Pela kill do machismo: resistência de influenciadoras digitais gamers por meio da performatividade de corpos ciborgues
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Administracao
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Brasil
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64434 |
Resumo: | Os atuais contextos tecnológicos trouxeram novas formas de consumo e possibilitaram o surgimento de diversas subculturas de consumo. A cultura gamer, enquanto uma subcultura de consumo, pois advém de objetos de consumo (jogos digitais), frequentemente se manifesta como uma cultura prejudicial que descredibiliza, exclui e ataca mulheres e outras minorias que também são integrantes dela, evidenciando assim uma toxidade do consumo. A toxidade presente na subcultura gamer também possui uma dimensão de gênero, sendo influenciada pela cultura patriarcal que rege as relações sociais, supervalorizando o homem branco e cisheteronormativo. No entanto, o consumo nem sempre é sinônimo de toxidade, ele também pode tornar-se um meio para resistência. É neste sentido que defendemos que a luta das mulheres pela permanência e aceitação na cultura gamer constitui uma forma de resistência do consumo e, neste caso, manifesta-se também com um viés feminista. A força feminista das mulheres gamers pode ser visualizada através de influenciadoras digitais gamers que desempenham papéis representativos e catalisadores do movimento, destacando-se em suas atividades prossumeristas como streamers gamers. A presença delas no ciberespaço ocorre por meio de um corpo ciborgue que se materializa digitalmente através de dados e possibilita que elas performem suas identidades, corpos, formas e gêneros. Neste contexto, objetivamos entender como o prossumo de influenciadoras digitais gamers de Counter-Strike revela uma resistência ao machismo por meio da performatividade de seus corpos ciborgues. Para tal, nos debruçamos sobre influenciadoras jogadoras do jogo Counter-Strike (CS:GO), por ser um jogo tipicamente masculinizado e excludente de mulheres. Dado que este fenômeno está intrinsecamente ligado a uma subcultura de consumo inserida no ciberespaço e envolvida em problemas de gênero, utilizaremos a técnica de Netnografia em conjunto com a Análise de Discurso Pós estruturalista Feminista. Nossa análise foi capaz de evidenciar duas “zonas de combate”, a primeira voltada para o ataque às mulheres gamers, formada pelos discursos de poder: "conservação do gamer" e "manutenção do status quo". E a segunda, referente a reação das mulheres gamers, formada pelos discursos de poder: "ruptura feminista" e "Resistência feminista". Com base nesses achados, concluímos que o prossumo de influenciadoras digitais gamers de Counter-Strike revela uma resistência ao machismo por meio da performatividade de seus corpos ciborgues evidenciando uma disputa de poder latente na cultura gamer, na qual essas mulheres são simultaneamente colocadas em posições de submissão e subversão. |
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BATISTA, Marilia Abigail Meneseshttp://lattes.cnpq.br/2536735601614526http://lattes.cnpq.br/7359522003689133COSTA, Marconi Freitas da2025-07-16T11:59:33Z2025-07-16T11:59:33Z2025-02-28BATISTA, Marília Abigail Meneses. Pela kill do machismo: resistência de influenciadoras digitais gamers por meio da performatividade de corpos ciborgues. 2025. Tese (Doutorado em Administração) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2025.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/64434ark:/64986/001300002h8dbOs atuais contextos tecnológicos trouxeram novas formas de consumo e possibilitaram o surgimento de diversas subculturas de consumo. A cultura gamer, enquanto uma subcultura de consumo, pois advém de objetos de consumo (jogos digitais), frequentemente se manifesta como uma cultura prejudicial que descredibiliza, exclui e ataca mulheres e outras minorias que também são integrantes dela, evidenciando assim uma toxidade do consumo. A toxidade presente na subcultura gamer também possui uma dimensão de gênero, sendo influenciada pela cultura patriarcal que rege as relações sociais, supervalorizando o homem branco e cisheteronormativo. No entanto, o consumo nem sempre é sinônimo de toxidade, ele também pode tornar-se um meio para resistência. É neste sentido que defendemos que a luta das mulheres pela permanência e aceitação na cultura gamer constitui uma forma de resistência do consumo e, neste caso, manifesta-se também com um viés feminista. A força feminista das mulheres gamers pode ser visualizada através de influenciadoras digitais gamers que desempenham papéis representativos e catalisadores do movimento, destacando-se em suas atividades prossumeristas como streamers gamers. A presença delas no ciberespaço ocorre por meio de um corpo ciborgue que se materializa digitalmente através de dados e possibilita que elas performem suas identidades, corpos, formas e gêneros. Neste contexto, objetivamos entender como o prossumo de influenciadoras digitais gamers de Counter-Strike revela uma resistência ao machismo por meio da performatividade de seus corpos ciborgues. Para tal, nos debruçamos sobre influenciadoras jogadoras do jogo Counter-Strike (CS:GO), por ser um jogo tipicamente masculinizado e excludente de mulheres. Dado que este fenômeno está intrinsecamente ligado a uma subcultura de consumo inserida no ciberespaço e envolvida em problemas de gênero, utilizaremos a técnica de Netnografia em conjunto com a Análise de Discurso Pós estruturalista Feminista. Nossa análise foi capaz de evidenciar duas “zonas de combate”, a primeira voltada para o ataque às mulheres gamers, formada pelos discursos de poder: "conservação do gamer" e "manutenção do status quo". E a segunda, referente a reação das mulheres gamers, formada pelos discursos de poder: "ruptura feminista" e "Resistência feminista". Com base nesses achados, concluímos que o prossumo de influenciadoras digitais gamers de Counter-Strike revela uma resistência ao machismo por meio da performatividade de seus corpos ciborgues evidenciando uma disputa de poder latente na cultura gamer, na qual essas mulheres são simultaneamente colocadas em posições de submissão e subversão.Current technological contexts have introduced new forms of consumption and enabled the emergence of various consumer subcultures. Gamer culture, as a consumer subculture—since it stems from consumer objects (digital games)—often manifests as a harmful culture that discredits, excludes, and attacks women and other minorities who are also part of it, thus evidencing the toxicity of consumption. The toxicity present in the gamer subculture also has a gender dimension, influenced by the patriarchal culture that governs social relations, which overvalues white, cis-heteronormative men. However, consumption is not always synonymous with toxicity; it can also become a means of resistance. In this sense, we argue that the struggle of women for permanence and acceptance within gamer culture constitutes a form of resistance through consumption, which, in this case, also manifests a feminist bias. The feminist strength of women gamers can be seen through gamer digital influencers who play representative and catalytic roles in the movement, standing out in their prosumer activities as gamer streamers. Their presence in cyberspace materializes through a cyborg body, digitally constructed through data, enabling them to perform their identities, bodies, forms, and genders. Within this context, we aim to understand how the prosumption of Counter-Strike gamer digital influencers reveals resistance to sexism through the performativity of their cyborg bodies. To achieve this, we focus on influencers who play Counter-Strike (CS:GO), as it is a game typically masculinized and exclusionary towards women. Since this phenomenon is intrinsically linked to a consumer subculture embedded in cyberspace and entangled with gender issues, we employ Netnography combined with Feminist Post-structuralist Discourse Analysis. Our analysis reveals two "combat zones": the first directed towards attacking women gamers, formed by the power discourses of "gamer conservation" and "maintenance of the status quo"; and the second referring to the reaction of women gamers, formed by the power discourses of "feminist rupture" and "feminist resistance." Based on these findings, we conclude that the prosumption of Counter-Strike gamer digital influencers reveals resistance to sexism through the performativity of their cyborg bodies, highlighting a latent power struggle within gamer culture, in which these women are simultaneously placed in positions of submission and subversion.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em AdministracaoUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/openAccessMulheres gamersTeoria da cultura do consumidorCorpo ciborguePerformatividadeNetnografiaAnálise de discurso pós-estruturalista feministaPela kill do machismo: resistência de influenciadoras digitais gamers por meio da performatividade de corpos ciborguesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisdoutoradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPEORIGINALTESE Marilia Abigail Meneses Batista.pdfTESE Marilia Abigail Meneses Batista.pdfapplication/pdf8195842https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/64434/1/TESE%20Marilia%20Abigail%20Meneses%20Batista.pdf73c8953f69bbdc89f51d2a5148675b17MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Os atuais contextos tecnológicos trouxeram novas formas de consumo e possibilitaram o surgimento de diversas subculturas de consumo. A cultura gamer, enquanto uma subcultura de consumo, pois advém de objetos de consumo (jogos digitais), frequentemente se manifesta como uma cultura prejudicial que descredibiliza, exclui e ataca mulheres e outras minorias que também são integrantes dela, evidenciando assim uma toxidade do consumo. A toxidade presente na subcultura gamer também possui uma dimensão de gênero, sendo influenciada pela cultura patriarcal que rege as relações sociais, supervalorizando o homem branco e cisheteronormativo. No entanto, o consumo nem sempre é sinônimo de toxidade, ele também pode tornar-se um meio para resistência. É neste sentido que defendemos que a luta das mulheres pela permanência e aceitação na cultura gamer constitui uma forma de resistência do consumo e, neste caso, manifesta-se também com um viés feminista. A força feminista das mulheres gamers pode ser visualizada através de influenciadoras digitais gamers que desempenham papéis representativos e catalisadores do movimento, destacando-se em suas atividades prossumeristas como streamers gamers. A presença delas no ciberespaço ocorre por meio de um corpo ciborgue que se materializa digitalmente através de dados e possibilita que elas performem suas identidades, corpos, formas e gêneros. Neste contexto, objetivamos entender como o prossumo de influenciadoras digitais gamers de Counter-Strike revela uma resistência ao machismo por meio da performatividade de seus corpos ciborgues. Para tal, nos debruçamos sobre influenciadoras jogadoras do jogo Counter-Strike (CS:GO), por ser um jogo tipicamente masculinizado e excludente de mulheres. Dado que este fenômeno está intrinsecamente ligado a uma subcultura de consumo inserida no ciberespaço e envolvida em problemas de gênero, utilizaremos a técnica de Netnografia em conjunto com a Análise de Discurso Pós estruturalista Feminista. Nossa análise foi capaz de evidenciar duas “zonas de combate”, a primeira voltada para o ataque às mulheres gamers, formada pelos discursos de poder: "conservação do gamer" e "manutenção do status quo". E a segunda, referente a reação das mulheres gamers, formada pelos discursos de poder: "ruptura feminista" e "Resistência feminista". Com base nesses achados, concluímos que o prossumo de influenciadoras digitais gamers de Counter-Strike revela uma resistência ao machismo por meio da performatividade de seus corpos ciborgues evidenciando uma disputa de poder latente na cultura gamer, na qual essas mulheres são simultaneamente colocadas em posições de submissão e subversão. |
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