa representação nas imagens de cada uma das quinze séries de cartões-postais produzidas ao longo do período em estudo, assim como nas apropriações que o público consumidor faz desses cartões-postais no mesmo intervalo de tempo. Este percurso parte do pressuposto de que essas imagens fotográficas se tornam efetivamente cartões-postais, em seu sentido de catalisador de marcos paisagísticos coletivos, porque se realizam publicamente, isto é, após a aquisição/apropriação pela população. Para nós, portanto, a Maceió dos cartões-postais, que apresentamos no fechamento do trabalho, não é fruto apenas de uma sensibilidade de autor (fotógrafo), mas de uma sensibilidade coletiva envolvendo três co-artífices: os fotógrafos, os editores e o público |
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Assim, nos contrapomos à visão corrente dos cartões-postais como representações descoladas da realidade vivida, e fruto apenas de um trabalho artístico/autoral do fotógrafo. Para realizar tal debate, trazemos para o centro a representação de torrão natal presente no discurso do editor pioneiro de cartões-postais de Maceió, e verificamos a pertinência dessa representação nas imagens de cada uma das quinze séries de cartões-postais produzidas ao longo do período em estudo, assim como nas apropriações que o público consumidor faz desses cartões-postais no mesmo intervalo de tempo. Este percurso parte do pressuposto de que essas imagens fotográficas se tornam efetivamente cartões-postais, em seu sentido de catalisador de marcos paisagísticos coletivos, porque se realizam publicamente, isto é, após a aquisição/apropriação pela população. 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