Filme polimérico com pectina da casca do maracujá (Passiflora edulis): potencial antimicrobiano e cicatricial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: MACEDO, Esdras Santos
Orientador(a): MENDES, Rosemairy Luciane
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Ciencias Biologicas
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67022
Resumo: A cicatrização de feridas envolve uma complexa interação de células e mediadores para um reparo eficiente. Pesquisas recentes exploram alternativas inovadoras, como filmes poliméricos bioativos, para otimizar esse processo. Um exemplo promissor é um filme à base de pectina extraída da casca do maracujá, subproduto agroindustrial rico em compostos bioativos, que pode acelerar a cicatrização e atuar como tratamento ou sistema de liberação de fármacos. Essa abordagem alia-se à sustentabilidade e à economia circular, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, em especial o ODS 3 (Saúde e Bem Estar), ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), ao fomentar tecnologias verdes, e ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), ao reaproveitar resíduos agrícolas. Objetivou-se avaliar o potencial cicatrizante dos filmes desenvolvidos a partir da pectina da casca do maracujá amarelo (FPCM), Passiflora edulis, nas concentrações de 2% e 5% em feridas cutâneas de camundongos e o potencial e antimicrobiano destes filmes em cepas de bactérias multirresistentes. Para avaliar a atividade antimicrobiana, realizaram-se ensaios de Concentração Inibitória Mínima (CIM), Concentração Bactericida Mínima (CBM) e disco-difusão em ágar. Nos testes in vitro, empregou-se a Concentração Citotóxica 50% (CC₅₀) e ensaios de citotoxicidade. Para os ensaios in vivo, utilizaram-se os testes de Toxicidade Oral Aguda (OECD) e hemólise para avaliar a segurança da pectina. No estudo de cicatrização, feridas de 4 mm foram induzidas em camundongos fêmeas Swiss, que foram tratadas por até 21 dias, com avaliação da taxa de cicatrização nos dias 0, 1, 7, 14 e 21. A pectina extraída da casca do maracujá demonstrou excelente biocompatibilidade e potencial cicatrizante. No ensaio de citotoxicidade, a pectina apresentou CC50 superior a 500 μg/mL em fibroblastos murinos L929, confirmando sua biocompatibilidade e baixa citotoxicidade, efeito este corroborado pelos testes de toxicidade oral aguda e hemólise. Os FPCMs nas concentrações de 2% e 5% não apenas apresentaram in vitro este perfil não tóxico, como também apresentaram alta viabilidade celular (91,6% e 97,7%, respectivamente) após 72h de tratamento, indicando uma possível atividade citoprotetora ou proliferativa que deve ser confirmado em estudos futuros. A avaliação da atividade cicatrizante revelou resultados promissores: o FPCM 5% destacou-se com 94,44±0,47% de fechamento da ferida no 14° dia de tratamento, desempenho superior aos demais grupos testados. Já o FPCM 2% equiparou-se ao controle positivo Dersani® no 21° dia, com valores de 91,20±0,65% e 91,56±1,81%, respectivamente, mostrando diferenças estatisticamente significativas em relação aos controles negativo (PBS) e filme branco. Contudo, tanto a pectina isolada quanto os FPCMs não apresentaram atividade antimicrobiana relevante nos ensaios de CIM, CBM e disco-difusão. Estes resultados sugerem que o FPCM 5%, embora não possua ação antimicrobiana direta, apresenta potencial como agente cicatrizante, capaz de acelerar o processo de reparo tecidual por meio do estímulo à proliferação de células essenciais para a reepitelização. As propriedades biológicas da pectina de maracujá, aliadas à segurança comprovada, apontam para uma promissora aplicação em terapias de cicatrização, sendo necessário novos estudos para elucidar seus mecanismos de ação.
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Essa abordagem alia-se à sustentabilidade e à economia circular, alinhando-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, em especial o ODS 3 (Saúde e Bem Estar), ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), ao fomentar tecnologias verdes, e ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), ao reaproveitar resíduos agrícolas. Objetivou-se avaliar o potencial cicatrizante dos filmes desenvolvidos a partir da pectina da casca do maracujá amarelo (FPCM), Passiflora edulis, nas concentrações de 2% e 5% em feridas cutâneas de camundongos e o potencial e antimicrobiano destes filmes em cepas de bactérias multirresistentes. Para avaliar a atividade antimicrobiana, realizaram-se ensaios de Concentração Inibitória Mínima (CIM), Concentração Bactericida Mínima (CBM) e disco-difusão em ágar. Nos testes in vitro, empregou-se a Concentração Citotóxica 50% (CC₅₀) e ensaios de citotoxicidade. Para os ensaios in vivo, utilizaram-se os testes de Toxicidade Oral Aguda (OECD) e hemólise para avaliar a segurança da pectina. No estudo de cicatrização, feridas de 4 mm foram induzidas em camundongos fêmeas Swiss, que foram tratadas por até 21 dias, com avaliação da taxa de cicatrização nos dias 0, 1, 7, 14 e 21. A pectina extraída da casca do maracujá demonstrou excelente biocompatibilidade e potencial cicatrizante. No ensaio de citotoxicidade, a pectina apresentou CC50 superior a 500 μg/mL em fibroblastos murinos L929, confirmando sua biocompatibilidade e baixa citotoxicidade, efeito este corroborado pelos testes de toxicidade oral aguda e hemólise. Os FPCMs nas concentrações de 2% e 5% não apenas apresentaram in vitro este perfil não tóxico, como também apresentaram alta viabilidade celular (91,6% e 97,7%, respectivamente) após 72h de tratamento, indicando uma possível atividade citoprotetora ou proliferativa que deve ser confirmado em estudos futuros. A avaliação da atividade cicatrizante revelou resultados promissores: o FPCM 5% destacou-se com 94,44±0,47% de fechamento da ferida no 14° dia de tratamento, desempenho superior aos demais grupos testados. Já o FPCM 2% equiparou-se ao controle positivo Dersani® no 21° dia, com valores de 91,20±0,65% e 91,56±1,81%, respectivamente, mostrando diferenças estatisticamente significativas em relação aos controles negativo (PBS) e filme branco. Contudo, tanto a pectina isolada quanto os FPCMs não apresentaram atividade antimicrobiana relevante nos ensaios de CIM, CBM e disco-difusão. Estes resultados sugerem que o FPCM 5%, embora não possua ação antimicrobiana direta, apresenta potencial como agente cicatrizante, capaz de acelerar o processo de reparo tecidual por meio do estímulo à proliferação de células essenciais para a reepitelização. As propriedades biológicas da pectina de maracujá, aliadas à segurança comprovada, apontam para uma promissora aplicação em terapias de cicatrização, sendo necessário novos estudos para elucidar seus mecanismos de ação.Wound healing involves a complex interaction of cells and mediators for efficient repair. Recent research explores innovative alternatives, such as bioactive polymeric films, to optimize this process. A promising example is a film based on pectin extracted from passion fruit peel, an agro-industrial byproduct rich in bioactive compounds, which may accelerate healing and act as a treatment or drug delivery system. This approach aligns with sustainability and the circular economy, supporting the United Nations Sustainable Development Goals (SDGs), particularly SDG 3 (Good Health and Well Being), SDG 9 (Industry, Innovation, and Infrastructure) by promoting green technologies, and SDG 12 (Responsible Consumption and Production) by repurposing agricultural waste. This study aimed to evaluate the healing potential of films developed from yellow passion fruit (Passiflora edulis) peel pectin (FPCM) at 2% and 5% concentrations in cutaneous wounds in mice, as well as their antimicrobial potential against multidrug-resistant bacterial strains. To assess antimicrobial activity, Minimum Inhibitory Concentration (MIC), Minimum Bactericidal Concentration (MBC), and agar disk-diffusion assays were performed. In vitro tests included the 50% Cytotoxic Concentration (CC₅₀) and cytotoxicity assays. For in vivo evaluation, Acute Oral Toxicity (OECD) and hemolysis tests were conducted to assess pectin safety. In the wound healing study, 4 mm wounds were induced in female Swiss mice and treated for up to 21 days, with healing rates evaluated on days 0, 1, 7, 14, and 21. The pectin extracted from passion fruit peel demonstrated excellent biocompatibility and healing potential. In cytotoxicity assays, pectin showed a CC50 above 500 μg/mL in murine L929 fibroblasts, confirming its biocompatibility and low cytotoxicity—an effect supported by acute oral toxicity and hemolysis tests. FPCMs at 2% and 5% concentrations not only exhibited this non-toxic profile in vitro but also showed high cell viability (91.6% and 97.7%, respectively) after 72 hours of treatment, suggesting possible cytoprotective or proliferative activity that requires further investigation. Wound healing assessment yielded promising results: FPCM 5% achieved 94.44 ± 0.47% wound closure by day 14, outperforming other tested groups. Meanwhile, FPCM 2% matched the positive control Dersani® by day 21, with values of 91.20 ± 0.65% and 91.56 ± 1.81%, respectively, showing statistically significant differences compared to the negative control (PBS) and blank film. However, neither isolated pectin nor FPCMs exhibited significant antimicrobial activity in MIC, MBC, or disk-diffusion assays.These findings suggest that while FPCM 5% lacks direct antimicrobial action, it holds potential as a wound-healing agent capable of accelerating tissue repair by stimulating the proliferation of cells essential for re-epithelialization. The biological properties of passion fruit pectin, combined with its proven safety, indicate promising applications in wound healing therapies. Further studies are needed to elucidate its mechanisms of action.porUniversidade Federal de PernambucoPrograma de Pos Graduacao em Ciencias BiologicasUFPEBrasilhttps://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/info:eu-repo/semantics/embargoedAccessCicatrização de feridasMaracujá amareloPolissacarídeoReparo de tecidoCurativo bioativoBiomaterialFilme polimérico com pectina da casca do maracujá (Passiflora edulis): potencial antimicrobiano e cicatricialinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesismestradoreponame:Repositório Institucional da UFPEinstname:Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)instacron:UFPETEXTDISSERTAÇÃO Esdras Santos Macedo.pdf.txtDISSERTAÇÃO Esdras Santos Macedo.pdf.txtExtracted texttext/plain211776https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/67022/3/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Esdras%20Santos%20Macedo.pdf.txtd8b237766c109e6818d5268dd8938444MD53THUMBNAILDISSERTAÇÃO Esdras Santos Macedo.pdf.jpgDISSERTAÇÃO Esdras Santos Macedo.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1297https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/67022/4/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Esdras%20Santos%20Macedo.pdf.jpg644d1431cda25114b2eca170e8881e93MD54ORIGINALDISSERTAÇÃO Esdras Santos Macedo.pdfDISSERTAÇÃO Esdras Santos Macedo.pdfapplication/pdf4030722https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/67022/1/DISSERTA%c3%87%c3%83O%20Esdras%20Santos%20Macedo.pdf017182b28b45fa0fe4faf5f7e3c1435fMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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