Algo antigo : a estética dos rastros como trama textual em Arnaldo Antunes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: PEREIRA, Mirelly Karoline Tabosa
Orientador(a): ANDRADE, Fábio Cavalcante de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Letras
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/60104
Resumo: Enquanto sujeitos do agora, olhar para o contemporâneo é ainda caminhar pelo escuro de uma época (AGAMBEN, 2009). Assim, mais do que definir um lugar para a produção poética de Arnaldo Antunes, frente a esse presente que nos toca e nos escapa, buscamos, com esse estudo, verificar uma sensibilidade contemporânea a partir do que percebemos presentificável, no ponto de fratura entre os tempos em que flutuam seus rastros (PUCHEU, 2014). Dito isto, definimos como corpus ilustrativo e analítico os poemas do livro algo antigo (2021), mais recente publicação do escritor paulista, para investigar como a percepção dos rastros desterritorializados marcam uma movência literária na constituição da poesia de Arnaldo Antunes e, por extensão, da contemporânea. Ancorados numa perspectiva comparada da literatura, definimos, como objetivo geral, analisar como rastros de outras práticas de escrita compõem a trama textual de algo antigo. De maneira específica, buscamos verificar como a percepção e reterritorialização do rastro aponta, direta e indiretamente, para o paideuma do autor. Em torno da compreensão dos conceitos de desterritorialização e reterritorialização residual, apropriamo-nos de Deleuze e Guattari (2010) e fundamentamos nosso estudo partindo dos escritos sobre uma literatura que se faz plural e movente compondo uma poética de vestígios (BERND, 2013), (PERLOFF, 2013), (PUCHEU, 2014), (GAGNEBIN, 2006), (BENJAMIN, 2009). Por fim, organizamos nossa pesquisa em três capítulos complementares em que problematizamos, no primeiro, as noções de rastro que compõem a literatura do presente; as ruínas da modernidade no corpo contemporâneo, no segundo; e a subjetividade de Arnaldo Antunes diante de um repertório de leituras recifradas nos textos de algo antigo, no terceiro. Nossos resultados apontam para a tecitura de uma estética dos rastros na poesia de Antunes, em que as referências presentificadas de outros escritos não limitam o leitor literário, mas, quando percebidas, podem ampliar os processos de (re)leitura da poesia contemporânea.
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spelling PEREIRA, Mirelly Karoline Tabosahttp://lattes.cnpq.br/7974118349494253http://lattes.cnpq.br/0140051673649772ANDRADE, Fábio Cavalcante de2025-01-29T14:39:48Z2025-01-29T14:39:48Z2024-08-27PEREIRA, Mirelly Karoline Tabosa. Algo antigo: a estética dos rastros como trama textual em Arnaldo Antunes. 2024. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2024.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/60104Enquanto sujeitos do agora, olhar para o contemporâneo é ainda caminhar pelo escuro de uma época (AGAMBEN, 2009). Assim, mais do que definir um lugar para a produção poética de Arnaldo Antunes, frente a esse presente que nos toca e nos escapa, buscamos, com esse estudo, verificar uma sensibilidade contemporânea a partir do que percebemos presentificável, no ponto de fratura entre os tempos em que flutuam seus rastros (PUCHEU, 2014). Dito isto, definimos como corpus ilustrativo e analítico os poemas do livro algo antigo (2021), mais recente publicação do escritor paulista, para investigar como a percepção dos rastros desterritorializados marcam uma movência literária na constituição da poesia de Arnaldo Antunes e, por extensão, da contemporânea. Ancorados numa perspectiva comparada da literatura, definimos, como objetivo geral, analisar como rastros de outras práticas de escrita compõem a trama textual de algo antigo. De maneira específica, buscamos verificar como a percepção e reterritorialização do rastro aponta, direta e indiretamente, para o paideuma do autor. Em torno da compreensão dos conceitos de desterritorialização e reterritorialização residual, apropriamo-nos de Deleuze e Guattari (2010) e fundamentamos nosso estudo partindo dos escritos sobre uma literatura que se faz plural e movente compondo uma poética de vestígios (BERND, 2013), (PERLOFF, 2013), (PUCHEU, 2014), (GAGNEBIN, 2006), (BENJAMIN, 2009). Por fim, organizamos nossa pesquisa em três capítulos complementares em que problematizamos, no primeiro, as noções de rastro que compõem a literatura do presente; as ruínas da modernidade no corpo contemporâneo, no segundo; e a subjetividade de Arnaldo Antunes diante de um repertório de leituras recifradas nos textos de algo antigo, no terceiro. Nossos resultados apontam para a tecitura de uma estética dos rastros na poesia de Antunes, em que as referências presentificadas de outros escritos não limitam o leitor literário, mas, quando percebidas, podem ampliar os processos de (re)leitura da poesia contemporânea.As subjects of the now, to look at the contemporary is still to walk through the dark of an era (AGAMBEN, 2009). So, rather than defining a place for the poetic production of Arnaldo Antunes, in the face of this present that touches us and escapes us, we seek, with this study, to verify a contemporary sensibility based on what we perceive to be presentable, at the fracture point between the times in which his traces float (PUCHEU, 2014). That said, we have defined as an illustrative and analytical corpus the poems from the book algo antigo (2021), the most recent publication by the writer from São Paulo, to investigate how the perception of deterritorialized traces marks a literary movement in the constitution of Arnaldo Antunes' poetry and, by extension, of the contemporary poetry. Anchored from a comparative literature perspective, we set the following general objective, to analyze how traces of other writing practices make up the textual fabric of algo antigo. Specifically, we sought to verify how the perception and reterritorialization of the trail points directly and indirectly to the paideuma of influences. To understand the concepts of deterritorialization and residual reterritorialization, we appropriated Deleuze and Guattari (2010) and based our study on the writings about a literature that is plural and moving, composing a poetics of traces (BERND, 2013), (PERLOFF, 2013), (PUCHEU, 2014), (GAGNEBIN, 2006), (BENJAMIN, 2009). Finally, we organized our research into three complementary chapters in which we problematize, in the first, the notions of trace that make up the literature of the present; the ruins of modernity in the contemporary body, in the second; and Arnaldo Antunes' subjectivity in the face of a repertoire of readings recirculated in the texts of algo antigo, in the third. Our results point to the weaving of an aesthetic of traces in Antunes' poetry, in which present references to other writings do not limit the literary reader but, when perceived, can broaden the processes of (re)reading contemporary poetry.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em LetrasUFPEBrasilAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessRastroPoesiaAlgo antigoArnaldo AntunesAlgo antigo : a estética dos rastros como trama textual em Arnaldo Antunesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALDISSERTAÇÃO Mirelly Karoline Tabosa Pereira.pdfDISSERTAÇÃO Mirelly Karoline Tabosa Pereira.pdfapplication/pdf2001745https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/60104/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Mirelly%20Karoline%20Tabosa%20Pereira.pdf693a3d7a962760ba725055bf8b463391MD51CC-LICENSElicense_rdflicense_rdfapplication/rdf+xml; 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