Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: MELO, Luciene Neves Vieira de
Orientador(a): REGO, Moacyr Jesus Barreto de Melo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/64986/001300002kbpk
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Gestao e Economia da Saude
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66428
Resumo: O Congresso Nacional decretou a Lei No 12.732, de 22 de novembro de 2012, sobre o primeiro tratamento do paciente com neoplasia maligna comprovada e estabelece prazo para seu início. O paciente com neoplasia maligna tem direito, segundo a Lei referida, de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for firmado o diagnóstico com laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso registrada em prontuário único. Após a implantação desta Lei, que institui o tratamento mais precoce para os pacientes com diagnóstico de câncer, há de se esperar uma melhora na sobrevida de pacientes com câncer. Objetivo: Esse estudo tem por objetivo avaliar os possíveis fatores explicativos na sobrevida por câncer no Brasil, considerando a Lei Federal no 12.732, 2012. Método: Trata-se de uma pesquisa com utilização de dados secundários. A população de estudo foram os pacientes com diagnóstico de neoplasias malignas no Brasil no período de 2000 a 2019. Os dados foram coletados do banco público do IRHC populacional do Instituto Nacional do Câncer entre 2000 a 2019. As neoplasias malignas foram classificadas segundo a Classificação Internacional de Doença (CID) na 10a revisão. Resultados: Observamos que os pacientes do sexo feminino, mais velhos, brancos e com menor risco de recidiva têm maior sobrevida livre de doença. Não há diferença na sobrevida livre de doença antes e após 2012 (ano da implantação da Lei 12.732) Os pacientes com maior sobrevida global são mais velhos, brancos e com menor risco de recidiva. Há diferença estatisticamente maior na sobrevida global após 2012 (p=0,027). Com o modelo ajustado podemos estimar que para um indivíduo de raça branca, com baixo risco de recidiva, antes da Lei, com tempo zero entre o diagnóstico e o início do tratamento, as probabilidades de sobrevida livre da doença são estimadas em 83,1%, 78,2% e 72,2%, para idades respectivas de 20, 40 e 60 anos. Analisando o melhor cenário temos: mulheres da raça branca com baixo risco de recidiva tem 98,7% de chance de obter sobrevida global. Por outro lado, homens não brancos, com elevado risco de recidiva tem apenas 50% de chance de sobrevida global. Conclusão: Foi demonstrado uma tendência de estabilização ao longo do tempo da média de dias entre o diagnóstico e tratamento (média 38 dias) com o crescimento desse tempo quanto maior nível de estadiamento e na raça não branca. Uma chance de quase três vezes a menos do sexo feminino de não morrer do que o sexo masculino e a raça branca com uma chance em torno de duas vezes maior de sobrevida global. O paciente com um baixo risco de recidiva tem quatorze vezes mais chance de sobrevida global do que os de alto risco de recidiva. Assim concluímos que o tempo entre o diagnóstico e tratamento não tiveram tanta influência na sobrevida das neoplasias malignas quanto o risco de recidiva.
id UFPE_2fcbdf7a4f78021931cae6bbe8acfd2e
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/66428
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling MELO, Luciene Neves Vieira dehttp://lattes.cnpq.br/8935048775189080http://lattes.cnpq.br/7233767393471644REGO, Moacyr Jesus Barreto de Melo2025-10-08T16:36:29Z2025-10-08T16:36:29Z2025-06-30MELO, Luciene Neves Vieira. Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil. Tese (Doutorado em Gestão e Economia em Saúde) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66428ark:/64986/001300002kbpkO Congresso Nacional decretou a Lei No 12.732, de 22 de novembro de 2012, sobre o primeiro tratamento do paciente com neoplasia maligna comprovada e estabelece prazo para seu início. O paciente com neoplasia maligna tem direito, segundo a Lei referida, de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for firmado o diagnóstico com laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso registrada em prontuário único. Após a implantação desta Lei, que institui o tratamento mais precoce para os pacientes com diagnóstico de câncer, há de se esperar uma melhora na sobrevida de pacientes com câncer. Objetivo: Esse estudo tem por objetivo avaliar os possíveis fatores explicativos na sobrevida por câncer no Brasil, considerando a Lei Federal no 12.732, 2012. Método: Trata-se de uma pesquisa com utilização de dados secundários. A população de estudo foram os pacientes com diagnóstico de neoplasias malignas no Brasil no período de 2000 a 2019. Os dados foram coletados do banco público do IRHC populacional do Instituto Nacional do Câncer entre 2000 a 2019. As neoplasias malignas foram classificadas segundo a Classificação Internacional de Doença (CID) na 10a revisão. Resultados: Observamos que os pacientes do sexo feminino, mais velhos, brancos e com menor risco de recidiva têm maior sobrevida livre de doença. Não há diferença na sobrevida livre de doença antes e após 2012 (ano da implantação da Lei 12.732) Os pacientes com maior sobrevida global são mais velhos, brancos e com menor risco de recidiva. Há diferença estatisticamente maior na sobrevida global após 2012 (p=0,027). Com o modelo ajustado podemos estimar que para um indivíduo de raça branca, com baixo risco de recidiva, antes da Lei, com tempo zero entre o diagnóstico e o início do tratamento, as probabilidades de sobrevida livre da doença são estimadas em 83,1%, 78,2% e 72,2%, para idades respectivas de 20, 40 e 60 anos. Analisando o melhor cenário temos: mulheres da raça branca com baixo risco de recidiva tem 98,7% de chance de obter sobrevida global. Por outro lado, homens não brancos, com elevado risco de recidiva tem apenas 50% de chance de sobrevida global. Conclusão: Foi demonstrado uma tendência de estabilização ao longo do tempo da média de dias entre o diagnóstico e tratamento (média 38 dias) com o crescimento desse tempo quanto maior nível de estadiamento e na raça não branca. Uma chance de quase três vezes a menos do sexo feminino de não morrer do que o sexo masculino e a raça branca com uma chance em torno de duas vezes maior de sobrevida global. O paciente com um baixo risco de recidiva tem quatorze vezes mais chance de sobrevida global do que os de alto risco de recidiva. Assim concluímos que o tempo entre o diagnóstico e tratamento não tiveram tanta influência na sobrevida das neoplasias malignas quanto o risco de recidiva.The National Congress enacted Law No. 12,732, of November 22, 2012, regarding the first treatment of patients with confirmed malignant neoplasms and establishes a deadline for its initiation. According to the Law, patients with malignant neoplasms have the right to undergo their first treatment within the Unified Health System (SUS) within 60 (sixty) days from the date the diagnosis is confirmed by a pathological report, or within a shorter period, depending on the therapeutic needs of the case, as recorded in a single medical record. Following the implementation of this law, which establishes earlier treatment for patients diagnosed with cancer, an improvement in cancer survival is expected. Objective: This study aims to evaluate possible explanatory factors in cancer survival in Brazil, considering Federal Law No. 12,732 of 2012. Method: This is a study using secondary data. The study population consisted of patients diagnosed with malignant neoplasms in Brazil between 2000 and 2019. Data were collected from the public population database of the IRHC of the National Cancer Institute between 2000 and 2019. Malignant neoplasms were classified according to the International Classification of Diseases (ICD) in the 10th revision. Results: We observed that female patients, older, white, and at lower risk of recurrence have longer disease-free survival. There is no difference in disease-free survival before and after 2012 (the year Law 12,732 was implemented). Patients with longer overall survival are older, white, and have a lower risk of recurrence. There is a statistically greater difference in overall survival after 2012 (p=0.027). With the adjusted model, we can estimate that for a white individual with a low risk of recurrence, before the Law was enacted, with zero time between diagnosis and the start of treatment, the probabilities of disease-free survival are estimated at 83.1%, 78.2%, and 72.2%, for ages 20, 40, and 60, respectively. Analyzing the best-case scenario, we have white women with a low risk of recurrence have a 98.7% chance of overall survival. On the other hand, non-white men with a high risk of recurrence have only a 50% chance of overall survival. Conclusion: A stabilization trend was observed over time in the average number of days between diagnosis and treatment (average 38 days), with this time increasing with higher stage and non-white race. Females were almost three times less likely to survive than males, and whites had about twice the chance of overall survival. Patients with a low risk of recurrence had a fourteen times greater chance of overall survival than those with a high risk of recurrence. Thus, we conclude that the time between diagnosis and treatment did not influence survival rates in malignant neoplasms as much as the risk of recurrence.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Gestao e Economia da SaudeUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessSobrevidatratamento precoceLei No 12.732neoplasia malignaPossíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutorado profissionalreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Luciene Neves Vieira de Melo.pdfTESE Luciene Neves Vieira de Melo.pdfapplication/pdf1055948https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66428/1/TESE%20Luciene%20Neves%20Vieira%20de%20Melo.pdf759a355eb74cf3dfa729dcac02c305c9MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66428/2/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD52TEXTTESE Luciene Neves Vieira de Melo.pdf.txtTESE Luciene Neves Vieira de Melo.pdf.txtExtracted texttext/plain165425https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66428/3/TESE%20Luciene%20Neves%20Vieira%20de%20Melo.pdf.txt0de0e84469a7941a7b2fc07fc61f5353MD53THUMBNAILTESE Luciene Neves Vieira de Melo.pdf.jpgTESE Luciene Neves Vieira de Melo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1363https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66428/4/TESE%20Luciene%20Neves%20Vieira%20de%20Melo.pdf.jpg2b8c30712eb29aef1cf57ecfab0e1882MD54123456789/664282025-10-12 14:36:54.293oai:repositorio.ufpe.br:123456789/66428VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212025-10-12T17:36:54Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil
title Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil
spellingShingle Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil
MELO, Luciene Neves Vieira de
Sobrevida
tratamento precoce
Lei No 12.732
neoplasia maligna
title_short Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil
title_full Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil
title_fullStr Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil
title_full_unstemmed Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil
title_sort Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil
author MELO, Luciene Neves Vieira de
author_facet MELO, Luciene Neves Vieira de
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/8935048775189080
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/7233767393471644
dc.contributor.author.fl_str_mv MELO, Luciene Neves Vieira de
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv REGO, Moacyr Jesus Barreto de Melo
contributor_str_mv REGO, Moacyr Jesus Barreto de Melo
dc.subject.por.fl_str_mv Sobrevida
tratamento precoce
Lei No 12.732
neoplasia maligna
topic Sobrevida
tratamento precoce
Lei No 12.732
neoplasia maligna
description O Congresso Nacional decretou a Lei No 12.732, de 22 de novembro de 2012, sobre o primeiro tratamento do paciente com neoplasia maligna comprovada e estabelece prazo para seu início. O paciente com neoplasia maligna tem direito, segundo a Lei referida, de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for firmado o diagnóstico com laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso registrada em prontuário único. Após a implantação desta Lei, que institui o tratamento mais precoce para os pacientes com diagnóstico de câncer, há de se esperar uma melhora na sobrevida de pacientes com câncer. Objetivo: Esse estudo tem por objetivo avaliar os possíveis fatores explicativos na sobrevida por câncer no Brasil, considerando a Lei Federal no 12.732, 2012. Método: Trata-se de uma pesquisa com utilização de dados secundários. A população de estudo foram os pacientes com diagnóstico de neoplasias malignas no Brasil no período de 2000 a 2019. Os dados foram coletados do banco público do IRHC populacional do Instituto Nacional do Câncer entre 2000 a 2019. As neoplasias malignas foram classificadas segundo a Classificação Internacional de Doença (CID) na 10a revisão. Resultados: Observamos que os pacientes do sexo feminino, mais velhos, brancos e com menor risco de recidiva têm maior sobrevida livre de doença. Não há diferença na sobrevida livre de doença antes e após 2012 (ano da implantação da Lei 12.732) Os pacientes com maior sobrevida global são mais velhos, brancos e com menor risco de recidiva. Há diferença estatisticamente maior na sobrevida global após 2012 (p=0,027). Com o modelo ajustado podemos estimar que para um indivíduo de raça branca, com baixo risco de recidiva, antes da Lei, com tempo zero entre o diagnóstico e o início do tratamento, as probabilidades de sobrevida livre da doença são estimadas em 83,1%, 78,2% e 72,2%, para idades respectivas de 20, 40 e 60 anos. Analisando o melhor cenário temos: mulheres da raça branca com baixo risco de recidiva tem 98,7% de chance de obter sobrevida global. Por outro lado, homens não brancos, com elevado risco de recidiva tem apenas 50% de chance de sobrevida global. Conclusão: Foi demonstrado uma tendência de estabilização ao longo do tempo da média de dias entre o diagnóstico e tratamento (média 38 dias) com o crescimento desse tempo quanto maior nível de estadiamento e na raça não branca. Uma chance de quase três vezes a menos do sexo feminino de não morrer do que o sexo masculino e a raça branca com uma chance em torno de duas vezes maior de sobrevida global. O paciente com um baixo risco de recidiva tem quatorze vezes mais chance de sobrevida global do que os de alto risco de recidiva. Assim concluímos que o tempo entre o diagnóstico e tratamento não tiveram tanta influência na sobrevida das neoplasias malignas quanto o risco de recidiva.
publishDate 2025
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2025-10-08T16:36:29Z
dc.date.available.fl_str_mv 2025-10-08T16:36:29Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2025-06-30
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv MELO, Luciene Neves Vieira. Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil. Tese (Doutorado em Gestão e Economia em Saúde) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66428
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/64986/001300002kbpk
identifier_str_mv MELO, Luciene Neves Vieira. Possíveis fatores explicativos do tempo entre o diagnóstico e o tratamento na sobrevida das neoplasias malignas no Brasil. Tese (Doutorado em Gestão e Economia em Saúde) - Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.
ark:/64986/001300002kbpk
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/66428
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Gestao e Economia da Saude
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66428/1/TESE%20Luciene%20Neves%20Vieira%20de%20Melo.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66428/2/license.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66428/3/TESE%20Luciene%20Neves%20Vieira%20de%20Melo.pdf.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/66428/4/TESE%20Luciene%20Neves%20Vieira%20de%20Melo.pdf.jpg
bitstream.checksum.fl_str_mv 759a355eb74cf3dfa729dcac02c305c9
5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973
0de0e84469a7941a7b2fc07fc61f5353
2b8c30712eb29aef1cf57ecfab0e1882
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1866186394478575616