A anurofauna da formação Crato, eocretáceo da Bacia do Araripe, Nordeste do Brasil
| Ano de defesa: | 2006 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6536 |
Resumo: | A Formação Crato, Bacia do Araripe, contém uma das mais importantes associações fossilíferas do Eocretáceo mundial, destacando-se pela sua abundância, biodiversidade e qualidade de preservação. Seus sedimentos guardam registro de uma fauna e flora continental, que foi interpretada como representando um ambiente lacustre. O presente trabalho tem como objetivo o estudo de sete exemplares de anfíbios anuros procedentes das camadas calcárias superiores da Formação Crato, pertencentes ao Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri CE. Este estudo é relevante devido a rara ocorrência de fósseis de anuros, pois os esqueletos com ossos pequenos e delicados e o habitat em ambientes continentais dificultam sua fossilização. Três enfoques principais: tafonômico, sistemático e ecológico foram considerados para contribuir com o conhecimento dos fatores abióticos do ambiente deposicional, além de contribuir com o conhecimento da evolução deste grupo de anfíbios. Os restos de anuros se caracterizam principalmente por estarem articulados e com grande parte dos elementos ósseos preservados. Esta preservação sugere soterramento rápido, transporte mínimo e que não houve ação de predadores post-mortem. As análises difratométricas indicam que a substituição do tecido ósseo por calcita (calcitização) foi o principal processo de fossilização. A anurofauna estudada evidencia a presença de pipoideos Pipimorpha e pelo menos dois taxa de neobatraquios que constituem a mais antiga ocorrência mundial conhecida até o momento. Esta ocorrência sugere que os neobatraquios se diversificaram inicialmente nos continentes do hemisfério sul. A biota descrita até agora para a Formação Crato apresenta uma grande diversidade taxonômica com 605 espécies conhecidas, que representam os cinco reinos. Na flora, as gimnospermas lideram com 43% da diversidade e os insetos constituem 80% da fauna. A presença da anurofauna corrobora a existência de água doce ou oligosalina para o ambiente deposicional da Formação Crato. Os anuros, com a possível exceção dos aquáticos pipimorfos, encontravam-se possivelmente nas áreas pantanosas da bordas do lago Crato, alguns deles em condições mais terrestres e outros em microhabitats protegidos, indicando que ocupavam diversos nichos ecológicos |
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A anurofauna da formação Crato, eocretáceo da Bacia do Araripe, Nordeste do BrasilNeobatraquioAnuroPipoideaEocretáceoFormação CratoA Formação Crato, Bacia do Araripe, contém uma das mais importantes associações fossilíferas do Eocretáceo mundial, destacando-se pela sua abundância, biodiversidade e qualidade de preservação. Seus sedimentos guardam registro de uma fauna e flora continental, que foi interpretada como representando um ambiente lacustre. O presente trabalho tem como objetivo o estudo de sete exemplares de anfíbios anuros procedentes das camadas calcárias superiores da Formação Crato, pertencentes ao Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri CE. Este estudo é relevante devido a rara ocorrência de fósseis de anuros, pois os esqueletos com ossos pequenos e delicados e o habitat em ambientes continentais dificultam sua fossilização. Três enfoques principais: tafonômico, sistemático e ecológico foram considerados para contribuir com o conhecimento dos fatores abióticos do ambiente deposicional, além de contribuir com o conhecimento da evolução deste grupo de anfíbios. Os restos de anuros se caracterizam principalmente por estarem articulados e com grande parte dos elementos ósseos preservados. Esta preservação sugere soterramento rápido, transporte mínimo e que não houve ação de predadores post-mortem. As análises difratométricas indicam que a substituição do tecido ósseo por calcita (calcitização) foi o principal processo de fossilização. A anurofauna estudada evidencia a presença de pipoideos Pipimorpha e pelo menos dois taxa de neobatraquios que constituem a mais antiga ocorrência mundial conhecida até o momento. Esta ocorrência sugere que os neobatraquios se diversificaram inicialmente nos continentes do hemisfério sul. A biota descrita até agora para a Formação Crato apresenta uma grande diversidade taxonômica com 605 espécies conhecidas, que representam os cinco reinos. Na flora, as gimnospermas lideram com 43% da diversidade e os insetos constituem 80% da fauna. A presença da anurofauna corrobora a existência de água doce ou oligosalina para o ambiente deposicional da Formação Crato. Os anuros, com a possível exceção dos aquáticos pipimorfos, encontravam-se possivelmente nas áreas pantanosas da bordas do lago Crato, alguns deles em condições mais terrestres e outros em microhabitats protegidos, indicando que ocupavam diversos nichos ecológicosUniversidade Federal de PernambucoMagnólia Franca Barreto, Alcina Jorge Barbosa de Moura, Geraldo2014-06-12T18:05:49Z2014-06-12T18:05:49Z2006info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfJorge Barbosa de Moura, Geraldo; Magnólia Franca Barreto, Alcina. A anurofauna da formação Crato, eocretáceo da Bacia do Araripe, Nordeste do Brasil. 2006. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Geociências, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2006.https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6536porAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPE2019-10-25T14:56:47Zoai:repositorio.ufpe.br:123456789/6536Repositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ufpe.br/oai/requestattena@ufpe.bropendoar:22212019-10-25T14:56:47Repositório Institucional da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)false |
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A Formação Crato, Bacia do Araripe, contém uma das mais importantes associações fossilíferas do Eocretáceo mundial, destacando-se pela sua abundância, biodiversidade e qualidade de preservação. Seus sedimentos guardam registro de uma fauna e flora continental, que foi interpretada como representando um ambiente lacustre. O presente trabalho tem como objetivo o estudo de sete exemplares de anfíbios anuros procedentes das camadas calcárias superiores da Formação Crato, pertencentes ao Museu de Paleontologia da Universidade Regional do Cariri CE. Este estudo é relevante devido a rara ocorrência de fósseis de anuros, pois os esqueletos com ossos pequenos e delicados e o habitat em ambientes continentais dificultam sua fossilização. Três enfoques principais: tafonômico, sistemático e ecológico foram considerados para contribuir com o conhecimento dos fatores abióticos do ambiente deposicional, além de contribuir com o conhecimento da evolução deste grupo de anfíbios. Os restos de anuros se caracterizam principalmente por estarem articulados e com grande parte dos elementos ósseos preservados. Esta preservação sugere soterramento rápido, transporte mínimo e que não houve ação de predadores post-mortem. As análises difratométricas indicam que a substituição do tecido ósseo por calcita (calcitização) foi o principal processo de fossilização. A anurofauna estudada evidencia a presença de pipoideos Pipimorpha e pelo menos dois taxa de neobatraquios que constituem a mais antiga ocorrência mundial conhecida até o momento. Esta ocorrência sugere que os neobatraquios se diversificaram inicialmente nos continentes do hemisfério sul. A biota descrita até agora para a Formação Crato apresenta uma grande diversidade taxonômica com 605 espécies conhecidas, que representam os cinco reinos. Na flora, as gimnospermas lideram com 43% da diversidade e os insetos constituem 80% da fauna. A presença da anurofauna corrobora a existência de água doce ou oligosalina para o ambiente deposicional da Formação Crato. Os anuros, com a possível exceção dos aquáticos pipimorfos, encontravam-se possivelmente nas áreas pantanosas da bordas do lago Crato, alguns deles em condições mais terrestres e outros em microhabitats protegidos, indicando que ocupavam diversos nichos ecológicos |
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