Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia : uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: BORGES, Jeferson Trindade Silva
Orientador(a): BARROS, Ana Maria de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Direitos Humanos
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57106
Resumo: O Brasil tem perpetuado uma constante inflação carcerária feminina, utilizando descontroladamente a medida excepcional da prisão preventiva para encarcerar mulheres e a “Guerra às Drogas” como modelo teórico-político para justificar as prisões em massa, se constituindo em um cenário de múltiplas violências e constantes violações aos Direitos Humanos. Nesse sentido, para estudar a realidade acima descrita a pergunta norteadora da pesquisa foi: Quais os principais argumentos utilizados pelo sistema de justiça para condenação de mulheres por Tráfico de Drogas? O objetivo geral foi: Analisar a criminalização de mulheres por Tráfico de Drogas através das principais argumentações do sistema de justiça. Os objetivos específicos da pesquisa foram: 1) Discutir a criminalização de mulheres a partir da perspectiva teórica da Criminologia Crítica a partir da perspectiva Feminista; 2) problematizar a “Guerra às Drogas” e seus impactos sobre o superencarceramento de mulheres negras e pobres; 3) entender a atuação e inserção de mulheres no Tráfico de Drogas, bem como sua relação com a feminização da pobreza e 4) analisar de que modo comparecem nas argumentações do Superior Tribunal de Justiça, a criminalização pelos marcadores de raça, gênero e classe na condenação de mulheres por tráfico de drogas. Para tanto, se procedeu uma pesquisa documental de natureza qualitativa, em que foi obtido como campo de análise sete acórdãos do Superior Tribunal de Justiça proferidos em 2021. Os dados obtidos foram trabalhos a partir da análise categorial, que consiste no desmembramento do texto em unidades e agrupamento em categorias. A análise desses materiais foi realizada a partir do referencial teórico da Criminologia Crítica com viés feminista. Como resultados, foram percebidos que a maioria das decisões proferidas sobre mulheres no Superior Tribunal de Justiça versam sobre pedidos de conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, em que o judiciário nega tal medida, utilizando a garantia da ordem pública e os apontamentos da mulher como perigosa, não necessária ou representante de risco aos filhos como legitimadores das decisões. Os esforços argumentativos para criminalizar as mulheres possuem forte viés moralizante.
id UFPE_32831e5fa95f494c9a6c82964467e7c1
oai_identifier_str oai:repositorio.ufpe.br:123456789/57106
network_acronym_str UFPE
network_name_str Repositório Institucional da UFPE
repository_id_str
spelling BORGES, Jeferson Trindade Silvahttp://lattes.cnpq.br/5981519961120067http://lattes.cnpq.br/9005332507052601BARROS, Ana Maria de2024-07-31T12:20:23Z2024-07-31T12:20:23Z2023-12-15BORGES, Jeferson Trindade Silva. Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia: uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas. 2023. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57106O Brasil tem perpetuado uma constante inflação carcerária feminina, utilizando descontroladamente a medida excepcional da prisão preventiva para encarcerar mulheres e a “Guerra às Drogas” como modelo teórico-político para justificar as prisões em massa, se constituindo em um cenário de múltiplas violências e constantes violações aos Direitos Humanos. Nesse sentido, para estudar a realidade acima descrita a pergunta norteadora da pesquisa foi: Quais os principais argumentos utilizados pelo sistema de justiça para condenação de mulheres por Tráfico de Drogas? O objetivo geral foi: Analisar a criminalização de mulheres por Tráfico de Drogas através das principais argumentações do sistema de justiça. Os objetivos específicos da pesquisa foram: 1) Discutir a criminalização de mulheres a partir da perspectiva teórica da Criminologia Crítica a partir da perspectiva Feminista; 2) problematizar a “Guerra às Drogas” e seus impactos sobre o superencarceramento de mulheres negras e pobres; 3) entender a atuação e inserção de mulheres no Tráfico de Drogas, bem como sua relação com a feminização da pobreza e 4) analisar de que modo comparecem nas argumentações do Superior Tribunal de Justiça, a criminalização pelos marcadores de raça, gênero e classe na condenação de mulheres por tráfico de drogas. Para tanto, se procedeu uma pesquisa documental de natureza qualitativa, em que foi obtido como campo de análise sete acórdãos do Superior Tribunal de Justiça proferidos em 2021. Os dados obtidos foram trabalhos a partir da análise categorial, que consiste no desmembramento do texto em unidades e agrupamento em categorias. A análise desses materiais foi realizada a partir do referencial teórico da Criminologia Crítica com viés feminista. Como resultados, foram percebidos que a maioria das decisões proferidas sobre mulheres no Superior Tribunal de Justiça versam sobre pedidos de conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, em que o judiciário nega tal medida, utilizando a garantia da ordem pública e os apontamentos da mulher como perigosa, não necessária ou representante de risco aos filhos como legitimadores das decisões. Os esforços argumentativos para criminalizar as mulheres possuem forte viés moralizante.CAPESBrasil ha perpetuado una inflación constante de cárceles femeninas, utilizando descontroladamente la medida excepcional de la prisión preventiva para encarcelar a mujeres y la “Guerra contra las Drogas” como modelo teórico-político para justificar detenciones masivas, constituyendo un escenario de violencia múltiple y constantes violaciones de los Derechos Humanos. En este sentido, para estudiar la realidad descrita anteriormente, la pregunta rectora de la investigación fue: ¿Cuáles son los principales argumentos utilizados por el sistema de justicia para condenar a mujeres por Tráfico de Drogas? El objetivo general fue: Analizar la criminalización de las mujeres por Narcotráfico a través de los principales argumentos del sistema de justicia. Los objetivos específicos de la investigación fueron: 1) Discutir la criminalización de las mujeres desde la perspectiva teórica de la Criminología Crítica desde una perspectiva Feminista; 2) problematizar la “Guerra contra las Drogas” y sus impactos en el encarcelamiento excesivo de mujeres negras pobres; 3) comprender el rol e inserción de las mujeres en el Narcotráfico, así como su relación con la feminización de la pobreza y 4) analizar cómo la criminalización por marcadores de raza, género y clase aparece en los argumentos del Tribunal Superior de Justicia en condena de mujeres por el narcotráfico. Para ello se realizó una investigación documental cualitativa, en la cual se obtuvo como campo de análisis 7 sentencias del Tribunal Superior de Justicia dictadas en el año 2021. Los datos obtenidos fueron trabajos basados en el análisis categórico, que consiste en romper el texto. en unidades y agrupaciones en categorías. El análisis de estos materiales se realizó utilizando el marco teórico de la Criminología Crítica con un sesgo feminista. Como resultado, se advirtió que la mayoría de las decisiones tomadas sobre mujeres en el Tribunal Superior de Justicia versan sobre solicitudes de conversión de prisión preventiva a arresto domiciliario, en las que el poder judicial niega tal medida, utilizando la garantía del orden público y el las notas de la mujer como peligrosas, innecesarias o que representan un riesgo para los niños como legitimadores de decisiones. Los esfuerzos argumentativos para criminalizar a las mujeres tienen un fuerte sesgo moralizante.Brazil has perpetuated a constant inflation of female prisons, uncontrollably using the exceptional measure of preventive detention to incarcerate women and the “War on Drugs” as a theoretical-political model to justify mass arrests, constituting a scenario of multiple violence and constant violations of Human Rights. In this sense, to study the reality described above, the guiding research question was: What are the main arguments used by the justice system to convict women for Drug Trafficking? The general objective was: To analyze the criminalization of women for Drug Trafficking through the main arguments of the justice system. The specific objectives of the research were: 1) Discuss the criminalization of women from the theoretical perspective of Critical Criminology from a Feminist perspective; 2) problematize the “War on Drugs” and its impacts on the over-incarceration of poor black women; 3) understand the role and insertion of women in Drug Trafficking, as well as their relationship with the feminization of poverty and 4) analyze how criminalization by markers of race, gender and class appear in the arguments of the Superior Court of Justice in conviction of women for drug trafficking. To this end, a qualitative documentary research was carried out, in which 7 judgments of the Superior Court of Justice handed down in 2021 were obtained as a field of analysis. The data obtained were works based on categorical analysis, which consists of breaking the text into units and grouping into categories. The analysis of these materials was carried out using the theoretical framework of Critical Criminology with a feminist bias. As a result, it was noticed that the majority of decisions made about women in the Superior Court of Justice deal with requests for conversion of preventive detention into house arrest, in which the judiciary denies such a measure, using the guarantee of public order and the woman's notes as dangerous, not necessary or representing a risk to children as legitimizers of decisions. Argumentative efforts to criminalize women have a strong moralizing bias.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Direitos HumanosUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessEncarceramento FemininoTráfico de DrogasGêneroCriminologia CríticaCriminologia FeministaSistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia : uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTDISSERTAÇÃO Jeferson Trindade Silva Borges.pdf.txtDISSERTAÇÃO Jeferson Trindade Silva Borges.pdf.txtExtracted texttext/plain380613https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57106/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Jeferson%20Trindade%20Silva%20Borges.pdf.txt4218af701b19deaf57fa5ff198a4a0d7MD55THUMBNAILDISSERTAÇÃO Jeferson Trindade Silva Borges.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Jeferson Trindade Silva Borges.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1283https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57106/6/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Jeferson%20Trindade%20Silva%20Borges.pdf.jpgb6b1c5a0966b4ba7e99e7d2a10eb7e66MD56ORIGINALDISSERTAÇÃO Jeferson Trindade Silva Borges.pdfDISSERTAÇÃO Jeferson Trindade Silva Borges.pdfapplication/pdf976222https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57106/2/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Jeferson%20Trindade%20Silva%20Borges.pdf4b7cb42e0f546bcc22e125f44a7d562aMD52CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; charset=utf-8811https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57106/3/license_rdfe39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-82362https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57106/4/license.txt5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973MD54123456789/571062024-08-01 02:28:24.633oai:repositorio.ufpe.br:123456789/57106VGVybW8gZGUgRGVww7NzaXRvIExlZ2FsIGUgQXV0b3JpemHDp8OjbyBwYXJhIFB1YmxpY2l6YcOnw6NvIGRlIERvY3VtZW50b3Mgbm8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRQoKCkRlY2xhcm8gZXN0YXIgY2llbnRlIGRlIHF1ZSBlc3RlIFRlcm1vIGRlIERlcMOzc2l0byBMZWdhbCBlIEF1dG9yaXphw6fDo28gdGVtIG8gb2JqZXRpdm8gZGUgZGl2dWxnYcOnw6NvIGRvcyBkb2N1bWVudG9zIGRlcG9zaXRhZG9zIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBEaWdpdGFsIGRhIFVGUEUgZSBkZWNsYXJvIHF1ZToKCkkgLSBvcyBkYWRvcyBwcmVlbmNoaWRvcyBubyBmb3JtdWzDoXJpbyBkZSBkZXDDs3NpdG8gc8OjbyB2ZXJkYWRlaXJvcyBlIGF1dMOqbnRpY29zOwoKSUkgLSAgbyBjb250ZcO6ZG8gZGlzcG9uaWJpbGl6YWRvIMOpIGRlIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgZGUgc3VhIGF1dG9yaWE7CgpJSUkgLSBvIGNvbnRlw7pkbyDDqSBvcmlnaW5hbCwgZSBzZSBvIHRyYWJhbGhvIGUvb3UgcGFsYXZyYXMgZGUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgZm9yYW0gdXRpbGl6YWRvcywgZXN0YXMgZm9yYW0gZGV2aWRhbWVudGUgcmVjb25oZWNpZGFzOwoKSVYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIG9icmEgY29sZXRpdmEgKG1haXMgZGUgdW0gYXV0b3IpOiB0b2RvcyBvcyBhdXRvcmVzIGVzdMOjbyBjaWVudGVzIGRvIGRlcMOzc2l0byBlIGRlIGFjb3JkbyBjb20gZXN0ZSB0ZXJtbzsKClYgLSBxdWFuZG8gdHJhdGFyLXNlIGRlIFRyYWJhbGhvIGRlIENvbmNsdXPDo28gZGUgQ3Vyc28sIERpc3NlcnRhw6fDo28gb3UgVGVzZTogbyBhcnF1aXZvIGRlcG9zaXRhZG8gY29ycmVzcG9uZGUgw6AgdmVyc8OjbyBmaW5hbCBkbyB0cmFiYWxobzsKClZJIC0gcXVhbmRvIHRyYXRhci1zZSBkZSBUcmFiYWxobyBkZSBDb25jbHVzw6NvIGRlIEN1cnNvLCBEaXNzZXJ0YcOnw6NvIG91IFRlc2U6IGVzdG91IGNpZW50ZSBkZSBxdWUgYSBhbHRlcmHDp8OjbyBkYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGFjZXNzbyBhbyBkb2N1bWVudG8gYXDDs3MgbyBkZXDDs3NpdG8gZSBhbnRlcyBkZSBmaW5kYXIgbyBwZXLDrW9kbyBkZSBlbWJhcmdvLCBxdWFuZG8gZm9yIGVzY29saGlkbyBhY2Vzc28gcmVzdHJpdG8sIHNlcsOhIHBlcm1pdGlkYSBtZWRpYW50ZSBzb2xpY2l0YcOnw6NvIGRvIChhKSBhdXRvciAoYSkgYW8gU2lzdGVtYSBJbnRlZ3JhZG8gZGUgQmlibGlvdGVjYXMgZGEgVUZQRSAoU0lCL1VGUEUpLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gQWJlcnRvOgoKTmEgcXVhbGlkYWRlIGRlIHRpdHVsYXIgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIGRlIGF1dG9yIHF1ZSByZWNhZW0gc29icmUgZXN0ZSBkb2N1bWVudG8sIGZ1bmRhbWVudGFkbyBuYSBMZWkgZGUgRGlyZWl0byBBdXRvcmFsIG5vIDkuNjEwLCBkZSAxOSBkZSBmZXZlcmVpcm8gZGUgMTk5OCwgYXJ0LiAyOSwgaW5jaXNvIElJSSwgYXV0b3Jpem8gYSBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBQZXJuYW1idWNvIGEgZGlzcG9uaWJpbGl6YXIgZ3JhdHVpdGFtZW50ZSwgc2VtIHJlc3NhcmNpbWVudG8gZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCBwYXJhIGZpbnMgZGUgbGVpdHVyYSwgaW1wcmVzc8OjbyBlL291IGRvd25sb2FkIChhcXVpc2nDp8OjbykgYXRyYXbDqXMgZG8gc2l0ZSBkbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gRGlnaXRhbCBkYSBVRlBFIG5vIGVuZGVyZcOnbyBodHRwOi8vd3d3LnJlcG9zaXRvcmlvLnVmcGUuYnIsIGEgcGFydGlyIGRhIGRhdGEgZGUgZGVww7NzaXRvLgoKIApQYXJhIHRyYWJhbGhvcyBlbSBBY2Vzc28gUmVzdHJpdG86CgpOYSBxdWFsaWRhZGUgZGUgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgZGUgYXV0b3IgcXVlIHJlY2FlbSBzb2JyZSBlc3RlIGRvY3VtZW50bywgZnVuZGFtZW50YWRvIG5hIExlaSBkZSBEaXJlaXRvIEF1dG9yYWwgbm8gOS42MTAgZGUgMTkgZGUgZmV2ZXJlaXJvIGRlIDE5OTgsIGFydC4gMjksIGluY2lzbyBJSUksIGF1dG9yaXpvIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgUGVybmFtYnVjbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGdyYXR1aXRhbWVudGUsIHNlbSByZXNzYXJjaW1lbnRvIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcywgcGFyYSBmaW5zIGRlIGxlaXR1cmEsIGltcHJlc3PDo28gZS9vdSBkb3dubG9hZCAoYXF1aXNpw6fDo28pIGF0cmF2w6lzIGRvIHNpdGUgZG8gUmVwb3NpdMOzcmlvIERpZ2l0YWwgZGEgVUZQRSBubyBlbmRlcmXDp28gaHR0cDovL3d3dy5yZXBvc2l0b3Jpby51ZnBlLmJyLCBxdWFuZG8gZmluZGFyIG8gcGVyw61vZG8gZGUgZW1iYXJnbyBjb25kaXplbnRlIGFvIHRpcG8gZGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb25mb3JtZSBpbmRpY2FkbyBubyBjYW1wbyBEYXRhIGRlIEVtYmFyZ28uCg==Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212024-08-01T05:28:24Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia : uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas
title Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia : uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas
spellingShingle Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia : uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas
BORGES, Jeferson Trindade Silva
Encarceramento Feminino
Tráfico de Drogas
Gênero
Criminologia Crítica
Criminologia Feminista
title_short Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia : uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas
title_full Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia : uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas
title_fullStr Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia : uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas
title_full_unstemmed Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia : uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas
title_sort Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia : uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas
author BORGES, Jeferson Trindade Silva
author_facet BORGES, Jeferson Trindade Silva
author_role author
dc.contributor.authorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/5981519961120067
dc.contributor.advisorLattes.pt_BR.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/9005332507052601
dc.contributor.author.fl_str_mv BORGES, Jeferson Trindade Silva
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv BARROS, Ana Maria de
contributor_str_mv BARROS, Ana Maria de
dc.subject.por.fl_str_mv Encarceramento Feminino
Tráfico de Drogas
Gênero
Criminologia Crítica
Criminologia Feminista
topic Encarceramento Feminino
Tráfico de Drogas
Gênero
Criminologia Crítica
Criminologia Feminista
description O Brasil tem perpetuado uma constante inflação carcerária feminina, utilizando descontroladamente a medida excepcional da prisão preventiva para encarcerar mulheres e a “Guerra às Drogas” como modelo teórico-político para justificar as prisões em massa, se constituindo em um cenário de múltiplas violências e constantes violações aos Direitos Humanos. Nesse sentido, para estudar a realidade acima descrita a pergunta norteadora da pesquisa foi: Quais os principais argumentos utilizados pelo sistema de justiça para condenação de mulheres por Tráfico de Drogas? O objetivo geral foi: Analisar a criminalização de mulheres por Tráfico de Drogas através das principais argumentações do sistema de justiça. Os objetivos específicos da pesquisa foram: 1) Discutir a criminalização de mulheres a partir da perspectiva teórica da Criminologia Crítica a partir da perspectiva Feminista; 2) problematizar a “Guerra às Drogas” e seus impactos sobre o superencarceramento de mulheres negras e pobres; 3) entender a atuação e inserção de mulheres no Tráfico de Drogas, bem como sua relação com a feminização da pobreza e 4) analisar de que modo comparecem nas argumentações do Superior Tribunal de Justiça, a criminalização pelos marcadores de raça, gênero e classe na condenação de mulheres por tráfico de drogas. Para tanto, se procedeu uma pesquisa documental de natureza qualitativa, em que foi obtido como campo de análise sete acórdãos do Superior Tribunal de Justiça proferidos em 2021. Os dados obtidos foram trabalhos a partir da análise categorial, que consiste no desmembramento do texto em unidades e agrupamento em categorias. A análise desses materiais foi realizada a partir do referencial teórico da Criminologia Crítica com viés feminista. Como resultados, foram percebidos que a maioria das decisões proferidas sobre mulheres no Superior Tribunal de Justiça versam sobre pedidos de conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, em que o judiciário nega tal medida, utilizando a garantia da ordem pública e os apontamentos da mulher como perigosa, não necessária ou representante de risco aos filhos como legitimadores das decisões. Os esforços argumentativos para criminalizar as mulheres possuem forte viés moralizante.
publishDate 2023
dc.date.issued.fl_str_mv 2023-12-15
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2024-07-31T12:20:23Z
dc.date.available.fl_str_mv 2024-07-31T12:20:23Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv BORGES, Jeferson Trindade Silva. Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia: uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas. 2023. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023.
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57106
identifier_str_mv BORGES, Jeferson Trindade Silva. Sistema é faia, gasta, arrasta Cláudia que não raia: uma análise sobre o encarceramento feminino por tráfico de drogas. 2023. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023.
url https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/57106
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.publisher.program.fl_str_mv Programa de Pos Graduacao em Direitos Humanos
dc.publisher.initials.fl_str_mv UFPE
dc.publisher.country.fl_str_mv Brasil
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de Pernambuco
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UFPE
instname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron:UFPE
instname_str Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
instacron_str UFPE
institution UFPE
reponame_str Repositório Institucional da UFPE
collection Repositório Institucional da UFPE
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57106/5/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Jeferson%20Trindade%20Silva%20Borges.pdf.txt
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57106/6/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Jeferson%20Trindade%20Silva%20Borges.pdf.jpg
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57106/2/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Jeferson%20Trindade%20Silva%20Borges.pdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57106/3/license_rdf
https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/57106/4/license.txt
bitstream.checksum.fl_str_mv 4218af701b19deaf57fa5ff198a4a0d7
b6b1c5a0966b4ba7e99e7d2a10eb7e66
4b7cb42e0f546bcc22e125f44a7d562a
e39d27027a6cc9cb039ad269a5db8e34
5e89a1613ddc8510c6576f4b23a78973
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
repository.mail.fl_str_mv attena@ufpe.br
_version_ 1862741988549328896