Avaliação da segurança de alisantes capilares e monitoramento da limpeza como estratégia da qualidade na indústria cosmética

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Souza, Aline Mirelly Ferreira de
Orientador(a): Santana, Davi Pereira de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/10163
Resumo: A grande preocupação com a segurança dos produtos alisantes de cabelo decorre principalmente do fato desses produtos serem considerados de venda livre, ou seja, o consumidor pode adquiri-los quando desejar, de acordo com suas preferências pessoais, sem a interferência de um profissional da saúde, devendo-se considerar também a ascensão do consumo mundial desses produtos. Com a crescente ocorrência de alisantes contendo ativos acima do limite máximo permitido pelas agências reguladoras e substâncias de uso inadequado, os objetivos deste trabalho foram avaliar a segurança e a qualidade de alisantes à base de tioglicolato de amônia (TGA) comercializados no mercado brasileiro e monitorar a limpeza de equipamentos envolvidos na produção do creme alisante à base de TGA de uma indústria cosmética de Pernambuco – Brasil. A avaliação da qualidade dos alisantes, foi realizada após investigação de dez amostras de alisantes de diferentes marcas quanto ao potencial hidrogeniônico (pH), teor de ácido tioglicólico (AT), teor de amônia livre (AL) e contaminação microbiológica. Das dez amostras, 40% estavam com pH acima do limite permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Na análise microbiológica, 50% dos alisantes apresentaram crescimento do patógeno Staphylococcus aureus. Por conseguinte, a fim de pesquisar as prováveis causas desta contaminação e acompanhar o cumprimento das boas práticas de fabricação, o presente estudo verificou também os resíduos de ácido tioglicólico e a possível contaminação microbiológica residual após a lavagem de um reator envolvido no processo de fabricação do alisante. A técnica de amostragem para determinação dos resíduos de ácido tioglicólico e contaminação microbiana foi águas de rinsagem. Foram recolhidas amostras da última água de enxágüe, após a lavagem do reator, e analisadas a fim de determinar o teor de ácido tioglicólico, pela metodologia preconizada pela ANVISA e determinar a presença de microrganismos patogênicos. O procedimento de limpeza e amostragem foi aplicado a 3 (três) lotes industriais consecutivos e os resultados obtidos não atenderam às especificações da avaliação microbiológica. Portanto, o trabalho não forneceu evidências para validar a limpeza dos equipamentos envolvidos na fabricação do alisante. Assim faz-se necessário investigar a fonte de contaminação microbiológica, a fim de prevenir que os produtos fabricados sofram prejuízos quanto à sua estabilidade.
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Com a crescente ocorrência de alisantes contendo ativos acima do limite máximo permitido pelas agências reguladoras e substâncias de uso inadequado, os objetivos deste trabalho foram avaliar a segurança e a qualidade de alisantes à base de tioglicolato de amônia (TGA) comercializados no mercado brasileiro e monitorar a limpeza de equipamentos envolvidos na produção do creme alisante à base de TGA de uma indústria cosmética de Pernambuco – Brasil. A avaliação da qualidade dos alisantes, foi realizada após investigação de dez amostras de alisantes de diferentes marcas quanto ao potencial hidrogeniônico (pH), teor de ácido tioglicólico (AT), teor de amônia livre (AL) e contaminação microbiológica. Das dez amostras, 40% estavam com pH acima do limite permitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Na análise microbiológica, 50% dos alisantes apresentaram crescimento do patógeno Staphylococcus aureus. Por conseguinte, a fim de pesquisar as prováveis causas desta contaminação e acompanhar o cumprimento das boas práticas de fabricação, o presente estudo verificou também os resíduos de ácido tioglicólico e a possível contaminação microbiológica residual após a lavagem de um reator envolvido no processo de fabricação do alisante. A técnica de amostragem para determinação dos resíduos de ácido tioglicólico e contaminação microbiana foi águas de rinsagem. Foram recolhidas amostras da última água de enxágüe, após a lavagem do reator, e analisadas a fim de determinar o teor de ácido tioglicólico, pela metodologia preconizada pela ANVISA e determinar a presença de microrganismos patogênicos. O procedimento de limpeza e amostragem foi aplicado a 3 (três) lotes industriais consecutivos e os resultados obtidos não atenderam às especificações da avaliação microbiológica. Portanto, o trabalho não forneceu evidências para validar a limpeza dos equipamentos envolvidos na fabricação do alisante. 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